Um telefone velho com lagosta, quanto vale isso?

Se alguém lhe vendesse esta um telefone velho com um fone na forma de uma lagosta, quanto você, amigo leitor, estaria disposto a pagar?

Nada, talvez. Se encontrasse na rua nem pegaria? Ou quem sabe achasse legal para dar de presente num amigo secreto e pagasse R$ 60,00?

 

Bem talvez você tivesse um amigo no negócio de frutos do mar, e o símbolo tivesse um valor maior, uns R$ 300,00?

 

Ou ainda, um chefe apaixonadíssimo por lagostas, e esse presente revelasse o quão criativo você é na observação das coisas, e o comprasse por R$ 1.500,00 numa loja de antiguidades. Quem sabe?

 

Mas, de repente ali está a fonte, quem fez esta peça, e você vê o nome: “Salvador Dalí”. Sim, o próprio gênio da arte surreal.

Quanto passaria a valer esse telefone velho com uma lagosta no fone? US$ 1 milhão, talvez muito mais? Quem sabe nem tenha preço!

 

O valor não está nas coisas, mas em quem faz o que com as coisas.

 

Então, pergunto: “Quem é você?”

Há uma crise de lideranças no Brasil

 

Há uma crise de lideranças no Brasil

 

Fácil explicar: quem hoje está no comando das empresas, academias e instituições é a GBSF – Geração dos bem-sucedidos e Famosos!

 

Não foram educados para serem líderes de uma sociedade ou do país. Liderança dói!

E limiar de dor ampliada dói mais ainda.

 

Guerreiros não nascem prontos!

Quanto vale este manequim azul?

Vamos imaginar que você, amigo leitor, tenha uma loja de moda. Então, poderia gastar para expor algo.

Supondo que você tenha exposto um manequim meio corpo, belo e azul.

Poderiam pagar quanto? Talvez R$ 300,00? Você poderia explicar que não se trata de um manequim qualquer, pois têm pigmentos azuis especiais sobre o gesso.

E pedir mil reais? Ok, talvez.

E se dissesse agora que o busto poderia estar numa loja de decoração por um preço de dois mil reais… O lindo azul sobre gesso e o vendedor poderia acrescentar tratar-se de uma peça de rara beleza que liberta a superfície, uma presença monocromática especial.

 

Você pagaria três mil reais?

 

De repente você vê a assinatura dessa peça do Yves Klein, um dos autores da modernidade do “Spacializmo”, que é antecedida pelo grupo de vanguarda “Zero” num resgate à Segunda Guerra Mundial, onde atuam no foco da monocromia, uma ilusão de ótica.

Yves Klein afirma que sugerir, expressar e representar não são mais os problemas de hoje. Então, cria uma exposição chamada “Lá Nuova Concezione Artística” (1960) por uma busca de soluções originais.

 

Então, agora quanto vale este busto de pigmento azul sobre gesso? US$ 1 milhão?

O valor não está nas coisas, mas em quem faz o que com as coisas.

 

Então pergunto: “Quem é você?”

Quanto você daria por este quadro?

Caro leitor, veja este quadro da atriz americana Judy Garland.

Bonito. Mas, imagine que eu mostre para alguém e diga: “Quer comprar? “

 

Vamos dizer que a pessoa goste de quadros e da própria artista ali serigrafada. Talvez me oferecesse duzentos reais, considerando a moldura, ou quatrocentos reais?

O quadro “Judy Garland” de Andrew Warhol (mais conhecido por Andy Warhol).

Quem sabe se estivesse exposto numa galeria de arte, pudesse valer um pouco mais… talvez o dobro?

 

Agora que você viu o autor da obra: Andy Warhol, um dos ídolos criadores da pop art americana em um dos seus retratos serigrafados de personalidades, quanto valeria para você?

 

Com Warhol vem junto a cidade e o palco da vida e uma exposição da produção massiva e mediática.

O valor não está nas coisas, mas em quem faz o que com as coisas.

 

Então, pergunto: “Quem é você?”

O valor não está na ‘coisa’ e sim o que fazemos com a ‘coisa’

As coisas em si não têm valor. O sentido que alguém dá a elas, sim.

Sardinhas ao longo da história foram consideradas um alimento de baixo valor estimativo. Evidentemente não, quando as olhamos nas deliciosas festas portuguesas das sardinhas assadas com azeite.

 

Fora o folclore, aumentar e capturar mais valor das antiquíssimas sardinhas, e principalmente delas em lata pode parecer um esforço em vão e infrutífero.

 

Engano. A captura de valor nunca está na ‘coisa’ e sim na resposta “à quem”.

 

No aeroporto de Lisboa, o trabalho da Associação Portuguesa do Negócio da Sardinha dá um show de ampliação de valor. Um reino fantástico da sardinha portuguesa foi criado.

Com um pouco de imaginação as sardinhas em lata são reveladas como rainhas. As latas todas com datas dos anos marcam a vida dos que passam e não conseguem, ao parar, sair sem comprar a sua lata de sardinhas portuguesas ao azeite.

A sardinha literalmente virou rainha.

Num trono, tal qual uma rainha, lá está a sardinha em lata com o ano de JK Rowling, autora da série Harry Potter, que viveu em Portugal.

Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa

 

O valor não está nas coisas, mas em quem faz o que com as coisas.

Então pergunto: “Quem é você?”

Qual a diferença entre criar valor e capturar valor

Quem é você?

Podemos criar valor criando coisas, inovando. Sistemas e processos novos. Arranjos novos. Os exemplos estão por toda parte.

 

As lojas de departamento, que também não capturaram valor do comércio eletrônico, os shopping centers recriando as novas praças do mercado, o modelo de franquias, com o qual Alexandre Costa, fundador da Cacau Show, capturou gigantesco valor.

 

A telefonia sem os fios. Os computadores como estações moveis recebendo e emitindo sinais. Mas há uma diferença entre criar valor e capturar valor.

 

Não foram os inventores originais da ciência, da tecnologia ou do olhar disruptivo quem terminou por obter resultados valiosos com as fontes de sua privilegiada ante visão.

 

Observe os que capturam valor com as coisas são pessoas, indivíduos que não têm nada a perder com o antigo, com o anterior, com o já existente.

Alexandre costa não inventou o chocolate, as trufas ou a franquia.
Mas, a Cacau Show é um show de captura de valor com a maior franquia de chocolates do mundo. A resposta nunca está no ‘o que das coisas’ e sim no ‘quem’ da individualidade.

Não foram as páginas amarelas mundiais que criaram um Google, ou a indústria da telefonia com fio que fez o celular, nenhuma grande e poderosa mídia clássica fez as redes sociais e muito menos foi uma empresa de sementes que liderou a engenharia genética da soja, do milho ou do algodão.

 

O valor pode ser criado nas “coisas”. Mas, a captura de valor está no indivíduo, a resposta vem sempre depois da pergunta: “Quem? “.

 

Então pergunto: “Quem é você? “

Guerreiros e a diversidade

 

A onda global trata da diversidade em tudo, incluindo o RH. E nesse caso, a humana.

Fala-se sobre a “lei dos diferentes”. Mas… Quem não é desigual? Cada qual uma única impressão digital!

É importante a diversidade para os negócios?

Só tem dúvidas aquele que não tem boas métricas para julgar. Mas e você, já se sentiu um deles? Um “diverso”, digamos assim?

Já fui ou ainda sou um diverso, e posso dizer que sem valores humanos na organização e sem justas métricas, a causa da diversidade fica na emoção e pega pela ausência da razão.

Temos que administrar a diversidade da arte e da inteligência com a justiça, pois somos guerreiros da evolução.

Nem toda finitude será angustiante

O fim angustia. Uma casa deixada em meio a uma mudança parece sentir seus últimos dias. A sua composição mineral parece chorar. Os móveis deixados pra trás, se falassem, implorariam para seguir.

 

Se essa casa ficar fechada por alguns dias, a umidade irá se apossa, a luz desaparecerá e as trevas dominarão, e com a escuridão predominarão os habitantes desse reino triste.

 

Um namoro desfeito, por mais que pareça ser indiferente para uma parte ou ambas, para sempre uma marca indelével fica. Permanece e de vez em quando aparece para a relembrança.

 

Uma vez conversava com a Dra. Sandra Serrano, especialista em dor, no Hospital do Câncer, e que assistia constantes desenlaces da vida, perguntei: “Doutora, como as pessoas morrem? ”

 

Ela pensou e disse: “Morrem como vivem”. Se alegres, guardam a alegria. Se mal educadas, assim se comportam. Se arrogantes, da mesma forma.”

 

Convivi por anos com grandes vendedores de páginas amarelas. Havia uma senhora em televendas espetacular. Campeã de vendas. Um dia recebi a notícia de que estava internada em estado grave. Era a Dona Raquel. Quando a fui visitar, para minha surpresa estava já no quarto, e não na UTI.

Ao me ver, sorriu, me aproximei e ela sussurrou nos meus ouvidos: “Hoje eu fiz uma grande venda.” Fiquei impressionado e perguntei: “O que foi, Dona Raquel? – pensando que ela estaria tendo alucinações – e então me respondeu baixinho no ouvido: ” Vendi pro médico que não queria morrer na UTI, e que me levasse pro quarto”.

 

Poucos dias após, Dona Raquel faleceu.

As transformações à beira da morte não são muitas, mas acontecem. O perdão, uma declaração de amor, um ato heroico, de amor à humanidade ao próximo, à uma causa.

 

Sistemas também morrem. Poderes antigos, cargos e pessoas dentro deles e com eles. Os últimos dias são terríveis, angustiantes, um verdadeiro inferno em vida.

 

Os amigos desaparecem.  A traição, as armadilhas impensáveis; ninguém mais em quem confiar. O abandono de todos e a ira de muitos. Nessa situação, o ser humano se apega a qualquer esperança indigna para continuar recebendo o que pensa ser oxigênio, mas já não passa de ar putrefato. Se ainda tivesse ele a sabedoria de retalhos dignos, procuraria sair, saber sair, pois até para morrer é preciso encontrar um sentido e um propósito.

 

O poder brasileiro como o conhecemos vive seus últimos dias.

 

Os atormentados se desesperam, lutam para viver e se apegam às próprias correntes de ouro com as quais imaginaram frutificar suas ambições e ruína do caráter.

 

A associação criminosa do Estado com parte da classe empresarial se destruiu a si mesma. Ninguém veio de fora para fazer isso. Não foram as legiões humanistas, ou os iludidos defensores dos pobres e oprimidos, a esquerda ou à direita e muito menos o centro.

 

A delação de dois irmãos Joesley e Wesley Batista, filhos de um açougueiro trabalhador do início da cidade de Brasília, transformados na maior empresa de carnes do planeta e constando no 4° lugar do ranking mundial das empresas de alimentos, foi um míssil nuclear disparado e com uma capacidade destruidora sem antecedentes na história do país; e talvez do próprio mundo, do jeito como ocorreu.

 

Temer tremeu. Da direita se esperava tudo, menos ausência de malícia e insensatez leviana. Da esquerda se esperava integridade e honestidade, e sua vendeta foi a mais suja de todas. Mas, a traição dos delatores foi mortal, ferina e combinada com os seus algozes.

 

“Até tu, Brutus?” disse o imperador Julio Cesar ao ser esfaqueado pelas costas pelo homem de confiança Marcus Junuius Brutus.

 

 

Mas a história é feita do incerto e não do certo. Esses atores já faleceram. Mas ainda como zumbis renegam suas finitudes e teimam em permanecer sob os spotlights da ribalta.

 

Triste fim para aquele que não sabe se terminar.

Angustiante começo para aquele que precisa recomeçar e precisa brotar. Líderes não escolhem, são escolhidos pelos momentos históricos.

 

Mas, todo fim não acontece quando acaba. Costuma ser o resultado de um processo. E aqui vale perguntar, refletir e aprender: Quando começamos a terminar e quais foram as causas do nosso fim?

 

Por que nos surpreendemos sob a tocaia da traição? Do surpreendente fim? Temos esse direito alienante?

 

Os fins são inevitáveis, mas podem ser simplesmente um fim. Ou podem vir a ser uma passagem, um legado, uma eternidade.

 

Só depende de cada um de nós.  Parece existir uma lei acima de todas as leis: a de causa e efeito.

Nem toda finitude será angustiante.

O discurso que eu gostaria que o Presidente da República do Brasil lesse para todos nós

“Povo brasileiro: como líder e Presidente da República do país, preciso com o dever de caráter e da minha responsabilidade, hoje e para toda a história, dizer:

Temos feito grandes obras e avanços no Brasil ao longo da nossa curta história na humanidade. Somos um grande país onde recebemos todas as raças e credos do mundo. Estamos entre as 10 maiores economias do planeta. Construímos um agronegócio com cooperativismo que hoje, além de garantir o abastecimento e segurança alimentar dos brasileiros, exporta excedentes, e alimentamos quase 1 bilhão de pessoas no Globo. Temos muitas coisas boas, mas também temos muitos coisas ruins. Nossa democracia se permitiu corromper numa associação criminosa e escandalosa entre representantes do Estado, dos serviços públicos, da iniciativa privada e de sindicatos.

Quero e devo também não cair no pecado da generalização. Muitos servidores, políticos, sindicalistas e empresários pautam por ética e honestidade.

Precisamos do cumprimento da lei, agora doa a quem doer, veloz e severa. Mas precisamos da mesma forma, para a não destruição da criação empreendedora para os desafios da competitividade global, um novo design estratégico da governança do Estado brasileiro ao lado de todos os seus agentes econômicos, sociais e sustentáveis.

Precisamos imediatamente do resgate do fator número 1, que permitirá todos os outros passos: a confiança.

Por isso e pelo Brasil, independente da verdade dos fatos que a história irá julgar, independente de traições e do jogo das maldades humanas, eu peço desculpas ao povo honesto e íntegro do meu país. Saio da posição de líder da nação para que ela renove a fé em si mesma e na renovação de líderes que venham com um novo modelo e sistema de administração e de uma nova política.

Eu saio. Mas comigo deverão sair todos os atuais líderes dos poderes públicos constituídos. Da mesma forma, os líderes maiores das entidades que representam os setores responsáveis pela grande geração do PIB do país, da iniciativa privada, bem como dos grandes sindicatos de classes trabalhadoras.

A falência não foi de apenas de um órgão. Falimos numa cadeia de órgãos que permitiram que 2% viesse corrompendo 98%. Portanto, que atire a primeira pedra aquele que não tiver pecado. Precisamos de interventores interinos para organizar novas eleições, novas escolhas, novos dirigentes de entidades e associações.

Enfim, a renovação da esperança da confiança e na construção de um novo porvir para este espetacular país o nosso Brasil. Uma junta de governo deve ser criada com homens e mulheres probos representantes do setor empresarial.

Trabalhadores, mídia, setor público, militar, políticos e ONGs. Quero que o meu exemplo seja seguido por todos os brasileiros que erraram, ou que permitiram o erro, ou mesmo que bem intencionados, estavam desprovidos da necessária malícia da arte do líder para manter a vital e fundamental vigilância.

À um novo futuro à um novo e muito mais justo e evoluído país. A uma nação tropical exemplar para todas as futuras gerações. Me desculpem brasileiros. Mas faço deste momento e desta hora a minha hora de coragem.

Todo ser humano é imperfeito, mas juntos é possível criar obras dignas da perfeição. É possível superar. Para que isso possa ser possível eu renuncio.

Que Deus nos ilumine a todos. ” – Presidente da República do Brasil.

 

Esse é o discurso que eu gostaria que o Presidente da República do Brasil lesse para todos nós, e com ele nos salvasse do hospício nacional em que estamos afundados!

Chega! Se continuar assim estamos condenando o brasileiro à loucura incurável! Seria utopia?