Guerreiros e a diversidade

 

A onda global trata da diversidade em tudo, incluindo o RH. E nesse caso, a humana.

Fala-se sobre a “lei dos diferentes”. Mas… Quem não é desigual? Cada qual uma única impressão digital!

É importante a diversidade para os negócios?

Só tem dúvidas aquele que não tem boas métricas para julgar. Mas e você, já se sentiu um deles? Um “diverso”, digamos assim?

Já fui ou ainda sou um diverso, e posso dizer que sem valores humanos na organização e sem justas métricas, a causa da diversidade fica na emoção e pega pela ausência da razão.

Temos que administrar a diversidade da arte e da inteligência com a justiça, pois somos guerreiros da evolução.

Nem toda finitude será angustiante

O fim angustia. Uma casa deixada em meio a uma mudança parece sentir seus últimos dias. A sua composição mineral parece chorar. Os móveis deixados pra trás, se falassem, implorariam para seguir.

 

Se essa casa ficar fechada por alguns dias, a umidade irá se apossa, a luz desaparecerá e as trevas dominarão, e com a escuridão predominarão os habitantes desse reino triste.

 

Um namoro desfeito, por mais que pareça ser indiferente para uma parte ou ambas, para sempre uma marca indelével fica. Permanece e de vez em quando aparece para a relembrança.

 

Uma vez conversava com a Dra. Sandra Serrano, especialista em dor, no Hospital do Câncer, e que assistia constantes desenlaces da vida, perguntei: “Doutora, como as pessoas morrem? ”

 

Ela pensou e disse: “Morrem como vivem”. Se alegres, guardam a alegria. Se mal educadas, assim se comportam. Se arrogantes, da mesma forma.”

 

Convivi por anos com grandes vendedores de páginas amarelas. Havia uma senhora em televendas espetacular. Campeã de vendas. Um dia recebi a notícia de que estava internada em estado grave. Era a Dona Raquel. Quando a fui visitar, para minha surpresa estava já no quarto, e não na UTI.

Ao me ver, sorriu, me aproximei e ela sussurrou nos meus ouvidos: “Hoje eu fiz uma grande venda.” Fiquei impressionado e perguntei: “O que foi, Dona Raquel? – pensando que ela estaria tendo alucinações – e então me respondeu baixinho no ouvido: ” Vendi pro médico que não queria morrer na UTI, e que me levasse pro quarto”.

 

Poucos dias após, Dona Raquel faleceu.

As transformações à beira da morte não são muitas, mas acontecem. O perdão, uma declaração de amor, um ato heroico, de amor à humanidade ao próximo, à uma causa.

 

Sistemas também morrem. Poderes antigos, cargos e pessoas dentro deles e com eles. Os últimos dias são terríveis, angustiantes, um verdadeiro inferno em vida.

 

Os amigos desaparecem.  A traição, as armadilhas impensáveis; ninguém mais em quem confiar. O abandono de todos e a ira de muitos. Nessa situação, o ser humano se apega a qualquer esperança indigna para continuar recebendo o que pensa ser oxigênio, mas já não passa de ar putrefato. Se ainda tivesse ele a sabedoria de retalhos dignos, procuraria sair, saber sair, pois até para morrer é preciso encontrar um sentido e um propósito.

 

O poder brasileiro como o conhecemos vive seus últimos dias.

 

Os atormentados se desesperam, lutam para viver e se apegam às próprias correntes de ouro com as quais imaginaram frutificar suas ambições e ruína do caráter.

 

A associação criminosa do Estado com parte da classe empresarial se destruiu a si mesma. Ninguém veio de fora para fazer isso. Não foram as legiões humanistas, ou os iludidos defensores dos pobres e oprimidos, a esquerda ou à direita e muito menos o centro.

 

A delação de dois irmãos Joesley e Wesley Batista, filhos de um açougueiro trabalhador do início da cidade de Brasília, transformados na maior empresa de carnes do planeta e constando no 4° lugar do ranking mundial das empresas de alimentos, foi um míssil nuclear disparado e com uma capacidade destruidora sem antecedentes na história do país; e talvez do próprio mundo, do jeito como ocorreu.

 

Temer tremeu. Da direita se esperava tudo, menos ausência de malícia e insensatez leviana. Da esquerda se esperava integridade e honestidade, e sua vendeta foi a mais suja de todas. Mas, a traição dos delatores foi mortal, ferina e combinada com os seus algozes.

 

“Até tu, Brutus?” disse o imperador Julio Cesar ao ser esfaqueado pelas costas pelo homem de confiança Marcus Junuius Brutus.

 

 

Mas a história é feita do incerto e não do certo. Esses atores já faleceram. Mas ainda como zumbis renegam suas finitudes e teimam em permanecer sob os spotlights da ribalta.

 

Triste fim para aquele que não sabe se terminar.

Angustiante começo para aquele que precisa recomeçar e precisa brotar. Líderes não escolhem, são escolhidos pelos momentos históricos.

 

Mas, todo fim não acontece quando acaba. Costuma ser o resultado de um processo. E aqui vale perguntar, refletir e aprender: Quando começamos a terminar e quais foram as causas do nosso fim?

 

Por que nos surpreendemos sob a tocaia da traição? Do surpreendente fim? Temos esse direito alienante?

 

Os fins são inevitáveis, mas podem ser simplesmente um fim. Ou podem vir a ser uma passagem, um legado, uma eternidade.

 

Só depende de cada um de nós.  Parece existir uma lei acima de todas as leis: a de causa e efeito.

Nem toda finitude será angustiante.

O discurso que eu gostaria que o Presidente da República do Brasil lesse para todos nós

“Povo brasileiro: como líder e Presidente da República do país, preciso com o dever de caráter e da minha responsabilidade, hoje e para toda a história, dizer:

Temos feito grandes obras e avanços no Brasil ao longo da nossa curta história na humanidade. Somos um grande país onde recebemos todas as raças e credos do mundo. Estamos entre as 10 maiores economias do planeta. Construímos um agronegócio com cooperativismo que hoje, além de garantir o abastecimento e segurança alimentar dos brasileiros, exporta excedentes, e alimentamos quase 1 bilhão de pessoas no Globo. Temos muitas coisas boas, mas também temos muitos coisas ruins. Nossa democracia se permitiu corromper numa associação criminosa e escandalosa entre representantes do Estado, dos serviços públicos, da iniciativa privada e de sindicatos.

Quero e devo também não cair no pecado da generalização. Muitos servidores, políticos, sindicalistas e empresários pautam por ética e honestidade.

Precisamos do cumprimento da lei, agora doa a quem doer, veloz e severa. Mas precisamos da mesma forma, para a não destruição da criação empreendedora para os desafios da competitividade global, um novo design estratégico da governança do Estado brasileiro ao lado de todos os seus agentes econômicos, sociais e sustentáveis.

Precisamos imediatamente do resgate do fator número 1, que permitirá todos os outros passos: a confiança.

Por isso e pelo Brasil, independente da verdade dos fatos que a história irá julgar, independente de traições e do jogo das maldades humanas, eu peço desculpas ao povo honesto e íntegro do meu país. Saio da posição de líder da nação para que ela renove a fé em si mesma e na renovação de líderes que venham com um novo modelo e sistema de administração e de uma nova política.

Eu saio. Mas comigo deverão sair todos os atuais líderes dos poderes públicos constituídos. Da mesma forma, os líderes maiores das entidades que representam os setores responsáveis pela grande geração do PIB do país, da iniciativa privada, bem como dos grandes sindicatos de classes trabalhadoras.

A falência não foi de apenas de um órgão. Falimos numa cadeia de órgãos que permitiram que 2% viesse corrompendo 98%. Portanto, que atire a primeira pedra aquele que não tiver pecado. Precisamos de interventores interinos para organizar novas eleições, novas escolhas, novos dirigentes de entidades e associações.

Enfim, a renovação da esperança da confiança e na construção de um novo porvir para este espetacular país o nosso Brasil. Uma junta de governo deve ser criada com homens e mulheres probos representantes do setor empresarial.

Trabalhadores, mídia, setor público, militar, políticos e ONGs. Quero que o meu exemplo seja seguido por todos os brasileiros que erraram, ou que permitiram o erro, ou mesmo que bem intencionados, estavam desprovidos da necessária malícia da arte do líder para manter a vital e fundamental vigilância.

À um novo futuro à um novo e muito mais justo e evoluído país. A uma nação tropical exemplar para todas as futuras gerações. Me desculpem brasileiros. Mas faço deste momento e desta hora a minha hora de coragem.

Todo ser humano é imperfeito, mas juntos é possível criar obras dignas da perfeição. É possível superar. Para que isso possa ser possível eu renuncio.

Que Deus nos ilumine a todos. ” – Presidente da República do Brasil.

 

Esse é o discurso que eu gostaria que o Presidente da República do Brasil lesse para todos nós, e com ele nos salvasse do hospício nacional em que estamos afundados!

Chega! Se continuar assim estamos condenando o brasileiro à loucura incurável! Seria utopia?

13 razões para não perder para o bullying

Aqui constam treze razões para você não perder para o bullying:

1 – Todos carregamos impressões falsas ou verdadeiras de pontos fracos e vulneráveis em cada um de nós, mesmo os mais perfeitos do universo.

 

2 – O bullying iniciado de fora pra dentro de um ser humano sempre advém de uma personalidade doentia ou extremamente acovardada que não representa a maioria dos seres humanos que nos envolvem.

 

3 – O bullying iniciado de dentro pra fora é o mais perverso e terrível de todos, pois nasce da própria mente daquele que se sente alvo, vítima e perseguido. O auto bullying busca e atrai suas afinidades externas, exatamente o mencionado no item 2.

 

4 – As redes sociais amplificam e explodem o efeito do bullying. No passado, ficava restrito a sua classe, sua escola, quarteirão, bairro, e podia ser mais claramente identificado o autor. As relações cara a cara permitiam uma ação e reação de encorajamento. O bullying virtual reúne em velocidade instantânea os amantes do bullying do planeta inteiro ao mesmo tempo. Isso gera uma falsa percepção de que o mundo todo nos odeia.

5 – As famílias, sem querer, podem se tornar o nascedouro dos piores bullyings, instilando dentro das próprias casas os fantasmas de aparentes defeitos humanos dos mais diversos tipos. A vitimização pela covardia, numa casa desencorajada para viver, cria ambientes de vitimização, e isso atrai o bullying exterior.

 

6 – A criação quando é agressiva e de baixa empatia estimula crianças e filhos à prática do bullying como forma de opressão e de maneira a ser percebido e respeitado pela comunidade onde vive.

 

7 – Nos ambientes corporativos do passado o bullying era uma prática quase natural com a exposição dos mais fracos, associando-os a animais, como por exemplo, antas, cágados, mulas, e mesmo nos colégios, o chapéu de burro e as reguadas publicas faziam parte dos “estímulos” daqueles tempos. Hoje o bullying empresarial é muito mais sutil, velado e refinado, e usado nas disputas competitivas por carreiras. E nas organizações, a carta de valores, visão e missão deve estar sempre clara, na mente de todos os colaboradores. Não há possibilidade de êxito numa liderança contemporânea com bullying discreto, mas perverso, autorizado.

 

8 – A melhor forma de enfrentar o bullying significa tomar consciência de suas causas, relativizar isso se for algo real presente em você. No meu caso, uma grave queimadura facial significava uma fonte concreta para o bullying. Portanto, aceitar esse “aspecto” era o primeiro passo. Sim, sou queimado. E dai? Quando perdemos o medo de nós mesmos enfraquecemos o efeito que os agentes do bullying esperam, geramos frustrações neles, então o potencial “defeito” (no meu caso, o rosto queimado) vira uma gigantesca força.

 

9 – A maioria dos medos com bullying não são concretas. Meninas lindas com cabelos encaracolados, alguém as apelida de “meninas Bombril”… Pronto, a moça passa a acreditar que realmente tem. Os famosos 4 olhos dos meninos que usavam óculos, eram para muitos um imenso problema, quando hoje virou até fashion. Até Gisele Bündchen queria mudar o seu lindo nariz antes de se tornar a maior top model do mundo… Imagine?!

 

10 – Fique de olho no seu grupo de amigos, as suas relações humanas são fundamentais para você se proteger e também proteger suas relações contra os tóxicos, as pessoas com índole efetivamente venenosas e malévolas. As pessoas de coragem das nossas relações humanas nos ajudam. Precisamos saber olhar isso e buscar e procurar pessoas e relações humanas saudáveis.

 

11 – Pais, mães, tios, parentes e vizinhos têm enorme responsabilidade na criação e desenvolvimento de um ser humano acovardado e temeroso dos bullyings da vida. Meus pais adotivos jamais permitiram que eu temesse o mundo externo, e apesar de um rosto deformado, dizia minha mãe Dona Rosa, que eu era o príncipe mais lindo do mundo (ela acreditava e acho que eu acreditei rsrsrsrs). E meu pai adotivo Antônio e os tios diziam: “Um grande homem é um homem de grande caráter. Não havia espaço em casa para o bullying.

 

12 – Existe sim uma diferença entre bullying e uma brincadeira ou até uma comparação bem intencionada. Uma leitora dos meus livros me chamou de “Niki Lauda das palestras”. Outros de “O Fantasma da Ópera”. Eu mesmo me chamo da Fera, famoso personagem do filme “A Bela e a Fera”. Isso não é bullying.

 

13 – Esqueça o bullying, detone o bullying. Pense no bullying, mas coloque o foco em sua virtude, na sua obra, no seu trabalho, no seu valor… Ame o sentido evolutivo da sua vida, e deixe o bullying num espelho refratário dessas energias que terminam por retornar, pela lei de causa e efeito aos seus agentes perversos (felizmente a minoria da humanidade).