O valor não está na ‘coisa’ e sim o que fazemos com a ‘coisa’

As coisas em si não têm valor. O sentido que alguém dá a elas, sim.

Sardinhas ao longo da história foram consideradas um alimento de baixo valor estimativo. Evidentemente não, quando as olhamos nas deliciosas festas portuguesas das sardinhas assadas com azeite.

 

Fora o folclore, aumentar e capturar mais valor das antiquíssimas sardinhas, e principalmente delas em lata pode parecer um esforço em vão e infrutífero.

 

Engano. A captura de valor nunca está na ‘coisa’ e sim na resposta “à quem”.

 

No aeroporto de Lisboa, o trabalho da Associação Portuguesa do Negócio da Sardinha dá um show de ampliação de valor. Um reino fantástico da sardinha portuguesa foi criado.

Com um pouco de imaginação as sardinhas em lata são reveladas como rainhas. As latas todas com datas dos anos marcam a vida dos que passam e não conseguem, ao parar, sair sem comprar a sua lata de sardinhas portuguesas ao azeite.

A sardinha literalmente virou rainha.

Num trono, tal qual uma rainha, lá está a sardinha em lata com o ano de JK Rowling, autora da série Harry Potter, que viveu em Portugal.

Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa

 

O valor não está nas coisas, mas em quem faz o que com as coisas.

Então pergunto: “Quem é você?”

Qual a diferença entre criar valor e capturar valor

Quem é você?

Podemos criar valor criando coisas, inovando. Sistemas e processos novos. Arranjos novos. Os exemplos estão por toda parte.

 

As lojas de departamento, que também não capturaram valor do comércio eletrônico, os shopping centers recriando as novas praças do mercado, o modelo de franquias, com o qual Alexandre Costa, fundador da Cacau Show, capturou gigantesco valor.

 

A telefonia sem os fios. Os computadores como estações moveis recebendo e emitindo sinais. Mas há uma diferença entre criar valor e capturar valor.

 

Não foram os inventores originais da ciência, da tecnologia ou do olhar disruptivo quem terminou por obter resultados valiosos com as fontes de sua privilegiada ante visão.

 

Observe os que capturam valor com as coisas são pessoas, indivíduos que não têm nada a perder com o antigo, com o anterior, com o já existente.

Alexandre costa não inventou o chocolate, as trufas ou a franquia.
Mas, a Cacau Show é um show de captura de valor com a maior franquia de chocolates do mundo. A resposta nunca está no ‘o que das coisas’ e sim no ‘quem’ da individualidade.

Não foram as páginas amarelas mundiais que criaram um Google, ou a indústria da telefonia com fio que fez o celular, nenhuma grande e poderosa mídia clássica fez as redes sociais e muito menos foi uma empresa de sementes que liderou a engenharia genética da soja, do milho ou do algodão.

 

O valor pode ser criado nas “coisas”. Mas, a captura de valor está no indivíduo, a resposta vem sempre depois da pergunta: “Quem? “.

 

Então pergunto: “Quem é você? “