Blairo Maggi permanece no governo e viaja para viabilizar exportações

Hoje retorna de uma viagem de negociações de La Paz, na Bolívia, e Lima, no Peru, o Ministro da Agricultura Blairo Maggi. O objetivo da viagem foi vender frutas, suínos, mel e embriões de animais, além de ouvir a lista de produtos que Lima e La Paz querem vender ao Brasil.

 

 

Registramos neste blog e no programa da rede Jovem Pan de rádio “A hora do agronegócio” o desconforto do Ministro da Agricultura com a Operação Malebolge da Polícia Federal, que realizou buscas e apreensões no apartamento de Maggi e outros dois endereços no Mato Grosso devido a uma acusação do ex-governador do MT Silval Barbosa (em devida prisão domiciliar).

O incômodo do Ministro Blairo Maggi não estava sendo percebido por ele devido ao suporte que recebia do governo perante essa situação. Estava sentindo um certo sentimento de abandono e comentou sua disposição de sair do governo.

O Palácio do Planalto, diante dessa situação, garantiu a continuidade de Blairo no governo, que seguiu para mais uma missão salvadora da economia nacional.

Obviamente, setores dependentes e atrelados ao poder central de Brasília vibraram com essa decisão a qual significa, na minha opinião, iniciativas que a sociedade civil organizada poderia e deveria fazer em regime associativo e de cooperativismo, conduzindo e comandando os negócios brasileiros, algo bem exemplificado pelo setor de aves e suínos que tem numa entidade privada, a ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal.

O governo é importante? Sim, mas a serviço da Sociedade Civil organizada, e não ao contrário.

O Ministro Blairo tem virtudes e valores. É um empreendedor e um realizador cuja obra fala por si. O vejo num futuro breve como presidente de uma ABVN – Associação Brasileira de Vegetais Nacionais ou numa AVAB – Associação de Vendas do Agro Brasileiro… ou melhor ainda: na presidência da Confederação Nacional da Agropecuária – o órgão oficial que reuniria todo o agro brasileiro de dentro da porteira, mas, precisamos mesmo é de um comando integrado de todas as cadeias produtivas, desde o antes até o pós-porteira das fazendas. Isso sim significa agronegócio.

 

Como gravou em um vídeo, quando ainda jovem, o ministro Blairo abriu fronteiras no Mato Grosso com seu pai, e registrou: “Os governos deverão ser mínimos, pois a lentidão é insuportável. As políticas públicas deverão ser privadas. Nós, brasileiros, podemos fazer. Não dependemos de Brasília. Nós realizamos, eu tenho esse vídeo para quem quiser ver”.

Ministro Blairo, desejo boas vendas e que isso continue um dia além e muito acima da condição de ministro… mas se cuide. Confiança não é um valor predominante na governança pública hoje em dia.

Não interessam os corruptos, mas sim os NÃO corruptos

Os não corruptos, líderes íntegros com liderança ética nacional, apareçam!

 

Quando as vozes ascensionais e sintrópicas se calam, podemos prever os arranjos da vida pelas vias da natureza. E essas vias nunca erram, mas cobram preços com gigantescas dores.

 

A marcha da insensatez humana já foi descrita e revelada ao longo da história. O destino escolhe sempre o caminho do caos para gerar do seu útero as energias   das novas criações.

Estaria o ser humano a serviço das mesmas leis que regem a natureza, ou temos uma missão distinta no universo?

Pode ser que tenhamos a missão de criar destinos com a sabedoria do conhecimento vivido, processado e compreendido.

No Brasil, neste momento histórico, temos uma ruptura digna de superiores registros. Um desmanche sistêmico provocado de dentro pra fora, muito mais do que tendo inimigos na causa original. Foram os “amigos” descontentes com as partilhas dos assaltos que iniciaram um certo incômodo; incômodo esse que mexeu com as forças jovens do Judiciário, da Polícia Federal. E como resultado disso, apareceram os efeitos de todas as operações.

 

 

Os poderes Legislativo e Executivo estão desmoralizados pela lei da imperfeição humana. O Judiciário se não se cuidar, pode se deixar levar também pelas tentações dos seus egos magistrais.

 

Então, quando um general do alto comando do exército se pronuncia perante a trágica comédia farsante nacional, gera um brutal incômodo em todas as vozes, gritando uníssonas: “Golpe militar não!”

 

Concordo, mas cobro. Cadê as vozes honestas, probas, com posições de poder influenciar nos destinos da nação? Onde estão? Caladas, acovardadas, ou precisando conquistar o ponto mais alto da colina para se fazerem ouvir?

 

Cobro, por exemplo, a presença e o protagonismo das dez Confederações Empresariais Brasileiras. São dez presidentes e dez poderosas organizações. Esses formalmente constituídos da sociedade civil organizada e que têm agora um dever maior do que o da defesa exclusiva dos interesses específicos dos seus macrosetores. Precisariam se reunir e oferecer ao país projetos  e uma voz alternativa de co-governança do Brasil.

 

Mas, eles não representam toda a sociedade! Mas, são um generoso e substancial começo, pois todo PIB não passa pelas suas mãos. A geração de empregos, a inovação, a produtividade, e ainda a necessária orquestração de cadeias produtivas de valor, perpassando necessariamente, à todas elas.

 

Não me interessam os corruptos, pois isso fica por conta das regras da lei, da polícia e das instituições que funcionam para esse fim. Me interessa saber dos não corruptos, das vozes e das mãos daqueles que podem subjugar as desgraças entrópicas armadas pelas redes cruéis dos destinos históricos.

 

Corruptos, canalhas e criminosos sempre existiram e sempre existirão. A diferença está em quem pode gritar mais alto. E nesse jogo de vozes, de gritos, posso dizer: se você calar o grito dos íntegros atrás da porta, pagará o preço dando vidas de gerações em troca”.

 

A diferença entre a essência e a aparência está na ciência, e com a ciência, e além da ciência, reside o reino das percepções humanas. Não existe realidade que não seja aquilo que percebemos dela mesma. Sonhos e ilusões são palavras parecidas, mas que guardam uma distância abissal entre ambas.

 

Ilusão é o engano dos sentidos e da mente.

 

Sonho é o desejo ardente e veemente. Mas, como separar? Simples: ilusão é o que a realidade faz conosco enquanto nos iludimos e sonho é o que fazemos com a realidade enquanto sonhamos.

 

Viva o sonho, a nação brasileira não corrupta, pois é muito maior do que a outra!

 

Qual o poder das confederações empresariais para mudar o Brasil?

É hora de botar foco nas lideranças da sociedade civil organizada, e não apenas nos políticos de Brasília

 

São dez. Apenas dez mega confederações nacionais empresariais. E são 10, apenas dez nomes, dez brasileiros, dez presidentes.

Essas confederações reúnem na pratica todo o PIB não governo do Brasil. E, onde estão esses senhores? Quais suas pautas? Possível compreender pautas próprias e até egocêntricas em função de suas representações e representadas.

Mas, neste momento histórico do Brasil, vivemos uma crise maior do que econômica e política, uma crise de confiança e de liderança. Com o objetivo provocativo, esta coluna propõe um lema: as confederações empresariais nacionais reunidas, se for pela ética, jamais seriam vencidas.

As confederações e seus presidentes ficam aqui convocados e, de forma cavalheira, amigavelmente provocados:  CNA: sr. João Martins da Silva Jr.; CNC (Comércio de Bens, Serviços e Turismo): Antônio Jose Domingues; CNcoop: Marcio Lopes de Freitas; CNI: Robson Braga de Andrade; CNT: Clesio Andrade; CONSIF (Setor financeiro): Murilo Portugal Filho; CNCS (Comunicação Social): Glaucio Bimber; CNS (Saúde): Tercio Ego Paulo Kasten; CNS (Serviços): José Luiz Nogueira Fernandes, e CNTUR: Nelson de Abreu Pinto. E existem mais duas que não possuem registro sindical, o CnSeg e o CNF (Seguros e Instituições Financeiras).

Existe também um encontro chamado Fórum dos Presidentes das Confederações. Este gigantesco poder empresarial, que representa todo PIB, significa uma oportunidade imensa para articulações e projetos de cooperação entre esses agentes da dinâmica econômica e social do Brasil. Não temos mais tempo para continuar a caça aos ratos, ou melhor, que as ratoeiras das Operações Lava Jatos continuem, mas que possamos colocar outra pauta na sociedade brasileira que não seja apenas operações caça canalhas ou debater quem poderia ser o próximo presidente da República, ou quem terá poder carismático para bater Lula nos votos, e se o PSDB vai de Alckmin ou Doria.

O ministro do MAPA Blairo Maggi, na abertura da Festa do Peão Boiadeiro, disse que o agro brasileiro é maior do que as 240 milhões de toneladas. E disse bem. Quando reunimos tudo o que o País produz, juntando frutas, hortaliças, mandioca, cana, proteínas animais, etc., somamos mais de 1 bilhão de toneladas.

Logicamente, essa riqueza aciona e alavanca todas as cadeias produtivas. Todas. Construção, metal, mecânica, telecomunicações, transportes, finanças, seguros, mídia, entre outras. Consequentemente, todos no Brasil tem muito a ver muito com a base locomotriz do agronegócio.

Em paralelo a isso, o atual coordenador da FGV Agro, que já foi ministro do MAPA, Roberto Rodrigues, lança uma proposta de Plataforma Brasil Para A Segurança Alimentar Do Mundo. E, da mesma forma, acrescenta: O agro não pode ser visto apenas como uma coisa agro. Ele extrapola e acessa todos os agentes econômicos e sociais do País. Além disso, os ambientais também. E o Brasil significará para o planeta um símbolo vital de assegurar alimentação. E, com isso ergueremos a bandeira da paz. Dentro do mesmo conceito, a feed&food e Osvaldo Ciasulli propõem a bandeira do Brasil Alimentando O Mundo, e, no mesmo caminho, reverberamos essa proposta na rede jovem Pan de rádio.

Quer dizer, a oportunidade está instalada. Agora, quem seriam os guerreiros dessa luta? Esperar pela sorte de um estadista brilhante, herói e guerreiro nacional pela integridade, ética e a honradez do País? E que essa figura marque um gol secular com as propostas acima? Sim, seria esperar e rezar por isso. Mas, quem sabe faz a hora e supera agora.

Líderes, como os presidentes dessas confederações, poderiam e deveriam, reunidos, organizar de maneira cooperada estudos e oferecer à nação um projeto de Gestão e Cooperação Público Privada, para fazer do Brasil um dos três maiores países do mundo, e o maior de todos na paz mundial, com felicidade e segurança alimentar para todos. 4ALL.

O Brasil pode, se brasileiros, reunidos e cooperando, quiserem.

O Brasil alimenta o mundo. Isso é algo para todos os brasileiros, não apenas daqueles do agronegócio. #obrasilquecooperasupera.

O que as dez confederações nacionais empresariais, reunidas pela ética, poderiam fazer pelo Brasil e pelo futuro das orquestrações de todas as suas cadeias produtivas, tendo no agronegócio uma matriz de originação real, factível e um diferencial do Brasil no teatro das nações?

Que responda a nossa consciência!