Airbnb no Salão Internacional de Agricultura em Paris

Da França direto pra Jovem Pan, para os meus leitores do blog Cabeça de Líder.

No Salão Internacional de Agricultura, em Paris, você encontra o mundo sob o tema central deste ano: “A agricultura, uma aventura coletiva”. São mais de mil expositores no Parque de Exposições da Porta de Versalles.

 

O foco é valorizar o trabalho coletivo como chave do setor. São seis gigantescos pavilhões divididos por assuntos, como o pavilhão de carnes, outro dedicado a cavalos e também a produtos culturais do campo, onde a jardinagem e o mundo vegetal se faz presente. Há um terceiro pavilhão com comidas e bebidas, e ali está presente a televisão francesa sendo transmitida ao vivo.

No 4° pavilhão, da agricultura de precisão, vi o recrutamento de jovens e o meio ambiente high tech. No quinto pavilhão uma mostra dos produtos de vários países do mundo, onde a Costa do Marfim apresentava o melhor stand falando de sua política de preservação das florestas, e Marrocos mandava ver num samba do Brasil, uma tímida participação apenas com a caipirinha e o nobre capim dourado.

Sem dúvida e com todo respeito, o Brasil faltou neste show.

E por último um pavilhão dedicado a cães e gatos.

 

Algumas coisas surpreendem. Você não imaginaria ver o Airbnb num evento da agricultura, imaginaria? Pois ali estava, com um grandioso stand. E qual a ideia do Airbnb estar num evento rural? Promover o turismo rural.

Airbnb está presente no Salão Internacional de Agricultura 2018, em Paris.

O Airbnb na França já conta com mais de 6 mil agricultores cadastrados. Oferecerem sua propriedade para o turismo agrícola. O que significa ganhar uma renda adicional, mostrar e promover a sua atividade agrícola e conhecer pessoas do mundo inteiro.

 

Por que 80% dos CEOs não confiam nos diretores de marketing?

Uma pesquisa publicada na revista Harvard Business Review (edição de novembro de 2017) aborda a alta rotatividade dos CMOs (Chief Marketing Officer) e acrescenta estarem os presidentes das companhias com baixa confiança ou insatisfeitos com seus profissionais de marketing.

 

A pesquisa apontou que mais de 40% desses profissionais ficam em suas cadeiras até dois anos, e 57% até três anos.

 

Distintas descrições para o mesmo cargo aparecem e podem significar um dos problemas pela não clareza das missões, das responsabilidades e consequentemente com a ausência de métricas ajustadas a uma avaliação meritocrática.

 

Apenas 23% das descrições do cargo encontrados no estudo posicionam ter o diretor de marketing responsabilidade pelo P&L (Profit and Loss Statement) é o demonstrativo de lucros e perdas de uma empresa e traz suas receitas, custos e despesas), na amplitude total da organização. Adiciona preparar estratégia, supervisão de vendas, inovação, design, distribuição, pricing e comunicação.

 

46% dos textos colocam responsabilidade pela comercialização, realizando isso através da comunicação de marketing, publicidade, conteúdo digital, mídias sociais, promoção e eventos; 31% tem uma descrição com foco na responsabilidade pela estratégia. Deve criar uma estratégia de crescimento responsável pela inovação, insight e avaliação de clientes, com design do produto.

 

O estudo conclui também que os dirigentes de marketing “não têm autoridade suficiente para fazer o que deles é esperado“. Os pesquisadores Kimberly A. Whitler (ex-CEO e hoje professora da Darden School of Business da University of Virginia) e Neil Morgan (professor de marketing da Indiana University), ao estudarem profundamente o assunto têm hoje uma fortíssima crença de que o grande drama que envolve a categoria dos profissionais de marketing nos Estados Unidos está no “modelo falho da função“.

 

Identificaram também não existir já resposta clara para uma pergunta: “O que faz um CMO?“

Existe ainda uma grande incompatibilidade de expectativas entre os candidatos não alinhados com as responsabilidades e métricas de desempenho. Seria como se num time de futebol contratasse um comandante de ataque e também esperássemos que fosse um goleiro, ou melhor, um “coringa“ para todas as posições.

As recomendações dos pesquisadores cobrem quatro procedimentos críticos para o sucesso:

1º: defina a função;

2º: alinhe responsabilidades com o escopo da função;

3°: alinhe métricas com expectativas;

4º: procure candidatos com o perfil correto.

Pensar profundamente antes de contratar faz parte do segredo do sucesso. Isso vale também para o candidato. Neste estudo, os autores adicionam outras poucas regras essenciais:

Que resultados você espera desse diretor de marketing dentro das realidades atuais enfrentadas pela empresa?

Que responsabilidade funcional é necessária para assimilar essa visão a respeito da função?

Como medir o sucesso?

Que habilidades e experiências são exigidas?

 

Como estaria essa questão no Brasil?

Estariam os nossos presidentes, diretores executivos, CEOs em qual grau de proporção satisfeitos, insatisfeitos ou sem “nada a declarar“ sobre essa questão?

E mais: qual a visão dos pares, o CIO, o CFO, CSO (sustentabilidade), o industrial, a área legal e compliance? Qual a opinião dos clientes B2B, principalmente, sentindo os impactos das decisões mercadológicas tomadas pela organização? O que pensam os veículos de comunicação, os jornalistas, e os stakeholders mais próximos com capacidade de oferecer opiniões sobre este complexo de marketing?

 

Talvez, um ingrediente não avaliado pelos pesquisadores deste estudo possa estar na competência necessária para liderar angulações tão subjetivas como marketing enfrenta, adicionando um talento corajoso, ousado e quem sabe, hoje em dia mais fundamental do que nunca: saber vender para dentro primeiro o que a empresa precisará vender para fora. E claro, romper uma expressão clássica nas escolas de marketing, a de que “existimos para atender necessidades e desejos de clientes“.

 

Isso foi passado, se é que algum dia foi. Não existimos para atender, existimos para inspirar e revelar aos clientes e consumidores o que eles não sabem que poderiam ter, e ao descobrir, se desmanchem em comoções.

 

 

Prof. Dr. José Luiz Tejon

Sócio diretor da Biomarketing

Esperar pelo próximo presidente é como acreditar que o cavalo de Troia era um presente dos gregos

Até quando a “Marcha da insensatez” (livro Extraordinário escrito por Bárbara Tuchman) continuará nublando, enganando e traindo a sociedade brasileira?

Existe um Brasil lúcido, sensato. Ele apenas não se manifesta, não se articula e talvez esteja ainda dominado por uma tenra infância de crianças disputando a manifestação de seus egos.

O Brasil não pode esperar pelo processo político, pela absurda incerteza de acreditar que o novo presidente venha de qual facção vier, conseguiria dar o salto histórico para o país não se ver mergulhado nas trevas da ausência de consciência, dos seus próximos 20 anos.

Nada será como antes. Agora seremos exigidos na educação, nas lutas competitivas, no poder da cooperação, na ciência, no comércio e seremos obrigados a forjar uma nação, uma pátria, uma república, ou então iremos agonizar no império da revolução dos bichos de George Orwell. Superação é o dever.

Superação como prefere Makiguti significará “criar valor a partir da sua própria vida, sob quaisquer circunstâncias. E valor quer dizer o bem, o benefício e o belo. “Só teremos superação com os fundamentos superantes da coragem, da confiança, da cooperação, da criação, da consciência, da conquista, da correção e da definição de um caráter de país.

 

Quem educa supera e faz superar. E quem tem o dever de não ficar mais esperando pelo entrópico processo político e sua relação mortífera com parte do empresariado, que desprovido de valores se locupletou como nunca dantes na corrupção, desmascarada pelos também inesperados e disruptivos jovens das lava jatos tropicais, esse dever cabe a nós. Cabe a sociedade civil organizada, cabe ao ponto mais precioso  da superação, assumir o protagonismo e abandonar a vitimização. Quem são os piores líderes para fracassarem nesse desafio? Aquele que se vitimiza, dessa forma, espante e enxote qualquer um que traga uma retórica vitimizadora e de vitimização. Quem pode nos levar a essa disruptiva fase mutante, não insensata?

 

Os brasileiros que trabalham, sensatos e representantes de um Brasil que aos trancos e barrancos se mantém entre as 10 maiores economias do mundo,  que está na lista mundial de países livres, que conseguiu liderar em diversos segmentos econômicos e tecnológicos, como o próprio agronegócio,  exemplificam um país formado de sofridos e pobres imigrantes de todos os cantos, com escravos e excluídos do planeta, assim como foram meus pais, meus avós, meus bisavós.

 

Precisamos convocar, sim, as estruturas formais e já organizadas da sociedade civil organizada. Para superar precisamos de liderança democrática e de entidades que aí estão, até agora caladas, escondidas deste momento de tão magnânima dimensão.Convoco as organizações empresariais nacionais, as confederações empresariais que reunidas representam todo o produto interno bruto do país. As 12 CN’s. Convoco as representações religiosas, a OAB, educadores, trabalhadores, estudantes e militares. Os colegas jornalistas e a mídia.

 

Só há uma regra de ouro para criarmos uma proposta de projeto brasileiro de governança, ao lado ou à parte do sistema político partidário isoladamente que, sem duvida, por ele só, nos conduzirá inexoravelmente ao cavalo de Tróia, um presente de grego, seja quem for o presidente oculto na sua barriga equina. Nenhuma entidade, organizada, pode ter qualquer vínculo ou elo com partidos políticos. A contaminação político partidária condena a representação da sociedade civil organizada a uma guerra de loucos, onde enganos e traições, vozes tumulares de ideologias passadas nos condenariam ao fracasso antes da partida. A ideologia do passado já morreu. Que venha, se precisar, a ideologia do futuro. Ela não se encontra nos baús enterrados nas suas tumbas.

O Brasil precisa superar, ultrapassar e ir muito além de ficar esperando por um processo político ou num debate pautado pela loucura entre este nome, ou aquele nome, como se fosse possível e aceitável esperar pelo que não virá, e que já faleceu na esquina próxima passada da história recente. O populismo é o veneno do futuro. O mornalismo, das normalidades mornas, a anestesia da ação. Não se enfrenta o populismo somente com o sonho democrático do voto. Precisa de mais, muito mais. Sem ajuda das organizações sensatas e estruturaras, o voto não fará milagre. Até porque milagres estão num campo de dimensões elevadas, e não seria justo esperar por eles. A Deus o que é de Deus e ao brasileiro o que é o dever de cada brasileiro.