Iniciativa nobre do hospital do Câncer de Barretos

Uma iniciativa nobre foi a criação do Hospital de Câncer de Barretos na década de 60.

Pelo Dr. Paulo prata e sua esposa Scylla Duarte prata, chamava-se hospital São Judas Tadeu de Barretos.

Hospital do Câncer de Barretos

Hoje uma fundação cuida dessa nobre obra, a fundação pio Xll.
E se desenvolveu, com o hospital do câncer de Barretos, que está construindo unidades novas em muitas cidades do interior, onde o agronegócio progride.

Grandes contribuintes do hospital do câncer de Barretos são cadeias produtivas do agro, com a campanha “O agro contra o câncer”.

 

Ideias como, o bagaço gera a energia do bem.
A cana pode vencer o câncer, basta você ajudar.
O boi pode vencer o câncer, basta você ajudar.

Ou ainda a soja pode vencer o câncer, basta você ajudar. O arroz pode vencer o câncer. O café da mesma forma, basta você ajudar. Doe 0,1% da sua produção a cada 1000 sacas de café doe uma, ou doe 0,20 centavos de real por saca produzida.
Idem com a laranja, doe o,1%, a cada mil caixas, doe uma.

Ano passado, quase 900 mil pessoas com câncer foram atendidas. Pelo hospital do câncer de Barretos.

Para participar do projeto o agro contra o câncer, contate o hospital do câncer de Barretos DDD  (17) 3321-6624.

As caravanas do Lula pelas cidades do agronegócio

As caravanas do Lula pelas cidades do agronegócio não andam bem sucedidas e não serão.

Em Bagé as manifestações contrárias foram elevadas, em Santa Maria, bem no centro do estado, o fato está se repetindo, da mesma forma, em Santana do Livramento, onde já são produzidos vinhos de qualidade competitiva aos melhores da América Latina.

https://www.revistaforum.com.br/wp-content/uploads/sites/15/2017/10/22643396_1966218420333099_1647109022_o.jpg

Os roteiros pelas principais cidades onde o agronegócio tem sido forte e sustentável, não serão os lugares mais agradáveis para a caravana Lula.

Fico imaginando sua passagem, subindo o país, por cidades como Chapecó, Santa Catarina, Cascavel, Campo Mourão, Maringá, Ribeirão Preto, Orlândia, São Paulo, Uberlândia, Patos de Minas, Unaí, em Minas Gerais, Rio Verde, em Goiás, Palmas, em Tocantins, Dourados, no Mato Grosso do Sul, Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, Luis Eduardo, no oeste da Bahia… com toda certeza um roteiro agro não é boa escolha.

Sugeriria aos estrategistas lulistas que fizessem um roteiro mais litorâneo, onde alguma chance maior de êxito poderiam obter, e principalmente escolhessem lugares onde a miséria, a má qualidade de vida, as vítimas do país não conseguiram sair desse estado, mesmo depois das nossas experiências mais profundas no populismo.

Roteiros onde existe sucesso, como cidades fortes em agronegócio é uma escolha insensata para a caravana Lula.

Notícia boa vem do protagonismo e da busca por negócios, um acordo Mercosul-Canadá deverá criar oportunidade para cerca de 320 produtos brasileiros.

O Canadá é o 100 maior importador do mundo e o Brasil significa apenas 1% do volume de negócios que o Canadá realiza no planeta.

Um dos exemplos de alteração no comércio entre Brasil e Canadá está na taxa que a carne bovina brasileira paga para entrar no mercado canadense, 13,25%.

Esse estudo foi feito pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), que faz muito bem neste momento difícil de falência da governança pública, mirar seus esforços para soluções econômicas e de comércio, que isso inspire as outras Confederações Nacionais Empresariais a fazer o mesmo.

Um milagre maravilhoso seria se as 12 Confederações Nacionais Empresariais se unissem e se reunissem numa proposta de governança do Brasil, a partir dos poderes da Sociedade Civil Organizada.

Caravana Lula em cidades fortes do agro, péssima ideia, Confederações Empresariais, como CNI, buscando negócios internacionais, ótima ideia!

 

 

Alargar a visão – uma nova narrativa brasileira no agro

Agrossociedade, por si já nos tatua um conceito amplificado acima de “business“. Cidadãos, gerações, cidades e educação que formam culturas pela geografia brasileira gerados a partir da construção de riquezas originadas na agricultura.

Ou antes da agricultura? Na ciência, nas práticas tecnológicas, nos experimentos e na coragem de líderes que acreditaram na capacidade de produção dentro de uma zona tropical do planeta? Ou depois da agricultura no processamento, na logística, no comércio? Ou foi tudo isso junto amalgamado, que termina por colocar o Brasil na condição do 3° maior exportador de alimentos do mundo e assegurador do abastecimento interno do seu povo?

Olhando o Brasil de fora, constatamos que temos uma missão com visão ampliada para debater, considerar, interpretar e cumprir. Aprendemos a produzir e criar no ambiente tropical. Incontestável. Nos transformamos em grandes competidores e vendedores de alimentos globais. Incontestável.

Temos uma legislação ambiental, um código florestal mais exigente do mundo, colocando no produtor brasileiro a responsabilidade de ser a “sentinela da terra“. Incontestável.

Temos oportunidades imensas de evolução pelo conhecimento da gestão, da ciência e do cooperativismo. Incontestável. E longe de sermos perfeitos, nossos defeitos são grandes, notórios, e nós sabemos e os temos identificados, eles nos incomodam e ficamos incomodados. Incontestável.

Mas, o que falta no discurso brasileiro para tomada de uma posição única, diferenciada e totalmente alinhada com o inexorável progresso da fraternidade e do humanismo nos próximos 50 anos?

Ensinar. Não seremos no planeta apenas um grande vendedor de alimentos e estratégico para a segurança alimentar da população mundial. Seremos também os educadores de como desenvolver a dignidade cidadã, ensinando povos do cinturão tropical do globo terrestre a poder produzir e desenvolver também os seus próprios alimentos.

Ótimo que temos 66% do território do país preservado e sob legislação, e somos recordistas em produção utilizando menos de 10% da área para isso, quando comparados com outras nações.

Incontestável. Também temos orgânicos, biodinâmicos, rastreabilidade e cerca de 1 milhão de pequenos agricultores cooperativados. Incontestável.

Sim, um Brasil além do grande vendedor, um nobre e real educador. Somos um achado sensacional na faixa tropical do globo, quando o fotografamos a partir das riquezas agropecuárias. Temos recursos humanos, conhecimentos, e práticas concretas e reais. Sabemos produzir em condições tropicais e com sustentabilidade. Incontestável.

Brasil, o grande educador dos povos e nações envoltas pelo “tropical Belt”, ou “Cinto Tropical”. Um cinturão tropical onde antigamente nada se produzia, com exceções de algumas commodities como café, cana-de-açúcar, borracha e cacau; e hoje, além da hortifruticultura, do reviver do algodão, de uma nova borracha, a inovadora soja, o milho, o biocombustível, o biodiesel, feijão com arroz, o novo cacau, uma liderança avançada em todas as proteínas animais, e exemplos extraordinários no cooperativismo.

 

Além disso, uma agroindústria e uma rede interna de varejo, food service e supermercados com mais de 80 mil pontos de vendas, onde circulam diariamente 25 milhões de pessoas que devem vir a ser pontos educacionais ótimos para a educação nutricional e de alimentação do brasileiro.

 

E claro, pra não dizer que não falei das flores, até flores vicejam e terminam por embelezar o florescer do lado tropical da terra.

 

Existem incômodos? Incontestáveis. E o que vamos fazer? Incomodar.

Pra começar, mais do que produzir, preservar e exportar, o Brasil é a maior casa educadora do mundo, ensinando nações do cinturão tropical da vida, a auto felicidade de ter seus próprios alimentos. Uma pedagogia evoluída de superação.

Refletir. Pensar. A narrativa e os feitos e fatos que nos podem conduzir a uma relevante e nobre missão na terra. Incomoda? Sim, incontestável. Vamos incomodar.

 

Dr. José Luiz Tejon Megido

Diretor do programa food e agribusiness management e design innovation da Audencia Business School, Nantes, França, para o Brasil. Colunista da Jovem Pan e revista Feed&Food. Diretor de conteúdo do CNMA – Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio | ABAG / Transamérica Expocenter. Membro do CCAS – Conselho Científico Agro Sustentável. Conselheiro e fundador da ABMRA – Associação Brasileira de Marketing Rural do Agronegócio.