O Bullying – o poder do incômodo

Uma pesquisa da McAfee realizada nos Estados Unidos revelou que 25% dos jovens já foram alvo de algum tipo de bullying virtual, que 2/3 deles já viram algo assim e que apenas 10% dos pais tomam consciência disso.

O bullying, com outros nomes no passado, sempre esteve presente. Eu mesmo tive ótimas experiências com isso, pois sofri uma grave queimadura facial aos 4 anos de idade e enfrentei situações adversas – meu livro “O voo do cisne” da Ed. Gente, eu conto a história – portanto aprendi na própria pele sobre essa questão.

 

O bullying coloca um pesado amargor sobre a fragilidade humana. Porém, pode servir também para um grande fortalecimento. Meu caso em si serve como testemunho.

Aos 14 anos, José Luiz Tejon sofria bullying na escola e nas ruas por suas queimaduras na face.

Hoje na educação está presente o bullying em rede social, a explosão das Fake News e o suicídio infanto-juvenil.

 

A cantora Tamara Angel, que gravou recentemente uma das minhas músicas, “Estava Lá“ disse que conheceu o amor universal num bullying de rede social, e que Deus estava lá. Isso quer dizer que o bem e o mal se espalham, se misturam.

Então, qual é a moral de toda essa história?

 

A própria pesquisa da McAfee traz o dado e o contra ponto da solução. A maioria das pessoas vê o bullying ser praticado sobre alguém. 2/3 revelam já ter visto, e isso é assim mesmo, numa sala de aula, num grupo humano.

 

A maioria presencia o prazer sádico de alguns destruindo a fragilidade de outros. E então? Se omitem. Cabe aos colegas, à maioria dos passivos espectadores colocar limites na sanha nefasta da minoria sádica. E de novo, me sirvo da minha própria experiência, foram os bons amigos que colocavam barreiras sobre a crueldade de uns poucos. Veja o filme O Extraordinário, é um grande exemplo de bullying que o garoto sofreu.

A inconsciência dos pais e dos educadores não é aceitável. São apenas 10% conscientes, isso precisa mudar.

 

A ação preventiva e de fortalecimento dos filhos e dos alunos, por outro lado, funciona muito bem, no encorajamento dos que possam se sentir debilitados e no desestímulo aos fracos de espírito que creem poder fazer do bullying contra o alheio, uma fonte de forças e de seus íntimos perversos prazeres.

 

O que está por traz de tudo isso? O amor. Onde existe a força superior do amor, o bullying não prevalece. Onde existe a força superior do amor, a dignidade humana ergue a bandeira da vitória.

 

O bullying é um poderoso incômodo, que tanto pode nos destruir como erguer. Da cooperação e do amor, tudo irá depender. E claro, dos líderes educadores, a eles cabem essa ascensional condução.

O meu best-seller, “Guerreiros não nascem prontos”, Ed. Gente, 2016, traz um capítulo exclusivo sobre O poder do Incômodo. Você pode baixar acessando: http://tejon.com.br/Livros.aspx

Na Rússia, em meio a Copa do Mundo, associações promovem a proteína animal do Brasil

Estou celebrando ainda o brilhante livro da biografia das copas do nosso companheiro e jornalista Thiago Uberreich, e como já disse algumas vezes, para cada notícia ruim nosso cérebro precisa de, pelo menos, cinco notícias positivas.

Então, aí vai uma notícia boa:

Em meio a toda crise dos frangos com embargos, greves, afetando da mesma a suinocultura, o preço elevado da ração e em meio a dificuldades, a Associação Brasileira de Proteína Animal – ABPA junto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – APEX estarão realizando ações de promoção da qualidade da carne suína e de frango na Rússia até o dia 30 de junho.

Propaganda da ABPA e Apex-Brasil da carne suína brasileira, em rua movimentada de Moscou, Rússia, país-sede da Copa do Mundo 2018. Foto: Divulgação ABPA

Grande ação estratégica da ABPA no momento da Copa do Mundo.

Serão 45 pontos espalhados pela capital russa com banners ressaltando a qualidade dos produtos brasileiros com mensagens ligando o futebol brasileiro com a proteína animal.

A copa recebe pessoas de todo o planeta, e o Brasil exporta para 160 países. Ricardo Santin, diretor executivo da ABPA, disse: “A Copa do Mundo é um dos maiores eventos do mundo, e lá estaremos com a carne brasileira…“.

A Rússia desde novembro de 2017 se mostrou a maior cliente do Brasil. Embarcamos 260 mil toneladas de carne suína para a Rússia só no ano passado.

Obtivemos uma receita de 693 milhões de dólares em suínos; vendemos 83 mil toneladas de frango, com quase 130 milhões de dólares em receita.

Temos no mercado russo um potencial cliente de muito mais do que isso, é excelente essa ação da ABPA ao lado da APEX.

Seria bom que o Neymar ao fazer um gol batesse os braços em alusão as asinhas do nosso frango, e que o Gabriel Jesus, ex-palmeirense, pudesse elevar o nosso porco lá na Rússia as alturas!

Enquanto o pancadão do tabelamento do frete para o agro no Brasil fica estagnado, que a seleção e a carne suína e do frango cresçam em Moscou e aqueçam as lindas estepes russas.

Bolsonaro arruma encrenca com o maior cliente do Brasil: a China

Bolsonaro arrumando encrenca com o maior cliente do Brasil… arroubos que criam agouros.

Como se já não sobrassem problemas internos no país, onde temos inimigos das mais distintas facções, lá vai agora Bolsonaro se meter e arrumar encrenca na Ásia.

 

O Brasil representa uma área geopolítica segura para os interesses de todos os países do mundo, na questão de segurança alimentar.

 

E sem dúvida, a China assim vê o Brasil. Ela significa hoje o maior cliente do agronegócio brasileiro e o maior cliente, em tudo… comprou mais de 47 bilhões de dólares ano passado, investiu de 2010 até 2015 mais de 37 bilhões de dólares no Brasil.

 

Em um tour asiático a família Bolsonaro andou derramando palavras de ordem contra a invasão chinesa, e ainda os afrontou, indo a Taiwan e tendo encontros com seus líderes políticos.

 

O Brasil não é os Estados Unidos, nem Rússia, nem Japão e nem a Europa. Somos um país tropical, situados numa área geopolítica de independência e equidistância em conflitos internacionais.

 

O Brasil significa para a China, Rússia e Oriente Médio um excelente parceiro estratégico, pois seria impensável o país se meter em algum tipo de conflito ou preferências ideológicas por este ou aquele, acima do único interesse nacional, fazer o comércio e atrair investimentos dentro das nossas regras e leis, além de desenvolvermos um cliente que é sonho de vendas de todos os fornecedores do planeta, a China, nosso freguês.

Bolsonaros em Taiwan: (da esquerda para direita) Carlos, Flávio, Jair e Eduardo posam para foto em Taiwan (Reprodução/Página do perfil de Bolsonaro no Facebook/Divulgação)

Compramos aproximadamente a metade do que vendemos para os chineses, e essa relação de trocas será sim cada vez mais alvo de negociações… e precisamos nos preparar para isso.

 

Um erro de arroubos é colocar medo nas relações e inserir palavras de ordem falso nacionalistas que só podem atrapalhar o agronegócio brasileiro.

 

Como pré-candidato à presidência da república, deveria visitar nossos clientes e olhar zonas novas de acordos, além de aprender com os mesmos, e se tão interessado assim está no agronegócio brasileiro, deveria Bolsonaro ir investigar por que compramos alho e feijão preto da China, se o país é do agronegócio.

 

Com certeza se surpreenderia ao ver investimentos em tecnologia e redução de custos na cadeia produtiva chinesa, o que significaria belas lições para um brasileiro que quer se meter a liderar o Brasil.

 

O Brasil não deve criar dependências com um ou dois mercados. O país deve sim vender mais com mais capilaridade e valor agregado. Mas atacar o cliente número 1, ou é burrice, ou tática eleitoreira de um despreparado.

Crise do frango um grande incômodo

E lá vamos nós para mais uma crise da carne, agora do frango.

 

frango assado

Algo chama atenção, a crise ocorre na indústria, no frigorífico, e quem cuida da bronca é o ministro da agricultura Blairo Maggi.

Enquanto Marcos Jorge de lima, o ministro da indústria e comércio não aparece.

 

Então o avicultor vai pagar o pato, ou melhor a salmonela do frango.

Não podemos alegar que a concorrência internacional nos quer mal, pois claro, óbvio, a concorrência nos odeia e sim, nos quer mal.

Mas vale a questão se o maior traidor ou concorrente não está aqui do lado de dentro, na gestão, e no não cumprimento dos exigentes rigores para ter um mercado como o europeu.

Que, claro não nos quer bem, pois aprendemos a produzir com qualidade e custo imbatíveis, mas, precisa ser olímpico, perfeito, impecável.

Assim para sempre será.
Cabe às organizações da sociedade civil organizada desenvolverem auto regulamentação, código de ética, auto vigilância e fiscalização.

Pois um, apenas um que não segue os padrões de conformidade estabelecidas, destrói a todos os outros que fazem corretamente.

Agora na BRF chamaram Pedro Parente para presidir o conselho.

Saímos do Sul e vamos para a Amazônia, estou no Estado do Pará, existe um Pará ilegal.

Com mais registros de terras do que terras físicas para entregar, e a insegurança jurídica gera um lado do Pará ilegal.

Mas tem um novo Para, cooperativas e empresas que trabalham dentro do mais alto rigor da lei.

A logística vai pelo Pará, e o meio ambiente é uma das maiores preocupações do paraense, a pecuária, o cacau hoje maior no Para do que na Bahia, frutas, e a palma, o dendê, onde a melhor do mundo hoje está no Pará.

O futuro do agronegócio brasileiro será do tamanho da inteligência dos seus líderes em serem éticos, sustentáveis, e agirem 100% dentro da lei.

A legalidade e a conformidade com os clientes e consumidores finais, e a justiça e relações corretas de cada cadeia produtiva é o segredo desse nosso futuro.

Na Amazônia brasileira, precisamos da lei, da vitória de um PARÁ LEGAL, acima do ilegal.

No agro como um todo, e no caso do frango, que entra numa nova crise, precisamos da responsabilidade dos líderes da cadeia produtiva.

Cabe a quem comanda a cadeia, zelar por ela e a representar como ninguém.

Que os avicultores brasileiros não paguem mais esse pato a culpa não é deles.

Foi exonerado da Presidência da Funai

Se trata do doutor em ciências militares Franklimberg Ribeiro de Freitas.

 

Funai

O general da 1ª brigada de infantaria da selva em Roraima, e que também foi chefe de operações do Comando Militar da Amazônia.

E curiosamente, foi demitido dias antes do principal encontro indígena do país, a ser realizado em Brasília.

 

O acampamento terra livre, entre os dias 23 e 27 de abril.
E nesse evento, o maior da nação indígena, há uma expectativa de mais de 5 mil índios.

Fico com a pulga atrás da orelha, por que o presidente temer demitiu o general da presidência da Funai (Fundação Nacional do Índio), dias antes desse maior encontro indígena do país?

Foi apresentado um pedido assinado por cerca de 40 deputados e senadores, ligados a bancada ruralista, falam em 170 lideranças , nesse pedido havia a motivação de que o atual presidente da Funai não estaria colaborando com o setor.

Ainda acrescentavam ser o general um “ ongueiro”, ou seja, andar com as ONGs.

E acusam o general, ex presidente da Funai de ter ideias bolivarianas, associadas a Hugo Chaves e Maduro.

Essa motivação me parece um tanto quanto coisa do teatro do absurdo , imaginar que um general formado na escola de comando e Estado maior do exército brasileiro, tenha filosofias “ bolivarianas como Chaves e maduro” soa tão estranho que intriga este comentarista.

O assunto índios, Funai, relação com produtores rurais não tem sido, ao longo da história alvo da boa administração e do bom senso.

Radicais da direita e da esquerda manipulam a causa indígena e sofremos com a ausência do bom senso e de uma liderança que seja ao mesmo tempo correta, legal, e justa na questão.

As discussões sobre Marcos temporais ou não, sempre aguçam as divisões entre indígenas e produtores.

O supremo tribunal federal passou a considerar o marco temporal da constituição de 1988, para decidir se a área é tradicional de indígenas e consequentemente poder ser demarcada ou não.

Como foi por exemplo a decisão de reintegração de posse em Sananduva no Rio Grande do Sul.

Mas voltando ao general do exército considerado bolivariano, Chavista e Madurista.

Fica aqui o meu estranhar, e vamos aguardar as repercussões e consequências, na mão de quem estará a Funai, após a demissão a pedidos do general Franklimberg Ribeiro de Freitas, da presidência da Funai, poucos dias antes do maior evento indígena do país, em Brasília.

Índios, terras, Funai, ONGs, produtores rurais, onde não há bom senso e razão, os interesses dominantes nunca estão de fato a serviço do Brasil, da nação.

O general e a Funai, não se pronunciaram a respeito.

E você jovem brasileiro, o que estudar?

O agronegócio permite uma carreira sensacional.

 

Além dos cursos mais clássicos, como agronomia, veterinária, zootécnica, ou mesmo administração e economia, preciso registrar e incentivar ao estudo de um conhecimento que significará todo o futuro dos alimentos, da agroindústria, da nova agropecuária, do moderno produtor e produtora rural.

Se trata do Big data no agronegócio, e mecanização da agricultura de precisão.

É um curso superior de tecnologia do big data, e o outro de mecanização de agricultura de precisão voltado ao agronegócio.

O mercado de trabalho do agro se expande e passa a incluir empresas de tecnologia da informação, da agrometeorologia.

E o assunto da agricultura com mecanização de precisão, estão presentes nas corporações globais, distribuidores, revendedores e cooperativas do agronegócio.

Portanto, estudar big data no agronegócio e mecanização de agricultura de precisão é algo novo, não existem profissionais ainda para uma carreira de acelerada demanda em pouquíssimo tempo.

Fatec Pompeia

 

 

 

 

 

 

 

 

As inscrições para o vestibular da Big data no agronegócio e mecanização de agricultura de precisão estão abertas na Fatec Shunji Nishimura, da cidade de Pompeia no estado de São Paulo.

Ali, o Sr. Shunji Nishimura, fundador da jacto, deixou um legado, a sua fundação.

E com ela, reunida a Fatec, um lugar onde o ensino mais moderno, um local que passa a ser o Silicon Valley da mecanização de agricultura de precisão do país.

O jovem pode ter acesso a 3 anos de uma das melhores faculdades gratuitas do país e a única também com especialização em big data do agronegócio.

As inscrições ocorrem de 8 de maio a 8 de junho.

E as informações estão no site www.vestibularfatec.com.br
E pelo telefone (14) 3452-1294

Hora de vestibular para mecanização de agricultura de precisão e data base do agronegócio.

Manifestações do Agro

Manifestações! O agro também deixa suas marcas.

Manifestações rurais

Em Brasília, protestando e se manifestando sobre a incoerência do supremo tribunal federal no julgamento do funrural, quando a corte considerou constitucional a cobrança da arrecadação previdenciária que mudava o entendimento anterior.

Leitor você já ouviu falar em brigada de incêndio? Provavelmente sim, no seu prédio, condomínio, na empresa onde trabalha.

Você já deve ter ouvido falar também da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), em qualquer empresa.

Então todos nós sabemos a diferença entre prevenir e remediar, ou então protestar.

Na vida aprendemos com as crises, traumas e acidentes, e isso nos faz aumentar a segurança, o progresso da ciência, da administração, da prevenção de doenças e acidentes.

O que então tem a ver as manifestações com a história das brigadas de incêndio? Tudo!

O Brasil e o agronegócio precisam agora de um mega, hiper foco na prevenção das burradas, da insensatez e dos enganos do futuro. De uma egonomia da guerra de egos.

Quer dizer, já não estaria na hora das confederações empresariais nacionais, fortíssimas entidades da sociedade civil organizada, se reunirem para construírem uma proposta de prevenção e de ampliação da possibilidade dos fatores controláveis da economia, das finanças, das estruturas do país.

Permanecerem saudáveis? Independentemente do louco, ou do mais sensato que possa estar no governo no ano que vem? Pelo que já se vê, pela reeleição da maioria dos atuais do legislativo.

Quando os 3 poderes entram em colapso de credibilidade ética, e continuam funcionando, e o atrito aumentando, ou a sociedade civil organizada assume o bom senso do país, ou vai ser mais uma batendo bumbo e panelas nas manifestações que assolam o país, de todos os tipos.

E sem dúvida pagando o preço da mesma insensatez

O funrural é fruto da ausência de uma liderança convergente e única no agronegócio do país.

Das 12 confederações nacionais empresariais no país, agora sem mais as arrecadações obrigatórias dos impostos, pelo menos 6 delas.

Saiam da moita, se encontrem e apresentem um projeto comum para o agro do Brasil nos próximos 5 anos, são elas.

CNA (Confederação Nacional da Agropecuária), CNI (Confederação Nacional da Indústria), CNC (Confederação Nacional do Comércio), CNCOOP (Confederação Nacional das Cooperativas), CNT (Confederação Nacional dos Transportes) e CN Financeira, (Confederação do Sistema Financeiro do País).

Juntas essas confederações poderiam encabeçar um projeto conjunto, coletivo e acima de tudo PREVENTIVO, perante a marcha da insensatez dos demais poderes neste que é o maior exemplo de sucesso do agronegócio em todo o cinturão tropical do planeta, o nosso Brasil.

Sociedade civil organizada com poderes estruturados, apareçam não esperem por governo!