Quem sofre mais: belos e belas ou feios e feias?

Quem paga maiores preços perante os espelhos de si mesmos ou nos reflexos das sociedades?

Catherine Deneuve, “La Belle De Jour“ ou “A Bela Da Tarde”, hipnotizadora e belíssima do cinema foi amaldiçoada por ter sido mal interpretada sob essa tsunami de assédios hollywoodianos ao ponderar de que os homens poderiam sim ter uma postura ativa na conquista das mulheres (coisas da moda antiga), mas a turma toda logo associou imaginar que a bela da França estaria autorizando o vil assédio. Catherine se desculpou para aquelas pessoas vítimas da coisa, e enfatizou: “Só me desculpo para essas pessoas…”.

Então, a bela e o belo pagam preços para adentrar no mercado da fama? Sim ou não? E mesmo fora do mercado da fama?

Uma bela moça, aluna, secretária ou vendedora, como são as reações sociais perante um ser definitivamente belo? Aquele que vem com a genética magnética que o maior designer do mundo lhe deu: o rosto, o nariz, os olhos, cabelos e corpo definidos, e que por isso definem destinos.

Da bela, do belo e também do que se encanta perante tais poderes estéticos. E isso não vale apenas para as fêmeas, da mesma forma para os machos, e lógico para qualquer outra definição sexual que exista ou que possa ser inventada por aí. Falamos aqui do poder da beleza, não importa em qual gênero, raça, cor, credo, etc…

Um dia, há muitos anos atrás, encontrei na cidade de Cascavel/PR, onde fui gravar um comercial da empresa onde eu dirigia a área de marketing, a linda e primeira garota do fantástico. Exposta ao país inteiro nos minutos iniciais e finais da mega atenção mediática.

Sem dúvida, uma bela no sentido estético superior da palavra. Conversando com Leila Cravo, ouvi uma sugestão a qual ainda não cumpri, mas um dia cumprirei… ela me disse: “Tejon, escreva um livro sobre as mulheres mais belas e você irá escrever e encontrar gigantescos e brutais sofrimentos.“.

Os tempos andaram, e ao observar a ditadura da beleza, para belas e também belos, creio que sim. Está na hora de realizarmos o “accountability” dos belos.

Quanto custa ser muito bonita, ou bonito? Que preços são pagos para viver, crescer, envelhecer e morrer?

Há um grande preço que se paga pela beleza, no mercado da fama, seja ela em Hollywood, na Globo ou num condomínio tomando sol numa varanda.

Estética, uma moeda caríssima quando do outro lado não se estampa a ética.

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