Foi exonerado da Presidência da Funai

Se trata do doutor em ciências militares Franklimberg Ribeiro de Freitas.

 

Funai

O general da 1ª brigada de infantaria da selva em Roraima, e que também foi chefe de operações do Comando Militar da Amazônia.

E curiosamente, foi demitido dias antes do principal encontro indígena do país, a ser realizado em Brasília.

 

O acampamento terra livre, entre os dias 23 e 27 de abril.
E nesse evento, o maior da nação indígena, há uma expectativa de mais de 5 mil índios.

Fico com a pulga atrás da orelha, por que o presidente temer demitiu o general da presidência da Funai (Fundação Nacional do Índio), dias antes desse maior encontro indígena do país?

Foi apresentado um pedido assinado por cerca de 40 deputados e senadores, ligados a bancada ruralista, falam em 170 lideranças , nesse pedido havia a motivação de que o atual presidente da Funai não estaria colaborando com o setor.

Ainda acrescentavam ser o general um “ ongueiro”, ou seja, andar com as ONGs.

E acusam o general, ex presidente da Funai de ter ideias bolivarianas, associadas a Hugo Chaves e Maduro.

Essa motivação me parece um tanto quanto coisa do teatro do absurdo , imaginar que um general formado na escola de comando e Estado maior do exército brasileiro, tenha filosofias “ bolivarianas como Chaves e maduro” soa tão estranho que intriga este comentarista.

O assunto índios, Funai, relação com produtores rurais não tem sido, ao longo da história alvo da boa administração e do bom senso.

Radicais da direita e da esquerda manipulam a causa indígena e sofremos com a ausência do bom senso e de uma liderança que seja ao mesmo tempo correta, legal, e justa na questão.

As discussões sobre Marcos temporais ou não, sempre aguçam as divisões entre indígenas e produtores.

O supremo tribunal federal passou a considerar o marco temporal da constituição de 1988, para decidir se a área é tradicional de indígenas e consequentemente poder ser demarcada ou não.

Como foi por exemplo a decisão de reintegração de posse em Sananduva no Rio Grande do Sul.

Mas voltando ao general do exército considerado bolivariano, Chavista e Madurista.

Fica aqui o meu estranhar, e vamos aguardar as repercussões e consequências, na mão de quem estará a Funai, após a demissão a pedidos do general Franklimberg Ribeiro de Freitas, da presidência da Funai, poucos dias antes do maior evento indígena do país, em Brasília.

Índios, terras, Funai, ONGs, produtores rurais, onde não há bom senso e razão, os interesses dominantes nunca estão de fato a serviço do Brasil, da nação.

O general e a Funai, não se pronunciaram a respeito.

Esperar pelo próximo presidente é como acreditar que o cavalo de Troia era um presente dos gregos

Até quando a “Marcha da insensatez” (livro Extraordinário escrito por Bárbara Tuchman) continuará nublando, enganando e traindo a sociedade brasileira?

Existe um Brasil lúcido, sensato. Ele apenas não se manifesta, não se articula e talvez esteja ainda dominado por uma tenra infância de crianças disputando a manifestação de seus egos.

O Brasil não pode esperar pelo processo político, pela absurda incerteza de acreditar que o novo presidente venha de qual facção vier, conseguiria dar o salto histórico para o país não se ver mergulhado nas trevas da ausência de consciência, dos seus próximos 20 anos.

Nada será como antes. Agora seremos exigidos na educação, nas lutas competitivas, no poder da cooperação, na ciência, no comércio e seremos obrigados a forjar uma nação, uma pátria, uma república, ou então iremos agonizar no império da revolução dos bichos de George Orwell. Superação é o dever.

Superação como prefere Makiguti significará “criar valor a partir da sua própria vida, sob quaisquer circunstâncias. E valor quer dizer o bem, o benefício e o belo. “Só teremos superação com os fundamentos superantes da coragem, da confiança, da cooperação, da criação, da consciência, da conquista, da correção e da definição de um caráter de país.

 

Quem educa supera e faz superar. E quem tem o dever de não ficar mais esperando pelo entrópico processo político e sua relação mortífera com parte do empresariado, que desprovido de valores se locupletou como nunca dantes na corrupção, desmascarada pelos também inesperados e disruptivos jovens das lava jatos tropicais, esse dever cabe a nós. Cabe a sociedade civil organizada, cabe ao ponto mais precioso  da superação, assumir o protagonismo e abandonar a vitimização. Quem são os piores líderes para fracassarem nesse desafio? Aquele que se vitimiza, dessa forma, espante e enxote qualquer um que traga uma retórica vitimizadora e de vitimização. Quem pode nos levar a essa disruptiva fase mutante, não insensata?

 

Os brasileiros que trabalham, sensatos e representantes de um Brasil que aos trancos e barrancos se mantém entre as 10 maiores economias do mundo,  que está na lista mundial de países livres, que conseguiu liderar em diversos segmentos econômicos e tecnológicos, como o próprio agronegócio,  exemplificam um país formado de sofridos e pobres imigrantes de todos os cantos, com escravos e excluídos do planeta, assim como foram meus pais, meus avós, meus bisavós.

 

Precisamos convocar, sim, as estruturas formais e já organizadas da sociedade civil organizada. Para superar precisamos de liderança democrática e de entidades que aí estão, até agora caladas, escondidas deste momento de tão magnânima dimensão.Convoco as organizações empresariais nacionais, as confederações empresariais que reunidas representam todo o produto interno bruto do país. As 12 CN’s. Convoco as representações religiosas, a OAB, educadores, trabalhadores, estudantes e militares. Os colegas jornalistas e a mídia.

 

Só há uma regra de ouro para criarmos uma proposta de projeto brasileiro de governança, ao lado ou à parte do sistema político partidário isoladamente que, sem duvida, por ele só, nos conduzirá inexoravelmente ao cavalo de Tróia, um presente de grego, seja quem for o presidente oculto na sua barriga equina. Nenhuma entidade, organizada, pode ter qualquer vínculo ou elo com partidos políticos. A contaminação político partidária condena a representação da sociedade civil organizada a uma guerra de loucos, onde enganos e traições, vozes tumulares de ideologias passadas nos condenariam ao fracasso antes da partida. A ideologia do passado já morreu. Que venha, se precisar, a ideologia do futuro. Ela não se encontra nos baús enterrados nas suas tumbas.

O Brasil precisa superar, ultrapassar e ir muito além de ficar esperando por um processo político ou num debate pautado pela loucura entre este nome, ou aquele nome, como se fosse possível e aceitável esperar pelo que não virá, e que já faleceu na esquina próxima passada da história recente. O populismo é o veneno do futuro. O mornalismo, das normalidades mornas, a anestesia da ação. Não se enfrenta o populismo somente com o sonho democrático do voto. Precisa de mais, muito mais. Sem ajuda das organizações sensatas e estruturaras, o voto não fará milagre. Até porque milagres estão num campo de dimensões elevadas, e não seria justo esperar por eles. A Deus o que é de Deus e ao brasileiro o que é o dever de cada brasileiro.

Quatro pontos para uma Sociedade Civil Organizada

Sociedade Civil Organizada: os quatro pontos para chegarmos a uma síntese:

1° ponto: Onde o agronegócio progride e cresce a qualidade de vida. O PIB per capita de Correntina, no oeste da Bahia, era de quatro mil, duzentos e sessenta e sete reais no ano 2000. Em 2015, foi para trinta e nove mil e trinta e quatro reais.

São Desidério, outra cidade do oeste baiano, em 2000 o PIB per capita registrava quatro mil duzentos e setenta e seis reais, e passou em 2015 para oitenta e três mil, duzentos e trinta e quatro reais.

Temos uma realidade em todo interior brasileiro, acentuado positivamente onde cooperativas bem lideradas estão presentes. Isso é fato, e não mito.

 

2° ponto: Tiago Muniz, jornalista da Rede Jovem Pan, entrevistou o presidente reeleito da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, João Martins, semana passada, com a presença do presidente Michel Temer, em Brasília, e mostrou na fala do Sr. João Martins, uma queixa contra ativistas que atacam o agronegócio. Tiago Muniz ainda ressaltou que nesse discurso o presidente reeleito da CNA não declarou quem são e quais forças seriam essas.

 

Ou seja, organizações fortes e poderosas, como a própria CNA, se consideram vítimas perante fatos concretos da importância do agro no país, cuja população reconhece hoje seu fundamental valor.

Está na hora de saber orquestrar a comunicação, pois a realidade é resultado de percepção, e parar de pôr a culpa nos outros…

3° ponto: Vera Magalhães, outra colunista da Rede Jovem Pan escreveu para o Jornal O Estado de S. Paulo:

“O adiamento da votação da reforma da previdência não mostra só a impossibilidade de o atual congresso desempenhar um papel minimamente responsável…”.

 

O mais assustador é a completa falta de cálculo político, com isso se explica que a história comprova, serem mais reeleitos os que votam em reformas do que aqueles que não votam em reformas. Portanto, são burros ao protelar fazer agora o que precisa ser feito já…

4º ponto: Manuel Castells, estudioso e o profeta das redes, numa entrevista para o jornal O Valor disse: “Entre 60% e 75% dos cidadãos das democracias ocidentais não acreditam que os partidos políticos os representem legitimamente”, e adiciona: “… em situações extremas, como a do Brasil, precisaria de algo que venha da sociedade e não do sistema político, deslegitimado”.

Qual a conclusão e a síntese? Simples…

 

Entidades como a CNA precisam parar de chorar e aprender a se comunicar com a sociedade de forma muito mais consistente, permanente e inteligente, e claro, precisam trazer ao seu lado a Confederação Nacional da Indústria – CNI, a do Comércio, de Finanças,  das Cooperativas e sete as demais.

Sabemos que são doze Confederações Nacionais Empresariais que representam todo o PIB do país, não o governo… são 12 órgãos estruturados da Sociedade Civil Organizada.

Perante as evidências, por quê não se unem para um projeto brasileiro? O agronegócio envolve a todas as doze Confederações Empresariais. Está na hora de assumir a profecia de Manuel Castells. Que nos valha a sensatez da sociedade civil organizada.

 

Desejo menos governo e muito mais Sociedade Civil Organizada em 2018

Feliz natal. Afinal superamos este ano difícil, crítico, e com todas as dificuldades chegamos aqui e agora podemos dizer: “Ufa! Feliz Natal!”.

E o que eu gostaria de pedir ao Papai Noel para os brasileiros?

Não tenho dúvidas: menos governo e muito mais Sociedade Civil Organizada.

Que possamos ter um 2018 de crescimento econômico, de freio na corrupção tenebrosa nacional, de renovação da classe política e de um revigoramento da democracia. Só podemos desejar que, apesar dessa crise, possa nascer um novo Brasil, onde brasileiros íntegros e capazes estejam na governança da nação.

 

Quanto melhor o governo de um país, menos sofrimento e mais empreendedorismo, mais qualidade de vida e felicidades. Mas, tudo seria fácil se não fossem as dificuldades. Logo, não dá para sentar e esperar pelo governo. Não dá para rezar por uma eleição. Simplesmente não dá.

O Poder Executivo faliu, o Poder Legislativo foi junto e vivemos hoje do Poder Judiciário que também apresenta facções.

Carecemos urgentemente do 4º Poder. E qual é? A mídia ao lado da Sociedade Civil Organizada. Significa que as entidades representativas da sociedade precisam se unir e criar projetos para o Brasil.

Esses programas devem ter a orientação econômica, social, educacional e sustentável do país. devem ser apresentados aos candidatos para o exercício dos poderes públicos e significarem linhas fundamentais a serem implementaras por quem quer que seja eleito.

 

 

Uma cidade, um estado ou o nosso Brasil não pode mais ficar submetido exclusivamente aos poderes político-partidários.

A sociedade precisa estar presente, se apresentar com programas e fiscalizar.

Como começar? Muito simples. Começar por aqueles que têm toda a economia em suas mãos, e que ao mesmo tempo sofrem com os equívocos e os desmandos dos governos. Começar com as dez Confederações Nacionais Empresariais.

Se as Confederações da Indústria, Agropecuária, do Comércio, dos Serviços, do Sistema Financeiro, da Saúde, das Cooperativas, do Transporte, do Turismo e da Comunicação Social se orquestrassem reunidas e unidas num projeto, com o Brasil acima de interesses de facções, sem dúvida poderíamos mudar o país.

Não queremos ficarmos mais na expectativa ultrapassada de rezar pela vinda de um iluminado presidente.

Desejo um imenso Feliz Natal de amor, paz fraternidade e evolução ética. Desejo um ano novo de protagonismo, onde eu, você e todos possamos entender definitivamente que também somos governo e que governar não significa apenas ir votar. Governar é muito mais do que isso. Governar é assumir a responsabilidade do 4° Poder.

Somos o 4º Poder. O futuro terá cada vez menos governo, como esses do passado, e cada vez mais Sociedade civil organizada. Que 2018 nos traga essa clarividência.

As melhores do agronegócio 2017 pela Revista Isto É Dinheiro Rural

As Melhores da Dinheiro Rural 2017 apresentou as 500 maiores empresas do agronegócio nesta segunda-feira (27) no evento da Revista Isto É Dinheiro Rural, realizado no Tom Brasil, em São Paulo/SP.

O ranking apontou dentre as 500 maiores do agronegócio no Brasil, oito cooperativas. São elas: Copersucar, Coamo, Tereos, Aurora Alimentos, C. Vale, CHS, Lar, Comigo e Cocamar.

 

As cooperativas agropecuárias brasileiras significam praticamente a metade de tudo o que se produz no país; respondem por cerca de 5 bilhões de dólares de exportações.

Temos no país 1500 cooperativas agropecuárias com mais de 1 milhão de cooperados.

Conversando com os diretores da Coamo, a cooperativa de Campo Mourão/PR, que tem uma receita de 11,5 bilhões de reais, algo muito positivo chamou a atenção, pois tem crescido o número de cooperados, sendo hoje 28 mil, além de contarem com 850 jovens que estão sendo preparados para a liderança e sucessão. Coube a Coamo receber também o prêmio da melhor gestão financeira e eleita como a melhor cooperativa do ano.

Continua sendo genial o cooperativismo, pois 80% dos seus cooperados produzem em áreas de até 100 ha.

 

Dentro das cooperativas, ainda se destacaram a Tereos, na área de cana-de-açúcar, uma cooperativa francesa com ótimo desempenho no país, tendo recebido a medalha de ouro na gestão da cadeia produtiva, ou seja teve preocupação com todos os elos do agronegócio, desde a ciência até o consumidor final.

As cooperativas reunidas atingem mais de 180 bilhões de reais de receita, o que significa 13,5% de todo o PIB do agro, e cresceu 13,5% o seu faturamento em 2016 comparado a 2015 (mesmo em meio a toda crise nacional).

A empresa do ano do agronegócio coube a DSM Tortuga na área da nutrição animal, sal mineral e principalmente vitaminas e tecnologias para o setor da proteína animal, com uma receita de 1,8 bilhão de reais no Brasil, e quase 8 bilhões de euros no mundo.

Outro prêmio foi destinado para a Coopavel, a cooperativa de Cascavel/PR como responsabilidade na cadeia produtiva como um todo, outro exemplo de realização e de liderança no oeste paranaense.

 

As cooperativas são além de claros exemplos de competência de produção e condução de pequenos e médios produtores, um caso extraordinário de estudos como centros educacionais.

Mais do que produzir e administrar o cooperativismo significa educação para a vida capilaridade de dignidade humana.

Blairo Maggi permanece no governo e viaja para viabilizar exportações

Hoje retorna de uma viagem de negociações de La Paz, na Bolívia, e Lima, no Peru, o Ministro da Agricultura Blairo Maggi. O objetivo da viagem foi vender frutas, suínos, mel e embriões de animais, além de ouvir a lista de produtos que Lima e La Paz querem vender ao Brasil.

 

 

Registramos neste blog e no programa da rede Jovem Pan de rádio “A hora do agronegócio” o desconforto do Ministro da Agricultura com a Operação Malebolge da Polícia Federal, que realizou buscas e apreensões no apartamento de Maggi e outros dois endereços no Mato Grosso devido a uma acusação do ex-governador do MT Silval Barbosa (em devida prisão domiciliar).

O incômodo do Ministro Blairo Maggi não estava sendo percebido por ele devido ao suporte que recebia do governo perante essa situação. Estava sentindo um certo sentimento de abandono e comentou sua disposição de sair do governo.

O Palácio do Planalto, diante dessa situação, garantiu a continuidade de Blairo no governo, que seguiu para mais uma missão salvadora da economia nacional.

Obviamente, setores dependentes e atrelados ao poder central de Brasília vibraram com essa decisão a qual significa, na minha opinião, iniciativas que a sociedade civil organizada poderia e deveria fazer em regime associativo e de cooperativismo, conduzindo e comandando os negócios brasileiros, algo bem exemplificado pelo setor de aves e suínos que tem numa entidade privada, a ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal.

O governo é importante? Sim, mas a serviço da Sociedade Civil organizada, e não ao contrário.

O Ministro Blairo tem virtudes e valores. É um empreendedor e um realizador cuja obra fala por si. O vejo num futuro breve como presidente de uma ABVN – Associação Brasileira de Vegetais Nacionais ou numa AVAB – Associação de Vendas do Agro Brasileiro… ou melhor ainda: na presidência da Confederação Nacional da Agropecuária – o órgão oficial que reuniria todo o agro brasileiro de dentro da porteira, mas, precisamos mesmo é de um comando integrado de todas as cadeias produtivas, desde o antes até o pós-porteira das fazendas. Isso sim significa agronegócio.

 

Como gravou em um vídeo, quando ainda jovem, o ministro Blairo abriu fronteiras no Mato Grosso com seu pai, e registrou: “Os governos deverão ser mínimos, pois a lentidão é insuportável. As políticas públicas deverão ser privadas. Nós, brasileiros, podemos fazer. Não dependemos de Brasília. Nós realizamos, eu tenho esse vídeo para quem quiser ver”.

Ministro Blairo, desejo boas vendas e que isso continue um dia além e muito acima da condição de ministro… mas se cuide. Confiança não é um valor predominante na governança pública hoje em dia.

Qual o poder das confederações empresariais para mudar o Brasil?

É hora de botar foco nas lideranças da sociedade civil organizada, e não apenas nos políticos de Brasília

 

São dez. Apenas dez mega confederações nacionais empresariais. E são 10, apenas dez nomes, dez brasileiros, dez presidentes.

Essas confederações reúnem na pratica todo o PIB não governo do Brasil. E, onde estão esses senhores? Quais suas pautas? Possível compreender pautas próprias e até egocêntricas em função de suas representações e representadas.

Mas, neste momento histórico do Brasil, vivemos uma crise maior do que econômica e política, uma crise de confiança e de liderança. Com o objetivo provocativo, esta coluna propõe um lema: as confederações empresariais nacionais reunidas, se for pela ética, jamais seriam vencidas.

As confederações e seus presidentes ficam aqui convocados e, de forma cavalheira, amigavelmente provocados:  CNA: sr. João Martins da Silva Jr.; CNC (Comércio de Bens, Serviços e Turismo): Antônio Jose Domingues; CNcoop: Marcio Lopes de Freitas; CNI: Robson Braga de Andrade; CNT: Clesio Andrade; CONSIF (Setor financeiro): Murilo Portugal Filho; CNCS (Comunicação Social): Glaucio Bimber; CNS (Saúde): Tercio Ego Paulo Kasten; CNS (Serviços): José Luiz Nogueira Fernandes, e CNTUR: Nelson de Abreu Pinto. E existem mais duas que não possuem registro sindical, o CnSeg e o CNF (Seguros e Instituições Financeiras).

Existe também um encontro chamado Fórum dos Presidentes das Confederações. Este gigantesco poder empresarial, que representa todo PIB, significa uma oportunidade imensa para articulações e projetos de cooperação entre esses agentes da dinâmica econômica e social do Brasil. Não temos mais tempo para continuar a caça aos ratos, ou melhor, que as ratoeiras das Operações Lava Jatos continuem, mas que possamos colocar outra pauta na sociedade brasileira que não seja apenas operações caça canalhas ou debater quem poderia ser o próximo presidente da República, ou quem terá poder carismático para bater Lula nos votos, e se o PSDB vai de Alckmin ou Doria.

O ministro do MAPA Blairo Maggi, na abertura da Festa do Peão Boiadeiro, disse que o agro brasileiro é maior do que as 240 milhões de toneladas. E disse bem. Quando reunimos tudo o que o País produz, juntando frutas, hortaliças, mandioca, cana, proteínas animais, etc., somamos mais de 1 bilhão de toneladas.

Logicamente, essa riqueza aciona e alavanca todas as cadeias produtivas. Todas. Construção, metal, mecânica, telecomunicações, transportes, finanças, seguros, mídia, entre outras. Consequentemente, todos no Brasil tem muito a ver muito com a base locomotriz do agronegócio.

Em paralelo a isso, o atual coordenador da FGV Agro, que já foi ministro do MAPA, Roberto Rodrigues, lança uma proposta de Plataforma Brasil Para A Segurança Alimentar Do Mundo. E, da mesma forma, acrescenta: O agro não pode ser visto apenas como uma coisa agro. Ele extrapola e acessa todos os agentes econômicos e sociais do País. Além disso, os ambientais também. E o Brasil significará para o planeta um símbolo vital de assegurar alimentação. E, com isso ergueremos a bandeira da paz. Dentro do mesmo conceito, a feed&food e Osvaldo Ciasulli propõem a bandeira do Brasil Alimentando O Mundo, e, no mesmo caminho, reverberamos essa proposta na rede jovem Pan de rádio.

Quer dizer, a oportunidade está instalada. Agora, quem seriam os guerreiros dessa luta? Esperar pela sorte de um estadista brilhante, herói e guerreiro nacional pela integridade, ética e a honradez do País? E que essa figura marque um gol secular com as propostas acima? Sim, seria esperar e rezar por isso. Mas, quem sabe faz a hora e supera agora.

Líderes, como os presidentes dessas confederações, poderiam e deveriam, reunidos, organizar de maneira cooperada estudos e oferecer à nação um projeto de Gestão e Cooperação Público Privada, para fazer do Brasil um dos três maiores países do mundo, e o maior de todos na paz mundial, com felicidade e segurança alimentar para todos. 4ALL.

O Brasil pode, se brasileiros, reunidos e cooperando, quiserem.

O Brasil alimenta o mundo. Isso é algo para todos os brasileiros, não apenas daqueles do agronegócio. #obrasilquecooperasupera.

O que as dez confederações nacionais empresariais, reunidas pela ética, poderiam fazer pelo Brasil e pelo futuro das orquestrações de todas as suas cadeias produtivas, tendo no agronegócio uma matriz de originação real, factível e um diferencial do Brasil no teatro das nações?

Que responda a nossa consciência!

O meu amado comunista

O meu comunista nasceu em uma família pobre, numa aldeia de Trás-os-Montes, em Portugal. Aos sete anos parou de frequentar a escola, pois precisava trabalhar para ajudar a mãe e os outros três irmãos pequenos.

 

Fez de tudo. Trabalhou com enxada, tirou leite das vacas e dormiu com as cabras no campo frio. Era vendedor nas feiras da cidade e foi aprendiz de tudo e de todos. Depois de algum tempo, foi barbeiro e microcomerciante.

 

O meu comunista fugiu da miséria para o Brasil, assim como milhões de imigrantes pobres do mundo. Foi estivador no Cais de Santos, e ali se orgulhava da sua força.

Ele conseguia levar dois ou três sacos de café de 60 kg, ao invés de apenas um.  Nos intervalos, brincava mostrando como conseguia carregar o mesmo saco de 60 kg nos dentes.

O meu comunista esperava ansioso pela justiça e a igualdade para todos. Sonhava com um mundo onde todos pudessem estudar, onde ninguém fosse escravo do outro. Um mundo com trabalho para todos.

O meu comunista acreditava no fim da exploração do homem pelo homem. Um lugar onde todos teriam as suas casas para viver, a comida para comer, o estudo para crescer e o trabalho para se dignificar.

O meu comunista acreditava que a solução seria a mudança do sistema, onde o comunismo seria a solução do sofrimento humano na terra. O meu comunista me falava da honra, da palavra, da honestidade, do valor do trabalho.

Para o meu comunista não havia honra e valor maior do que o trabalho honesto. Ele dizia: “Nunca tirar nada de ninguém. A verdade acima da mentira”.

O meu comunista dava lições de valores, de humanismo, solidariedade e profundo respeito as pessoas. Falava da educação como o berço do novo ser humano, e caia lágrimas quando se lembrava do dia em que não pode mais voltar a escola.

O meu comunista me estimulava a estudar. Me mostrava como era o trabalho. Me levava para ver o sofrimento humano e aprender a valorizar a vida. Também me levava nas festas, nas músicas, nas danças portuguesas. e o seu sonho era que eu fosse um homem de caráter, estudado, e um bom comunista.

O meu comunista me ensinou a coragem.

 

Ele morreu cedo, aos 64 anos… morreu trabalhando. Com sua bicicleta fazia cobranças de sócios da Portuguesa Santista e do Rancho Folclórico Tricanas de Coimbra.

No cruzamento de uma rua, não viu o caminhão, ou o caminhão não o viu, e meu comunista caiu e bateu sua cabeça no meio fio, um duro e frio meio fio numa rua de Santos.

Quando vejo hoje em dia pessoas como Lula, Dilma, Dirceu, Gleisi e outros sendo chamados de comunistas, não compreendo. Eles não são nada parecidos com a descrição que o meu comunista fazia dos honrados comunistas.

Claro, esse pessoal que é chamado de comunista, obviamente não é comunista. Comunista mesmo era meu pai.

Sempre me emociono quando me lembro do meu comunista falando emocionado e orgulhoso sobre a possibilidade da vitória da humanidade, do trabalhador e dos seres honestos sobre a humilhação, o abandono e a escravidão.

Um comunista como o meu não morrerá nunca. Mas os falsos destroem suas próprias vidas, enganam seres humanos, e terminam destruídos pelo pior de todos os enganos, o autoengano.

Sinto muitas saudades do meu comunista. Meu pai adotivo, Antônio Alves, muito acima do comunismo, me ensinava a honra do trabalho, o valor da palavra, a justiça da solidariedade… se isso é comunismo, eu também, velho pai, sou comunista.

 

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O meu comunista não existe mais

Amigos, até entendo e compreendo que um ideal comunista nos anos 50/60 imaginava a possibilidade de um mundo justo e igual para todos. Esse sonho, a mim mesmo, com 18 anos de idade, me emocionava! E quantos nãos deram a vida por aquele sonho?

E o meu velho pai adotivo, trabalhador, foi estivador e morreu trabalhando com uma bicicleta nas ruas de Santos.

Ele era um desses puros comunistas, onde o trabalho, a honra, a palavra, o valor de um homem na honestidade e na justiça humana tinha o seu sentido maior.

 

E para ele, isso significava ser um comunista. Impossível comparar isso com quem hoje usa o comunismo para enganar e se autoenganar enquanto um valor e um sentido de vida, onde fracos e oprimidos permanecem mais fracos e oprimidos sob direção de parte daqueles que viraram tenebrosos opressores, e que agora, oriundos da idealizada União Soviética, são os mais ricos da Europa e donos de times de futebol.

O que não é possível aceitar é que hoje, em 2017, permanecemos manipulando seres humanos com tamanha ilusória utopia.

 

Aos meus amigos da esquerda, sempre recomendo assumir a proposta chinesa, e esta análise concreta de situações concretas, esta nua e crua realidade, não interessa a esse time que se diz esquerda.

 

Comunistas? Não são! São oportunistas, safados e traidores da alma humana. O esquerdista Roberto Freire, presidente nacional do Partido Popular Socialista, por exemplo, nunca esteve ao lado dos vociferantes falsos e traidores, e a esquerda lúcida já nas eleições entre Jânio Quadros e Marechal Lott indicava o voto para o Marechal, pois sabiam no que Jânio, Lula e Dilma terminam por dar nisso. Espaços para os piores malévolos da direita.

Mas, como observador, gostaria de apostar: Quanto tempo a Venezuela suportará com esta imbecilidade anacrônica de governo?

Zumbis vivem agarrados em sistemas já mortos, e isso vale para mortos-vivos, tanto da esquerda quanto da direita. Não duraria dois anos este governo venezuelano.

Tempo para cair no real do indesejável. Não há mais esquerda, direita ou estacionar no centro: só existe pra frente! A coragem e a ousadia do novo. E que a classe empresarial se reveja e se revista de capitalismo consciente.

A Universidade Harvard já mudou o critério para avaliação dos melhores CEOs do mundo. No agronegócio brasileiro vejo esses exemplos quando estou nas cooperativas, por exemplo, Aurora, Copacol, Coperdia, Copercampos, Comigo, Cocamar, CVale, Sicoob, Sicredi, Sta. Clara, Coopeave, Cocapec, Frisia, etc., além dos movimentos da OCB e as Organizações Estaduais.

Da mesma forma, ao visitar e ver realidades do cooperativismo em outros países, vejo que existem líderes e lideranças honestas, íntegras, corajosas, com cooperativas muito competitivas. Mais de 1 bilhão de seres humanos cooperativados. Cerca de US$ 3 trilhões de receitas originadas no mundo.

Há também nos legados de Shunji Nishimura, Secundino e Ney, três seres humanos com quem tive a sorte de trabalhar e aprender no setor de tecnologia para a agropecuária  (Jacto e Agroceres).

Na proposta do Roberto Rodrigues, ex-Ministro da Agricultura, sobre a plataforma da segurança alimentar planetária, é mais um exemplo de líderes que apresentam um marco ascensional de sentidos e propósitos.

Deveríamos todos olhar e canalizar essas visões empreendedoras, cooperativas, solidárias, humanas e abominadoras da escravização humana a partir da propaganda de vítimas. A vitimização mata e nos mata.

O meu comunista não existe mais. Meu velho pai já morreu.

Nem toda finitude será angustiante

O fim angustia. Uma casa deixada em meio a uma mudança parece sentir seus últimos dias. A sua composição mineral parece chorar. Os móveis deixados pra trás, se falassem, implorariam para seguir.

 

Se essa casa ficar fechada por alguns dias, a umidade irá se apossa, a luz desaparecerá e as trevas dominarão, e com a escuridão predominarão os habitantes desse reino triste.

 

Um namoro desfeito, por mais que pareça ser indiferente para uma parte ou ambas, para sempre uma marca indelével fica. Permanece e de vez em quando aparece para a relembrança.

 

Uma vez conversava com a Dra. Sandra Serrano, especialista em dor, no Hospital do Câncer, e que assistia constantes desenlaces da vida, perguntei: “Doutora, como as pessoas morrem? ”

 

Ela pensou e disse: “Morrem como vivem”. Se alegres, guardam a alegria. Se mal educadas, assim se comportam. Se arrogantes, da mesma forma.”

 

Convivi por anos com grandes vendedores de páginas amarelas. Havia uma senhora em televendas espetacular. Campeã de vendas. Um dia recebi a notícia de que estava internada em estado grave. Era a Dona Raquel. Quando a fui visitar, para minha surpresa estava já no quarto, e não na UTI.

Ao me ver, sorriu, me aproximei e ela sussurrou nos meus ouvidos: “Hoje eu fiz uma grande venda.” Fiquei impressionado e perguntei: “O que foi, Dona Raquel? – pensando que ela estaria tendo alucinações – e então me respondeu baixinho no ouvido: ” Vendi pro médico que não queria morrer na UTI, e que me levasse pro quarto”.

 

Poucos dias após, Dona Raquel faleceu.

As transformações à beira da morte não são muitas, mas acontecem. O perdão, uma declaração de amor, um ato heroico, de amor à humanidade ao próximo, à uma causa.

 

Sistemas também morrem. Poderes antigos, cargos e pessoas dentro deles e com eles. Os últimos dias são terríveis, angustiantes, um verdadeiro inferno em vida.

 

Os amigos desaparecem.  A traição, as armadilhas impensáveis; ninguém mais em quem confiar. O abandono de todos e a ira de muitos. Nessa situação, o ser humano se apega a qualquer esperança indigna para continuar recebendo o que pensa ser oxigênio, mas já não passa de ar putrefato. Se ainda tivesse ele a sabedoria de retalhos dignos, procuraria sair, saber sair, pois até para morrer é preciso encontrar um sentido e um propósito.

 

O poder brasileiro como o conhecemos vive seus últimos dias.

 

Os atormentados se desesperam, lutam para viver e se apegam às próprias correntes de ouro com as quais imaginaram frutificar suas ambições e ruína do caráter.

 

A associação criminosa do Estado com parte da classe empresarial se destruiu a si mesma. Ninguém veio de fora para fazer isso. Não foram as legiões humanistas, ou os iludidos defensores dos pobres e oprimidos, a esquerda ou à direita e muito menos o centro.

 

A delação de dois irmãos Joesley e Wesley Batista, filhos de um açougueiro trabalhador do início da cidade de Brasília, transformados na maior empresa de carnes do planeta e constando no 4° lugar do ranking mundial das empresas de alimentos, foi um míssil nuclear disparado e com uma capacidade destruidora sem antecedentes na história do país; e talvez do próprio mundo, do jeito como ocorreu.

 

Temer tremeu. Da direita se esperava tudo, menos ausência de malícia e insensatez leviana. Da esquerda se esperava integridade e honestidade, e sua vendeta foi a mais suja de todas. Mas, a traição dos delatores foi mortal, ferina e combinada com os seus algozes.

 

“Até tu, Brutus?” disse o imperador Julio Cesar ao ser esfaqueado pelas costas pelo homem de confiança Marcus Junuius Brutus.

 

 

Mas a história é feita do incerto e não do certo. Esses atores já faleceram. Mas ainda como zumbis renegam suas finitudes e teimam em permanecer sob os spotlights da ribalta.

 

Triste fim para aquele que não sabe se terminar.

Angustiante começo para aquele que precisa recomeçar e precisa brotar. Líderes não escolhem, são escolhidos pelos momentos históricos.

 

Mas, todo fim não acontece quando acaba. Costuma ser o resultado de um processo. E aqui vale perguntar, refletir e aprender: Quando começamos a terminar e quais foram as causas do nosso fim?

 

Por que nos surpreendemos sob a tocaia da traição? Do surpreendente fim? Temos esse direito alienante?

 

Os fins são inevitáveis, mas podem ser simplesmente um fim. Ou podem vir a ser uma passagem, um legado, uma eternidade.

 

Só depende de cada um de nós.  Parece existir uma lei acima de todas as leis: a de causa e efeito.

Nem toda finitude será angustiante.