Quatro pontos para uma Sociedade Civil Organizada

Sociedade Civil Organizada: os quatro pontos para chegarmos a uma síntese:

1° ponto: Onde o agronegócio progride e cresce a qualidade de vida. O PIB per capita de Correntina, no oeste da Bahia, era de quatro mil, duzentos e sessenta e sete reais no ano 2000. Em 2015, foi para trinta e nove mil e trinta e quatro reais.

São Desidério, outra cidade do oeste baiano, em 2000 o PIB per capita registrava quatro mil duzentos e setenta e seis reais, e passou em 2015 para oitenta e três mil, duzentos e trinta e quatro reais.

Temos uma realidade em todo interior brasileiro, acentuado positivamente onde cooperativas bem lideradas estão presentes. Isso é fato, e não mito.

 

2° ponto: Tiago Muniz, jornalista da Rede Jovem Pan, entrevistou o presidente reeleito da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, João Martins, semana passada, com a presença do presidente Michel Temer, em Brasília, e mostrou na fala do Sr. João Martins, uma queixa contra ativistas que atacam o agronegócio. Tiago Muniz ainda ressaltou que nesse discurso o presidente reeleito da CNA não declarou quem são e quais forças seriam essas.

 

Ou seja, organizações fortes e poderosas, como a própria CNA, se consideram vítimas perante fatos concretos da importância do agro no país, cuja população reconhece hoje seu fundamental valor.

Está na hora de saber orquestrar a comunicação, pois a realidade é resultado de percepção, e parar de pôr a culpa nos outros…

3° ponto: Vera Magalhães, outra colunista da Rede Jovem Pan escreveu para o Jornal O Estado de S. Paulo:

“O adiamento da votação da reforma da previdência não mostra só a impossibilidade de o atual congresso desempenhar um papel minimamente responsável…”.

 

O mais assustador é a completa falta de cálculo político, com isso se explica que a história comprova, serem mais reeleitos os que votam em reformas do que aqueles que não votam em reformas. Portanto, são burros ao protelar fazer agora o que precisa ser feito já…

4º ponto: Manuel Castells, estudioso e o profeta das redes, numa entrevista para o jornal O Valor disse: “Entre 60% e 75% dos cidadãos das democracias ocidentais não acreditam que os partidos políticos os representem legitimamente”, e adiciona: “… em situações extremas, como a do Brasil, precisaria de algo que venha da sociedade e não do sistema político, deslegitimado”.

Qual a conclusão e a síntese? Simples…

 

Entidades como a CNA precisam parar de chorar e aprender a se comunicar com a sociedade de forma muito mais consistente, permanente e inteligente, e claro, precisam trazer ao seu lado a Confederação Nacional da Indústria – CNI, a do Comércio, de Finanças,  das Cooperativas e sete as demais.

Sabemos que são doze Confederações Nacionais Empresariais que representam todo o PIB do país, não o governo… são 12 órgãos estruturados da Sociedade Civil Organizada.

Perante as evidências, por quê não se unem para um projeto brasileiro? O agronegócio envolve a todas as doze Confederações Empresariais. Está na hora de assumir a profecia de Manuel Castells. Que nos valha a sensatez da sociedade civil organizada.

 

“Eu não acredito mais em governo“, diz ex-Ministro Alysson Paolinelli

A frase “Eu não acredito mais em governo“ foi dita por um brasileiro com a autoridade legítima: Alysson Paulinelli. E eu digo: “Estamos juntos nessa”.

No Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tivemos um dos Ministros mais exemplares votado por unanimidade nacional: Alysson Paulinelli. Hoje preside a Associação Brasileira do Produtores de Milho – Abramilho.

A data desta entrevista considero emblemática para todo o país: 7 de dezembro de 2017. Estávamos num dos mais importantes eventos da fruticultura brasileira realizado pela Abanorte, na cidade de Janaúba, região de Jaíba, localizada no norte de Minas Gerais.

(Veja como foi o Abanorte Fruit Connections: http://www.abanorte.com.br/web/app.php/noticia_page/69).

No evento, frente a mais de 500 testemunhas, haviam produtores de frutas, técnicos, autoridades e a mídia, perguntaram sobre as necessidades do país em diversos aspectos, como infraestrutura, política das águas, acordos comerciais e plano agropecuário, e de forma assertiva o ex-Ministro Alysson asseverou: “Eu não acredito mais em governo…“, e alguém perguntou em seguida: “E no Governo Estadual?“ e finalizou dizendo: “Também não…”.

Entrevistado por mim, pedi sua autorização para expor essa sua convicção ao país, e devidamente autorizado o transcrevo, pois considero que o Brasil não está precisando de choque nenhum além do choque de liderança da sua Sociedade Civil Organizada.

Eu perguntei para o Ex-Ministro: “Por que não acredita mais em governo?”, e ele respondeu: “Porque governo só atrapalha. No Ministério da Agricultura, por exemplo, não temos autonomia para nada. As decisões caminham todas para privilégios de interesses político-eleitoreiros.”.

Então, concluo que passamos a ter no mundo e no Brasil um descompasso do compasso. Isso quer dizer que a sociedade planetária se movimenta na velocidade digital, e governos no passo lento do cágado abraçados à índole nata do bicho preguiça. Quando não, algumas vezes velozes movidos pela picardia dos ratos que adoram roubar os queijos das dispensas abertas da nação brasileira.

Exceções? Existem, como a ciência já descobriu, que servem para confirmar a regra. Então, resolvi fazer uma outra grande pergunta ao ex-Ministro: “Ministro Alysson, o que vamos fazer doravante?”

Sua resposta cravou fundo na nossa consciência. Foi um cravo doloroso carregado de incômodos que se voltam e apontam exatamente para nós: “Não podemos esperar por governos, precisamos pegar para fazer. Sair, negociar, ter uma voz unida e reunida, pois sabemos tudo o que precisa ser feito. Nossos especialistas, estudiosos, pesquisadores e analistas possuem preparo e diagnósticos muito bem feitos das necessidades estruturais do país, em todos os sentidos. Basta irmos e acompanharmos os congressos, as pesquisas, as apresentações e as entrevistas. O que vemos é repetir e repetir os mesmíssimos diagnósticos. O que varia apenas é a tonalidade, a assertividade e a criatividade dos apresentadores.”.

Sim, sabemos tudo o que precisa ser feito no Brasil. Então, por quê não fazemos?

Não podemos mais nem esperar por governo e também devemos parar de botar a culpa em governos. Perante a falência notória e exemplar do sistema de governança do Brasil exponenciado pelas prisões, acusações e escândalos de um conluio público privado, revelador de uma contabilidade campeã do mundo na sua soma de falcatruas.

Esperar pelo governo, pelo próximo presidente, pelos novos legisladores e pelos embates ideológicos de esquerda, direita e de intérpretes da Constituição e das leis seria fácil se não fosse a sua inviabilidade, ou pior, a insanidade dessa insensatez.

Então, qual a proposta? Precisamos de governo?

Sim. Mas não mais de um governo que faça as coisas olhando para seu umbigo ou para Brasília. Precisamos de uma governança, de um cogoverno. Um deveria permanecer dentro das representações da democracia, os partidos políticos, suas facções e sub facções, e que ao longo do tempo possamos aprimorar a sua qualidade. O outro governo é esse que o ex-Ministro Alysson explicitou em no evento. Um governo da Sociedade Civil Organizada não contaminada por ideologias e sem a infiltração político-partidária. Um norte pra o país, onde todos os setores empreendedores nacionais devem ter um projeto, assim como o agronegócio. Que seja sustentável, que contenha responsabilidade social e que signifique um plano diretor para o Brasil crescer, e idealmente, que todos esses setores consigam integrar seus planos entre todas as cadeias produtivas brasileiras.

“A democracia é o melhor sistema de governo do mundo, mas ele tem uma regra: quem está organizado faz, e quem não está sofre…“, disse Alysson Paulinelli.

E continuou: “Passei pelo governo e estudei muito e sei das deficiências que eu tive, eu não acredito mais em governo, e profundamente decepcionado, vejo que governo não tem capacidade de fazer as coisas. Há uma interdependência que não funciona no Ministério da Agricultura. Não tem autonomia, seus recursos estão em outro gabinete; a fiscalização imperando no Brasil como forma de criar dificuldades para vender facilidades. Por isso eu não confio…

A saída? O caminho? O agro tem soluções, gerou soluções e é o que mantém a economia. Esse agro não pode esperar pelo governo, pois ele só atrapalhou. Desde 1986 só fizeram bobagens… acabaram com os instrumentos de política agrícola. O governo se encurrala e só sobra pra ele o instrumento de taxas de juros para controlar inflação. Não acredito mais em governo, pois é uma bagunça.

Para todo brasileiro, segue o recado para 2018: Que a sociedade reaja a esse caos, uma crise moral, política e social. Reconhecer que como o agro, outros setores também podem se organizar e buscar dinheiro lá fora a melhores custos do que aqui dentro. A democracia é o melhor sistema de governo, e eu participei do governo militar e eu sei o quanto presidente Geisel e seu sucessor sofreram para a abertura democrática, mas democracia tem uma regra no mundo inteiro, e quem está organizado faz, e quem não está sofre…”.

José Luiz Tejon

Jornalista, escritor, professor.

Membro do CCAS – Conselho Científico Agro Sustentável.

Membro do conselho consultivo da ABMRA – Associação Brasileira Marketing Rural.

Colunista da Rede Jovem Pan, Revista Feed&Food e colunista no Canal Rural, com o blog Agrosuperação.

O Brasil sem autoridade moral pode ser fatal

O risco do Brasil precisa ser diminuído pelo protagonismo da Sociedade Civil organizada. Estamos numa gravíssima crise de autoridade moral

 

O Brasil é diferente da Tunísia em tamanho e conjuntura, que recebeu o Prêmio Nobel da paz em 2015 criando um quarteto do diálogo nacional para resgatar a autoridade moral de um processo político falido. Se reuniram, na época, a União Geral Tunisiana do Trabalho, a União Tunisiana da Indústria, Comércio e Artesanato, a Ordem Nacional dos Advogados da Tunísia e a Liga Tunisiana dos Direitos Humanos.

E no Brasil… por quê deixamos o país solto à sorte ou aos azares de uma impressionante crise da falência da autoridade moral?

Perante um quadro deprimente e incompetente de presidenciáveis, onde nas pesquisas mostram que 84% dos brasileiros dizem não conhecer ninguém que poderia resgatar o país – além do papa Francisco – e liderarem a intenção de votos: Lula, Bolsonaro e Marina?

Ou a Sociedade Civil Organizada age ou permitiremos que a marcha da insensatez faça seu caminho incerto e insensato. Democracia não é sinônimo de partidos políticos, pois eles significam uma forma organizada de representação pública.

Você colocaria o condomínio onde mora sob a guarda do atual Legislativo ou do Executivo?

Democracia exige e clama em altíssimo e bom som pela Sociedade Civil Organizada, movimentos populares, associações de bairros, ONG’s, entidades de classes, sindicatos, e sem dúvida, as Confederações Nacionais Empresariais.

Estas últimas, na forma de dez mega instituições com registro sindical e mais duas sem registro sindical simplesmente compreendem todo o PIB não governamental do Brasil. Tem estrutura, recursos humanos, orçamentos e arrecadações que agora sofrerão um abalo pela lei que desobriga o pagamento aos sindicatos, seja dos trabalhadores ou patronais de forma involuntária.

Entretanto, ai estão as representações patronais da economia empreendedora brasileira e também da cooperativista: Confederações Nacionais da Agropecuária, Comércio, Bens, Serviços e Turismo, Cooperativas, Indústria, Transporte, Seguros gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização, Instituições financeiras, sistema financeiro, comunicação social, saúde, hospitais, estabelecimentos e serviços, serviços e turismo.

Aí estão as doze representações da Sociedade Civil Organizada Empresarial do país.
Para virmos a ser uma grande Tunísia, seria desejável reunirmos os sindicatos dos trabalhadores. Seria possível? Me parece que não, por divisões internas e também por evidentes contaminações político-partidárias.

Numa conjunção de um projeto brasileiro que objetivasse pairar acima dos desígnios e destinos das eleições de 2018 e que significasse um 4° legítimo poder de cogovernabilidade para o pais, deveríamos incluir a OAB, a Academia Brasileira, Direitos Humanos com a mídia, na busca de um projeto de nação, integrando aquilo que precisa ser feito no Brasil independentemente de quem venha a ser o presidente, governador, deputado ou senador.

Curiosamente em algumas cidades brasileiras já assistimos essas iniciativas de governabilidade com ótimos resultados, como por exemplo, em Maringa, no Paraná e Caçador, em Santa Catarina.

Você pode pensar que a complexidade brasileira não permite reunirmos essas instituições todas por um chamado de bom senso de sensatez, os conflitos de interesses são imensos. Ok, não somos a Tunísia e nem chegamos ao ponto de não retorno daquela sociedade em guerra civil que a levou a uma obrigatória lucidez, criando o “Quarteto do diálogo nacional, resgatando a autoridade moral tunisiana“ com o emblemático Nobel da Paz.

Será que pelo menos as doze Confederações Empreendedoras do país não deveriam se unir, criar um projeto de empreendedorismo, cooperativismo e apresentar à nação, o que precisa ser feito, construído, e efetivado para que o Brasil não padeça da doença da inanição educacional, tecnológica, produtiva, competitiva, legal, ética e moral?

Não deveríamos criar programas unindo as doze Confederações, coletar o que há obrigatoriamente de interesses sinérgicos e comuns entre elas, para formar um pacto pelo progresso e sustentabilidade do Brasil?

Esse plano Brasil 2030 empreendedor, cooperativista, humano e sustentável seria o documento régio, explicitado por legítimos poderes da Sociedade Civil Organizada. Começar com as doze confederações, com doze presidentes com poder e obrigações civilizatórios que reúnem todo o PIB brasileiro, e a partir dessa locomotiva de negócios, da economia e das finanças atrair demais representações da Sociedade Civil Organizada Brasileira sob um foco e uma luz ascensional?

Uma utopia, uma ilusão ou um sonho?

Fico com o sonho do realismo esperançoso. Isso é possível e só depende de alguns brasileiros nos cargos e nas posições se movimentarem para isso. Só depende de líderes e de lideranças.

Da para fazer, pois afinal, como já cantamos um dia: “Quem sabe faz a hora não espera acontecer“.
Quem diria, companheiros! Tal qual na China, o caminho a ser forjado está sob a bandeira da produtividade e do empreendedorismo capitalista com fortíssima dose de cooperativismo, mas isso sim é de verdade uma análise concreta de situações concretas.

Sem autoridade moral, não tem autoridade legal. Pode ser fatal. Não podemos esperar por um presidente por mais que isso possa parecer ser suficiente.

As melhores do agronegócio 2017 pela Revista Isto É Dinheiro Rural

As Melhores da Dinheiro Rural 2017 apresentou as 500 maiores empresas do agronegócio nesta segunda-feira (27) no evento da Revista Isto É Dinheiro Rural, realizado no Tom Brasil, em São Paulo/SP.

O ranking apontou dentre as 500 maiores do agronegócio no Brasil, oito cooperativas. São elas: Copersucar, Coamo, Tereos, Aurora Alimentos, C. Vale, CHS, Lar, Comigo e Cocamar.

 

As cooperativas agropecuárias brasileiras significam praticamente a metade de tudo o que se produz no país; respondem por cerca de 5 bilhões de dólares de exportações.

Temos no país 1500 cooperativas agropecuárias com mais de 1 milhão de cooperados.

Conversando com os diretores da Coamo, a cooperativa de Campo Mourão/PR, que tem uma receita de 11,5 bilhões de reais, algo muito positivo chamou a atenção, pois tem crescido o número de cooperados, sendo hoje 28 mil, além de contarem com 850 jovens que estão sendo preparados para a liderança e sucessão. Coube a Coamo receber também o prêmio da melhor gestão financeira e eleita como a melhor cooperativa do ano.

Continua sendo genial o cooperativismo, pois 80% dos seus cooperados produzem em áreas de até 100 ha.

 

Dentro das cooperativas, ainda se destacaram a Tereos, na área de cana-de-açúcar, uma cooperativa francesa com ótimo desempenho no país, tendo recebido a medalha de ouro na gestão da cadeia produtiva, ou seja teve preocupação com todos os elos do agronegócio, desde a ciência até o consumidor final.

As cooperativas reunidas atingem mais de 180 bilhões de reais de receita, o que significa 13,5% de todo o PIB do agro, e cresceu 13,5% o seu faturamento em 2016 comparado a 2015 (mesmo em meio a toda crise nacional).

A empresa do ano do agronegócio coube a DSM Tortuga na área da nutrição animal, sal mineral e principalmente vitaminas e tecnologias para o setor da proteína animal, com uma receita de 1,8 bilhão de reais no Brasil, e quase 8 bilhões de euros no mundo.

Outro prêmio foi destinado para a Coopavel, a cooperativa de Cascavel/PR como responsabilidade na cadeia produtiva como um todo, outro exemplo de realização e de liderança no oeste paranaense.

 

As cooperativas são além de claros exemplos de competência de produção e condução de pequenos e médios produtores, um caso extraordinário de estudos como centros educacionais.

Mais do que produzir e administrar o cooperativismo significa educação para a vida capilaridade de dignidade humana.

As profissões do futuro no agro – FATEC Pompéia

Hoje já convivemos com sensores, drones e até a edição gênica de plantas. Então, como aprenderemos a viver e interagir com a mecanização do futuro, que já está sendo aplicada?

 

As máquinas agrícolas de hoje não são mais como as do passado, e as do futuro não poderão mais ser chamadas de máquinas, pois se transformarão em verdadeiras centrais automovidas de inteligência artificial.

As modernas máquinas com robôs do futuro – já presentes no século XXI – já são programadas para aprender a não errar, graças à inteligência artificial.

Com isso, diminuirá gigantescamente o erro humano, como o desperdício no uso de todos os insumos (sementes, fertilizantes, micronutrientes, defensivos agrícolas, adjuvantes) no campo dos vegetais. Além disso, receberão diagnósticos constantes permanentes com correções.

O novo pulverizador, por exemplo, aprenderá a identificar o capim amargoso no meio de todas as demais ervas daninhas e a controlará com toda segurança.

 

Já na proteína animal, sensores permitirão identificar e tratar cada animal com nutrição específica, além de identificar algumas doenças pontuais e correções preventivas que eliminarão o uso exagerado de medicamentos.

Precisamos de uma nova educação! Precisamos de jovens formados para essas novas carreiras, pois já existe um novo agro, onde na pesquisa realizada pela Plant Project destacou que 96% dos brasileiros disseram que o Brasil pode e deve ser apresentado ao mundo como uma inteligência em agronegócio.

E para se especializar nessas novas profissões, é preciso estudar em uma instituição específica. A FATEC Pompéia Shunji Nishimura possui variados tipos de cursos nas áreas de tecnologia aplicada no agronegócio. E o melhor: é gratuito!

 

As inscrições para o vestibular estão abertas até 07/12 e são 40 vagas por curso. Para mais informações, acesse: www.vestibularfatec.com.br

Uma das opções é o curso superior em Tecnologia em Big Data no Agronegócio, com duração de três anos. Há também a opção do curso em Mecanização de Agricultura de Precisão.

 

O agronegócio do futuro será uma agromontadora de sustentabilidade insensível.

Da agropecuária, ao agronegócio e o salto para a AGROSSOCIEDADE

O que nos trouxe até aqui no agro não nos levará mais ao futuro, mas algumas coisas sim, pelo menos uma essencial: aprender a aprender.

E agora, com gigantesca velocidade. Campo e cidade estão integrados e produtores rurais e consumidores finais conectados pela era chamada de “disruption”.  Agroindústrias, supermercados, “chefs“ e geneticistas estão servindo a mesma mesa, compartilhados numa montagem de um lego de ciência e tecnologia, e na expectativa da hiperestrutura da telecomunicação, onde o sinal será sagrado para o agro de precisão.

A diversidade entra em cena, não apenas na subsegmentação de distintas variedades vegetais e ambientações animais, ou em temas onde já iniciamos como integração lavoura-pecuária e floresta, mas agora surge a sensibilidade e a sensitividade da mulher no agro. Retornam das cidades e dos grandes centros, jovens que não imaginavam vir a ser agro um dia, dentro de um espetáculo de engenharia, universo digital, arte e cultura tão amplo quanto a saga humana espacial. Entramos no nano espaço, na inteligência de um gene e na construção de sabores, saúde e atrações apetitosas sob a biologia invisível. E essa era não escolhe tamanho, cultura ou cadeia produtiva. Não existe agricultura familiar, de escala, ou classe média produtora. A única coisa que existe é o estado da arte de uma montadora agrotecnológica de sustentabilidade intensiva.

Google vira Agro, Instituto Europeu de Design vira Agro, ESALQ que já é Agronegócio, também se transforma em Agrossociedade (Piracicaba é uma prova viva do amalgama e todas as jovens cidades do coração do país).

A agropecuária de precisão ou digital ou virtual ou smart farming muda tudo. Assim como, enquanto você lê este artigo, no mundo em apenas um minuto, mais de 700 mil logins são feitos no Facebook, 1.300 viagens no Uber, 69 mil horas de Netflix são assistidas, 2.4 milhões de buscas são feitas no Google, 2.78 milhões de vídeos são vistos no Youtube e não se plantará ou se criará sem as métricas dos sensores e a telemetria das novas máquinas. As redes sociais encantadas encantam e ao mesmo tempo podem gerar lumpens digitais, quanto engajamento e profundidade. Precisa saber escolher – em cada detalhe surge um novo produtor e produtora, e novos consultores, técnicos e distribuidores.

Quer dizer, o que mudou no mundo, acima de todas as outras mudanças? Velocidade. O mundo ficou veloz, ficou interativo e somos todos agora, independentemente de gerações, seres humanos imediáticos. Ou seja, imediatos e mediáticos.

Os sensores significam a alteração tecnológica para a gestão revolucionária e se tudo passa a ser notado e percebido nos terminais dos mobiles ou de qualquer note ou aplicativo, eu e você somos convocados para um belíssimo incômodo. O de mudar e aprender a aprender o que não pensávamos que fosse ser necessário aprender.

Um técnico numa integração, um zootecnista, agrônomo, veterinário, nutricionista, um acadêmico de ciências agrárias, um produtor rural contemporâneo, um gestor de marketing, de granja ou pecuária bovina, do leite ou do corte, da agricultura e da hortiflorifruticultura, todos agora, além de submetidos a um benchmarking global e instantâneo, precisam auscultar e interpretar o que essa torre de babel informacional insiste em nos provocar. Estamos invadidos e condenados à gestão dos dados. Mas dados podem ser apenas dados. Os profissionais do futuro serão, acima disso, criadores de interpretações e coordenadores de tomadas de decisões sistêmicas, muito além do seu tradicional escopo. A rastreabilidade e as certificações estampam nas embalagens dos derivados do campo o poder da originação.

Quem vai fazer isso? A nova geração já vem preparada para estes instrumentais. E ainda com a sensibilidade feminina, a mulher passa a ganhar uma presença intuitiva e sensitiva neste novo mundo de um agro inteligente, virtual, digital, o mundo “smart farming”. Mais sensores geram mais sensibilidade, isso amplia a visão da sustentabilidade e consequentemente prepara cérebros para ficarem mais sensitivos.  A cidade pauta o campo, o cidadão pauta o pesquisador e o cientista precisa vender a ciência para bilhões de leigos: a Agrossociedade.

Iremos assistir o surgimento de “facility digital“, organizações que se desenvolverão no talento da reunião de dados, de criação de softwares práticos e fáceis de uso e de gestão. Afinal a simplicidade será essencial na competitividade deste jogo de gênios, que precisará ser jogado com todos e para todos.

Sabendo que os pilares para a construção de uma Agrossociedade são o pilar social, o pilar ambiental e o pilar econômico,  e todos eles devem estar equilibrados para que a nossa cadeia produtiva seja otimizada e progrida exponencialmente, como falamos acima, o que faremos com cerca de três milhões de propriedades rurais brasileiras, que obtém uma renda média mensal de meio salário mínimo, onde 90% do valor está originado em apenas 12% a 14% das fazendas – no caso brasileiro metade desse valor está sendo produzido em menos de 30 mil fazendas? Precisaremos de cooperativismo, um marco histórico de civilização, e uma certeza de Agrossociedade.

Uma nova Agrossociedade precisa e deve ser tema realista para qualquer governo bem-intencionado. E isso não será feito com conversas eleitoreiras e com a venda de utopias; iremos assistir um retorno ao interior e a uma necessária inteligência de nichos, e de empreendedorismo de especialidades, tendo nas micro, pequenas e mesmo sítios e quintais, propostas tecnológicas e de negócios familiares e de indivíduos microempreendedores. Para a alta escalabilidade, o futuro nos reserva segmentações e especializações. Vamos ver o fim de “commodity“, como classicamente a conhecemos. As cidades desejam virar campo. E agora o campo está cada vez mais high tech e oferecendo qualidade de vida.

O “agridisruption” chegou e com ele a Agrossociedade. Isso é tema de interesse de todas as grandes corporações e profissionais do agronegócio, envolvidos e comprometidos não só com o agro, mas com o lado social, econômico e ambiental do mundo.

Bem vindo à Agrossociedade: local onde se produz e evolui com rapidez e consciência. Nas cidades onde se produz o agro, ali mesmo, os novos exemplos de qualidade de vida, agricultura vertical, local, o sonho do consumo urbano, biomarketing, bioconsumers, desenvolvimento humano, meio ambiente, responsabilidade social e do novo empreendedorismo global, com inovação, superação e cooperação. O agro, definitivamente virou “pop“.

Bem-vindo à ESALQ/USP, uma plataforma para a jornada ao futuro.

Blairo Maggi permanece no governo e viaja para viabilizar exportações

Hoje retorna de uma viagem de negociações de La Paz, na Bolívia, e Lima, no Peru, o Ministro da Agricultura Blairo Maggi. O objetivo da viagem foi vender frutas, suínos, mel e embriões de animais, além de ouvir a lista de produtos que Lima e La Paz querem vender ao Brasil.

 

 

Registramos neste blog e no programa da rede Jovem Pan de rádio “A hora do agronegócio” o desconforto do Ministro da Agricultura com a Operação Malebolge da Polícia Federal, que realizou buscas e apreensões no apartamento de Maggi e outros dois endereços no Mato Grosso devido a uma acusação do ex-governador do MT Silval Barbosa (em devida prisão domiciliar).

O incômodo do Ministro Blairo Maggi não estava sendo percebido por ele devido ao suporte que recebia do governo perante essa situação. Estava sentindo um certo sentimento de abandono e comentou sua disposição de sair do governo.

O Palácio do Planalto, diante dessa situação, garantiu a continuidade de Blairo no governo, que seguiu para mais uma missão salvadora da economia nacional.

Obviamente, setores dependentes e atrelados ao poder central de Brasília vibraram com essa decisão a qual significa, na minha opinião, iniciativas que a sociedade civil organizada poderia e deveria fazer em regime associativo e de cooperativismo, conduzindo e comandando os negócios brasileiros, algo bem exemplificado pelo setor de aves e suínos que tem numa entidade privada, a ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal.

O governo é importante? Sim, mas a serviço da Sociedade Civil organizada, e não ao contrário.

O Ministro Blairo tem virtudes e valores. É um empreendedor e um realizador cuja obra fala por si. O vejo num futuro breve como presidente de uma ABVN – Associação Brasileira de Vegetais Nacionais ou numa AVAB – Associação de Vendas do Agro Brasileiro… ou melhor ainda: na presidência da Confederação Nacional da Agropecuária – o órgão oficial que reuniria todo o agro brasileiro de dentro da porteira, mas, precisamos mesmo é de um comando integrado de todas as cadeias produtivas, desde o antes até o pós-porteira das fazendas. Isso sim significa agronegócio.

 

Como gravou em um vídeo, quando ainda jovem, o ministro Blairo abriu fronteiras no Mato Grosso com seu pai, e registrou: “Os governos deverão ser mínimos, pois a lentidão é insuportável. As políticas públicas deverão ser privadas. Nós, brasileiros, podemos fazer. Não dependemos de Brasília. Nós realizamos, eu tenho esse vídeo para quem quiser ver”.

Ministro Blairo, desejo boas vendas e que isso continue um dia além e muito acima da condição de ministro… mas se cuide. Confiança não é um valor predominante na governança pública hoje em dia.

Modernidade e disruptura não começou com você, meu jovem

O comércio eletrônico, as Bit Coins, o Big Data, o mundo digital, onde distância não mais existe e apenas o tempo nos enlouquece. Ou ainda onde o computador Google se aposenta pois não existem mais mestres de xadrez que o conseguem vencer. Isso não é novo, e muito menos começou agora, aqui e com você.

 

Vivemos hoje apenas o resultado de um processo longo, muito longo. “A long, long road.”

 

Você imaginaria que alguém poderia vender sorvete por telemarketing nos anos 1930 e entrega-los nas principais capitais da Europa?

Ice-cream flavors at the ice cream parlor

Existiam poucos telefones, só para alguns. E pense> mandar sorvete de Roma, por exemplo, para Paris?

 

Mas isso existia. O Palazzo del Freddo, localizado exatamente na capital italiana, já fazia isso nos primórdios. Não era online, nem por computador, era no velho telefone com fio mesmo.

 

Porém, haviam atendentes, um Data Base, uma espetacular logística e armazenagem, além de um delivery impecável, pois os clientes naquela época eram lordes e fidalgos, ou seja, ficavam enfurecidos por muito pouco, e o ‘customer care’ apanharia literalmente com erros ou descuidos inaceitáveis.

 

O que mudou? É que antes, o serviço era para pouquíssimos e hoje é “for all”. Antes era caríssimo, hoje custa 1 euro.

 

O que mudou na criação e captura de valor? Na criação… nada! São inventos, tecnologias, processos, coisas. E na captura? Tudo: velocidade, custo, timing, e de poucos para todos.

 

O valor não está nas coisas. O valor está em quem faz o quê com as coisas! Então, pergunto: “Quem é você?”

Você cruzaria o oceano e enfrentaria uma fila só para comer um doce?

O que é mesmo valor?

A criação do valor está nas coisas, mas a captura do valor não está nas coisas. Se alguém dissesse: “Pessoas viajam de um lado para outro do mundo, ficam numa fila e pagam para simplesmente comer um doce.

 

Você diria que essas pessoas são loucas ou irracionais?

 

Nessas observações residem provocações importantes para discutirmos o que significa valor. E claro, o que isso tem a ver com você, comigo, com as nossas vidas.

 

O famoso Pastel de Belém nasceu na cidade de Lisboa, em Portugal. Turistas do mundo todo vão para saborear esse doce, que geralmente é vendido em uma casa estilo à moda antiga portuguesa, com ladrilhos.

 

Há fila para entrar, para ser atendido, para sair e pagar. Ao lado, há um Mc Donald’s, Starbucks. Mas é na velha casa portuguesa que com certeza reside uma gigantesca captura de valor.

 

Desde 1837, Os famosos Pastéis de Belém são feitos com açúcar, gema de ovo, leite, e a farinha. Uma Commodity. Porém, o valor é extraordinariamente maior. Ali é a ‘casa dos Pastéis de Belém’.

 

O valor não está nas coisas, o valor está em quem faz o quê com as coisas!

 

Então, pergunto: “Quem é você?”

O valor não está na ‘coisa’ e sim o que fazemos com a ‘coisa’

As coisas em si não têm valor. O sentido que alguém dá a elas, sim.

Sardinhas ao longo da história foram consideradas um alimento de baixo valor estimativo. Evidentemente não, quando as olhamos nas deliciosas festas portuguesas das sardinhas assadas com azeite.

 

Fora o folclore, aumentar e capturar mais valor das antiquíssimas sardinhas, e principalmente delas em lata pode parecer um esforço em vão e infrutífero.

 

Engano. A captura de valor nunca está na ‘coisa’ e sim na resposta “à quem”.

 

No aeroporto de Lisboa, o trabalho da Associação Portuguesa do Negócio da Sardinha dá um show de ampliação de valor. Um reino fantástico da sardinha portuguesa foi criado.

Com um pouco de imaginação as sardinhas em lata são reveladas como rainhas. As latas todas com datas dos anos marcam a vida dos que passam e não conseguem, ao parar, sair sem comprar a sua lata de sardinhas portuguesas ao azeite.

A sardinha literalmente virou rainha.

Num trono, tal qual uma rainha, lá está a sardinha em lata com o ano de JK Rowling, autora da série Harry Potter, que viveu em Portugal.

Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa

 

O valor não está nas coisas, mas em quem faz o que com as coisas.

Então pergunto: “Quem é você?”