Quatro pontos para uma Sociedade Civil Organizada

Sociedade Civil Organizada: os quatro pontos para chegarmos a uma síntese:

1° ponto: Onde o agronegócio progride e cresce a qualidade de vida. O PIB per capita de Correntina, no oeste da Bahia, era de quatro mil, duzentos e sessenta e sete reais no ano 2000. Em 2015, foi para trinta e nove mil e trinta e quatro reais.

São Desidério, outra cidade do oeste baiano, em 2000 o PIB per capita registrava quatro mil duzentos e setenta e seis reais, e passou em 2015 para oitenta e três mil, duzentos e trinta e quatro reais.

Temos uma realidade em todo interior brasileiro, acentuado positivamente onde cooperativas bem lideradas estão presentes. Isso é fato, e não mito.

 

2° ponto: Tiago Muniz, jornalista da Rede Jovem Pan, entrevistou o presidente reeleito da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, João Martins, semana passada, com a presença do presidente Michel Temer, em Brasília, e mostrou na fala do Sr. João Martins, uma queixa contra ativistas que atacam o agronegócio. Tiago Muniz ainda ressaltou que nesse discurso o presidente reeleito da CNA não declarou quem são e quais forças seriam essas.

 

Ou seja, organizações fortes e poderosas, como a própria CNA, se consideram vítimas perante fatos concretos da importância do agro no país, cuja população reconhece hoje seu fundamental valor.

Está na hora de saber orquestrar a comunicação, pois a realidade é resultado de percepção, e parar de pôr a culpa nos outros…

3° ponto: Vera Magalhães, outra colunista da Rede Jovem Pan escreveu para o Jornal O Estado de S. Paulo:

“O adiamento da votação da reforma da previdência não mostra só a impossibilidade de o atual congresso desempenhar um papel minimamente responsável…”.

 

O mais assustador é a completa falta de cálculo político, com isso se explica que a história comprova, serem mais reeleitos os que votam em reformas do que aqueles que não votam em reformas. Portanto, são burros ao protelar fazer agora o que precisa ser feito já…

4º ponto: Manuel Castells, estudioso e o profeta das redes, numa entrevista para o jornal O Valor disse: “Entre 60% e 75% dos cidadãos das democracias ocidentais não acreditam que os partidos políticos os representem legitimamente”, e adiciona: “… em situações extremas, como a do Brasil, precisaria de algo que venha da sociedade e não do sistema político, deslegitimado”.

Qual a conclusão e a síntese? Simples…

 

Entidades como a CNA precisam parar de chorar e aprender a se comunicar com a sociedade de forma muito mais consistente, permanente e inteligente, e claro, precisam trazer ao seu lado a Confederação Nacional da Indústria – CNI, a do Comércio, de Finanças,  das Cooperativas e sete as demais.

Sabemos que são doze Confederações Nacionais Empresariais que representam todo o PIB do país, não o governo… são 12 órgãos estruturados da Sociedade Civil Organizada.

Perante as evidências, por quê não se unem para um projeto brasileiro? O agronegócio envolve a todas as doze Confederações Empresariais. Está na hora de assumir a profecia de Manuel Castells. Que nos valha a sensatez da sociedade civil organizada.

 

Desejo menos governo e muito mais Sociedade Civil Organizada em 2018

Feliz natal. Afinal superamos este ano difícil, crítico, e com todas as dificuldades chegamos aqui e agora podemos dizer: “Ufa! Feliz Natal!”.

E o que eu gostaria de pedir ao Papai Noel para os brasileiros?

Não tenho dúvidas: menos governo e muito mais Sociedade Civil Organizada.

Que possamos ter um 2018 de crescimento econômico, de freio na corrupção tenebrosa nacional, de renovação da classe política e de um revigoramento da democracia. Só podemos desejar que, apesar dessa crise, possa nascer um novo Brasil, onde brasileiros íntegros e capazes estejam na governança da nação.

 

Quanto melhor o governo de um país, menos sofrimento e mais empreendedorismo, mais qualidade de vida e felicidades. Mas, tudo seria fácil se não fossem as dificuldades. Logo, não dá para sentar e esperar pelo governo. Não dá para rezar por uma eleição. Simplesmente não dá.

O Poder Executivo faliu, o Poder Legislativo foi junto e vivemos hoje do Poder Judiciário que também apresenta facções.

Carecemos urgentemente do 4º Poder. E qual é? A mídia ao lado da Sociedade Civil Organizada. Significa que as entidades representativas da sociedade precisam se unir e criar projetos para o Brasil.

Esses programas devem ter a orientação econômica, social, educacional e sustentável do país. devem ser apresentados aos candidatos para o exercício dos poderes públicos e significarem linhas fundamentais a serem implementaras por quem quer que seja eleito.

 

 

Uma cidade, um estado ou o nosso Brasil não pode mais ficar submetido exclusivamente aos poderes político-partidários.

A sociedade precisa estar presente, se apresentar com programas e fiscalizar.

Como começar? Muito simples. Começar por aqueles que têm toda a economia em suas mãos, e que ao mesmo tempo sofrem com os equívocos e os desmandos dos governos. Começar com as dez Confederações Nacionais Empresariais.

Se as Confederações da Indústria, Agropecuária, do Comércio, dos Serviços, do Sistema Financeiro, da Saúde, das Cooperativas, do Transporte, do Turismo e da Comunicação Social se orquestrassem reunidas e unidas num projeto, com o Brasil acima de interesses de facções, sem dúvida poderíamos mudar o país.

Não queremos ficarmos mais na expectativa ultrapassada de rezar pela vinda de um iluminado presidente.

Desejo um imenso Feliz Natal de amor, paz fraternidade e evolução ética. Desejo um ano novo de protagonismo, onde eu, você e todos possamos entender definitivamente que também somos governo e que governar não significa apenas ir votar. Governar é muito mais do que isso. Governar é assumir a responsabilidade do 4° Poder.

Somos o 4º Poder. O futuro terá cada vez menos governo, como esses do passado, e cada vez mais Sociedade civil organizada. Que 2018 nos traga essa clarividência.

O Brasil sem autoridade moral pode ser fatal

O risco do Brasil precisa ser diminuído pelo protagonismo da Sociedade Civil organizada. Estamos numa gravíssima crise de autoridade moral

 

O Brasil é diferente da Tunísia em tamanho e conjuntura, que recebeu o Prêmio Nobel da paz em 2015 criando um quarteto do diálogo nacional para resgatar a autoridade moral de um processo político falido. Se reuniram, na época, a União Geral Tunisiana do Trabalho, a União Tunisiana da Indústria, Comércio e Artesanato, a Ordem Nacional dos Advogados da Tunísia e a Liga Tunisiana dos Direitos Humanos.

E no Brasil… por quê deixamos o país solto à sorte ou aos azares de uma impressionante crise da falência da autoridade moral?

Perante um quadro deprimente e incompetente de presidenciáveis, onde nas pesquisas mostram que 84% dos brasileiros dizem não conhecer ninguém que poderia resgatar o país – além do papa Francisco – e liderarem a intenção de votos: Lula, Bolsonaro e Marina?

Ou a Sociedade Civil Organizada age ou permitiremos que a marcha da insensatez faça seu caminho incerto e insensato. Democracia não é sinônimo de partidos políticos, pois eles significam uma forma organizada de representação pública.

Você colocaria o condomínio onde mora sob a guarda do atual Legislativo ou do Executivo?

Democracia exige e clama em altíssimo e bom som pela Sociedade Civil Organizada, movimentos populares, associações de bairros, ONG’s, entidades de classes, sindicatos, e sem dúvida, as Confederações Nacionais Empresariais.

Estas últimas, na forma de dez mega instituições com registro sindical e mais duas sem registro sindical simplesmente compreendem todo o PIB não governamental do Brasil. Tem estrutura, recursos humanos, orçamentos e arrecadações que agora sofrerão um abalo pela lei que desobriga o pagamento aos sindicatos, seja dos trabalhadores ou patronais de forma involuntária.

Entretanto, ai estão as representações patronais da economia empreendedora brasileira e também da cooperativista: Confederações Nacionais da Agropecuária, Comércio, Bens, Serviços e Turismo, Cooperativas, Indústria, Transporte, Seguros gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização, Instituições financeiras, sistema financeiro, comunicação social, saúde, hospitais, estabelecimentos e serviços, serviços e turismo.

Aí estão as doze representações da Sociedade Civil Organizada Empresarial do país.
Para virmos a ser uma grande Tunísia, seria desejável reunirmos os sindicatos dos trabalhadores. Seria possível? Me parece que não, por divisões internas e também por evidentes contaminações político-partidárias.

Numa conjunção de um projeto brasileiro que objetivasse pairar acima dos desígnios e destinos das eleições de 2018 e que significasse um 4° legítimo poder de cogovernabilidade para o pais, deveríamos incluir a OAB, a Academia Brasileira, Direitos Humanos com a mídia, na busca de um projeto de nação, integrando aquilo que precisa ser feito no Brasil independentemente de quem venha a ser o presidente, governador, deputado ou senador.

Curiosamente em algumas cidades brasileiras já assistimos essas iniciativas de governabilidade com ótimos resultados, como por exemplo, em Maringa, no Paraná e Caçador, em Santa Catarina.

Você pode pensar que a complexidade brasileira não permite reunirmos essas instituições todas por um chamado de bom senso de sensatez, os conflitos de interesses são imensos. Ok, não somos a Tunísia e nem chegamos ao ponto de não retorno daquela sociedade em guerra civil que a levou a uma obrigatória lucidez, criando o “Quarteto do diálogo nacional, resgatando a autoridade moral tunisiana“ com o emblemático Nobel da Paz.

Será que pelo menos as doze Confederações Empreendedoras do país não deveriam se unir, criar um projeto de empreendedorismo, cooperativismo e apresentar à nação, o que precisa ser feito, construído, e efetivado para que o Brasil não padeça da doença da inanição educacional, tecnológica, produtiva, competitiva, legal, ética e moral?

Não deveríamos criar programas unindo as doze Confederações, coletar o que há obrigatoriamente de interesses sinérgicos e comuns entre elas, para formar um pacto pelo progresso e sustentabilidade do Brasil?

Esse plano Brasil 2030 empreendedor, cooperativista, humano e sustentável seria o documento régio, explicitado por legítimos poderes da Sociedade Civil Organizada. Começar com as doze confederações, com doze presidentes com poder e obrigações civilizatórios que reúnem todo o PIB brasileiro, e a partir dessa locomotiva de negócios, da economia e das finanças atrair demais representações da Sociedade Civil Organizada Brasileira sob um foco e uma luz ascensional?

Uma utopia, uma ilusão ou um sonho?

Fico com o sonho do realismo esperançoso. Isso é possível e só depende de alguns brasileiros nos cargos e nas posições se movimentarem para isso. Só depende de líderes e de lideranças.

Da para fazer, pois afinal, como já cantamos um dia: “Quem sabe faz a hora não espera acontecer“.
Quem diria, companheiros! Tal qual na China, o caminho a ser forjado está sob a bandeira da produtividade e do empreendedorismo capitalista com fortíssima dose de cooperativismo, mas isso sim é de verdade uma análise concreta de situações concretas.

Sem autoridade moral, não tem autoridade legal. Pode ser fatal. Não podemos esperar por um presidente por mais que isso possa parecer ser suficiente.

As melhores do agronegócio 2017 pela Revista Isto É Dinheiro Rural

As Melhores da Dinheiro Rural 2017 apresentou as 500 maiores empresas do agronegócio nesta segunda-feira (27) no evento da Revista Isto É Dinheiro Rural, realizado no Tom Brasil, em São Paulo/SP.

O ranking apontou dentre as 500 maiores do agronegócio no Brasil, oito cooperativas. São elas: Copersucar, Coamo, Tereos, Aurora Alimentos, C. Vale, CHS, Lar, Comigo e Cocamar.

 

As cooperativas agropecuárias brasileiras significam praticamente a metade de tudo o que se produz no país; respondem por cerca de 5 bilhões de dólares de exportações.

Temos no país 1500 cooperativas agropecuárias com mais de 1 milhão de cooperados.

Conversando com os diretores da Coamo, a cooperativa de Campo Mourão/PR, que tem uma receita de 11,5 bilhões de reais, algo muito positivo chamou a atenção, pois tem crescido o número de cooperados, sendo hoje 28 mil, além de contarem com 850 jovens que estão sendo preparados para a liderança e sucessão. Coube a Coamo receber também o prêmio da melhor gestão financeira e eleita como a melhor cooperativa do ano.

Continua sendo genial o cooperativismo, pois 80% dos seus cooperados produzem em áreas de até 100 ha.

 

Dentro das cooperativas, ainda se destacaram a Tereos, na área de cana-de-açúcar, uma cooperativa francesa com ótimo desempenho no país, tendo recebido a medalha de ouro na gestão da cadeia produtiva, ou seja teve preocupação com todos os elos do agronegócio, desde a ciência até o consumidor final.

As cooperativas reunidas atingem mais de 180 bilhões de reais de receita, o que significa 13,5% de todo o PIB do agro, e cresceu 13,5% o seu faturamento em 2016 comparado a 2015 (mesmo em meio a toda crise nacional).

A empresa do ano do agronegócio coube a DSM Tortuga na área da nutrição animal, sal mineral e principalmente vitaminas e tecnologias para o setor da proteína animal, com uma receita de 1,8 bilhão de reais no Brasil, e quase 8 bilhões de euros no mundo.

Outro prêmio foi destinado para a Coopavel, a cooperativa de Cascavel/PR como responsabilidade na cadeia produtiva como um todo, outro exemplo de realização e de liderança no oeste paranaense.

 

As cooperativas são além de claros exemplos de competência de produção e condução de pequenos e médios produtores, um caso extraordinário de estudos como centros educacionais.

Mais do que produzir e administrar o cooperativismo significa educação para a vida capilaridade de dignidade humana.

As profissões do futuro no agro – FATEC Pompéia

Hoje já convivemos com sensores, drones e até a edição gênica de plantas. Então, como aprenderemos a viver e interagir com a mecanização do futuro, que já está sendo aplicada?

 

As máquinas agrícolas de hoje não são mais como as do passado, e as do futuro não poderão mais ser chamadas de máquinas, pois se transformarão em verdadeiras centrais automovidas de inteligência artificial.

As modernas máquinas com robôs do futuro – já presentes no século XXI – já são programadas para aprender a não errar, graças à inteligência artificial.

Com isso, diminuirá gigantescamente o erro humano, como o desperdício no uso de todos os insumos (sementes, fertilizantes, micronutrientes, defensivos agrícolas, adjuvantes) no campo dos vegetais. Além disso, receberão diagnósticos constantes permanentes com correções.

O novo pulverizador, por exemplo, aprenderá a identificar o capim amargoso no meio de todas as demais ervas daninhas e a controlará com toda segurança.

 

Já na proteína animal, sensores permitirão identificar e tratar cada animal com nutrição específica, além de identificar algumas doenças pontuais e correções preventivas que eliminarão o uso exagerado de medicamentos.

Precisamos de uma nova educação! Precisamos de jovens formados para essas novas carreiras, pois já existe um novo agro, onde na pesquisa realizada pela Plant Project destacou que 96% dos brasileiros disseram que o Brasil pode e deve ser apresentado ao mundo como uma inteligência em agronegócio.

E para se especializar nessas novas profissões, é preciso estudar em uma instituição específica. A FATEC Pompéia Shunji Nishimura possui variados tipos de cursos nas áreas de tecnologia aplicada no agronegócio. E o melhor: é gratuito!

 

As inscrições para o vestibular estão abertas até 07/12 e são 40 vagas por curso. Para mais informações, acesse: www.vestibularfatec.com.br

Uma das opções é o curso superior em Tecnologia em Big Data no Agronegócio, com duração de três anos. Há também a opção do curso em Mecanização de Agricultura de Precisão.

 

O agronegócio do futuro será uma agromontadora de sustentabilidade insensível.

Blairo Maggi permanece no governo e viaja para viabilizar exportações

Hoje retorna de uma viagem de negociações de La Paz, na Bolívia, e Lima, no Peru, o Ministro da Agricultura Blairo Maggi. O objetivo da viagem foi vender frutas, suínos, mel e embriões de animais, além de ouvir a lista de produtos que Lima e La Paz querem vender ao Brasil.

 

 

Registramos neste blog e no programa da rede Jovem Pan de rádio “A hora do agronegócio” o desconforto do Ministro da Agricultura com a Operação Malebolge da Polícia Federal, que realizou buscas e apreensões no apartamento de Maggi e outros dois endereços no Mato Grosso devido a uma acusação do ex-governador do MT Silval Barbosa (em devida prisão domiciliar).

O incômodo do Ministro Blairo Maggi não estava sendo percebido por ele devido ao suporte que recebia do governo perante essa situação. Estava sentindo um certo sentimento de abandono e comentou sua disposição de sair do governo.

O Palácio do Planalto, diante dessa situação, garantiu a continuidade de Blairo no governo, que seguiu para mais uma missão salvadora da economia nacional.

Obviamente, setores dependentes e atrelados ao poder central de Brasília vibraram com essa decisão a qual significa, na minha opinião, iniciativas que a sociedade civil organizada poderia e deveria fazer em regime associativo e de cooperativismo, conduzindo e comandando os negócios brasileiros, algo bem exemplificado pelo setor de aves e suínos que tem numa entidade privada, a ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal.

O governo é importante? Sim, mas a serviço da Sociedade Civil organizada, e não ao contrário.

O Ministro Blairo tem virtudes e valores. É um empreendedor e um realizador cuja obra fala por si. O vejo num futuro breve como presidente de uma ABVN – Associação Brasileira de Vegetais Nacionais ou numa AVAB – Associação de Vendas do Agro Brasileiro… ou melhor ainda: na presidência da Confederação Nacional da Agropecuária – o órgão oficial que reuniria todo o agro brasileiro de dentro da porteira, mas, precisamos mesmo é de um comando integrado de todas as cadeias produtivas, desde o antes até o pós-porteira das fazendas. Isso sim significa agronegócio.

 

Como gravou em um vídeo, quando ainda jovem, o ministro Blairo abriu fronteiras no Mato Grosso com seu pai, e registrou: “Os governos deverão ser mínimos, pois a lentidão é insuportável. As políticas públicas deverão ser privadas. Nós, brasileiros, podemos fazer. Não dependemos de Brasília. Nós realizamos, eu tenho esse vídeo para quem quiser ver”.

Ministro Blairo, desejo boas vendas e que isso continue um dia além e muito acima da condição de ministro… mas se cuide. Confiança não é um valor predominante na governança pública hoje em dia.

O meu comunista não existe mais

Amigos, até entendo e compreendo que um ideal comunista nos anos 50/60 imaginava a possibilidade de um mundo justo e igual para todos. Esse sonho, a mim mesmo, com 18 anos de idade, me emocionava! E quantos nãos deram a vida por aquele sonho?

E o meu velho pai adotivo, trabalhador, foi estivador e morreu trabalhando com uma bicicleta nas ruas de Santos.

Ele era um desses puros comunistas, onde o trabalho, a honra, a palavra, o valor de um homem na honestidade e na justiça humana tinha o seu sentido maior.

 

E para ele, isso significava ser um comunista. Impossível comparar isso com quem hoje usa o comunismo para enganar e se autoenganar enquanto um valor e um sentido de vida, onde fracos e oprimidos permanecem mais fracos e oprimidos sob direção de parte daqueles que viraram tenebrosos opressores, e que agora, oriundos da idealizada União Soviética, são os mais ricos da Europa e donos de times de futebol.

O que não é possível aceitar é que hoje, em 2017, permanecemos manipulando seres humanos com tamanha ilusória utopia.

 

Aos meus amigos da esquerda, sempre recomendo assumir a proposta chinesa, e esta análise concreta de situações concretas, esta nua e crua realidade, não interessa a esse time que se diz esquerda.

 

Comunistas? Não são! São oportunistas, safados e traidores da alma humana. O esquerdista Roberto Freire, presidente nacional do Partido Popular Socialista, por exemplo, nunca esteve ao lado dos vociferantes falsos e traidores, e a esquerda lúcida já nas eleições entre Jânio Quadros e Marechal Lott indicava o voto para o Marechal, pois sabiam no que Jânio, Lula e Dilma terminam por dar nisso. Espaços para os piores malévolos da direita.

Mas, como observador, gostaria de apostar: Quanto tempo a Venezuela suportará com esta imbecilidade anacrônica de governo?

Zumbis vivem agarrados em sistemas já mortos, e isso vale para mortos-vivos, tanto da esquerda quanto da direita. Não duraria dois anos este governo venezuelano.

Tempo para cair no real do indesejável. Não há mais esquerda, direita ou estacionar no centro: só existe pra frente! A coragem e a ousadia do novo. E que a classe empresarial se reveja e se revista de capitalismo consciente.

A Universidade Harvard já mudou o critério para avaliação dos melhores CEOs do mundo. No agronegócio brasileiro vejo esses exemplos quando estou nas cooperativas, por exemplo, Aurora, Copacol, Coperdia, Copercampos, Comigo, Cocamar, CVale, Sicoob, Sicredi, Sta. Clara, Coopeave, Cocapec, Frisia, etc., além dos movimentos da OCB e as Organizações Estaduais.

Da mesma forma, ao visitar e ver realidades do cooperativismo em outros países, vejo que existem líderes e lideranças honestas, íntegras, corajosas, com cooperativas muito competitivas. Mais de 1 bilhão de seres humanos cooperativados. Cerca de US$ 3 trilhões de receitas originadas no mundo.

Há também nos legados de Shunji Nishimura, Secundino e Ney, três seres humanos com quem tive a sorte de trabalhar e aprender no setor de tecnologia para a agropecuária  (Jacto e Agroceres).

Na proposta do Roberto Rodrigues, ex-Ministro da Agricultura, sobre a plataforma da segurança alimentar planetária, é mais um exemplo de líderes que apresentam um marco ascensional de sentidos e propósitos.

Deveríamos todos olhar e canalizar essas visões empreendedoras, cooperativas, solidárias, humanas e abominadoras da escravização humana a partir da propaganda de vítimas. A vitimização mata e nos mata.

O meu comunista não existe mais. Meu velho pai já morreu.

Nem toda finitude será angustiante

O fim angustia. Uma casa deixada em meio a uma mudança parece sentir seus últimos dias. A sua composição mineral parece chorar. Os móveis deixados pra trás, se falassem, implorariam para seguir.

 

Se essa casa ficar fechada por alguns dias, a umidade irá se apossa, a luz desaparecerá e as trevas dominarão, e com a escuridão predominarão os habitantes desse reino triste.

 

Um namoro desfeito, por mais que pareça ser indiferente para uma parte ou ambas, para sempre uma marca indelével fica. Permanece e de vez em quando aparece para a relembrança.

 

Uma vez conversava com a Dra. Sandra Serrano, especialista em dor, no Hospital do Câncer, e que assistia constantes desenlaces da vida, perguntei: “Doutora, como as pessoas morrem? ”

 

Ela pensou e disse: “Morrem como vivem”. Se alegres, guardam a alegria. Se mal educadas, assim se comportam. Se arrogantes, da mesma forma.”

 

Convivi por anos com grandes vendedores de páginas amarelas. Havia uma senhora em televendas espetacular. Campeã de vendas. Um dia recebi a notícia de que estava internada em estado grave. Era a Dona Raquel. Quando a fui visitar, para minha surpresa estava já no quarto, e não na UTI.

Ao me ver, sorriu, me aproximei e ela sussurrou nos meus ouvidos: “Hoje eu fiz uma grande venda.” Fiquei impressionado e perguntei: “O que foi, Dona Raquel? – pensando que ela estaria tendo alucinações – e então me respondeu baixinho no ouvido: ” Vendi pro médico que não queria morrer na UTI, e que me levasse pro quarto”.

 

Poucos dias após, Dona Raquel faleceu.

As transformações à beira da morte não são muitas, mas acontecem. O perdão, uma declaração de amor, um ato heroico, de amor à humanidade ao próximo, à uma causa.

 

Sistemas também morrem. Poderes antigos, cargos e pessoas dentro deles e com eles. Os últimos dias são terríveis, angustiantes, um verdadeiro inferno em vida.

 

Os amigos desaparecem.  A traição, as armadilhas impensáveis; ninguém mais em quem confiar. O abandono de todos e a ira de muitos. Nessa situação, o ser humano se apega a qualquer esperança indigna para continuar recebendo o que pensa ser oxigênio, mas já não passa de ar putrefato. Se ainda tivesse ele a sabedoria de retalhos dignos, procuraria sair, saber sair, pois até para morrer é preciso encontrar um sentido e um propósito.

 

O poder brasileiro como o conhecemos vive seus últimos dias.

 

Os atormentados se desesperam, lutam para viver e se apegam às próprias correntes de ouro com as quais imaginaram frutificar suas ambições e ruína do caráter.

 

A associação criminosa do Estado com parte da classe empresarial se destruiu a si mesma. Ninguém veio de fora para fazer isso. Não foram as legiões humanistas, ou os iludidos defensores dos pobres e oprimidos, a esquerda ou à direita e muito menos o centro.

 

A delação de dois irmãos Joesley e Wesley Batista, filhos de um açougueiro trabalhador do início da cidade de Brasília, transformados na maior empresa de carnes do planeta e constando no 4° lugar do ranking mundial das empresas de alimentos, foi um míssil nuclear disparado e com uma capacidade destruidora sem antecedentes na história do país; e talvez do próprio mundo, do jeito como ocorreu.

 

Temer tremeu. Da direita se esperava tudo, menos ausência de malícia e insensatez leviana. Da esquerda se esperava integridade e honestidade, e sua vendeta foi a mais suja de todas. Mas, a traição dos delatores foi mortal, ferina e combinada com os seus algozes.

 

“Até tu, Brutus?” disse o imperador Julio Cesar ao ser esfaqueado pelas costas pelo homem de confiança Marcus Junuius Brutus.

 

 

Mas a história é feita do incerto e não do certo. Esses atores já faleceram. Mas ainda como zumbis renegam suas finitudes e teimam em permanecer sob os spotlights da ribalta.

 

Triste fim para aquele que não sabe se terminar.

Angustiante começo para aquele que precisa recomeçar e precisa brotar. Líderes não escolhem, são escolhidos pelos momentos históricos.

 

Mas, todo fim não acontece quando acaba. Costuma ser o resultado de um processo. E aqui vale perguntar, refletir e aprender: Quando começamos a terminar e quais foram as causas do nosso fim?

 

Por que nos surpreendemos sob a tocaia da traição? Do surpreendente fim? Temos esse direito alienante?

 

Os fins são inevitáveis, mas podem ser simplesmente um fim. Ou podem vir a ser uma passagem, um legado, uma eternidade.

 

Só depende de cada um de nós.  Parece existir uma lei acima de todas as leis: a de causa e efeito.

Nem toda finitude será angustiante.

O discurso que eu gostaria que o Presidente da República do Brasil lesse para todos nós

“Povo brasileiro: como líder e Presidente da República do país, preciso com o dever de caráter e da minha responsabilidade, hoje e para toda a história, dizer:

Temos feito grandes obras e avanços no Brasil ao longo da nossa curta história na humanidade. Somos um grande país onde recebemos todas as raças e credos do mundo. Estamos entre as 10 maiores economias do planeta. Construímos um agronegócio com cooperativismo que hoje, além de garantir o abastecimento e segurança alimentar dos brasileiros, exporta excedentes, e alimentamos quase 1 bilhão de pessoas no Globo. Temos muitas coisas boas, mas também temos muitos coisas ruins. Nossa democracia se permitiu corromper numa associação criminosa e escandalosa entre representantes do Estado, dos serviços públicos, da iniciativa privada e de sindicatos.

Quero e devo também não cair no pecado da generalização. Muitos servidores, políticos, sindicalistas e empresários pautam por ética e honestidade.

Precisamos do cumprimento da lei, agora doa a quem doer, veloz e severa. Mas precisamos da mesma forma, para a não destruição da criação empreendedora para os desafios da competitividade global, um novo design estratégico da governança do Estado brasileiro ao lado de todos os seus agentes econômicos, sociais e sustentáveis.

Precisamos imediatamente do resgate do fator número 1, que permitirá todos os outros passos: a confiança.

Por isso e pelo Brasil, independente da verdade dos fatos que a história irá julgar, independente de traições e do jogo das maldades humanas, eu peço desculpas ao povo honesto e íntegro do meu país. Saio da posição de líder da nação para que ela renove a fé em si mesma e na renovação de líderes que venham com um novo modelo e sistema de administração e de uma nova política.

Eu saio. Mas comigo deverão sair todos os atuais líderes dos poderes públicos constituídos. Da mesma forma, os líderes maiores das entidades que representam os setores responsáveis pela grande geração do PIB do país, da iniciativa privada, bem como dos grandes sindicatos de classes trabalhadoras.

A falência não foi de apenas de um órgão. Falimos numa cadeia de órgãos que permitiram que 2% viesse corrompendo 98%. Portanto, que atire a primeira pedra aquele que não tiver pecado. Precisamos de interventores interinos para organizar novas eleições, novas escolhas, novos dirigentes de entidades e associações.

Enfim, a renovação da esperança da confiança e na construção de um novo porvir para este espetacular país o nosso Brasil. Uma junta de governo deve ser criada com homens e mulheres probos representantes do setor empresarial.

Trabalhadores, mídia, setor público, militar, políticos e ONGs. Quero que o meu exemplo seja seguido por todos os brasileiros que erraram, ou que permitiram o erro, ou mesmo que bem intencionados, estavam desprovidos da necessária malícia da arte do líder para manter a vital e fundamental vigilância.

À um novo futuro à um novo e muito mais justo e evoluído país. A uma nação tropical exemplar para todas as futuras gerações. Me desculpem brasileiros. Mas faço deste momento e desta hora a minha hora de coragem.

Todo ser humano é imperfeito, mas juntos é possível criar obras dignas da perfeição. É possível superar. Para que isso possa ser possível eu renuncio.

Que Deus nos ilumine a todos. ” – Presidente da República do Brasil.

 

Esse é o discurso que eu gostaria que o Presidente da República do Brasil lesse para todos nós, e com ele nos salvasse do hospício nacional em que estamos afundados!

Chega! Se continuar assim estamos condenando o brasileiro à loucura incurável! Seria utopia?