Bolsonaro arruma encrenca com o maior cliente do Brasil: a China

Bolsonaro arrumando encrenca com o maior cliente do Brasil… arroubos que criam agouros.

Como se já não sobrassem problemas internos no país, onde temos inimigos das mais distintas facções, lá vai agora Bolsonaro se meter e arrumar encrenca na Ásia.

 

O Brasil representa uma área geopolítica segura para os interesses de todos os países do mundo, na questão de segurança alimentar.

 

E sem dúvida, a China assim vê o Brasil. Ela significa hoje o maior cliente do agronegócio brasileiro e o maior cliente, em tudo… comprou mais de 47 bilhões de dólares ano passado, investiu de 2010 até 2015 mais de 37 bilhões de dólares no Brasil.

 

Em um tour asiático a família Bolsonaro andou derramando palavras de ordem contra a invasão chinesa, e ainda os afrontou, indo a Taiwan e tendo encontros com seus líderes políticos.

 

O Brasil não é os Estados Unidos, nem Rússia, nem Japão e nem a Europa. Somos um país tropical, situados numa área geopolítica de independência e equidistância em conflitos internacionais.

 

O Brasil significa para a China, Rússia e Oriente Médio um excelente parceiro estratégico, pois seria impensável o país se meter em algum tipo de conflito ou preferências ideológicas por este ou aquele, acima do único interesse nacional, fazer o comércio e atrair investimentos dentro das nossas regras e leis, além de desenvolvermos um cliente que é sonho de vendas de todos os fornecedores do planeta, a China, nosso freguês.

Bolsonaros em Taiwan: (da esquerda para direita) Carlos, Flávio, Jair e Eduardo posam para foto em Taiwan (Reprodução/Página do perfil de Bolsonaro no Facebook/Divulgação)

Compramos aproximadamente a metade do que vendemos para os chineses, e essa relação de trocas será sim cada vez mais alvo de negociações… e precisamos nos preparar para isso.

 

Um erro de arroubos é colocar medo nas relações e inserir palavras de ordem falso nacionalistas que só podem atrapalhar o agronegócio brasileiro.

 

Como pré-candidato à presidência da república, deveria visitar nossos clientes e olhar zonas novas de acordos, além de aprender com os mesmos, e se tão interessado assim está no agronegócio brasileiro, deveria Bolsonaro ir investigar por que compramos alho e feijão preto da China, se o país é do agronegócio.

 

Com certeza se surpreenderia ao ver investimentos em tecnologia e redução de custos na cadeia produtiva chinesa, o que significaria belas lições para um brasileiro que quer se meter a liderar o Brasil.

 

O Brasil não deve criar dependências com um ou dois mercados. O país deve sim vender mais com mais capilaridade e valor agregado. Mas atacar o cliente número 1, ou é burrice, ou tática eleitoreira de um despreparado.

As caravanas do Lula pelas cidades do agronegócio

As caravanas do Lula pelas cidades do agronegócio não andam bem sucedidas e não serão.

Em Bagé as manifestações contrárias foram elevadas, em Santa Maria, bem no centro do estado, o fato está se repetindo, da mesma forma, em Santana do Livramento, onde já são produzidos vinhos de qualidade competitiva aos melhores da América Latina.

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Os roteiros pelas principais cidades onde o agronegócio tem sido forte e sustentável, não serão os lugares mais agradáveis para a caravana Lula.

Fico imaginando sua passagem, subindo o país, por cidades como Chapecó, Santa Catarina, Cascavel, Campo Mourão, Maringá, Ribeirão Preto, Orlândia, São Paulo, Uberlândia, Patos de Minas, Unaí, em Minas Gerais, Rio Verde, em Goiás, Palmas, em Tocantins, Dourados, no Mato Grosso do Sul, Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, Luis Eduardo, no oeste da Bahia… com toda certeza um roteiro agro não é boa escolha.

Sugeriria aos estrategistas lulistas que fizessem um roteiro mais litorâneo, onde alguma chance maior de êxito poderiam obter, e principalmente escolhessem lugares onde a miséria, a má qualidade de vida, as vítimas do país não conseguiram sair desse estado, mesmo depois das nossas experiências mais profundas no populismo.

Roteiros onde existe sucesso, como cidades fortes em agronegócio é uma escolha insensata para a caravana Lula.

Notícia boa vem do protagonismo e da busca por negócios, um acordo Mercosul-Canadá deverá criar oportunidade para cerca de 320 produtos brasileiros.

O Canadá é o 100 maior importador do mundo e o Brasil significa apenas 1% do volume de negócios que o Canadá realiza no planeta.

Um dos exemplos de alteração no comércio entre Brasil e Canadá está na taxa que a carne bovina brasileira paga para entrar no mercado canadense, 13,25%.

Esse estudo foi feito pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), que faz muito bem neste momento difícil de falência da governança pública, mirar seus esforços para soluções econômicas e de comércio, que isso inspire as outras Confederações Nacionais Empresariais a fazer o mesmo.

Um milagre maravilhoso seria se as 12 Confederações Nacionais Empresariais se unissem e se reunissem numa proposta de governança do Brasil, a partir dos poderes da Sociedade Civil Organizada.

Caravana Lula em cidades fortes do agro, péssima ideia, Confederações Empresariais, como CNI, buscando negócios internacionais, ótima ideia!

 

 

Alargar a visão – uma nova narrativa brasileira no agro

Agrossociedade, por si já nos tatua um conceito amplificado acima de “business“. Cidadãos, gerações, cidades e educação que formam culturas pela geografia brasileira gerados a partir da construção de riquezas originadas na agricultura.

Ou antes da agricultura? Na ciência, nas práticas tecnológicas, nos experimentos e na coragem de líderes que acreditaram na capacidade de produção dentro de uma zona tropical do planeta? Ou depois da agricultura no processamento, na logística, no comércio? Ou foi tudo isso junto amalgamado, que termina por colocar o Brasil na condição do 3° maior exportador de alimentos do mundo e assegurador do abastecimento interno do seu povo?

Olhando o Brasil de fora, constatamos que temos uma missão com visão ampliada para debater, considerar, interpretar e cumprir. Aprendemos a produzir e criar no ambiente tropical. Incontestável. Nos transformamos em grandes competidores e vendedores de alimentos globais. Incontestável.

Temos uma legislação ambiental, um código florestal mais exigente do mundo, colocando no produtor brasileiro a responsabilidade de ser a “sentinela da terra“. Incontestável.

Temos oportunidades imensas de evolução pelo conhecimento da gestão, da ciência e do cooperativismo. Incontestável. E longe de sermos perfeitos, nossos defeitos são grandes, notórios, e nós sabemos e os temos identificados, eles nos incomodam e ficamos incomodados. Incontestável.

Mas, o que falta no discurso brasileiro para tomada de uma posição única, diferenciada e totalmente alinhada com o inexorável progresso da fraternidade e do humanismo nos próximos 50 anos?

Ensinar. Não seremos no planeta apenas um grande vendedor de alimentos e estratégico para a segurança alimentar da população mundial. Seremos também os educadores de como desenvolver a dignidade cidadã, ensinando povos do cinturão tropical do globo terrestre a poder produzir e desenvolver também os seus próprios alimentos.

Ótimo que temos 66% do território do país preservado e sob legislação, e somos recordistas em produção utilizando menos de 10% da área para isso, quando comparados com outras nações.

Incontestável. Também temos orgânicos, biodinâmicos, rastreabilidade e cerca de 1 milhão de pequenos agricultores cooperativados. Incontestável.

Sim, um Brasil além do grande vendedor, um nobre e real educador. Somos um achado sensacional na faixa tropical do globo, quando o fotografamos a partir das riquezas agropecuárias. Temos recursos humanos, conhecimentos, e práticas concretas e reais. Sabemos produzir em condições tropicais e com sustentabilidade. Incontestável.

Brasil, o grande educador dos povos e nações envoltas pelo “tropical Belt”, ou “Cinto Tropical”. Um cinturão tropical onde antigamente nada se produzia, com exceções de algumas commodities como café, cana-de-açúcar, borracha e cacau; e hoje, além da hortifruticultura, do reviver do algodão, de uma nova borracha, a inovadora soja, o milho, o biocombustível, o biodiesel, feijão com arroz, o novo cacau, uma liderança avançada em todas as proteínas animais, e exemplos extraordinários no cooperativismo.

 

Além disso, uma agroindústria e uma rede interna de varejo, food service e supermercados com mais de 80 mil pontos de vendas, onde circulam diariamente 25 milhões de pessoas que devem vir a ser pontos educacionais ótimos para a educação nutricional e de alimentação do brasileiro.

 

E claro, pra não dizer que não falei das flores, até flores vicejam e terminam por embelezar o florescer do lado tropical da terra.

 

Existem incômodos? Incontestáveis. E o que vamos fazer? Incomodar.

Pra começar, mais do que produzir, preservar e exportar, o Brasil é a maior casa educadora do mundo, ensinando nações do cinturão tropical da vida, a auto felicidade de ter seus próprios alimentos. Uma pedagogia evoluída de superação.

Refletir. Pensar. A narrativa e os feitos e fatos que nos podem conduzir a uma relevante e nobre missão na terra. Incomoda? Sim, incontestável. Vamos incomodar.

 

Dr. José Luiz Tejon Megido

Diretor do programa food e agribusiness management e design innovation da Audencia Business School, Nantes, França, para o Brasil. Colunista da Jovem Pan e revista Feed&Food. Diretor de conteúdo do CNMA – Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio | ABAG / Transamérica Expocenter. Membro do CCAS – Conselho Científico Agro Sustentável. Conselheiro e fundador da ABMRA – Associação Brasileira de Marketing Rural do Agronegócio.

Esperar pelo próximo presidente é como acreditar que o cavalo de Troia era um presente dos gregos

Até quando a “Marcha da insensatez” (livro Extraordinário escrito por Bárbara Tuchman) continuará nublando, enganando e traindo a sociedade brasileira?

Existe um Brasil lúcido, sensato. Ele apenas não se manifesta, não se articula e talvez esteja ainda dominado por uma tenra infância de crianças disputando a manifestação de seus egos.

O Brasil não pode esperar pelo processo político, pela absurda incerteza de acreditar que o novo presidente venha de qual facção vier, conseguiria dar o salto histórico para o país não se ver mergulhado nas trevas da ausência de consciência, dos seus próximos 20 anos.

Nada será como antes. Agora seremos exigidos na educação, nas lutas competitivas, no poder da cooperação, na ciência, no comércio e seremos obrigados a forjar uma nação, uma pátria, uma república, ou então iremos agonizar no império da revolução dos bichos de George Orwell. Superação é o dever.

Superação como prefere Makiguti significará “criar valor a partir da sua própria vida, sob quaisquer circunstâncias. E valor quer dizer o bem, o benefício e o belo. “Só teremos superação com os fundamentos superantes da coragem, da confiança, da cooperação, da criação, da consciência, da conquista, da correção e da definição de um caráter de país.

 

Quem educa supera e faz superar. E quem tem o dever de não ficar mais esperando pelo entrópico processo político e sua relação mortífera com parte do empresariado, que desprovido de valores se locupletou como nunca dantes na corrupção, desmascarada pelos também inesperados e disruptivos jovens das lava jatos tropicais, esse dever cabe a nós. Cabe a sociedade civil organizada, cabe ao ponto mais precioso  da superação, assumir o protagonismo e abandonar a vitimização. Quem são os piores líderes para fracassarem nesse desafio? Aquele que se vitimiza, dessa forma, espante e enxote qualquer um que traga uma retórica vitimizadora e de vitimização. Quem pode nos levar a essa disruptiva fase mutante, não insensata?

 

Os brasileiros que trabalham, sensatos e representantes de um Brasil que aos trancos e barrancos se mantém entre as 10 maiores economias do mundo,  que está na lista mundial de países livres, que conseguiu liderar em diversos segmentos econômicos e tecnológicos, como o próprio agronegócio,  exemplificam um país formado de sofridos e pobres imigrantes de todos os cantos, com escravos e excluídos do planeta, assim como foram meus pais, meus avós, meus bisavós.

 

Precisamos convocar, sim, as estruturas formais e já organizadas da sociedade civil organizada. Para superar precisamos de liderança democrática e de entidades que aí estão, até agora caladas, escondidas deste momento de tão magnânima dimensão.Convoco as organizações empresariais nacionais, as confederações empresariais que reunidas representam todo o produto interno bruto do país. As 12 CN’s. Convoco as representações religiosas, a OAB, educadores, trabalhadores, estudantes e militares. Os colegas jornalistas e a mídia.

 

Só há uma regra de ouro para criarmos uma proposta de projeto brasileiro de governança, ao lado ou à parte do sistema político partidário isoladamente que, sem duvida, por ele só, nos conduzirá inexoravelmente ao cavalo de Tróia, um presente de grego, seja quem for o presidente oculto na sua barriga equina. Nenhuma entidade, organizada, pode ter qualquer vínculo ou elo com partidos políticos. A contaminação político partidária condena a representação da sociedade civil organizada a uma guerra de loucos, onde enganos e traições, vozes tumulares de ideologias passadas nos condenariam ao fracasso antes da partida. A ideologia do passado já morreu. Que venha, se precisar, a ideologia do futuro. Ela não se encontra nos baús enterrados nas suas tumbas.

O Brasil precisa superar, ultrapassar e ir muito além de ficar esperando por um processo político ou num debate pautado pela loucura entre este nome, ou aquele nome, como se fosse possível e aceitável esperar pelo que não virá, e que já faleceu na esquina próxima passada da história recente. O populismo é o veneno do futuro. O mornalismo, das normalidades mornas, a anestesia da ação. Não se enfrenta o populismo somente com o sonho democrático do voto. Precisa de mais, muito mais. Sem ajuda das organizações sensatas e estruturaras, o voto não fará milagre. Até porque milagres estão num campo de dimensões elevadas, e não seria justo esperar por eles. A Deus o que é de Deus e ao brasileiro o que é o dever de cada brasileiro.

A Teoria da Superação na Prática da Educação


“Não superar representa no ápice da condição humana a mais ampla de todas as humilhações, pois representará se render ao movimento da natureza humana do viver, ou seja, o mal moral mais cruel.” (Morin, 2011, p.119).

Quando dona Jô criou a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) para enfrentar as dificuldades com seu filho Zequinha, o caminho foi a educação. Quando o adolescente Edson Arantes do Nascimento, que viria a ser o atleta do século Pelé, aos 15 anos de idade decidiu não deixar o campo do Santos num alvorecer, para fugir de volta para a casa dos pais em Bauru, a razão fundamental estava na sua educação. Da mesma forma, quando Alexandre Costa iniciava o que veio a ser a maior franquia de chocolates do mundo, a Cacau Show no Brasil, de novo ali estava na alma da coragem dos seus enfrentamentos o poder da educação, onde da mesma forma, o modelo do seu negócio, franquia, se baseia na formação e na educação de milhares de empreendedores. E ainda, quando Shunji Nishimura, fundador da Jacto na cidade de Pompeia, pegou o trem em São Paulo, como mais um dos milhões de pobres imigrantes que vieram ao Brasil no século XX, e tomou o destino de ir para a então última estação de trem daquela linha, nessa sua decisão, da mesma forma, levava consigo uma valorosa carga de valores, aprendidos na vital arte humana do viver, a educação.

Esses quatro casos foram alvo da pesquisa da minha tese de doutorado: a pedagogia da superação . A inspiração me foi dada pela Prof. Dra Marie Lissette Canavesi Rimbaud, minha orientadora, e professores com os quais convivi na UDE (Universidade de la Empresa ) no Uruguai. Um incômodo poderoso nascido da inquietação de tratar esse tema essencial para cada ser humano, a Superação, por um caminho até então não transformado numa tese de doutorado me foi sugerido. Tema pleno de livros de autoajuda pelo planeta afora, onde comprovo nesta pesquisa ser simplesmente impossível superar só. Mesmo quando acreditamos que sozinhos vencemos, suplantamos, não mais nos acomodamos na mesma camada e damos um salto, ali estão presentes guerreiros, mentores e heróis invisíveis.

Professores que nos marcaram a vida desde a mais tenra infância. Vizinhos, parentes, amigos e até mesmo seres humanos onde num breve e rápido encontro nos redirecionaram o nosso olhar, e como Platão asseverava: “não podemos colocar nas almas o que elas já não carreguem, educar é direcionar o próprio olhar”. Significa foco. Como autor da tese, fui estudado e mencionado num livro feito nos Estados Unidos – “Succeed on your own terms”, de Herb Greenberg e Patrick Sweeney. E nesse livro os autores destacaram que a definição de sucesso que englobava todas as demais e as transcendia (dentre mais de 40 casos internacionais estudados) dizia “sucesso é manter viva a criança que você foi, e saber que ela está presente em tudo o que você é e que você faz” de minha autoria.

 

E nos estudos realizados sob a epistemologia da fenomenologia hermenêutica, tanto nos casos acima tratados como num caso comunitário de vítimas e parentes da boite Kiss, de Santa Maria, Rio Grande do Sul, onde 242 pessoas perderam suas vidas, ali se faz presente como ingrediente poderoso da superação a presença dessa alma infantil como alavanca motriz para renascer, e, com ela, um dos fundamentos apresentados na tese, “aprender, acreditar, criar e inspirar”. Para superar não seremos mais os mesmos, deixaremos pedaços e retalhos de cada um de nós, construiremos identidades aprimoradas e na base real, legítima e concreta disso tudo, superação da teoria para a prática se faz pelo caminho da educação.

 

Marcos teóricos selecionados depois de centenas de fontes e leituras, encontros obtidos no diálogo com professores e no ateneu da universidade, concluímos por reunir e integrar quatro pensadores da libertação humana. Afinal, superar será sempre libertar-se das opressões e de opressores. Makiguti, pedagogo japonês, contribui com a clareza da importância da geografia humana. Se não aprendemos no lugar onde nascemos, onde estamos, jogamos fora o mais natural aprendizado à disposição. E ainda Makiguti nos revela, na sua pedagogia da felicidade,  uma das mais definitivas definições de superação: “criar valores a partir da sua própria vida, sob quaisquer circunstâncias, e valor quer dizer fazer o bem, o benefício e o belo”. Aí reunimos outro fundamento encontrado na tese como fórmula de conteúdo: o amor, o labor, a ética e a estética.

Freire, pedagogo brasileiro,com a pedagogia da esperança aporta nesse diálogo de teóricos a necessidade da busca do inédito viável, do ato limite e da consciência do que “precisamos fazer agora para que seja possível realizar amanhã, o que agora não pode ser efetivado

Edgard Morin sustenta ser necessário uma mutação na educação mundial, reintegrando ciências e conhecimentos que foram separados e que somos uma resultante “bio psico social”. Morin coloca por terra separações entre educação informal versus formal. E nos reúne de novo enquanto o homo sapiens, com o demens (delirante). Do homem Faber com o lúdens (o fabricador com o lúdico) e do homem economicus com o mythologicus, o que sonha, imagina e inventa mitos. Isso se faz necessário.

Victor Frankl, criador da terceira escola de Viena, após Freud e Adler, a logoterapia, nos ensina a buscar um sentido e um propósito pelo qual vale a pena viver e até morrer. Frankl registra que quando encontramos um “por que”, iremos descobrir o “como”. E ao ser perguntado sobre a forma para encontrar sentidos, Frankl escreveu: “para buscar sentidos é necessário prestar atenção em pessoas que sob as mesmas circunstâncias conseguiram superar e comparar com outros que não conseguiram”. A pedagogia de Frankl tem elevada força no aprendizado do olhar. Me transformarei na qualidade dos seres humanos que aprender a admirar.

Numa sala de aula, um professor , além do ensino da matemática, da física, da sociologia, ali está um líder pedagogo inspirador. Vai ensinar a convivência, o poder da cooperação, a ética da competição, a vontade para ser um humano que irá se comportar com o poder máximo de “aprender a aprender”.

A tese: A Pedagogia da Superação foi apresentada e compartilhada com a sociedade, no Colégio Sérios, uma escola na cidade de Brasília, para quatro segmentos de públicos: autoridades do ensino, professores, pais e alunos e obteve ali validação das suas hipóteses. Também no Hospital Cruzeiro do Sul, as psicólogas do setor de treinamento aplicaram conceitos da tese e obtivemos validações dessas descobertas.


As hipóteses de que 1 – “é impossível superar os desafios e o ambiente competitivo isoladamente, se confirmou. 2 – “a percepção de dor, sofrimento, é relativa de pessoa a pessoa”, confirmada. 3 – “a partir da superação de aspectos médicos, traumáticos ou físicos, a superação mental vai exigir o desenvolvimento de foco e concentração em trabalho, obra, criação a partir de talentos e habilidades desenvolvidos”,igualmente se confirmou. 4 – “a superação será dependente da existência de líderes, educadores, ou pessoas que estejam nesse papel e por isso será exigida uma formação exclusiva perante a circunstância dada”, foram as quatro hipóteses confirmadas. E cinco são os fundamentos encontrados e classificados que formam essa teoria e pedagogia da superação: 1 – o princípio da superação: o descobrimento das possibilidades. 2 – o plano de superação: pensar nos sentidos que a sua vida pode elencar. 3 – conteúdo da superação: criação de valores, o amor, labor, ética e estética. 4 – procedimentos de superação: aprender, criar, acreditar, admirar/inspirar. 5 – atitudes de superação: resultado de todo processo de aprendizagem e adaptação às novas demandas da vida. O protagonismo, não vitimização e o reviver da criança interior.

Esta tese, pioneira no espaço do doutorado, com certeza irá abrir caminhos novos para múltiplos estudos que trarão cada vez mais luz, sobre essa condição humana vital de superação, agora conscientes de que a sua prática passa pelos inexoráveis degraus da educação. Afinal, quem supera, educa!

A partir dos seus resultados essa tese permitiu elaborar um desenho de aplicação da Pedagogia da Superação , utilizando um corpo multidisciplinar, mas sob a coordenação de um mediador educador. “Do jardim da infância ao doutorado não sou um só. Sou a somatória de retalhos e pedaços dos meus educadores. E hoje, pela reunião de todos eles, me sinto guiado. Obrigado a todos e às maiores educadoras do mundo – as mães. A minha mãe me fez prestar atenção nas batatas – dirigiu o meu olhar”. * José Luiz Tejon.



Agradecimento especial a Profa. Ana Claudia Barreto, pela imensa dedicação em toda a metodologia, Profa. Esther Gamio, ao ateneu UDE, Prof. Dr. Marcos Cobra que me carregou ao doutorado. Aos membros do tribunal: Profa. Dra. Graciela Fabeyro, Prof. Dr. Eniel Espírito Santo, Prof. Dr. Ronilson de Souza Luiz. E para sempre na minha vida minha orientadora Profa. Dra .Marie Lissette Canavesi Rimbaud e a todos os meus colegas alunos e funcionários da UDE Uruguai.

 

*Sobre José Luiz Tejon:  Dr. em Educação pela UDE/Uruguai; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie;  jornalista e publicitário formado pela Casper Líbero. Administrador com ênfase em marketing, com especializações na Pace University/EUA, Harvard/EUA, e MIT/EUA. Em liderança tem especialização no INSEAD/França. Ministra aulas na Audencia Business School (França). É Top of Mind de RH, considerado uma das maiores autoridades nas áreas da gestão de vendas, marketing em agronegócio, liderança, motivação e superação humana. Troféu Great Speaker Olmix em Paris, França.No total são 33 livros publicados em autoria e coautoria.

Quatro pontos para uma Sociedade Civil Organizada

Sociedade Civil Organizada: os quatro pontos para chegarmos a uma síntese:

1° ponto: Onde o agronegócio progride e cresce a qualidade de vida. O PIB per capita de Correntina, no oeste da Bahia, era de quatro mil, duzentos e sessenta e sete reais no ano 2000. Em 2015, foi para trinta e nove mil e trinta e quatro reais.

São Desidério, outra cidade do oeste baiano, em 2000 o PIB per capita registrava quatro mil duzentos e setenta e seis reais, e passou em 2015 para oitenta e três mil, duzentos e trinta e quatro reais.

Temos uma realidade em todo interior brasileiro, acentuado positivamente onde cooperativas bem lideradas estão presentes. Isso é fato, e não mito.

 

2° ponto: Tiago Muniz, jornalista da Rede Jovem Pan, entrevistou o presidente reeleito da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, João Martins, semana passada, com a presença do presidente Michel Temer, em Brasília, e mostrou na fala do Sr. João Martins, uma queixa contra ativistas que atacam o agronegócio. Tiago Muniz ainda ressaltou que nesse discurso o presidente reeleito da CNA não declarou quem são e quais forças seriam essas.

 

Ou seja, organizações fortes e poderosas, como a própria CNA, se consideram vítimas perante fatos concretos da importância do agro no país, cuja população reconhece hoje seu fundamental valor.

Está na hora de saber orquestrar a comunicação, pois a realidade é resultado de percepção, e parar de pôr a culpa nos outros…

3° ponto: Vera Magalhães, outra colunista da Rede Jovem Pan escreveu para o Jornal O Estado de S. Paulo:

“O adiamento da votação da reforma da previdência não mostra só a impossibilidade de o atual congresso desempenhar um papel minimamente responsável…”.

 

O mais assustador é a completa falta de cálculo político, com isso se explica que a história comprova, serem mais reeleitos os que votam em reformas do que aqueles que não votam em reformas. Portanto, são burros ao protelar fazer agora o que precisa ser feito já…

4º ponto: Manuel Castells, estudioso e o profeta das redes, numa entrevista para o jornal O Valor disse: “Entre 60% e 75% dos cidadãos das democracias ocidentais não acreditam que os partidos políticos os representem legitimamente”, e adiciona: “… em situações extremas, como a do Brasil, precisaria de algo que venha da sociedade e não do sistema político, deslegitimado”.

Qual a conclusão e a síntese? Simples…

 

Entidades como a CNA precisam parar de chorar e aprender a se comunicar com a sociedade de forma muito mais consistente, permanente e inteligente, e claro, precisam trazer ao seu lado a Confederação Nacional da Indústria – CNI, a do Comércio, de Finanças,  das Cooperativas e sete as demais.

Sabemos que são doze Confederações Nacionais Empresariais que representam todo o PIB do país, não o governo… são 12 órgãos estruturados da Sociedade Civil Organizada.

Perante as evidências, por quê não se unem para um projeto brasileiro? O agronegócio envolve a todas as doze Confederações Empresariais. Está na hora de assumir a profecia de Manuel Castells. Que nos valha a sensatez da sociedade civil organizada.

 

Desejo menos governo e muito mais Sociedade Civil Organizada em 2018

Feliz natal. Afinal superamos este ano difícil, crítico, e com todas as dificuldades chegamos aqui e agora podemos dizer: “Ufa! Feliz Natal!”.

E o que eu gostaria de pedir ao Papai Noel para os brasileiros?

Não tenho dúvidas: menos governo e muito mais Sociedade Civil Organizada.

Que possamos ter um 2018 de crescimento econômico, de freio na corrupção tenebrosa nacional, de renovação da classe política e de um revigoramento da democracia. Só podemos desejar que, apesar dessa crise, possa nascer um novo Brasil, onde brasileiros íntegros e capazes estejam na governança da nação.

 

Quanto melhor o governo de um país, menos sofrimento e mais empreendedorismo, mais qualidade de vida e felicidades. Mas, tudo seria fácil se não fossem as dificuldades. Logo, não dá para sentar e esperar pelo governo. Não dá para rezar por uma eleição. Simplesmente não dá.

O Poder Executivo faliu, o Poder Legislativo foi junto e vivemos hoje do Poder Judiciário que também apresenta facções.

Carecemos urgentemente do 4º Poder. E qual é? A mídia ao lado da Sociedade Civil Organizada. Significa que as entidades representativas da sociedade precisam se unir e criar projetos para o Brasil.

Esses programas devem ter a orientação econômica, social, educacional e sustentável do país. devem ser apresentados aos candidatos para o exercício dos poderes públicos e significarem linhas fundamentais a serem implementaras por quem quer que seja eleito.

 

 

Uma cidade, um estado ou o nosso Brasil não pode mais ficar submetido exclusivamente aos poderes político-partidários.

A sociedade precisa estar presente, se apresentar com programas e fiscalizar.

Como começar? Muito simples. Começar por aqueles que têm toda a economia em suas mãos, e que ao mesmo tempo sofrem com os equívocos e os desmandos dos governos. Começar com as dez Confederações Nacionais Empresariais.

Se as Confederações da Indústria, Agropecuária, do Comércio, dos Serviços, do Sistema Financeiro, da Saúde, das Cooperativas, do Transporte, do Turismo e da Comunicação Social se orquestrassem reunidas e unidas num projeto, com o Brasil acima de interesses de facções, sem dúvida poderíamos mudar o país.

Não queremos ficarmos mais na expectativa ultrapassada de rezar pela vinda de um iluminado presidente.

Desejo um imenso Feliz Natal de amor, paz fraternidade e evolução ética. Desejo um ano novo de protagonismo, onde eu, você e todos possamos entender definitivamente que também somos governo e que governar não significa apenas ir votar. Governar é muito mais do que isso. Governar é assumir a responsabilidade do 4° Poder.

Somos o 4º Poder. O futuro terá cada vez menos governo, como esses do passado, e cada vez mais Sociedade civil organizada. Que 2018 nos traga essa clarividência.

As melhores do agronegócio 2017 pela Revista Isto É Dinheiro Rural

As Melhores da Dinheiro Rural 2017 apresentou as 500 maiores empresas do agronegócio nesta segunda-feira (27) no evento da Revista Isto É Dinheiro Rural, realizado no Tom Brasil, em São Paulo/SP.

O ranking apontou dentre as 500 maiores do agronegócio no Brasil, oito cooperativas. São elas: Copersucar, Coamo, Tereos, Aurora Alimentos, C. Vale, CHS, Lar, Comigo e Cocamar.

 

As cooperativas agropecuárias brasileiras significam praticamente a metade de tudo o que se produz no país; respondem por cerca de 5 bilhões de dólares de exportações.

Temos no país 1500 cooperativas agropecuárias com mais de 1 milhão de cooperados.

Conversando com os diretores da Coamo, a cooperativa de Campo Mourão/PR, que tem uma receita de 11,5 bilhões de reais, algo muito positivo chamou a atenção, pois tem crescido o número de cooperados, sendo hoje 28 mil, além de contarem com 850 jovens que estão sendo preparados para a liderança e sucessão. Coube a Coamo receber também o prêmio da melhor gestão financeira e eleita como a melhor cooperativa do ano.

Continua sendo genial o cooperativismo, pois 80% dos seus cooperados produzem em áreas de até 100 ha.

 

Dentro das cooperativas, ainda se destacaram a Tereos, na área de cana-de-açúcar, uma cooperativa francesa com ótimo desempenho no país, tendo recebido a medalha de ouro na gestão da cadeia produtiva, ou seja teve preocupação com todos os elos do agronegócio, desde a ciência até o consumidor final.

As cooperativas reunidas atingem mais de 180 bilhões de reais de receita, o que significa 13,5% de todo o PIB do agro, e cresceu 13,5% o seu faturamento em 2016 comparado a 2015 (mesmo em meio a toda crise nacional).

A empresa do ano do agronegócio coube a DSM Tortuga na área da nutrição animal, sal mineral e principalmente vitaminas e tecnologias para o setor da proteína animal, com uma receita de 1,8 bilhão de reais no Brasil, e quase 8 bilhões de euros no mundo.

Outro prêmio foi destinado para a Coopavel, a cooperativa de Cascavel/PR como responsabilidade na cadeia produtiva como um todo, outro exemplo de realização e de liderança no oeste paranaense.

 

As cooperativas são além de claros exemplos de competência de produção e condução de pequenos e médios produtores, um caso extraordinário de estudos como centros educacionais.

Mais do que produzir e administrar o cooperativismo significa educação para a vida capilaridade de dignidade humana.

Da agropecuária, ao agronegócio e o salto para a AGROSSOCIEDADE

O que nos trouxe até aqui no agro não nos levará mais ao futuro, mas algumas coisas sim, pelo menos uma essencial: aprender a aprender.

E agora, com gigantesca velocidade. Campo e cidade estão integrados e produtores rurais e consumidores finais conectados pela era chamada de “disruption”.  Agroindústrias, supermercados, “chefs“ e geneticistas estão servindo a mesma mesa, compartilhados numa montagem de um lego de ciência e tecnologia, e na expectativa da hiperestrutura da telecomunicação, onde o sinal será sagrado para o agro de precisão.

A diversidade entra em cena, não apenas na subsegmentação de distintas variedades vegetais e ambientações animais, ou em temas onde já iniciamos como integração lavoura-pecuária e floresta, mas agora surge a sensibilidade e a sensitividade da mulher no agro. Retornam das cidades e dos grandes centros, jovens que não imaginavam vir a ser agro um dia, dentro de um espetáculo de engenharia, universo digital, arte e cultura tão amplo quanto a saga humana espacial. Entramos no nano espaço, na inteligência de um gene e na construção de sabores, saúde e atrações apetitosas sob a biologia invisível. E essa era não escolhe tamanho, cultura ou cadeia produtiva. Não existe agricultura familiar, de escala, ou classe média produtora. A única coisa que existe é o estado da arte de uma montadora agrotecnológica de sustentabilidade intensiva.

Google vira Agro, Instituto Europeu de Design vira Agro, ESALQ que já é Agronegócio, também se transforma em Agrossociedade (Piracicaba é uma prova viva do amalgama e todas as jovens cidades do coração do país).

A agropecuária de precisão ou digital ou virtual ou smart farming muda tudo. Assim como, enquanto você lê este artigo, no mundo em apenas um minuto, mais de 700 mil logins são feitos no Facebook, 1.300 viagens no Uber, 69 mil horas de Netflix são assistidas, 2.4 milhões de buscas são feitas no Google, 2.78 milhões de vídeos são vistos no Youtube e não se plantará ou se criará sem as métricas dos sensores e a telemetria das novas máquinas. As redes sociais encantadas encantam e ao mesmo tempo podem gerar lumpens digitais, quanto engajamento e profundidade. Precisa saber escolher – em cada detalhe surge um novo produtor e produtora, e novos consultores, técnicos e distribuidores.

Quer dizer, o que mudou no mundo, acima de todas as outras mudanças? Velocidade. O mundo ficou veloz, ficou interativo e somos todos agora, independentemente de gerações, seres humanos imediáticos. Ou seja, imediatos e mediáticos.

Os sensores significam a alteração tecnológica para a gestão revolucionária e se tudo passa a ser notado e percebido nos terminais dos mobiles ou de qualquer note ou aplicativo, eu e você somos convocados para um belíssimo incômodo. O de mudar e aprender a aprender o que não pensávamos que fosse ser necessário aprender.

Um técnico numa integração, um zootecnista, agrônomo, veterinário, nutricionista, um acadêmico de ciências agrárias, um produtor rural contemporâneo, um gestor de marketing, de granja ou pecuária bovina, do leite ou do corte, da agricultura e da hortiflorifruticultura, todos agora, além de submetidos a um benchmarking global e instantâneo, precisam auscultar e interpretar o que essa torre de babel informacional insiste em nos provocar. Estamos invadidos e condenados à gestão dos dados. Mas dados podem ser apenas dados. Os profissionais do futuro serão, acima disso, criadores de interpretações e coordenadores de tomadas de decisões sistêmicas, muito além do seu tradicional escopo. A rastreabilidade e as certificações estampam nas embalagens dos derivados do campo o poder da originação.

Quem vai fazer isso? A nova geração já vem preparada para estes instrumentais. E ainda com a sensibilidade feminina, a mulher passa a ganhar uma presença intuitiva e sensitiva neste novo mundo de um agro inteligente, virtual, digital, o mundo “smart farming”. Mais sensores geram mais sensibilidade, isso amplia a visão da sustentabilidade e consequentemente prepara cérebros para ficarem mais sensitivos.  A cidade pauta o campo, o cidadão pauta o pesquisador e o cientista precisa vender a ciência para bilhões de leigos: a Agrossociedade.

Iremos assistir o surgimento de “facility digital“, organizações que se desenvolverão no talento da reunião de dados, de criação de softwares práticos e fáceis de uso e de gestão. Afinal a simplicidade será essencial na competitividade deste jogo de gênios, que precisará ser jogado com todos e para todos.

Sabendo que os pilares para a construção de uma Agrossociedade são o pilar social, o pilar ambiental e o pilar econômico,  e todos eles devem estar equilibrados para que a nossa cadeia produtiva seja otimizada e progrida exponencialmente, como falamos acima, o que faremos com cerca de três milhões de propriedades rurais brasileiras, que obtém uma renda média mensal de meio salário mínimo, onde 90% do valor está originado em apenas 12% a 14% das fazendas – no caso brasileiro metade desse valor está sendo produzido em menos de 30 mil fazendas? Precisaremos de cooperativismo, um marco histórico de civilização, e uma certeza de Agrossociedade.

Uma nova Agrossociedade precisa e deve ser tema realista para qualquer governo bem-intencionado. E isso não será feito com conversas eleitoreiras e com a venda de utopias; iremos assistir um retorno ao interior e a uma necessária inteligência de nichos, e de empreendedorismo de especialidades, tendo nas micro, pequenas e mesmo sítios e quintais, propostas tecnológicas e de negócios familiares e de indivíduos microempreendedores. Para a alta escalabilidade, o futuro nos reserva segmentações e especializações. Vamos ver o fim de “commodity“, como classicamente a conhecemos. As cidades desejam virar campo. E agora o campo está cada vez mais high tech e oferecendo qualidade de vida.

O “agridisruption” chegou e com ele a Agrossociedade. Isso é tema de interesse de todas as grandes corporações e profissionais do agronegócio, envolvidos e comprometidos não só com o agro, mas com o lado social, econômico e ambiental do mundo.

Bem vindo à Agrossociedade: local onde se produz e evolui com rapidez e consciência. Nas cidades onde se produz o agro, ali mesmo, os novos exemplos de qualidade de vida, agricultura vertical, local, o sonho do consumo urbano, biomarketing, bioconsumers, desenvolvimento humano, meio ambiente, responsabilidade social e do novo empreendedorismo global, com inovação, superação e cooperação. O agro, definitivamente virou “pop“.

Bem-vindo à ESALQ/USP, uma plataforma para a jornada ao futuro.

O meu comunista não existe mais

Amigos, até entendo e compreendo que um ideal comunista nos anos 50/60 imaginava a possibilidade de um mundo justo e igual para todos. Esse sonho, a mim mesmo, com 18 anos de idade, me emocionava! E quantos nãos deram a vida por aquele sonho?

E o meu velho pai adotivo, trabalhador, foi estivador e morreu trabalhando com uma bicicleta nas ruas de Santos.

Ele era um desses puros comunistas, onde o trabalho, a honra, a palavra, o valor de um homem na honestidade e na justiça humana tinha o seu sentido maior.

 

E para ele, isso significava ser um comunista. Impossível comparar isso com quem hoje usa o comunismo para enganar e se autoenganar enquanto um valor e um sentido de vida, onde fracos e oprimidos permanecem mais fracos e oprimidos sob direção de parte daqueles que viraram tenebrosos opressores, e que agora, oriundos da idealizada União Soviética, são os mais ricos da Europa e donos de times de futebol.

O que não é possível aceitar é que hoje, em 2017, permanecemos manipulando seres humanos com tamanha ilusória utopia.

 

Aos meus amigos da esquerda, sempre recomendo assumir a proposta chinesa, e esta análise concreta de situações concretas, esta nua e crua realidade, não interessa a esse time que se diz esquerda.

 

Comunistas? Não são! São oportunistas, safados e traidores da alma humana. O esquerdista Roberto Freire, presidente nacional do Partido Popular Socialista, por exemplo, nunca esteve ao lado dos vociferantes falsos e traidores, e a esquerda lúcida já nas eleições entre Jânio Quadros e Marechal Lott indicava o voto para o Marechal, pois sabiam no que Jânio, Lula e Dilma terminam por dar nisso. Espaços para os piores malévolos da direita.

Mas, como observador, gostaria de apostar: Quanto tempo a Venezuela suportará com esta imbecilidade anacrônica de governo?

Zumbis vivem agarrados em sistemas já mortos, e isso vale para mortos-vivos, tanto da esquerda quanto da direita. Não duraria dois anos este governo venezuelano.

Tempo para cair no real do indesejável. Não há mais esquerda, direita ou estacionar no centro: só existe pra frente! A coragem e a ousadia do novo. E que a classe empresarial se reveja e se revista de capitalismo consciente.

A Universidade Harvard já mudou o critério para avaliação dos melhores CEOs do mundo. No agronegócio brasileiro vejo esses exemplos quando estou nas cooperativas, por exemplo, Aurora, Copacol, Coperdia, Copercampos, Comigo, Cocamar, CVale, Sicoob, Sicredi, Sta. Clara, Coopeave, Cocapec, Frisia, etc., além dos movimentos da OCB e as Organizações Estaduais.

Da mesma forma, ao visitar e ver realidades do cooperativismo em outros países, vejo que existem líderes e lideranças honestas, íntegras, corajosas, com cooperativas muito competitivas. Mais de 1 bilhão de seres humanos cooperativados. Cerca de US$ 3 trilhões de receitas originadas no mundo.

Há também nos legados de Shunji Nishimura, Secundino e Ney, três seres humanos com quem tive a sorte de trabalhar e aprender no setor de tecnologia para a agropecuária  (Jacto e Agroceres).

Na proposta do Roberto Rodrigues, ex-Ministro da Agricultura, sobre a plataforma da segurança alimentar planetária, é mais um exemplo de líderes que apresentam um marco ascensional de sentidos e propósitos.

Deveríamos todos olhar e canalizar essas visões empreendedoras, cooperativas, solidárias, humanas e abominadoras da escravização humana a partir da propaganda de vítimas. A vitimização mata e nos mata.

O meu comunista não existe mais. Meu velho pai já morreu.