Da agropecuária, ao agronegócio e o salto para a AGROSSOCIEDADE

O que nos trouxe até aqui no agro não nos levará mais ao futuro, mas algumas coisas sim, pelo menos uma essencial: aprender a aprender.

E agora, com gigantesca velocidade. Campo e cidade estão integrados e produtores rurais e consumidores finais conectados pela era chamada de “disruption”.  Agroindústrias, supermercados, “chefs“ e geneticistas estão servindo a mesma mesa, compartilhados numa montagem de um lego de ciência e tecnologia, e na expectativa da hiperestrutura da telecomunicação, onde o sinal será sagrado para o agro de precisão.

A diversidade entra em cena, não apenas na subsegmentação de distintas variedades vegetais e ambientações animais, ou em temas onde já iniciamos como integração lavoura-pecuária e floresta, mas agora surge a sensibilidade e a sensitividade da mulher no agro. Retornam das cidades e dos grandes centros, jovens que não imaginavam vir a ser agro um dia, dentro de um espetáculo de engenharia, universo digital, arte e cultura tão amplo quanto a saga humana espacial. Entramos no nano espaço, na inteligência de um gene e na construção de sabores, saúde e atrações apetitosas sob a biologia invisível. E essa era não escolhe tamanho, cultura ou cadeia produtiva. Não existe agricultura familiar, de escala, ou classe média produtora. A única coisa que existe é o estado da arte de uma montadora agrotecnológica de sustentabilidade intensiva.

Google vira Agro, Instituto Europeu de Design vira Agro, ESALQ que já é Agronegócio, também se transforma em Agrossociedade (Piracicaba é uma prova viva do amalgama e todas as jovens cidades do coração do país).

A agropecuária de precisão ou digital ou virtual ou smart farming muda tudo. Assim como, enquanto você lê este artigo, no mundo em apenas um minuto, mais de 700 mil logins são feitos no Facebook, 1.300 viagens no Uber, 69 mil horas de Netflix são assistidas, 2.4 milhões de buscas são feitas no Google, 2.78 milhões de vídeos são vistos no Youtube e não se plantará ou se criará sem as métricas dos sensores e a telemetria das novas máquinas. As redes sociais encantadas encantam e ao mesmo tempo podem gerar lumpens digitais, quanto engajamento e profundidade. Precisa saber escolher – em cada detalhe surge um novo produtor e produtora, e novos consultores, técnicos e distribuidores.

Quer dizer, o que mudou no mundo, acima de todas as outras mudanças? Velocidade. O mundo ficou veloz, ficou interativo e somos todos agora, independentemente de gerações, seres humanos imediáticos. Ou seja, imediatos e mediáticos.

Os sensores significam a alteração tecnológica para a gestão revolucionária e se tudo passa a ser notado e percebido nos terminais dos mobiles ou de qualquer note ou aplicativo, eu e você somos convocados para um belíssimo incômodo. O de mudar e aprender a aprender o que não pensávamos que fosse ser necessário aprender.

Um técnico numa integração, um zootecnista, agrônomo, veterinário, nutricionista, um acadêmico de ciências agrárias, um produtor rural contemporâneo, um gestor de marketing, de granja ou pecuária bovina, do leite ou do corte, da agricultura e da hortiflorifruticultura, todos agora, além de submetidos a um benchmarking global e instantâneo, precisam auscultar e interpretar o que essa torre de babel informacional insiste em nos provocar. Estamos invadidos e condenados à gestão dos dados. Mas dados podem ser apenas dados. Os profissionais do futuro serão, acima disso, criadores de interpretações e coordenadores de tomadas de decisões sistêmicas, muito além do seu tradicional escopo. A rastreabilidade e as certificações estampam nas embalagens dos derivados do campo o poder da originação.

Quem vai fazer isso? A nova geração já vem preparada para estes instrumentais. E ainda com a sensibilidade feminina, a mulher passa a ganhar uma presença intuitiva e sensitiva neste novo mundo de um agro inteligente, virtual, digital, o mundo “smart farming”. Mais sensores geram mais sensibilidade, isso amplia a visão da sustentabilidade e consequentemente prepara cérebros para ficarem mais sensitivos.  A cidade pauta o campo, o cidadão pauta o pesquisador e o cientista precisa vender a ciência para bilhões de leigos: a Agrossociedade.

Iremos assistir o surgimento de “facility digital“, organizações que se desenvolverão no talento da reunião de dados, de criação de softwares práticos e fáceis de uso e de gestão. Afinal a simplicidade será essencial na competitividade deste jogo de gênios, que precisará ser jogado com todos e para todos.

Sabendo que os pilares para a construção de uma Agrossociedade são o pilar social, o pilar ambiental e o pilar econômico,  e todos eles devem estar equilibrados para que a nossa cadeia produtiva seja otimizada e progrida exponencialmente, como falamos acima, o que faremos com cerca de três milhões de propriedades rurais brasileiras, que obtém uma renda média mensal de meio salário mínimo, onde 90% do valor está originado em apenas 12% a 14% das fazendas – no caso brasileiro metade desse valor está sendo produzido em menos de 30 mil fazendas? Precisaremos de cooperativismo, um marco histórico de civilização, e uma certeza de Agrossociedade.

Uma nova Agrossociedade precisa e deve ser tema realista para qualquer governo bem-intencionado. E isso não será feito com conversas eleitoreiras e com a venda de utopias; iremos assistir um retorno ao interior e a uma necessária inteligência de nichos, e de empreendedorismo de especialidades, tendo nas micro, pequenas e mesmo sítios e quintais, propostas tecnológicas e de negócios familiares e de indivíduos microempreendedores. Para a alta escalabilidade, o futuro nos reserva segmentações e especializações. Vamos ver o fim de “commodity“, como classicamente a conhecemos. As cidades desejam virar campo. E agora o campo está cada vez mais high tech e oferecendo qualidade de vida.

O “agridisruption” chegou e com ele a Agrossociedade. Isso é tema de interesse de todas as grandes corporações e profissionais do agronegócio, envolvidos e comprometidos não só com o agro, mas com o lado social, econômico e ambiental do mundo.

Bem vindo à Agrossociedade: local onde se produz e evolui com rapidez e consciência. Nas cidades onde se produz o agro, ali mesmo, os novos exemplos de qualidade de vida, agricultura vertical, local, o sonho do consumo urbano, biomarketing, bioconsumers, desenvolvimento humano, meio ambiente, responsabilidade social e do novo empreendedorismo global, com inovação, superação e cooperação. O agro, definitivamente virou “pop“.

Bem-vindo à ESALQ/USP, uma plataforma para a jornada ao futuro.

Olha o que meu filho fez no computador… quanto valeria?

Uma belíssima ilustração.

Homem e mulher indefinidos, mas uma coisa: só os dois. Tem sensualidade, uma bela arte. Bem, digamos você gostou da proposta, achou um lindo quadro, quando estaria disposto a pagar por ele, dois mil reais?

Vamos dizer que você adora essa proposta da integração homem e mulher e o quadro tem a ver com você, sua visão de mundo… então, pagaria até cinco mil, dez mil reais?

 

Mas, ao prestar atenção lá está o nome do autor, de quem assina o quadro: “Óscar Domínguez”, extraordinário artista, presente e renomado nos museus de arte moderna do mundo inteiro. E aquele é simplesmente o seu quadro “Le Couple”.

 

Quanto vale agora? US$ 1 milhão? Bem, talvez, mesmo querendo, não pudesse pagar. Mas isso é outra coisa, pois valor dessa obra é gigantesco.

Assim é a vida?

 

O valor não está nas coisas, mas em quem faz o quê com as coisas. Entã, pergunto: “Quem é você?”

Um telefone velho com lagosta, quanto vale isso?

Se alguém lhe vendesse esta um telefone velho com um fone na forma de uma lagosta, quanto você, amigo leitor, estaria disposto a pagar?

Nada, talvez. Se encontrasse na rua nem pegaria? Ou quem sabe achasse legal para dar de presente num amigo secreto e pagasse R$ 60,00?

 

Bem talvez você tivesse um amigo no negócio de frutos do mar, e o símbolo tivesse um valor maior, uns R$ 300,00?

 

Ou ainda, um chefe apaixonadíssimo por lagostas, e esse presente revelasse o quão criativo você é na observação das coisas, e o comprasse por R$ 1.500,00 numa loja de antiguidades. Quem sabe?

 

Mas, de repente ali está a fonte, quem fez esta peça, e você vê o nome: “Salvador Dalí”. Sim, o próprio gênio da arte surreal.

Quanto passaria a valer esse telefone velho com uma lagosta no fone? US$ 1 milhão, talvez muito mais? Quem sabe nem tenha preço!

 

O valor não está nas coisas, mas em quem faz o que com as coisas.

 

Então, pergunto: “Quem é você?”

Há uma crise de lideranças no Brasil

 

Há uma crise de lideranças no Brasil

 

Fácil explicar: quem hoje está no comando das empresas, academias e instituições é a GBSF – Geração dos bem-sucedidos e Famosos!

 

Não foram educados para serem líderes de uma sociedade ou do país. Liderança dói!

E limiar de dor ampliada dói mais ainda.

 

Guerreiros não nascem prontos!

Quanto você daria por este quadro?

Caro leitor, veja este quadro da atriz americana Judy Garland.

Bonito. Mas, imagine que eu mostre para alguém e diga: “Quer comprar? “

 

Vamos dizer que a pessoa goste de quadros e da própria artista ali serigrafada. Talvez me oferecesse duzentos reais, considerando a moldura, ou quatrocentos reais?

O quadro “Judy Garland” de Andrew Warhol (mais conhecido por Andy Warhol).

Quem sabe se estivesse exposto numa galeria de arte, pudesse valer um pouco mais… talvez o dobro?

 

Agora que você viu o autor da obra: Andy Warhol, um dos ídolos criadores da pop art americana em um dos seus retratos serigrafados de personalidades, quanto valeria para você?

 

Com Warhol vem junto a cidade e o palco da vida e uma exposição da produção massiva e mediática.

O valor não está nas coisas, mas em quem faz o que com as coisas.

 

Então, pergunto: “Quem é você?”

Guerreiros e a diversidade

 

A onda global trata da diversidade em tudo, incluindo o RH. E nesse caso, a humana.

Fala-se sobre a “lei dos diferentes”. Mas… Quem não é desigual? Cada qual uma única impressão digital!

É importante a diversidade para os negócios?

Só tem dúvidas aquele que não tem boas métricas para julgar. Mas e você, já se sentiu um deles? Um “diverso”, digamos assim?

Já fui ou ainda sou um diverso, e posso dizer que sem valores humanos na organização e sem justas métricas, a causa da diversidade fica na emoção e pega pela ausência da razão.

Temos que administrar a diversidade da arte e da inteligência com a justiça, pois somos guerreiros da evolução.