Por que 80% dos CEOs não confiam nos diretores de marketing?

Uma pesquisa publicada na revista Harvard Business Review (edição de novembro de 2017) aborda a alta rotatividade dos CMOs (Chief Marketing Officer) e acrescenta estarem os presidentes das companhias com baixa confiança ou insatisfeitos com seus profissionais de marketing.

 

A pesquisa apontou que mais de 40% desses profissionais ficam em suas cadeiras até dois anos, e 57% até três anos.

 

Distintas descrições para o mesmo cargo aparecem e podem significar um dos problemas pela não clareza das missões, das responsabilidades e consequentemente com a ausência de métricas ajustadas a uma avaliação meritocrática.

 

Apenas 23% das descrições do cargo encontrados no estudo posicionam ter o diretor de marketing responsabilidade pelo P&L (Profit and Loss Statement) é o demonstrativo de lucros e perdas de uma empresa e traz suas receitas, custos e despesas), na amplitude total da organização. Adiciona preparar estratégia, supervisão de vendas, inovação, design, distribuição, pricing e comunicação.

 

46% dos textos colocam responsabilidade pela comercialização, realizando isso através da comunicação de marketing, publicidade, conteúdo digital, mídias sociais, promoção e eventos; 31% tem uma descrição com foco na responsabilidade pela estratégia. Deve criar uma estratégia de crescimento responsável pela inovação, insight e avaliação de clientes, com design do produto.

 

O estudo conclui também que os dirigentes de marketing “não têm autoridade suficiente para fazer o que deles é esperado“. Os pesquisadores Kimberly A. Whitler (ex-CEO e hoje professora da Darden School of Business da University of Virginia) e Neil Morgan (professor de marketing da Indiana University), ao estudarem profundamente o assunto têm hoje uma fortíssima crença de que o grande drama que envolve a categoria dos profissionais de marketing nos Estados Unidos está no “modelo falho da função“.

 

Identificaram também não existir já resposta clara para uma pergunta: “O que faz um CMO?“

Existe ainda uma grande incompatibilidade de expectativas entre os candidatos não alinhados com as responsabilidades e métricas de desempenho. Seria como se num time de futebol contratasse um comandante de ataque e também esperássemos que fosse um goleiro, ou melhor, um “coringa“ para todas as posições.

As recomendações dos pesquisadores cobrem quatro procedimentos críticos para o sucesso:

1º: defina a função;

2º: alinhe responsabilidades com o escopo da função;

3°: alinhe métricas com expectativas;

4º: procure candidatos com o perfil correto.

Pensar profundamente antes de contratar faz parte do segredo do sucesso. Isso vale também para o candidato. Neste estudo, os autores adicionam outras poucas regras essenciais:

Que resultados você espera desse diretor de marketing dentro das realidades atuais enfrentadas pela empresa?

Que responsabilidade funcional é necessária para assimilar essa visão a respeito da função?

Como medir o sucesso?

Que habilidades e experiências são exigidas?

 

Como estaria essa questão no Brasil?

Estariam os nossos presidentes, diretores executivos, CEOs em qual grau de proporção satisfeitos, insatisfeitos ou sem “nada a declarar“ sobre essa questão?

E mais: qual a visão dos pares, o CIO, o CFO, CSO (sustentabilidade), o industrial, a área legal e compliance? Qual a opinião dos clientes B2B, principalmente, sentindo os impactos das decisões mercadológicas tomadas pela organização? O que pensam os veículos de comunicação, os jornalistas, e os stakeholders mais próximos com capacidade de oferecer opiniões sobre este complexo de marketing?

 

Talvez, um ingrediente não avaliado pelos pesquisadores deste estudo possa estar na competência necessária para liderar angulações tão subjetivas como marketing enfrenta, adicionando um talento corajoso, ousado e quem sabe, hoje em dia mais fundamental do que nunca: saber vender para dentro primeiro o que a empresa precisará vender para fora. E claro, romper uma expressão clássica nas escolas de marketing, a de que “existimos para atender necessidades e desejos de clientes“.

 

Isso foi passado, se é que algum dia foi. Não existimos para atender, existimos para inspirar e revelar aos clientes e consumidores o que eles não sabem que poderiam ter, e ao descobrir, se desmanchem em comoções.

 

 

Prof. Dr. José Luiz Tejon

Sócio diretor da Biomarketing

Esperar pelo próximo presidente é como acreditar que o cavalo de Troia era um presente dos gregos

Até quando a “Marcha da insensatez” (livro Extraordinário escrito por Bárbara Tuchman) continuará nublando, enganando e traindo a sociedade brasileira?

Existe um Brasil lúcido, sensato. Ele apenas não se manifesta, não se articula e talvez esteja ainda dominado por uma tenra infância de crianças disputando a manifestação de seus egos.

O Brasil não pode esperar pelo processo político, pela absurda incerteza de acreditar que o novo presidente venha de qual facção vier, conseguiria dar o salto histórico para o país não se ver mergulhado nas trevas da ausência de consciência, dos seus próximos 20 anos.

Nada será como antes. Agora seremos exigidos na educação, nas lutas competitivas, no poder da cooperação, na ciência, no comércio e seremos obrigados a forjar uma nação, uma pátria, uma república, ou então iremos agonizar no império da revolução dos bichos de George Orwell. Superação é o dever.

Superação como prefere Makiguti significará “criar valor a partir da sua própria vida, sob quaisquer circunstâncias. E valor quer dizer o bem, o benefício e o belo. “Só teremos superação com os fundamentos superantes da coragem, da confiança, da cooperação, da criação, da consciência, da conquista, da correção e da definição de um caráter de país.

 

Quem educa supera e faz superar. E quem tem o dever de não ficar mais esperando pelo entrópico processo político e sua relação mortífera com parte do empresariado, que desprovido de valores se locupletou como nunca dantes na corrupção, desmascarada pelos também inesperados e disruptivos jovens das lava jatos tropicais, esse dever cabe a nós. Cabe a sociedade civil organizada, cabe ao ponto mais precioso  da superação, assumir o protagonismo e abandonar a vitimização. Quem são os piores líderes para fracassarem nesse desafio? Aquele que se vitimiza, dessa forma, espante e enxote qualquer um que traga uma retórica vitimizadora e de vitimização. Quem pode nos levar a essa disruptiva fase mutante, não insensata?

 

Os brasileiros que trabalham, sensatos e representantes de um Brasil que aos trancos e barrancos se mantém entre as 10 maiores economias do mundo,  que está na lista mundial de países livres, que conseguiu liderar em diversos segmentos econômicos e tecnológicos, como o próprio agronegócio,  exemplificam um país formado de sofridos e pobres imigrantes de todos os cantos, com escravos e excluídos do planeta, assim como foram meus pais, meus avós, meus bisavós.

 

Precisamos convocar, sim, as estruturas formais e já organizadas da sociedade civil organizada. Para superar precisamos de liderança democrática e de entidades que aí estão, até agora caladas, escondidas deste momento de tão magnânima dimensão.Convoco as organizações empresariais nacionais, as confederações empresariais que reunidas representam todo o produto interno bruto do país. As 12 CN’s. Convoco as representações religiosas, a OAB, educadores, trabalhadores, estudantes e militares. Os colegas jornalistas e a mídia.

 

Só há uma regra de ouro para criarmos uma proposta de projeto brasileiro de governança, ao lado ou à parte do sistema político partidário isoladamente que, sem duvida, por ele só, nos conduzirá inexoravelmente ao cavalo de Tróia, um presente de grego, seja quem for o presidente oculto na sua barriga equina. Nenhuma entidade, organizada, pode ter qualquer vínculo ou elo com partidos políticos. A contaminação político partidária condena a representação da sociedade civil organizada a uma guerra de loucos, onde enganos e traições, vozes tumulares de ideologias passadas nos condenariam ao fracasso antes da partida. A ideologia do passado já morreu. Que venha, se precisar, a ideologia do futuro. Ela não se encontra nos baús enterrados nas suas tumbas.

O Brasil precisa superar, ultrapassar e ir muito além de ficar esperando por um processo político ou num debate pautado pela loucura entre este nome, ou aquele nome, como se fosse possível e aceitável esperar pelo que não virá, e que já faleceu na esquina próxima passada da história recente. O populismo é o veneno do futuro. O mornalismo, das normalidades mornas, a anestesia da ação. Não se enfrenta o populismo somente com o sonho democrático do voto. Precisa de mais, muito mais. Sem ajuda das organizações sensatas e estruturaras, o voto não fará milagre. Até porque milagres estão num campo de dimensões elevadas, e não seria justo esperar por eles. A Deus o que é de Deus e ao brasileiro o que é o dever de cada brasileiro.

Quatro pontos para uma Sociedade Civil Organizada

Sociedade Civil Organizada: os quatro pontos para chegarmos a uma síntese:

1° ponto: Onde o agronegócio progride e cresce a qualidade de vida. O PIB per capita de Correntina, no oeste da Bahia, era de quatro mil, duzentos e sessenta e sete reais no ano 2000. Em 2015, foi para trinta e nove mil e trinta e quatro reais.

São Desidério, outra cidade do oeste baiano, em 2000 o PIB per capita registrava quatro mil duzentos e setenta e seis reais, e passou em 2015 para oitenta e três mil, duzentos e trinta e quatro reais.

Temos uma realidade em todo interior brasileiro, acentuado positivamente onde cooperativas bem lideradas estão presentes. Isso é fato, e não mito.

 

2° ponto: Tiago Muniz, jornalista da Rede Jovem Pan, entrevistou o presidente reeleito da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, João Martins, semana passada, com a presença do presidente Michel Temer, em Brasília, e mostrou na fala do Sr. João Martins, uma queixa contra ativistas que atacam o agronegócio. Tiago Muniz ainda ressaltou que nesse discurso o presidente reeleito da CNA não declarou quem são e quais forças seriam essas.

 

Ou seja, organizações fortes e poderosas, como a própria CNA, se consideram vítimas perante fatos concretos da importância do agro no país, cuja população reconhece hoje seu fundamental valor.

Está na hora de saber orquestrar a comunicação, pois a realidade é resultado de percepção, e parar de pôr a culpa nos outros…

3° ponto: Vera Magalhães, outra colunista da Rede Jovem Pan escreveu para o Jornal O Estado de S. Paulo:

“O adiamento da votação da reforma da previdência não mostra só a impossibilidade de o atual congresso desempenhar um papel minimamente responsável…”.

 

O mais assustador é a completa falta de cálculo político, com isso se explica que a história comprova, serem mais reeleitos os que votam em reformas do que aqueles que não votam em reformas. Portanto, são burros ao protelar fazer agora o que precisa ser feito já…

4º ponto: Manuel Castells, estudioso e o profeta das redes, numa entrevista para o jornal O Valor disse: “Entre 60% e 75% dos cidadãos das democracias ocidentais não acreditam que os partidos políticos os representem legitimamente”, e adiciona: “… em situações extremas, como a do Brasil, precisaria de algo que venha da sociedade e não do sistema político, deslegitimado”.

Qual a conclusão e a síntese? Simples…

 

Entidades como a CNA precisam parar de chorar e aprender a se comunicar com a sociedade de forma muito mais consistente, permanente e inteligente, e claro, precisam trazer ao seu lado a Confederação Nacional da Indústria – CNI, a do Comércio, de Finanças,  das Cooperativas e sete as demais.

Sabemos que são doze Confederações Nacionais Empresariais que representam todo o PIB do país, não o governo… são 12 órgãos estruturados da Sociedade Civil Organizada.

Perante as evidências, por quê não se unem para um projeto brasileiro? O agronegócio envolve a todas as doze Confederações Empresariais. Está na hora de assumir a profecia de Manuel Castells. Que nos valha a sensatez da sociedade civil organizada.

 

As melhores do agronegócio 2017 pela Revista Isto É Dinheiro Rural

As Melhores da Dinheiro Rural 2017 apresentou as 500 maiores empresas do agronegócio nesta segunda-feira (27) no evento da Revista Isto É Dinheiro Rural, realizado no Tom Brasil, em São Paulo/SP.

O ranking apontou dentre as 500 maiores do agronegócio no Brasil, oito cooperativas. São elas: Copersucar, Coamo, Tereos, Aurora Alimentos, C. Vale, CHS, Lar, Comigo e Cocamar.

 

As cooperativas agropecuárias brasileiras significam praticamente a metade de tudo o que se produz no país; respondem por cerca de 5 bilhões de dólares de exportações.

Temos no país 1500 cooperativas agropecuárias com mais de 1 milhão de cooperados.

Conversando com os diretores da Coamo, a cooperativa de Campo Mourão/PR, que tem uma receita de 11,5 bilhões de reais, algo muito positivo chamou a atenção, pois tem crescido o número de cooperados, sendo hoje 28 mil, além de contarem com 850 jovens que estão sendo preparados para a liderança e sucessão. Coube a Coamo receber também o prêmio da melhor gestão financeira e eleita como a melhor cooperativa do ano.

Continua sendo genial o cooperativismo, pois 80% dos seus cooperados produzem em áreas de até 100 ha.

 

Dentro das cooperativas, ainda se destacaram a Tereos, na área de cana-de-açúcar, uma cooperativa francesa com ótimo desempenho no país, tendo recebido a medalha de ouro na gestão da cadeia produtiva, ou seja teve preocupação com todos os elos do agronegócio, desde a ciência até o consumidor final.

As cooperativas reunidas atingem mais de 180 bilhões de reais de receita, o que significa 13,5% de todo o PIB do agro, e cresceu 13,5% o seu faturamento em 2016 comparado a 2015 (mesmo em meio a toda crise nacional).

A empresa do ano do agronegócio coube a DSM Tortuga na área da nutrição animal, sal mineral e principalmente vitaminas e tecnologias para o setor da proteína animal, com uma receita de 1,8 bilhão de reais no Brasil, e quase 8 bilhões de euros no mundo.

Outro prêmio foi destinado para a Coopavel, a cooperativa de Cascavel/PR como responsabilidade na cadeia produtiva como um todo, outro exemplo de realização e de liderança no oeste paranaense.

 

As cooperativas são além de claros exemplos de competência de produção e condução de pequenos e médios produtores, um caso extraordinário de estudos como centros educacionais.

Mais do que produzir e administrar o cooperativismo significa educação para a vida capilaridade de dignidade humana.

As profissões do futuro no agro – FATEC Pompéia

Hoje já convivemos com sensores, drones e até a edição gênica de plantas. Então, como aprenderemos a viver e interagir com a mecanização do futuro, que já está sendo aplicada?

 

As máquinas agrícolas de hoje não são mais como as do passado, e as do futuro não poderão mais ser chamadas de máquinas, pois se transformarão em verdadeiras centrais automovidas de inteligência artificial.

As modernas máquinas com robôs do futuro – já presentes no século XXI – já são programadas para aprender a não errar, graças à inteligência artificial.

Com isso, diminuirá gigantescamente o erro humano, como o desperdício no uso de todos os insumos (sementes, fertilizantes, micronutrientes, defensivos agrícolas, adjuvantes) no campo dos vegetais. Além disso, receberão diagnósticos constantes permanentes com correções.

O novo pulverizador, por exemplo, aprenderá a identificar o capim amargoso no meio de todas as demais ervas daninhas e a controlará com toda segurança.

 

Já na proteína animal, sensores permitirão identificar e tratar cada animal com nutrição específica, além de identificar algumas doenças pontuais e correções preventivas que eliminarão o uso exagerado de medicamentos.

Precisamos de uma nova educação! Precisamos de jovens formados para essas novas carreiras, pois já existe um novo agro, onde na pesquisa realizada pela Plant Project destacou que 96% dos brasileiros disseram que o Brasil pode e deve ser apresentado ao mundo como uma inteligência em agronegócio.

E para se especializar nessas novas profissões, é preciso estudar em uma instituição específica. A FATEC Pompéia Shunji Nishimura possui variados tipos de cursos nas áreas de tecnologia aplicada no agronegócio. E o melhor: é gratuito!

 

As inscrições para o vestibular estão abertas até 07/12 e são 40 vagas por curso. Para mais informações, acesse: www.vestibularfatec.com.br

Uma das opções é o curso superior em Tecnologia em Big Data no Agronegócio, com duração de três anos. Há também a opção do curso em Mecanização de Agricultura de Precisão.

 

O agronegócio do futuro será uma agromontadora de sustentabilidade insensível.

Da agropecuária, ao agronegócio e o salto para a AGROSSOCIEDADE

O que nos trouxe até aqui no agro não nos levará mais ao futuro, mas algumas coisas sim, pelo menos uma essencial: aprender a aprender.

E agora, com gigantesca velocidade. Campo e cidade estão integrados e produtores rurais e consumidores finais conectados pela era chamada de “disruption”.  Agroindústrias, supermercados, “chefs“ e geneticistas estão servindo a mesma mesa, compartilhados numa montagem de um lego de ciência e tecnologia, e na expectativa da hiperestrutura da telecomunicação, onde o sinal será sagrado para o agro de precisão.

A diversidade entra em cena, não apenas na subsegmentação de distintas variedades vegetais e ambientações animais, ou em temas onde já iniciamos como integração lavoura-pecuária e floresta, mas agora surge a sensibilidade e a sensitividade da mulher no agro. Retornam das cidades e dos grandes centros, jovens que não imaginavam vir a ser agro um dia, dentro de um espetáculo de engenharia, universo digital, arte e cultura tão amplo quanto a saga humana espacial. Entramos no nano espaço, na inteligência de um gene e na construção de sabores, saúde e atrações apetitosas sob a biologia invisível. E essa era não escolhe tamanho, cultura ou cadeia produtiva. Não existe agricultura familiar, de escala, ou classe média produtora. A única coisa que existe é o estado da arte de uma montadora agrotecnológica de sustentabilidade intensiva.

Google vira Agro, Instituto Europeu de Design vira Agro, ESALQ que já é Agronegócio, também se transforma em Agrossociedade (Piracicaba é uma prova viva do amalgama e todas as jovens cidades do coração do país).

A agropecuária de precisão ou digital ou virtual ou smart farming muda tudo. Assim como, enquanto você lê este artigo, no mundo em apenas um minuto, mais de 700 mil logins são feitos no Facebook, 1.300 viagens no Uber, 69 mil horas de Netflix são assistidas, 2.4 milhões de buscas são feitas no Google, 2.78 milhões de vídeos são vistos no Youtube e não se plantará ou se criará sem as métricas dos sensores e a telemetria das novas máquinas. As redes sociais encantadas encantam e ao mesmo tempo podem gerar lumpens digitais, quanto engajamento e profundidade. Precisa saber escolher – em cada detalhe surge um novo produtor e produtora, e novos consultores, técnicos e distribuidores.

Quer dizer, o que mudou no mundo, acima de todas as outras mudanças? Velocidade. O mundo ficou veloz, ficou interativo e somos todos agora, independentemente de gerações, seres humanos imediáticos. Ou seja, imediatos e mediáticos.

Os sensores significam a alteração tecnológica para a gestão revolucionária e se tudo passa a ser notado e percebido nos terminais dos mobiles ou de qualquer note ou aplicativo, eu e você somos convocados para um belíssimo incômodo. O de mudar e aprender a aprender o que não pensávamos que fosse ser necessário aprender.

Um técnico numa integração, um zootecnista, agrônomo, veterinário, nutricionista, um acadêmico de ciências agrárias, um produtor rural contemporâneo, um gestor de marketing, de granja ou pecuária bovina, do leite ou do corte, da agricultura e da hortiflorifruticultura, todos agora, além de submetidos a um benchmarking global e instantâneo, precisam auscultar e interpretar o que essa torre de babel informacional insiste em nos provocar. Estamos invadidos e condenados à gestão dos dados. Mas dados podem ser apenas dados. Os profissionais do futuro serão, acima disso, criadores de interpretações e coordenadores de tomadas de decisões sistêmicas, muito além do seu tradicional escopo. A rastreabilidade e as certificações estampam nas embalagens dos derivados do campo o poder da originação.

Quem vai fazer isso? A nova geração já vem preparada para estes instrumentais. E ainda com a sensibilidade feminina, a mulher passa a ganhar uma presença intuitiva e sensitiva neste novo mundo de um agro inteligente, virtual, digital, o mundo “smart farming”. Mais sensores geram mais sensibilidade, isso amplia a visão da sustentabilidade e consequentemente prepara cérebros para ficarem mais sensitivos.  A cidade pauta o campo, o cidadão pauta o pesquisador e o cientista precisa vender a ciência para bilhões de leigos: a Agrossociedade.

Iremos assistir o surgimento de “facility digital“, organizações que se desenvolverão no talento da reunião de dados, de criação de softwares práticos e fáceis de uso e de gestão. Afinal a simplicidade será essencial na competitividade deste jogo de gênios, que precisará ser jogado com todos e para todos.

Sabendo que os pilares para a construção de uma Agrossociedade são o pilar social, o pilar ambiental e o pilar econômico,  e todos eles devem estar equilibrados para que a nossa cadeia produtiva seja otimizada e progrida exponencialmente, como falamos acima, o que faremos com cerca de três milhões de propriedades rurais brasileiras, que obtém uma renda média mensal de meio salário mínimo, onde 90% do valor está originado em apenas 12% a 14% das fazendas – no caso brasileiro metade desse valor está sendo produzido em menos de 30 mil fazendas? Precisaremos de cooperativismo, um marco histórico de civilização, e uma certeza de Agrossociedade.

Uma nova Agrossociedade precisa e deve ser tema realista para qualquer governo bem-intencionado. E isso não será feito com conversas eleitoreiras e com a venda de utopias; iremos assistir um retorno ao interior e a uma necessária inteligência de nichos, e de empreendedorismo de especialidades, tendo nas micro, pequenas e mesmo sítios e quintais, propostas tecnológicas e de negócios familiares e de indivíduos microempreendedores. Para a alta escalabilidade, o futuro nos reserva segmentações e especializações. Vamos ver o fim de “commodity“, como classicamente a conhecemos. As cidades desejam virar campo. E agora o campo está cada vez mais high tech e oferecendo qualidade de vida.

O “agridisruption” chegou e com ele a Agrossociedade. Isso é tema de interesse de todas as grandes corporações e profissionais do agronegócio, envolvidos e comprometidos não só com o agro, mas com o lado social, econômico e ambiental do mundo.

Bem vindo à Agrossociedade: local onde se produz e evolui com rapidez e consciência. Nas cidades onde se produz o agro, ali mesmo, os novos exemplos de qualidade de vida, agricultura vertical, local, o sonho do consumo urbano, biomarketing, bioconsumers, desenvolvimento humano, meio ambiente, responsabilidade social e do novo empreendedorismo global, com inovação, superação e cooperação. O agro, definitivamente virou “pop“.

Bem-vindo à ESALQ/USP, uma plataforma para a jornada ao futuro.

Olha o que meu filho fez no computador… quanto valeria?

Uma belíssima ilustração.

Homem e mulher indefinidos, mas uma coisa: só os dois. Tem sensualidade, uma bela arte. Bem, digamos você gostou da proposta, achou um lindo quadro, quando estaria disposto a pagar por ele, dois mil reais?

Vamos dizer que você adora essa proposta da integração homem e mulher e o quadro tem a ver com você, sua visão de mundo… então, pagaria até cinco mil, dez mil reais?

 

Mas, ao prestar atenção lá está o nome do autor, de quem assina o quadro: “Óscar Domínguez”, extraordinário artista, presente e renomado nos museus de arte moderna do mundo inteiro. E aquele é simplesmente o seu quadro “Le Couple”.

 

Quanto vale agora? US$ 1 milhão? Bem, talvez, mesmo querendo, não pudesse pagar. Mas isso é outra coisa, pois valor dessa obra é gigantesco.

Assim é a vida?

 

O valor não está nas coisas, mas em quem faz o quê com as coisas. Entã, pergunto: “Quem é você?”

Um telefone velho com lagosta, quanto vale isso?

Se alguém lhe vendesse esta um telefone velho com um fone na forma de uma lagosta, quanto você, amigo leitor, estaria disposto a pagar?

Nada, talvez. Se encontrasse na rua nem pegaria? Ou quem sabe achasse legal para dar de presente num amigo secreto e pagasse R$ 60,00?

 

Bem talvez você tivesse um amigo no negócio de frutos do mar, e o símbolo tivesse um valor maior, uns R$ 300,00?

 

Ou ainda, um chefe apaixonadíssimo por lagostas, e esse presente revelasse o quão criativo você é na observação das coisas, e o comprasse por R$ 1.500,00 numa loja de antiguidades. Quem sabe?

 

Mas, de repente ali está a fonte, quem fez esta peça, e você vê o nome: “Salvador Dalí”. Sim, o próprio gênio da arte surreal.

Quanto passaria a valer esse telefone velho com uma lagosta no fone? US$ 1 milhão, talvez muito mais? Quem sabe nem tenha preço!

 

O valor não está nas coisas, mas em quem faz o que com as coisas.

 

Então, pergunto: “Quem é você?”

Há uma crise de lideranças no Brasil

 

Há uma crise de lideranças no Brasil

 

Fácil explicar: quem hoje está no comando das empresas, academias e instituições é a GBSF – Geração dos bem-sucedidos e Famosos!

 

Não foram educados para serem líderes de uma sociedade ou do país. Liderança dói!

E limiar de dor ampliada dói mais ainda.

 

Guerreiros não nascem prontos!

Quanto você daria por este quadro?

Caro leitor, veja este quadro da atriz americana Judy Garland.

Bonito. Mas, imagine que eu mostre para alguém e diga: “Quer comprar? “

 

Vamos dizer que a pessoa goste de quadros e da própria artista ali serigrafada. Talvez me oferecesse duzentos reais, considerando a moldura, ou quatrocentos reais?

O quadro “Judy Garland” de Andrew Warhol (mais conhecido por Andy Warhol).

Quem sabe se estivesse exposto numa galeria de arte, pudesse valer um pouco mais… talvez o dobro?

 

Agora que você viu o autor da obra: Andy Warhol, um dos ídolos criadores da pop art americana em um dos seus retratos serigrafados de personalidades, quanto valeria para você?

 

Com Warhol vem junto a cidade e o palco da vida e uma exposição da produção massiva e mediática.

O valor não está nas coisas, mas em quem faz o que com as coisas.

 

Então, pergunto: “Quem é você?”