Qual o poder das confederações empresariais para mudar o Brasil?

É hora de botar foco nas lideranças da sociedade civil organizada, e não apenas nos políticos de Brasília

 

São dez. Apenas dez mega confederações nacionais empresariais. E são 10, apenas dez nomes, dez brasileiros, dez presidentes.

Essas confederações reúnem na pratica todo o PIB não governo do Brasil. E, onde estão esses senhores? Quais suas pautas? Possível compreender pautas próprias e até egocêntricas em função de suas representações e representadas.

Mas, neste momento histórico do Brasil, vivemos uma crise maior do que econômica e política, uma crise de confiança e de liderança. Com o objetivo provocativo, esta coluna propõe um lema: as confederações empresariais nacionais reunidas, se for pela ética, jamais seriam vencidas.

As confederações e seus presidentes ficam aqui convocados e, de forma cavalheira, amigavelmente provocados:  CNA: sr. João Martins da Silva Jr.; CNC (Comércio de Bens, Serviços e Turismo): Antônio Jose Domingues; CNcoop: Marcio Lopes de Freitas; CNI: Robson Braga de Andrade; CNT: Clesio Andrade; CONSIF (Setor financeiro): Murilo Portugal Filho; CNCS (Comunicação Social): Glaucio Bimber; CNS (Saúde): Tercio Ego Paulo Kasten; CNS (Serviços): José Luiz Nogueira Fernandes, e CNTUR: Nelson de Abreu Pinto. E existem mais duas que não possuem registro sindical, o CnSeg e o CNF (Seguros e Instituições Financeiras).

Existe também um encontro chamado Fórum dos Presidentes das Confederações. Este gigantesco poder empresarial, que representa todo PIB, significa uma oportunidade imensa para articulações e projetos de cooperação entre esses agentes da dinâmica econômica e social do Brasil. Não temos mais tempo para continuar a caça aos ratos, ou melhor, que as ratoeiras das Operações Lava Jatos continuem, mas que possamos colocar outra pauta na sociedade brasileira que não seja apenas operações caça canalhas ou debater quem poderia ser o próximo presidente da República, ou quem terá poder carismático para bater Lula nos votos, e se o PSDB vai de Alckmin ou Doria.

O ministro do MAPA Blairo Maggi, na abertura da Festa do Peão Boiadeiro, disse que o agro brasileiro é maior do que as 240 milhões de toneladas. E disse bem. Quando reunimos tudo o que o País produz, juntando frutas, hortaliças, mandioca, cana, proteínas animais, etc., somamos mais de 1 bilhão de toneladas.

Logicamente, essa riqueza aciona e alavanca todas as cadeias produtivas. Todas. Construção, metal, mecânica, telecomunicações, transportes, finanças, seguros, mídia, entre outras. Consequentemente, todos no Brasil tem muito a ver muito com a base locomotriz do agronegócio.

Em paralelo a isso, o atual coordenador da FGV Agro, que já foi ministro do MAPA, Roberto Rodrigues, lança uma proposta de Plataforma Brasil Para A Segurança Alimentar Do Mundo. E, da mesma forma, acrescenta: O agro não pode ser visto apenas como uma coisa agro. Ele extrapola e acessa todos os agentes econômicos e sociais do País. Além disso, os ambientais também. E o Brasil significará para o planeta um símbolo vital de assegurar alimentação. E, com isso ergueremos a bandeira da paz. Dentro do mesmo conceito, a feed&food e Osvaldo Ciasulli propõem a bandeira do Brasil Alimentando O Mundo, e, no mesmo caminho, reverberamos essa proposta na rede jovem Pan de rádio.

Quer dizer, a oportunidade está instalada. Agora, quem seriam os guerreiros dessa luta? Esperar pela sorte de um estadista brilhante, herói e guerreiro nacional pela integridade, ética e a honradez do País? E que essa figura marque um gol secular com as propostas acima? Sim, seria esperar e rezar por isso. Mas, quem sabe faz a hora e supera agora.

Líderes, como os presidentes dessas confederações, poderiam e deveriam, reunidos, organizar de maneira cooperada estudos e oferecer à nação um projeto de Gestão e Cooperação Público Privada, para fazer do Brasil um dos três maiores países do mundo, e o maior de todos na paz mundial, com felicidade e segurança alimentar para todos. 4ALL.

O Brasil pode, se brasileiros, reunidos e cooperando, quiserem.

O Brasil alimenta o mundo. Isso é algo para todos os brasileiros, não apenas daqueles do agronegócio. #obrasilquecooperasupera.

O que as dez confederações nacionais empresariais, reunidas pela ética, poderiam fazer pelo Brasil e pelo futuro das orquestrações de todas as suas cadeias produtivas, tendo no agronegócio uma matriz de originação real, factível e um diferencial do Brasil no teatro das nações?

Que responda a nossa consciência!

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