(BANGKOK) Bom dia a todos! Já comecei minha interminável viagem de retorno ao Brasil e espero nos próximos dias usar minhas conexões para que troquemos algumas ideias e visões sobre o campeonato.
O Grande Prêmio de Cingapura foi muito positivo para as pretensões de Fernando Alonso conquistar o título mundial, seu terceiro na Fórmula 1.
O espanhol em nenhum momento teve carro para se colocar entre os quatro primeiros e, ainda assim, foi capaz de se projetar até o pódio. Alonso ainda viu Lewis Hamilton, que para mim era seu grande rival ao título, pelo talento que tem e o melhor carro que dispõe, abandonar a corrida quando liderava com algum refresco.
A vitória caiu no colo de Sebastian Vettel, que ainda ameaça Alonso, mas não como o inglês da McLaren fazia. Vale lembrar que neste ano a Red Bull dominou de forma impressionante um ou dois GPs, mas foi competitiva na maioria deles. Somente em Monza que o time ficou para trás.
Por esse motivo, Hamilton era o cara a colocar medo em Alonso. A McLaren andou muito em pelo menos 80% do campeonato e só está distante da luta pelo título por detalhes bobos: erros cometidos em pit stop no início do ano, falhas de confiabilidade e acidentes em que foi vítima. Essa soma dificultou, e muito, a vida da equipe prateada, que mesmo distante do Campeonato de Pilotos, tem boas chances em Construtores.
Enquanto isso, Alonso, como uma raposa esperta e malandra, vai superando todas as adversidades corrida após corrida. O ferrarista é brilhante e sabe como poucos administrar um campeonato. Seus dois títulos foram assim. Alonso abria alguma vantagem no começo do ano e se defendia como podia nas provas finais, seja com Kimi Raikkonen em 2005 ou contra Michael Schumacher em 06.
Em 2007 e 2010, anos em que também batalhou pelo título, era caçador e acabou ficando pelo caminho. Como caça, ele sabe como se comportar como ninguém no grid. Um profissional acima de qualquer questionamento.
Ainda que tudo indique que Alonso já colocou as mãos no troféu, ainda penso que Vettel e até mesmo Hamilton podem atrapalhar o caminho do espanhol. Talvez não virem o jogo, mas se engana quem pensa que já era.
Em seis corridas, são 150 pontos em jogo e neste campeonato estamos vendo que é comum um piloto vencer, enquanto o rival termina em sexto em condições normais. Numa dessas a diferença já cai uma barbaridade. Ontem mesmo, por pouco Lewis não vence e Alonso termina em quinto. Ou seja, mesmo em uma corrida normal tiraria 15 pontos de uma vez.
Repito o que escrevo desde o começo do ano. O campeonato está com a cara de Alonso. Mas em minha opinião a “brincadeira” não vai ser nada fácil. Aguardemos os próximos capítulos.
E aí turma, como vocês avaliam o Mundial de F-1 após 14 etapas?


