(SÃO PAULO) Bom dia a todos! Estou em Interlagos acompanhando os treinos livres das 6 Horas de São Paulo. Confesso estar torcendo para que o evento dê certo, pois seria ótimo para a cidade continuar sediando a F-1, Indy e o WEC.
No entanto, gostaria de escrever um pouco sobre a morte de Sid Watkins, figura fundamental na segurança atual dos carros e pistas da F-1. O inglês faleceu ontem aos 84 anos.
Hoje, realizei uma entrevista com Rubens Barrichello, que foi salvo pelo médico em seu grave acidente em Imola 94.
BLOG DENTRO E FORA DAS PISTAS: O doutor Sid Watkins te atendeu em Imola. Você lembra de algo do atendimento, do contato com ele?
RUBENS BARRICHELLO: Não. Me lembro dele me contando depois que eu morri por seis minutos, que eu havia engolido minha língua com a pancada. Isso ficou marcado em mim. Mas não lembro do atendimento porque apaguei.
DENTRO E FORA DAS PISTAS: Antes do acidente vocês tinham alguma intimidade? Um acidente como aquele cria um “elo eterno”?
RUBENS BARRICHELLO: Ele sempre foi muito aberto, um cara legal, sorridente e que dava abertura para conversas. Ele adorava o Ayrton e por ser um brasileiro e amigo do Ayrton era como se ele fosse o irmãozinho do chefe
DENTRO E FORA DAS PISTAS: Alguma história curiosa com ele?
RUBENS BARRICHELLO: Sid era cara do bem que trabalhava por amor e era o Anjo da Guarda da turma. Ele adorava o Brasil, adorava também um copinho de vinho e tinha uma ótima conversa. Vai deixar saudade. Mas se tem algo que tenho certeza é que neste momento ele está junto do Ayrton. Eles eram bons amigos e quando o Ayrton se foi parte do Sid foi também.
Aqui em Interlagos, perguntei a Emerson Fittipaldi sobre o que ele teria a dizer sobre a morte de Sid Watkins e o impacto do trabalho do inglês até mesmo nas ruas e estradas.
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