(SÃO PAULO) Bom dia pessoal! Já estou de volta ao Brasil e pronto para encarar o mês de agosto por aqui. Como escrevi na segunda-feira, tenho alguns temas a serem explorados e acredito que o melhor a ser feito agora é falar sobre Felipe Massa.
Após a Hungria confesso ter ficado com a clara ideia de que o brasileiro está fora da Ferrari. Na base do feeling e do que se escuta no paddock é que ele irá mesmo deixar a escuderia italiana ao final do ano. E principalmente após o que vimos depois da corrida.
Chamou muito a atenção o semblante dele na entrevista coletiva. Estava arrasado, algo que não acontecera na zona mista na sequência da corrida (a coletiva aconteceu uns 40 minutos depois).
E se pararmos para pensar, a corrida em Budapeste não foi boa, mas tampouco foi terrível. Massa acompanhou o ritmo de Fernando Alonso o fim de semana inteiro e perdeu para o espanhol na classificação por 56 milésimos. Na largada, caiu para nono, onde ficou a prova toda. Alonso terminou em quinto, “apenas” 12 segundos à frente de Massa. Não é uma lavada como na primeira metade do campeonato. E lembremos que as Ferrari claramente estavam inferiores aos rivais.
Acontece que a gordura de Massa acabou faz tempo. Nas cinco primeiras corridas do ano, o brasileiro participou de uma campeonato muito diferente. Conforme o carro apresentou melhora, em Mônaco, na sexta corrida do ano, Massa passou a entender mais seu comportamento e conseguir acertá-lo melhor. Ainda que não tenha somado muitos pontos no período, era clara a sua melhora.
Aproximou-se de Alonso e fez (em termos de ritmo, não de resultado) o que a Ferrari esperava dele ou de qualquer segundo piloto para o time. No entanto, diante da falta de resultado (a única prova em que Massa conseguiu o que se esperava dele em pontos foi Silverstone) não resta dúvida que a Ferrari procura um substituto.
Com a vantagem de Alonso na liderança do Mundial de Pilotos, se Massa estivesse com alguns pontos a mais, o time estaria na vice-liderança. Diante de sua pouca contribuição na matemática, a Ferrari está em quarto. E com isso, perde milhões de dólares.
No entanto, as opções incertas que se apresentam no mercado e os bons nomes que não agradam Alonso para que seu domínio seja ameaçado faziam com que o time esperasse de todas as formas que Massa reagisse. O que não aconteceu.
Em Budapeste, chamou muito a atenção o abatimento de Massa na coletiva. Ele falou sobre contrato mesmo quando não foi questionado sobre o assunto. Além disso, a coletiva de Stefano Domenicali foi emblemática. O tempo todo o dirigente evitou críticas ao brasileiro. Mas não fez força para defendê-lo. Resumia-se, apenas, a dizer que a Ferrari não tem pressa para decidir a escolha.
Mas o que mais chamou a atenção foi Domenicali dizer que a equipe precisa proteger Massa. Dava a clara ideia que a Ferrari não informará o futuro de Massa (no caso, sua demissão) para que ele não se apague completamente nas provas restantes. Diante do equilíbrio no Mundial, qualquer ponto que ele obtenha pode fazer diferença. Então, melhor ele competir com seu futuro aberto e não já ciente que estará na rua em 2013. As palavras de Domenicali, ainda que não tão explícitas, foram claras.
O que vocês acham sobre o assunto? O que irá acontecer?

