O Corinthians venceu o Cruz Azul e chegou à liderança do seu grupo na Libertadores, porém o torcedor saiu do Pacaembu desconfiado. Mais uma vitória magra, bola na trave no final do jogo e um susto desnecessário. O time cria oportunidades de gol. Parece que o jejum de Liedson, já são doze jogos sem marcar, contagiou o ataque inteiro.
Vencer o Cruz Azul não foi uma tarefa fácil. O goleiro mexicano Corona fechou o gol no segundo tempo. O Corinthians passou a jogar no contra ataque e a velocidade de Emerson abriu a defesa adversária. Durante todo o jogo, o domínio brasileiro era evidente. Faltava chegar ao gol. Saiu Liedson, entrou Emerson e o time parou nas mãos do goleiro.
O Corinthians pressionou pouco no primeiro tempo. Danilo ( Foto – ) salvou o time de entrar na fase do desespero diante da torcida que dava sinais de impaciência. O gol salvador saiu numa cobrança de falta de Alex que encontrou Danilo para uma meia orelhada salvadora. Danilo virou o pé de coelho do time, com gols decisivos em jogos importantes.
O Cruz Azul tentou ganhar tempo. Mesmo perdendo, não deu velocidade na partida e esperou para um erro, um bote fatal. Ele aconteceu nos minutos finais com uma bola na trave que calou o estádio por alguns segundos. O time mexicano jogou domando o Corinthians, não usou força, não abriu o jogo e mesmo assim deixou uma cicatriz na vitoria do Corinthians.
Esse é o risco. Não matar o jogo, não transformar em gols o domínio da partida dá ao adversário uma chance de igualar tudo. Basta um deslize e o domínio do jogo vira uma tragédia. O Corinthians precisa acertar o pé. Na fase de grupos, um susto ou outro pode ser um aviso. Na hora do confronto direto, não matar a partida pode ser fatal.


