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Daniel não comparece a coletiva e está mais confinado do que no BBB

É claro que todo produtor de televisão trabalha para que seus programas ganhem o público e gerem repercussão na mídia. Sempre foi assim, mas nos dias atuais, campanhas bem estruturadas de marketing são desenvolvidas para o suporte dessas atrações, incluindo ações nas redes sociais e outras plataformas. Tudo muito controlado para potencializar a audiência e faturamento.

O “Big Brother Brasil” é um ótimo exemplo disso. Mesmo antes de entrar no ar, já tem material na internet e se transforma em assunto nos blogs, revistas e jornais. E durante sua realização tudo é feito para gerar polêmica e repercussão. Não é por menos que as festas são regadas a muita bebida alcoólica para que os participantes fiquem mais “alegrinhos”, iniciem romances ou soltem todas as raivas desenvolvidas nos dias de confinamento. A edição vai recortar essas imagens, elaborar “historinhas”, criar mocinhos e vilões e levar o público até o próximo episódio. Tudo perfeito, calculado e muito bem explicado na “bíblia” da Endemol (espécie de manual com todas as orientações dos criadores do formato). E quando terminar mais uma temporada os participantes serão descartados porque uma nova turma chegará no ano que vem e tudo começa de novo.

Mas, aparentemente, desta vez a situação saiu do controle. Ninguém na Globo esperava tamanho estardalhaço com o suposto caso de sexo sem consentimento entre Daniel e Monique. A partir de algumas imagens, os telespectadores foram para o Twitter pedir o afastamento do modelo e fizeram muita pressão. Boninho até tentou contornar a polêmica e na edição de domingo colocou o famoso “o amor é lindo”. Mas a pressão aumentou, a polícia abriu inquérito, houve depoimento no Projac e o assunto se transformou em assunto internacional. O pior: a polêmica negativa ganhou as conversas dos homens que determinam as verbas dos anunciantes do reality e, como ninguém quer seu nome associado a coisas erradas, a Globo se movimentou para abafar o assunto. Para dor de cabeça dos executivos da emissora, a pauta continua focada em Daniel, BBB e Monique.

Nesta quinta-feira, Daniel não compareceu a uma entrevista coletiva. Apenas seus advogados falaram com os jornalistas porque o contrato com a Globo não permite, mesmo que os participantes não tenham uma cópia do documento. Segundo a defesa do modelo, ele troca de hotel a cada dois dias para manter sua segurança e tem medo da reação das pessoas, além de não ter falado com sua mãe até o momento e só receber uma visita por dia. O confinamento agora é pior ao da casa do BBB. Os advogados acreditam que, como não foi provado nada, Daniel tem o direito de voltar ao “Big Brother Brasil” até mesmo para limpar sua imagem e provar sua inocência.

Este episódio mostra o quanto é cruel este mundo de reality shows. Em busca de realizar o sonho da fama e potencializar suas carreiras, pessoas entram num esquema que as deixam vulneráveis, são julgadas através das imagens editadas que nem sempre retratam a realidade e ficam reféns de um poder maior da televisão.

  • Luh_negralinda

    Acho que não foi estrupo e sim sexo … por isso se um foi expulso o outro também devia ser … pois ela não tão inocente assim …

  • Pablo

    Estão fazendo um auê por nada, está mais que comprovado que não houve estupro… se houve sexo, em outras edições houve tb….. se o Daniel agiu inadequadamente, a Monique agiu tb, então tem que ser eliminada tb….. BBB não é um programa educativo, tem q ter brigas, barracos, sexo, etc… quem não gostar, muda de canal, tem outras emissoras…