Produção em televisão não é brincadeira. Um programa, independente do formato, exibe muito dinheiro, bons profissionais, criatividade, quadros, externas, viagens e bons patrocinadores. Audiência é fundamental e, portanto, o conteúdo precisa ser bem direcionado ao público alvo. Mas será que apenas audiência segura um programa na grade das TVs? Depende do objetivo da emissora. Se a empresa está interessada em fixar posição no mercado pode até sacrificar a entrada de comerciais cancelando breaks para exibir longos blocos de conteúdo e, assim, atingir índices elevados. Essa é uma estratégia muito utilizada na guerra dominical e nas estreias mais importantes, como novelas, quando é fundamental atingir o telespectador.
Mas, nem tudo é assim. Nos últimos meses, os diretores do SBT foram orientados para que não façam sacrifícios de conteúdo para atingir boa audiência, mas que conquistem e mantenham os anunciantes. Ou seja, para continuar no ar não basta ter audiência, é fundamental pagar as contas de produção e dar lucro. Outra orientação foi dirigida aos responsáveis pela programação, que devem seguir rigorosamente os horários dos intervalos, evitando assim o jogo de breaks para atingir audiência. Já na Record a ordem é outra: diretores e responsáveis pela grade devem usar de estratégia para que as interrupções comerciais não prejudiquem a audiência e, desta maneira, vários breaks podem ser concentrados em poucas paradas do programa. Na Band, o problema é em relação ao tamanho dos comerciais. Tem programa com break superior aos 5 minutos de duração, prejudicando assim a evolução da audiência.
O difícil equilíbrio entre audiência, conteúdo e comercial
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