O globoesporte.com revelou um caso de abuso sexual terrível. O fato aconteceu em fevereiro do ano passado e que envolve pelo menos 3 atletas, todas com passagem pela seleção brasileira paralímpica de basquete em cadeira de rodas. A vítima, preferiu não se identificar e fez a denúncia apenas este ano. Depois de um treino da equipe Gladiadoras/Gaadin (Grupo de Ajuda dos Amigos Deficientes de Indaiatuba), as atletas Lia Martins, Denise Eusébio, Geisa Vieira e Gracielle Silva ( esta então coordenadora do time) usaram um pênis de borracha para abusar sexualmente da colega, que foi retirada à força de sua cadeira de rodas. Este ataque foi inclusive registrado em imagens que circularam por grupos de Whatsapp.

Gracielle, a única envolvida que não era portadora de deficiência e que participou do abuso, cometeu suicídio em maio deste ano.

Rodolfo Cirino, advogado da Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC) confirmou a denúncia e explicou que comprovada a conduta das atletas poderão ser banidas da seleção. A CBBC tomou conhecimento do acontecido em março deste ano, de forma verbal, apurou as fotos e vídeos que circularam nas redes sociais e então a confederação decidiu afastar temporariamente essas atletas. O resultado da investigação, que deve correr na esfera criminal. As três atletas foram cortadas do período de treinamentos da seleção para o Mundial da Alemanha, que começa em agosto.

Lia Martins, que participou do abuso, é o maior destaque brasileiro do basquete feminino de cadeira de rodas, e esteve nas últimas três edições das Paralímpiadas e venceu três vezes o Prêmio Brasil Paralímpico, em 2011, 2012 e 2015. Ela conversou com a reportagem do Globoesporte.com e assumiu ser dona do objeto usado no episódio, o qual qualificou de “brincadeira de mau gosto”. De acordo com ela, a ideia teria surgido após uma conversa sobre relacionamentos sexuais entre duas mulheres.

— A gente sempre falava essas besteiras e dávamos risadas. Mas ela (a vítima) dizia que não precisava de pinto de borracha nas suas relações. O objeto é meu, e eu não tive a intenção de machucá-la.

A vítima abandonou o Gladiadoras/Gaadin em 2018, e não prestou queixa antes por medo de represálias. Está orientada por uma advogada criminalista e deve passar por um exame psicológico para então procurar uma delegacia.

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