Fifa não quer o Morumbi. Prefere o estádio fantasma

É, acho que a Fifa não quer o Morumbi na Copa de 2014.

Daqui a pouco o Sr. Jerome Valcke, secretário-geral da entidade, dirá que o estádio não serve nem para treinamento das Seleções.

Por que isso? É estranho. Todo mês o Sr. Valcke vem a público para dizer que o Morumbi não serve.

Eu ouvi ainda no ano passado e não acreditei muito, mas já estou mudando de ideia.

Um dirigente me disse: “Vão enrolar o Morumbi até não mais poder e depois forçarão uma barra para que seja construído um novo estádio em São Paulo. Aí como o tempo já será escasso, o Governo Federal (leia-se Lula) entra na parada a toque de caixa, sem precisar de licitação, e faz a Arena. Como aconteceu nos Jogos Pan-Americanos, lembram-se?”

É um estádio fantasma que assusta o Morumbi.

A maquete sobrenatural ou virtual, como queiram, tem aficionados de grande porte e é mais difícil lutar contra o que ainda não existe.

São Paulo sozinho, por mais santo que seja o seu nome, não segura essa. Haja exorcistas.

Eu e você internauta ainda estamos em setembro de 2009, mas tem gente já vivendo em 2014, pensando lá na frente e garanto que não é para o nosso bem.

Um novo grande estádio em São Paulo seria utilizado por qual clube depois da Copa?

Seria barato. Só uma taxinha de manutenção para não ficar parado.

Seria mais um Elefante Branco no país chamado Brasil.

O que devia acontecer é uma adaptação do que já existe e acabar com essa estória de que tem que se construir 10 ou 12 novas Arenas para a Copa do Mundo.

E, depois? Quem vai utilizar essas Arenas?

De que adianta ter um estádio para 100 mil pessoas se não enche nunca.

O custo da manutenção é muito alto e a Copa do Mundo só dura um mês.

Quantos jogos porventura aconteceriam em cada Arena durante a Copa?

Cerca de no máximo 4 para as capitais mais importantes, dois ou um naquelas mais distantes.

Mais um fato que deveria ser levado em consideração pela Fifa e por todos aqueles que defendem novos estádios no país.

A Copa do Mundo hoje é um show de televisão, é um evento mais turístico do que para o povo do próprio país.

Ou alguém aí acha que o brasileiro terá condições de pagar 200 dólares para ver um jogo de Copa do Mundo.

Os torcedores brasileiros na sua grande maioria não pagarão.

Verão pela televisão. É um evento para estrangeiro ver.

Até o horário não terá nada a ver com os nossos costumes.

Os jogos são feitos para a televisão e para a TV da Europa, não para a tv brasileira.

Portanto, não haverá jogos às 22 horas, o que já é um ganho.

Os horários serão provavelmente às 11, 13 e 15 horas, quando muito 16 horas, para pegar a noite começando na Europa.

Não será necessário nem gastar muita energia elétrica. Os jogos serão com luz natural no Brasil.

Então porque toda essa fobia por novas e caras Arenas?

O ideal é se cobrar ingressos mais caros e deixar como está.

Se um estádio tem capacidade para 30, 40 ou 50 mil lugares, está de bom tamanho. Encheu, encheu e acabou. Sem mais discussão.

Mas a Fifa “escraviza” o país sede no seu chamado Caderno de Encargos.

O “Caderninho” é o maior troféu político e de negociação da entidade.

Em cima dele todos tem que conversar.

E a conversa está indo bem rápida.

Ou o São Paulo senta e conversa ou São Paulo, a capital, vai ficar na periferia da Copa do Mundo.

Cá entre nós, não sei se seria tão ruim assim.

  • 169 Comentários

    Adicionar comentário

    O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *