Marin vai assumindo de vez a CBF

Ontem houve a reunião dos “rebeldes” com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin.

Foram pedir a benção ao novo chefe do futebol brasileiro.

Parece filme da máfia quando um novo chefão assume e os representantes das famílias vão beijar-lhe as mãos e tentar tirar uma lasquinha também.

Todos chegam beijando-se na face com um punhal escondido na manga e outro nas mãos dos capangas.

É claro que ninguém entrou armado no suntuoso prédio que hospeda a CBF, no Rio de Janeiro.

É apenas uma figuração como vocês já entenderam, não é?

Mas estavam armados de “boas intenções” os presidentes das Federações do Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Carioca.

Num universo de 27 federações divididas entre 26 estados e mais o Distrito Federal, os cinco acabam representando muito pouco no tocante a votos.

Assim como na ONU, ou na Fifa, todos são iguais na hora do voto. É um por um e só.

O que vale é o peso político e também aí os cinco perdem bastante até porque os clubes não querem brigar com o poder e os grandes do Rio e São Paulo já fecharam com Marin.

A Federação Paulista de Futebol que tanta incomoda os cinco dissidentes por causa de Marco Polo Del Nero que seria “eminência parda” de Marin, também é claro, está fechada com a CBF.

A idéia de uma liga já foi detonada há muito tempo e esses clubes mais a FPF unidos dão muita força política para Marin.

Pode-se dizer que também representam o interesse da TV Globo que trabalha as suas audiências no eixo Rio-São Paulo mais que em qualquer outro lugar do país.

Se essas duas praças estiverem bem atendidas, tudo está bem. São as maiores audiências e onde está também o dinheiro.

Quando chegava a sede da CBF, Noveleto da Federação Gaúcha falou em nome dos “rebeldes” e foi até engraçado.

Disse que iria cobrar maior participação nas diretorias da CBF e investir contra a ingerência paulista na entidade.

Mas quando perguntado sobre um movimento para que sejam convocadas novas eleições na CBF para substituir o renunciante Ricardo Teixeira, respondeu de maneira singela: “Isso já está superado. Ninguém mais fala em novas eleições por aqui”.

Essa ele já engoliu e vai engolir o resto também se for inteligente.

Haverá espaço para todos, mas José Maria Marin, que é político e sabe fazer política, comandado por Del Nero, ou não, já desenhou o seu caminho até 2015 à frente da CBF.

Não se assustem se logo, logo ele consiga o que o ex-presidente Ricardo Teixeira não conseguiu.

Será recebido com tapete vermelho no Palácio do Planalto embora seja um fantasma da época da ditadura tão combatida pela então guerrilheira Dilma Rousseff, hoje presidenta do Brasil.

Como disse o honesto Ronaldo, que aceitou sentar-se ao lado de Teixeira no COL por causa do povo brasileiro, segundo ele, tudo é política.

E fazer política Marin sabe como poucos. Sempre viveu desta maneira e se deu muito bem.

Nisso ele é profissional e os “rebeldes” totalmente amadores.

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