O companheirismo corintiano

Vencer o fraco Deportivo Táchira, da Venezuela, por goleada era expectativa e mais do que isso, quase uma obrigação para o Corinthians ontem à noite, no Pacaembu.

Placar final: Corinthians 6 x 0 Táchira. Tudo normal. O time entra nas oitavas de final da Libertadores como uma das melhores campanhas.

Corinthians mostrou força, mandou no seu terreno, enquadrou o adversário que teve jogador expulso por violência explícita contra Danilo ainda no primeiro tempo e na maior parte do jogo forçou para fazer mais gols.

É assim que um time faz história. Goleando quando pode golear e ganhando quando pode ganhar mesmo que seja por um placar menor.

O Corinthians é um dos favoritos da Libertadores-2012 não porque tenha algum gênio em campo, mas sim porque é um time muito bem montado pelo técnico Tite.

Tite hoje tem o elenco na mão. Mesmo quando joga a equipe reserva nota-se semelhança de posicionamento com a equipe principal.

E salta aos olhos também o companheirismo dos jogadores corintianos. Um se preocupa com outro e não chia também quando não está jogando.

É claro que isso é mais fácil de administrar quando o time está ganhando, mas até chegar aí houve um caminho de muito trabalho mental e físico para mostrar que todos devem puxar a corda para o mesmo lado.

Hoje talvez o Corinthians seja o time que menos tenha picuinha entre os atletas. Você não ouve nenhuma declaração contra o treinador porque não está sendo escalado ou coisa que o valha.

Além disso em campo correm por todos por isso também é um time forte.

Ontem os gols corintianos foram anotados por Danilo, este sempre aparece bem na hora de decidir; Paulinho, que tem uma forte chegada na área adversária; Jorge Henrique e Emerson, dois “encrenqueiros” que irritam muito o adversário; Liedson e Douglas.

Liedson tem feito poucos gols neste ano e não gosta de bater pênalti, mas quando surgiu a chance ontem os demais jogadores pediram para ele bater.

Era uma chance de fazer um gol e diminuir a pressão sobre o companheiro.

Liedson bateu mal, em cima do goleiro, mas pegou o rebote e completou para as redes.

A festa que os demais jogadores fizeram pra ele foi como criança pulando em parque infantil tal era a felicidade pelo amigo. Isso é companheirismo.

Quando surgiu outro pênalti o encarregado foi Douglas. Por que Douglas? Porque ainda não tinha feito gols desde que voltou ao Corinthians e só agora começa a ganhar ritmo de jogo.

Também foi um jeito de dar uma forcinha a um companheiro precisado. Isso é companheirismo.

Equipe quando está assim é difícil de ser batida. Também isso pode explicar porque o Corinthians dificilmente perde e só tomou 16 gols até agora na temporada.

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