Só se passaram quatro anos dos Jogos Olímpicos de Pequim e o legado é um desastre.
Hoje a agência “Reuters” traz informações preocupantes que atingem um país que realizará os dois mais importantes eventos do esporte mundial dentro de pouco tempo.
É bom lembrar que o Brasil está atrasado quanto as obras para a Copa-2014 e Olimpíada-2016.
No Rio de Janeiro ainda há obras atrasadas em relação aos Jogos Panamericanos de 2007 e é claro que jamais serão terminadas.
Já fazem parte do passado e já foram pagas.
As obras de mobilidade urbana, o chamado legado para a população, também não saem do lugar.
O Itaquerão segue o que foi previsto, mas não há nada de novo nas cercânias do estádio num bairro onde falta de TV a cabo a Internet.
E estamos falando de um bairro da cidade de São Paulo, uma das mais importantes metropoles do mundo.
Segundo a “Reuters”, o estádio “Ninho de Pássaro” que custou 480 milhões de dólares (menos do que vai custar o Itaquerão), tem pouco uso.
Recebeu o primeiro rodeio da China, serve para shows e foi palco para um parque temático “maravilha do inverno”.
Raramente recebe jogos de futebol ou competições de atletismo. Já falaram até em demoli-lo diante do custo de manutenção.
Estima-se que do jeito que está vai demorar pelo menos três décadas para que o estádio se pague.
Outra maravilha arquitetônica construída para os Jogos Olímpicos também virou elefante branco, em Pequim.
O maravilhoso “Cubo da Água” também está abandonado e para continuar em pé é subsidiado pelo governo chinês.
A conta do ano passado ficou em dois milhões de dólares só para mantê-lo funcionando.
Há uma imagem impressionante de um campo de beisebol totalmente abandonado.
O citado Itaquerão aqui em São Paulo com certeza será utilizado para muitos jogos, mas há estádios que estão sendo construídos apenas para a Copa do Mundo.
Será um grande desperdício e isso vale também para as Olimpíadas. É muito dinheiro jogado fora apenas para satisfazer caprichos da Fifa e do Comitê Olímpico Internacional.
Se a China, que é uma economia mais forte que o Brasil, está com problemas por sediar uma Olimpíada, como será o nosso futuro?
É só olhar para trás e ver o que aconteceu com Grécia e África do Sul. O legado foi uma dívida enorme que o povo pagou e paga até hoje.
Será que vale a pena?


Luís Carlos Quartarollo está na Jovem Pan desde o dia 3 de Novembro de 1989. Natural de Piracicaba, onde começou carreira em fevereiro de 1972, sempre trabalhou no esporte, principalmente futebol. Gosta mesmo é de futebol. Mas não dispensa um bom livro e bons filmes. Acha a política a coisa mais falsa que existe.
