Eu até brinquei no fim do jogo de ontem com essa frase (confiança barcelônica) enquanto entrevistava alguns jogdores do Corinthians após a vitória sobre a Portuguesa de 
Desportos, 2 x 0, no Pacaembu.
O Corinthians hoje é um time muito confiante. Não se assusta com a pressão do adversário e continua esperando a hora de dar o bote fatal.
O time é bem montado pelo técnico Tite e cada um sabe a sua missão e campo.
Tem um bom elenco à disposição e isto vai fazer muita diferença na temporada.
Só alguma grave indisciplina de Adriano ou alguma “loucura” de outro jogador é que pode colocar tudo a perder.
Por enquanto o elenco está nas mãos do Tite que tem toda a retaguarda da diretoria.
A missão agora é tentar passar toda essa convicção de jogo, essa confiança “barcelônica” para a Libertadores da América.
Ainda nesta competição, o Corinthians parece que definha psicologicamente.
Teve a sorte de começar empatando, ou pelo menos não perdendo para o Deportivo Táchira, que já mostrou a sua fragilidade ao levar 4 do Cruz Azul, no México.
Se Tite conseguir botar na cabeça dos jogadores que independente de competição, o Corinthians tem elenco para ganhar em qualquer campo será um time realmente muito forte.
Tite não gosta de misturar Paulista e Libertadores. Diz que trabalha jogo a jogo.
É uma declaração correta, mas duvido que seja isso que esteja na sua cabeça.
No concerto nacional ele já provou que o Corinthians um time que sabe a força que tem, falta passar isso para uma competição internacional.
Por isso que fiz uma analolgia, guardada as devidas proporções e distância de continente, entre a frieza do Corinthians e a confiança do Barcelona de Guardiola.
Como bem disse o goleiro Júlio César, muito compenetrado e ciente do poderio do seu time, não dá para comparar.
São times diferentes e competições diferentes, mas a situação pode ser levada em consideração.
Quando uma equipe está muito confiante é mais difícil de ser batida. O Corinthians tem sido assim na maioria dos seus jogos.
Liedson continua sem marcar. Já há 7 partidas, mas tem jogado bem e para o time.
O gol voltará a sair mais dias, menos dias. É só ter calma. É a vida do artilheiro.
A Portuguesa reclama um pênalti que teria sido feito por Ralf, um toque de mão na bola, que para mim não foi.
Aconteceu na minha frente e Ralf vira o rosto para a bola não bater contra a face e não faz nenhuma menção de botar a mão na bola. Foi bola na mão e o árbitro acertou.
Mas a bandeira 2, a Maiza, errou ao não invalidar o lance do segundo gol corintiano.
Willian recebeu em impedimento e cruzou para Liedson chutar para Weverton fazer ótima defesa, mas no rebote Ramirez chutou paras as redes vazias.
Isso não invalida a vitória corintiana. O Corinthians foi melhor no primeiro tempo e a Portuguesa teve a bola no segundo, mas não sabia o que fazer com ela.
Não levou nenhum grande perigo a meta de Júlio César. Nem mesmo com as mudanças que Jorginho fez.
Se a Portuguesa não reforçar o seu time cai para a segunda divisão do Brasileiro novamente.
Para jogar o Paulista ainda dá, mas Brasileiro não aguenta, não. O time é fraco demais.


Luís Carlos Quartarollo está na Jovem Pan desde o dia 3 de Novembro de 1989. Natural de Piracicaba, onde começou carreira em fevereiro de 1972, sempre trabalhou no esporte, principalmente futebol. Gosta mesmo é de futebol. Mas não dispensa um bom livro e bons filmes. Acha a política a coisa mais falsa que existe.
