Oscar esteve em reunião com o ministro do Tribunal Superior do Trabalho nesta
segunda-feira.
O ministro que lhe concedeu uma liminar disfarçada de habeas corpus para atuar pelo Internacional, finalmente quer se inteirar do caso e também pretende ouvir outras partes interessadas e a principal envolvida juntamente com o jogador que é o São Paulo.
O Internacional como terceiro interessado também será ouvido.
Candidamente Oscar disse que foi bem tratado no São Paulo e, pasmem, tem boas recordações do clube.
Acreditem, foi isso mesmo o que disse ao juiz da sua causa.
Justo ele que saiu dizendo que foi obrigado a emancipar-se para fazer um contrato que não queria, que foi maltratado, que não lhe davam chance de jogar e muito mais.
Lembram-se que ele reclamava salários atrasados e Fundo de Garantia não depositados?
Ganhou em primeira instância e perdeu em segunda aqui em São Paulo e o processo continua caminhando.
Acusou o Doutor Marco Aurélio Cunha, a época gerente de futebol do tricolor, de ameaçar acabar com a sua carreira.
Mas enfim ele confessou ao ministro que foi tudo por dinheiro.
Não usou essa expressão. Seria forte demais, mas confirmou que saiu por questão salarial, o que é um direito dele, mas bem que podia ter dito desde o começo.
Seria mais fácil compreender embora todos já desconfiassem que o caso era mesmo dinheiro.
E o pior é que o caso continua sendo dinheiro. Oscar tem um contrato assinado com o São Paulo e há uma cláusula rescisória a ser paga segundo o clube paulista.
Cláusula que Oscar não quer pagar, não na sua totalidade e por causa disso tinha que dizer que estava saindo do clube porque não foi bem tratado, que não havia condições de trabalho, só faltou dizer que o perseguiam diuturnamente.
Se o ministro Caputo for fundo no processo que está na justiça do trabalho aqui em São Paulo poderá ficar muito intrigado.
As alegações são muito divergentes daquelas colocadas pessoalmente hoje, em Brasília. Qual será a verdadeira?
Mas sempre o problema foi dinheiro. Dinheiro que algumas pessoas já receberam na transação com o Internacional e que o São Paulo acha que é seu e por isso briga na justiça para reavê-lo ou pelo menos ter o jogador de volta.
Mas agora que o nobre ministro já sabe que o caso é dinheiro talvez fique mais fácil para resolver a situação jurídica. É só alguém pagar alguém.
E cá entre nós. Dinheiro não tem nada a ver com direito de ir e vir.
Este é um conceito novo por aqui.
Em tempo:
O São Paulo entrou hoje com recurso no TST tentando derrubar os efeitos do habeas corpus concedido a Oscar. Julgamento do recurso pode acontecer ainda nesta semana.


Luís Carlos Quartarollo está na Jovem Pan desde o dia 3 de Novembro de 1989. Natural de Piracicaba, onde começou carreira em fevereiro de 1972, sempre trabalhou no esporte, principalmente futebol. Gosta mesmo é de futebol. Mas não dispensa um bom livro e bons filmes. Acha a política a coisa mais falsa que existe.
