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Foi há 18 anos

Dia 1º de maio de 1994, Ímola, Itália, morre Ayrton Senna da Silva, tricampeão mundial de Fórmula Um.

Foi um domingo de manhã para nós brasileiros. Ayrton morreu na nossa sala na transmissão de TV.

Naquela época embora sendo um repórter futeboleiro e amante do futebol, gostava de acordar mais cedo aos domingos para ver a Fórmula Um.

Era uma outra modalidade. Muito diferente da atual. Tinha nomes excepcionais e Ayrton era um deles.

As ultrapassagens eram no braço e na pista. Esse negócio de ganhar com parada no boxe contando com a velocidade dos “borracheiros” na troca dos pneus ou do “frentista” do posto de gasolina não era considerado esporte ainda.

Depois daquele domingo nunca mais parei para ver uma corrida de Fórmula Um. De vez em quando dou uma espiada, mas não tem mais graça nenhuma.

Senna era um super piloto, um esportista genial na sua profissão embora muitos, e eu até concordo, digam que corrida de carro não é esporte.

Como pessoa o conheci pouco. Poucas vezes o entrevistei até pela minha ligação mais com o futebol.

Já ouvi coisas boas e ruins de pessoas que conviveram com ele.

É aquele velho ditado: “Se você tem um ídolo não se aproxime muito, pois ele também tem defeitos humanos e às vezes até “desumanos” e você ficará muito decepcionado”

Mas exatamente naquele dia perdi a hora. Liguei a TV quando o acidente tinha acabado de acontecer.

A transmissão ficou fúnebre. Havia grande preocupação. Um piloto já tinha morrido no sábado e Rubens Barrichelo teve um acidente feio nos treinos de sexta-feira. O clima já estava ruim.

O anúncio oficial da morte de Ayrton Senna só veio no meio da tarde. Nílson César, narrador Jovem Pan, falava direto do Hospital onde já se velava o corpo do piloto.

Eu já estava no Morumbi para o jogo Palmeiras 3 x 2 São Paulo. Houve minuto de silêncio e uma imagem marcante foi a torcida aplaudindo entre choro e lágrimas e César Sampaio, volante do Palmeiras, e Gilmar, zagueiro do São Paulo, ajoelhados no gramado com as mãos estendidas para o céu.

Foi um domingo triste apesar do grande jogo.

A volta de Ayrton para casa também comoveu todo mundo. Desfilou como campeão pelas ruas da cidade reverenciado pela última vez pela sua torcida.

Faz 18 anos. O tempo passou rápido e não vejo mais Fórmula Um, não do jeito que via antes.

Acho que não perdi muita coisa. Não há outro piloto igual a Ayrton Senna.

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  • Sinegaglia

    A transmissão da JP naquele dia tinha: Nilson, Carsughi e Flávio Gomes.

  • Daniel

    O do Rubinho foi em Spa, Quartarollo, mas foi feio mesmo. Corrida é esporte também, bem como tênis, judô, basquete e muitos outros! Não dá pra achar que só futebol o é. Concordo com a história das ultrapassagens nos boxes mas, caso vc goste de F1, esse ano as corridas melhoraram bem; eu não perco uma! Abraço!

    • quartarollo

      Resposta do blogueiro:

      Daniel, em Spa eu não me lembro, mas este do Rubinho foi na sexta-feira, dia 29, no sábado, dia 30 morreu o Ratzenberger e domingo o Senna.

  • Luiz

    Belissima homenagem ao nosso grande ídolo Airton.

    Ele parou a 18 anos atras e com ele outros milhares de brasileiros pararam também de acompanhar a formula 1.

    Nos deixou um grande legado que foi ser patriota, a cada podium pedia a bandeira do Brasil.

  • Eduardo Prado

    deixo aqui um post do meu amigo Chico Ribas que li hoje, 1º de maio, no facebook …fiquei emocionado e queria repartir com vocês …
    UMA HISTÓRIA CHAMADA SENNA

    Hoje faz 18 anos que Ayrton Senna foi correr em outras pistas. E pode até parecer bobagem falar de alguém que eu nem conheci, mas a verdade é que eu lembro de esperar ansioso pelo domingo para assistir a Fórmula 1. Eu assistia as corridas com um brinquedo que eu tinha na época que simulava a direção de um carro. Enquanto ele corria na pista, eu corria na cama de frente pra TV. Apesar de eu ser criança, consigo lembrar de todas as corridas, principalmente a que ele se despediu. Comecei correr de Kart devido a admiração que eu tinha por ele. Ganhei um Kart do meu pai aos 9 anos e comecei a correr. Tenho meu kart até hoje. Tive a oportunidade de conhecer o mecânico João Melado que trabalhou com Senna por um período, e ainda ganhei do João um quadro do Ayrton. Lembro também da TAS – Torcida Ayrton Senna, que foi uma exposição organizada pelos meus pais em Avaré com muitos dos pertences de Ayrton. Na época, meus pais conseguiram o contato da família do Ayrton para pedir autorização e para pedir os tais pertences. Foi algo inesquecível. E eu sempre atento aos videos, as entrevistas, aos macacões e capacetes que foram usados por ele. Pra mim o Ayrton foi o grande herói brasileiro e não o Pelé. Nada contra o Pelé, mas não sou ligado ao futebol como sou ao automobilismo. Ayrton tinha uma força, uma humildade e uma humanidade muito linda. Acho que por isso ele cativou o mundo. Acho que por isso ele me cativou quando eu ainda era uma criança. Ayrton carregava o Brasil na veia, no coração. E infelizmente foi embora muito cedo. E eu chorei muito com sua morte. Quando Senna morreu eu tinha 7 anos. A primeira vez que eu fui a um cemitério foi no Morumbi, para “ver” Ayrton.
    Nunca mais um domingo foi o mesmo. Nunca mais a Fórmula 1 foi a mesma. Nunca mais o Brasil foi o mesmo. Ficamos mais tristes sem Senna.
    E hoje, 18 anos após sua morte, eu ainda ouço o Milton Nascimento cantando Canção da América e me vem a imagem de Ayrton. Era uma das músicas que ele mais gostava.

  • Milton

    Esse corinthiano tinha passaporte. Era um campeão de verdade, mas, para compensar, do outro lado tinha o Rubinho, corinthiano tartaruga, pilotando nada menos que uma Ferrari.
    Agora temos o são-paulino Massa, que depois da mola na cabeça nunca mais foi o mesmo piloto. Dizem alguns que mesmo antes da mola já não era grande coisa.
    Uma pena, mas hj em dia não temos mais pilotos de primeira linha como era o Ayrton Senna.