Quando terminou o primeiro tempo de Brasil e Holanda eu postei aqui no Blog:
Para Cruyff nenhum botar defeito. Por enquanto
Por enquanto vai dando Brasil que está jogando um bom futebol e venceu por 1 x 0. É só o primeiro tempo.
Teve até alguma magia para Cruyff, que segundo Dunga não paga ingresso porque ganha da Fifa, se divertir.
Robinho fez um ótimo primeiro tempo e o gol brasileiro num passe magistral a la Gerson, diria Cruyff, de quem mesmo? Dele, Melo para ele ou Felipe Melo para nós brasileiros.
Robinho tinha feito um gol bem anulado em jogada anterior quando Michel Bastos recebeu em impedimento pela esquerda.
Robinho fez uma grande jogada pela esquerda após o gol e Kaká quase fez um gol lindo. Grande defesa do goleiro holandês.
Pela direita também Daniel Alves fez grande jogada que sobrou para Juan. O zagueiro bateu muito em baixo da bola e perdeu o segundo gol.
A Holanda pouco criou no primeiro tempo. Robben foi bem marcado por Michel Bastos, que no entanto, já tem amarelo injusto, pelo menos para mim.
Foi uma falta de jogo e o árbitro japonês Nishimura deu o cartão.
Para mim também houve um pênalti de Jong em Kaká. O árbitro deu apenas escanteio.
O time de Dunga joga bem ao seu estilo. Volta para marcar atrás da linha da bola e sai em rápido contra-ataque.
A Holanda não conseguiu fugir da pressão brasileira quando tinha o controle da bola.
Houve uma jogada sintomática no fim desse primeiro tempo quando Robinho errou no ataque e Robben pegou a bola livre.
Imediatamente quatro brasileiros fecharam em cima dele e recuperarem a bola.
Parecia a Holanda de 74 com a marcação sobre a bola e o adversário ao mesmo tempo.
Vamos ao segundo tempo. Se o Brasil mantiver essa postura garante a classificação para as semifinais
Julio Cesar, Juan e Felipe Melo dão a virada para a Holanda
Ainda bem que coloquei a frase por enquanto, hem?
Ainda bem que disse que se o Brasil mantivesse a postura garantia a classificação.
Foi mesmo por enquanto. Só o valeu o primeiro tempo para o Brasil.
O Brasil voltou inseguro para a segunda etapa e as falhas começaram a acontecer.
Falhas são normais num jogo, mas quando as falhas são cometidas pelos chamados jogadores de segurança não há esquema que segure a onda.
Julio César deu o empate para a Holanda.
Bola alçada para área pela direita pelo meia Sneijder e o melhor goleiro do Mundo sai mal, mas muito mal e a bola entra depois de tocar em Felipe Melo.
Duas ironias. Melo tinha sido um dos melhores do primeiro tempo e ainda ficou com a conta de gol contra segundo a Fifa, quando na verdade foi tirado da jogada pelo seu próprio goleiro.
Julio Cesar saiu como vaca brava e fez uma “falta” no volante brasileiro.
Parecia premonição. Ele não devia estar na jogada e daí a pouco saiu do jogo mesmo.
Fez falta em Robben e pisou na bunda do holandês. O árbitro japonês não teve dúvidas e o expulsou.
Tragédia anunciada. Felipe Melo que fez passe de Gerson no primeiro tempo voltou a ser um jogador violento no segundo. Nem Dunga vai perdoa-lo.
A vez de Juan
O empate já abalou o Brasil e Juan bobeou feio.
Jogada simples para cobertura, era só tocar pela linha de lado e dar o arremesso lateral para o ataque holandês, mas preferiu dar escanteio de graça para o adversário.
Robben bate, desvio de Kuyt no primeiro pau e Sneijder de cabeça, que não é muito sua jogada característica, desempatou e classificou a Holanda para as semifinais.
Chegou com pagode e saiu com choro
Essa foi a imagem do Brasil, que chegou festivo ao estádio com muito pagode no ônibus da delegação.
Chegou com pagode e saiu com choro. Ainda se fosse um chorinho do Pixinguinha, mas não é.
É choro convulsivo de toda uma nação.
Perder um jogo que poderia ter ganho e bem, deve doer mais do que uma derrota jogando muito mal.
A Holanda não é melhor que o Brasil, mas o Brasil se perdeu todo no segundo tempo e deu um grande espaço para os holandeses no segundo tempo.
Com a expulsão de Felipe Melo ficou ainda mais difícil a recuperação.
Dunga tirou Michel Bastos que já tinha amarelo e começava a fazer muitas faltas em Robben e botou o veterano Gilberto na função.
Já era tarde demais. A Holanda dominava o meio-campo e tinha os melhores ataques.
Foi mesmo para Cruyff nenhum botar defeito. Ele deve ter gostado do bom primeiro tempo do Brasil e muito mais do segundo tempo da sua Holanda.
Foi do jeito que os europeus adoram. Querem o Brasil tentando jogar e eles sempre ganhando.


Luís Carlos Quartarollo está na Jovem Pan desde o dia 3 de Novembro de 1989. Natural de Piracicaba, onde começou carreira em fevereiro de 1972, sempre trabalhou no esporte, principalmente futebol. Gosta mesmo é de futebol. Mas não dispensa um bom livro e bons filmes. Acha a política a coisa mais falsa que existe.
