Jogo difícil para o Santos. Vitória magra no tempo normal de apenas 1 x 0 devolvendo o placar de Buenos Aires provocou os pênaltis e muita emoção para a sua torcida.
No primeiro tempo o Santos teve poucas chances. Neymar mais uma vez ficou preso na marcação de Peruzzi, um garoto de apenas 19 anos que se torna, este sim e não Pires do São Paulo, o melhor marcador do onze santista até aqui.
Mesmo assim quando escapa Neymar é um tormento e escapou para cima do goleiro Barovero aos 41 do primeiro tempo, sofreu falta quando ia para o gol e causou a expulsão do camisa 1 do Vélez.
No segundo tempo o Santos voltou forçando e quase viu o bom jogador Fernandez fazer um gol do meio-campo ao observar Rafael adiantado. O goleiro percebeu a tempo, deu passos para trás e tocou a bola para escanteio. Foi um lindo lance do jogo.
O Santos criou mais e Neymar se mexeu por todo o ataque procurando confundir a marcação adversária de Sebá Dominguez, que fez grande partida, e seus companheiros.
Alan Kardec perdeu um gol incrível e fez um que valeu numa jogada iniciada pelo veterano Léo (foto) tocando em Ganso e recebendo de volta. Na dividida a bola sobrou para o atacante abrir a contagem e encaminhar o jogo para os pênaltis.
Isso aconteceu aos 33 minutos do segundo tempo e Léo tinha entrado um pouco antes no lugar do pouco efetivo Juan.
De novo o Vélez conseguiu cortar a relação Juan e Neymar e as jogadas não saiam pela esquerda santista como de costume. Foi uma marcação inteligente do técnico Gareca.
Léo com seus 37 anos e muitas glórias pelo Santos incendiou o jogo pelo lado esquerdo e deu mais opções. Parecia um garoto.
Até Ganso, que pouco fez o jogo todo, se soltou mais com a presença do veterano.
Pouco antes do gol santista achei que houve pênalti não marcado pelo árbitro Roberto Silvera para o Santos.
Renteria foi tocado por trás dentro da área pelo zagueiro Ortiz. Isso para mim é falta, mas o árbitro entendeu como choque normal do futebol. Choque por trás?
Na cobrança de pênaltis o Santos converteu quatro e o Vélez perdeu dois. Neymar nem precisou bater o quinto pênalti que a fatura já tinha sido liquidada por Léo, o quarto cobrador.
Léo acabou sendo um jogador decisivo desde o momento que entrou em campo até o último pênalti batido.
Como disse uma vez o ótimo jogador do Boca Juniors, Juan Roman Riquelme: “Experiência não se improvisa”
Antes dele converteram Alan Kardec, Ganso e Elano, que se redimiu também daquela cobrança na Copa América quando o Brasil foi eliminado da competição e Mano o eliminou da Seleção Brasileira também.
Rafael defendeu bem um pênalti cobrado pelo lateral-esquerdo Papa e também foi muito
importante.
Ele irritou e confundiu os cobradores argentinos ao ficar correndo em cima da linha na hora da cobrança. Isso dificultava o cobrador a escolher o canto.
Por incrível que pareça foi Sebá quem bateu melhor para os argentinos. O bom Martinez também converteu o seu com categoria.
Canteros que entrou aos 45 do segundo tempo só para bater um pênalti acabou chutando alto, longe do gol e foi o pior batedor da noite.
O Santos passou às semifinais da Libertadores e agora vai enfrentar o Corinthians em dois jogos. Só um vai à final. Serão dois grandes encontros.
O Santos precisa jogar mais do que jogou e o Corinthians que é um time bem montado e que marca bem os adversários já deve ter observado como Neymar foi marcado nos dois jogos contra o Vélez.
Duvido que Tite já não esteja pensando no assunto neste momento. Muricy Ramalho também deve ter observado as dificuldades que o Corinthians teve contra o Vasco para explorá-las nos dois jogos.
Será o melhor ataque da Libertadores contra a melhor defesa. Haja coração.
O Corinthians sonha com a primeira final da sua vida. O Santos sonha com o seu quarto título.
Que ganhe o melhor e que sejam dois grandes jogos. Ingredientes é que não faltarão.


Luís Carlos Quartarollo está na Jovem Pan desde o dia 3 de Novembro de 1989. Natural de Piracicaba, onde começou carreira em fevereiro de 1972, sempre trabalhou no esporte, principalmente futebol. Gosta mesmo é de futebol. Mas não dispensa um bom livro e bons filmes. Acha a política a coisa mais falsa que existe.
