Navegação de Posts

Não se faz um país olímpico do dia para a noite e nem com os bilhões de última hora

Governo diz que investiu dois bilhões de reais para o Brasil conquistar o maior número de medalhas da sua história em Jogos Olímpicos.

Até o momento que escrevo este texto são apenas seis e já se foi uma semana de Jogos Olímpicos.

Será que vamos superar as 15 medalhas conquistadas em Seul? Falou-se em 20 medalhas pelo menos não importando o quilate. Pode ser ouro, prata e bronze. A gente aceita.

Só porque vamos ter uma Olimpíada em 2016 no nosso país não significa que o Brasil já está entre os grandes neste quesito.

Nenhum país se transforma em potência olímpica do dia para a noite e nem a custa de muito dinheiro de última hora.

Isso só acontece com muito trabalho e longo prazo. Em várias modalidades o Brasil até que está com um terço do caminho, mas na maioria ainda está no berço.

Só vai para passear e para levar dirigente que quer conhecer um novo país. Tem sido assim através das várias décadas passadas e continua assim.

É preciso começar lá de baixo. Transformar o esporte em currículo escolar.

Meio turno de ensino, meio turno de esporte. É formação do homem e do esportista ao mesmo tempo.

Se o esportista não vingar pelo menos o homem estará bem formado até porque ninguém precisa de um país só de esportistas. Precisa mesmo é um país de homens com educação.

Isso tem que ser feito em todas as escolas. Mas para iniciar é preciso pagar e exigir mais dos professores. É preciso ter centro de excelências esportivas e de pesquisa.

O país tem pouco disso. Ao invés de se preocupar em educar a todos de uma forma homogênea fica se preocupando com cotas raciais quando na verdade deveria dar escola de nível para todas as cores.

O Brasil não tem campeonatos universitários e esses deveriam ser patrocinados pelo governo assim como os certames juvenis no futebol devem ser patrocinados pelas Federações e pela CBF não custando nada para os clubes.

É assim que se forma atletas e os times do amanhã. Há muito mais a ser discutido, mas daí é preciso um simpósio de anos e anos a fio.

Querem medalhas, mas não fazem nada para dar chance a vários atletas que tem potencial para desenvolver e que depois por falta de estrutura ficam nas sombras dos grandes atletas de outros países.

Está na hora de uma reformulação completa. A começar pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) onde o senhor Carlos Arthur Nuzman se encastelou e não larga o osso de jeito nenhum.

Quando se sabe que é um cargo sem remuneração é ainda mais assustador que uma pessoa queira ficar tanto tempo por lá. Por que será?

Bom, só nessas Olimpíadas a conta passa dos bilhões. É bom que ela seja bem contada e bem explicada. As medalhas serão poucas, mas os bilhões são muitos.

Em tempo:

Aliás, o símbolo olímpico de 2016 tem o formato de uma chupeta de bebê (ou estou exagerando?). Dê bem uma olhada de novo: 

Muita gente vai mamar até lá. O duro é que já tem gente que está grudada na chupeta desde o século passado, já passou da hora de desmamar e continua sugando. Mas que mamilo bom, não?

Publicidade
Publicidade
Publicidade
  • http://www.facebook.com/aldimir.orsi Aldimir Orsi

    Sou professor de Educação física e nunca tive material necessário para fazer trabalho um mais ou menos porqueos nosso governantes só pensam em educação nas vesperas das eleições

  • rita

    Num pais onde o esporte predileto e mamar nas tetas do governo e nao trabalhar pra ganhar sustento do mesmo eh o esporte favorito o que vcs queriam? Alguem se esforcando? pensando no futuro? ou amando sua patria? faz me rir!!!!!!!! Quem esta nao sai e muitos querem entrar! Depois dizem que Democracia faz bem!!!!!! Faz, para paizes onde as pessoas trabalham e amam seu pais acima de tudo, aqui……….

    • quartarollo

      Resposta do blogueiro:

      Pelo amor de Deus, Rita, não misture as coisas. Nós só estamos falando isso aqui porque estamos numa democracia. O Brasil já foi ditadura e nem por isso se tornou um país olímpico. O que campeia é mesmo a impunidade e isso acontece em qualquer sistema. A diferença é que na Democracia você fica sabendo.

  • Paulo

    Já tive a oportunidade de comentar em outro blog que 2 bilhões é dinheiro em demasia. Certamente não foi bem aplicado, a julgar pelos resultados obtidos. Como foi? Como deveria ser? Confesso que não sei exatamente, mas essa montanha de dinheiro mal investido exige explicações. Algo está muito errado no esporte brasileiro, embora, e isso é que pega, não só no esporte, que nem é exceção, é regra. Só mais um capítulo do desperdício de dinheiro público no Brasil. Só mais um atestado do nosso incipiente estágio civilizacional. Belo post, e que fique o recado: depois de Ricardo Teixeira, é preciso mexer com outros esqueletos no armário.

  • http://www.facebook.com/laerte.campos Laerte Campos

    Autossofrimento ou autossabotagem é lucro dos neuróticos. Psicólogos descrevem ganho aparente dos que fracassam no esporte, amor, estudo e trabalho. Uma das mais paradoxais condutas humanas, a tendência de sabotar o próprio sucesso ou insucesso. Esses hábitos de autossabotagem ou autossofrimento indicam uma grave perturbação emocional. Uma pesquisa recente focalizou o aparente ganho psicológico que algumas pessoas têm, quando podem ter certeza de que fracassarão ou se sentem fragilizados diante da competitividade: nas entrevistas, no esporte, no trabalho, no estudo, no relacionamento com outros e em grupos. Esse intricado jogo está presente na vida profissional ou cotidiana de pessoas, haja vista as constantes fraquezas no momento das entrevistas, provocando deliberadamente o seu fracasso. Até para justificar a si mesmo, a sua própria consciência: É o caso presente da atleta brasileira, Fabiana Murer, recordista mundial de “salto com vara”, que na Olimpíada dantes realizada na China fez a mesma coisa dizendo que sumiram ou trocaram a sua vara de salto, agora se justificou dizendo: “Infelizmente não consegui fazer uma boa competição ontem na qualificação das Olimpíadas. O vento estava muito inconstante dentro da pista e alguma vez ajudava e alguma vez atrapalhava na hora de saltar. Eu não consegui adaptar o salto e vara para poder saltar mais alto. Fiz o melhor que pude, mas prova técnica é muito difícil. Procuro sempre mostrar a todos a realidade do que acontece comigo em uma competição e respeito e sempre respeitei todas as atletas que competem comigo nunca menosprezando ninguém. Treino sempre pensando em evoluir e me preocupando com o meu desempenho, pois só assim posso estar me superando, e esse ano não foi diferente. Agradeço o carinho de todos e vou seguir em frente,” dizia a nota, na íntegra.
    Fabiana era uma das maiores chances de medalhas do atletismo brasileiro e não conseguiu passar das eliminatórias do salto com vara nos Jogos, no sábado, 4, no estádio olímpico de Stratford, ficando fora da final.
    Depois de errar duas vezes o salto de 4,55 m (o mínimo para se classificar era de 4,60 m), foi para a terceira tentativa. No entanto, parou no meio do caminho e foi advertida com a bandeira amarela. Devido ao vento forte, Murer precisou esperar para realizar a próxima tentativa e, depois de iniciar a corrida, parou mais uma vez e foi desclassificada”.

    • quartarollo

      Resposta do blogueiro:

      Falou Freud