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O que fazer com Luís Fabiano?

fabianoCentro-avante de estilo, chuta bem com os dois pés, bom tecnicamente, tem habilidade com a bola nos pés, um grande artilheiro, mas a cabeça atrapalha muito a sequência de jogos.

Não controla os nervos e por isso é pressionado pelos adversários e os árbitros já o conhecem bem.

Assim é Luís Fabiano, atacante do São Paulo, que mais uma vez arranjou confusão.

Embora perdoado pela diretoria, companheiros e pelo técnico Ney Franco, provocou mais uma vez uma expulsão boba ao indagar o árbitro Wilmar Roldan, da Colômbia, após o empate de 1 x 1 com o Arsenal, de Sarandí, Argentina, ontem à noite no Pacaembu.

Extrapolou. Conseguiu ser expulso depois do jogo quando não tinha mais jeito de mudar nada.

Os jogadores disseram que o árbitro o ameaçou de expulsão o tempo todo.

Se isso for verdade, mais um motivo para não conversar com o dito cujo no fim da partida para falar bobagem como acréscimos faltantes ou um pênalti que para muitos, inclusive para mim, jamais aconteceu.

Muitos disseram que ele é perseguido e que não é a primeira vez que árbitros o ameaçam de expulsão e alguns cumprem a ameaça.

O que pode ser dito como ameaça também pode ser um aviso por exemplo ao capitão do time Rogério Ceni: “Olhe, avisa seu camisa 9 que ele está enchendo o saco, eu vou expulsa-lo”

Esse tipo de conversa tem em todos os jogos, mas quando o atleta é expulso a primeira coisa que ele diz é que foi ameaçado, na verdade foi avisado que estava extrapolando.

O São Paulo agora terá que recuperar os pontos perdidos em dois jogos fora de casa contra o Arsenal, quinta-feira que vem, e depois na altitude de La Paz contra o Strongest.

Última rodada do grupo será contra o Atlético Mineiro, no Morumbi, outro jogo difícil.

Ontem no Pacaembu o erro do árbitro foi dar um pênalti inexistente para o Arsenal empatar o jogo no comecinho do segundo tempo.

O São Paulo desandou a partir daí e mostrou muita imaturidade, mas merecia ter vencido.

Foi o time que mais procurou o gol. Meteu quatro bolas na trave, uma delas acabou entrando depois de belo chute de Jadson, de novo o melhor do time deixando Paulo Henrique Ganso na poeira.

Mas não foi o suficiente. O Arsenal teve chance grande de abrir o marcador no primeiro tempo e melhorou no segundo quando Ney Franco trocou Fabrício por Ganso e abriu demais o time.

Depois teve que corrigir o seu próprio erro trocando Aloísio pelo volante Maicon. Já poderia ter tirado Aloísio quando colocou Ganso e não precisaria gastar duas alterações para mexer no mesmo lugar.

Outra coisa. Por que toda vez o primeiro a entrar é Ganso se ele não consegue fazer o time andar em campo?

Quem sabe nos próximos jogos Cañete que ontem só jogou seis minutos possa entrar antes de Ganso e mostrar que pode ajudar mais o time.

Não é porque deu certo uma vez contra o Strongest que vai dar certo sempre.

E o tempo tem mostrado que está demorando demais para Ganso entrar na sua melhor forma.

Dá impressão que alguém fica forçando para colocar em campo a qualquer custo uma contratação milionária que até agora tem tido um futebol bem pobre.

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