As manchetes se envelheceram enquanto se discutiam os fatos, mas todos já sabiam o resultado de antemão.
Vila Belmiro é local do primeiro jogo das semifinais da Libertadores entre Santos e Corinthians.
Já se sabia. O Santos queria jogar mesmo em seu estádio e o Corinthians manda o jogo da volta no Pacaembu. Nenhuma grande novidade.
Quem tem vantagem? Ninguém. Ambos jogam em suas casas lotadas e que vença o melhor.
Oscar
Houve acordo entre as partes e Oscar indenizará o São Paulo de onde fugiu sem cumprir
contrato em 2009.
O tricolor receberá o total de 15 milhões de reais e o processo será encerrado na Justiça do Trabalho.
Foi um bom acordo e pelo menos manteve-se a validade do contrato.
Agora Oscar não precisará mais mentir e dizer que foi tão maltratado no Morumbi a ponto de fugir pelas portas do fundo como menino mal-educado.
Pode jogar tranquilamente no Internacional, de Porto Alegre, clube pelo qual sempre quis jogar.
O Colorado gaúcho que sempre jurou nada ter a ver com o processo de Oscar contra o São Paulo, no entanto, pagará 30% da multa.
O São Paulo não precisará mais esperar decisão da nossa morosa e às vezes tão injusta justiça até porque justiça tardia também é injustiça.
Mas não é culpa apenas dos julgadores. O problema é que o Brasil precisaria ter pelo menos dez vezes mais juízes para conseguir levar tudo a bom termo.
Não tem e sobrecarrega aqueles que têm boa vontade de fazer as coisas certas.
Tudo fica emperrado e a favor dos que não estão nem aí para nada. Mas isso é assunto para um Blog jurídico.
Valeu o contrato e valeu a briga do São Paulo pelo dinheiro que tinha direito a receber.
Os demais clubes deviam ficar aliviados com a decisão pois pagando a rescisão Oscar também admite que estava em dívida e que não podia quebrar o contrato quando e como bem entendesse.
Foi uma vitória da justiça. Acho que foi melhor para todos os lados e acaba logo com essa discussão que podia se arrastar ainda por um bom tempo.


Luís Carlos Quartarollo está na Jovem Pan desde o dia 3 de Novembro de 1989. Natural de Piracicaba, onde começou carreira em fevereiro de 1972, sempre trabalhou no esporte, principalmente futebol. Gosta mesmo é de futebol. Mas não dispensa um bom livro e bons filmes. Acha a política a coisa mais falsa que existe.
