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O fim do smartphone

Não estou investindo em previsões apocalípticas. Longe disso. Estou apenas propondo uma reflexão sobre o comportamento das fabricantes e dos consumidores. Tentemos, então, viajar juntos em direção a um futuro não muito distante:

A Apple apresentou nos últimos dias a nova geração dos iPhones. Entre os muitos lançamentos estava também o novo Apple Watch, que foi emancipado pela companhia e agora não depende mais do celular para que possa ser usado, por exemplo, para fazer ligações. Pode parecer um pequeno passo, mas na verdade é um salto gigante em direção a um mundo “hands free”.

Do outro lado, estamos assistindo ao nascimento – e ao amadurecimento – dos assistentes virtuais. Google Now, Siri, Cortana, Alexa, Bixby, etc… Aprendemos com facilidade cada vez maior que podemos acionar um dispositivo e solicitar que realize tarefas apenas com o uso da voz. Falamos com a “moça do GPS” com a mesma desenvoltura com que pedimos orientação ao taxista ou ao frentista (ou para quem surgir pelo caminho, caso você esteja MUITO perdido. Acontece.).

Estamos nos habituando de forma inconsciente a termos dispositivos conectados à internet pensando junto de nós (se estiver pensando por você, cuidado!) o tempo todo. Pesquisas mostram que essa será uma realidade cada vez mais evidente daqui para a frente. Sua geladeira conversará com o seu relógio, que estará conectado ao sistema de som da sua casa, que influenciará na intensidade e na cor da iluminação do ambiente, que ligará ou desligará a partir do registro da sua presença em casa, que será marcado pelo GPS embarcado no seu anel. Tudo isso conectado por meio de uma central online, na nuvem, que poderá ser acessada pelo tablet jogado na mesa de centro da sua sala.

Para muitos de nós, talvez, pensar em um mundo no qual o smartphone não é o protagonista da festa seja inconcebível. Mas esse momento pode estar chegando. O smartphone é a nossa central de comando, a partir dele operamos as aplicações que dão poder a todos nós, seja pessoal ou profissionalmente. Mas e se em vez de tocar numa tela para acionar um aplicativo pudéssemos fazer isso com a voz, ativando a função a partir do botão de uma simples e elegante camisa?

A Internet das Coisas, esse conceito tão amplo quanto o mapa da Rússia, está sendo aplicado em nosso dia a dia e muitos de nós nem percebemos. Mas quando efetivamente começarmos a vestir os computadores e a interagir como se fossem uma extensão do nosso corpo, muita coisa mudará. Essa relação quase umbilical que estabelecemos com nossos smartphones desde que o Iphone (eu sei que não é o primeiro telefone inteligente) foi lançado começará a ser desfeita, pouco a pouco.

Ainda é cedo para dizer. Ainda não estamos prontos e talvez as fabricantes também não tenham encontrado a melhor forma de nos inserir nesse universo, que por enquanto é coisa de filme. Mas será que você estaria pronto para renunciar ao seu smartphone e assumir, com corpo e mente, o controle do mundo conectado ao seu redor?

Se estiver, diga “Ok, Google!”

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