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Tite coloca Copa América como obrigação. Não deveria ser

Tite coloca Copa América como obrigação. Não deveria ser

Em entrevista ao programa Redação SporTV, Tite foi perguntado sobre a obrigação de vencer a Copa América no ano que vem. O treinador assumiu que precisa de um bom resultado para permanecer firme no cargo de treinador do Brasil:

“Tem que ganhar. A Seleção Brasileira ela te exige. Não sou nenhum puritano para não saber que eu preciso de desempenho e resultado. Antes desempenho, porque eu sempre vou ficar atento a ele. Por que? Porque eu tenho um pouco de inteligência de saber que bom desempenho aumenta a possibilidade de vencer.”

Particularmente, acho uma grande besteira a obrigação de vencer esse tipo de torneio. Sei que a cobrança existe, mas não concordo. Quem sai às ruas para comemorar um título de Copa América? Quantos brasileiros sabem quantas vezes a Seleção conquistou a competição? Quantos jogos marcantes temos na nossa memória?

A Copa América é um torneio de credibilidade e qualidade contestáveis. Mais do que isso, é um torneio que virou carne de pescoço. Uma competição que era para ser disputada a cada quatro anos, em 2020, terá sido disputada quatro vezes nos últimos cinco anos – contando a edição “Centenário” e a edição que vai adequar o torneio aos anos pares.

No mundo ideal, a conquista da Copa América, por todas as circunstâncias colocadas, deveria contar muito pouco para a permanência ou não de um treinador. Por outro lado, a competição poderia ser utilizada, por exemplo, para testar jogadores mais jovens que dois anos mais tarde teriam chances de serem utilizados ativamente por Tite.

O cenário porém deve ser outro. Atletas que notoriamente não serão convocados para o Mundial do Catar devem ter espaço no ano que vem, e talvez na edição de 2020, pois o treinador da Seleção sabe que um resultado ruim pode custar caro.


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