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Carille no São Paulo não faria o menor sentido

Carille no São Paulo não faria o menor sentido

Após a demissão de Diego Aguirre, vários nomes começaram a ser especulados no São Paulo. Entre eles, o de Fábio Carille, que atualmente está no Al Wehda, da Arábia Saudita.

Sem entrar no mérito se há ou não interesse, até porque não tenho informação sobre isso, na minha opinião, seria um casamento que não faria o menor sentido – ao menos nesse momento.

Primeiro que Carille tem um modelo de jogo que historicamente não se enquadra na forma que o São Paulo sempre gostou. “Ah, mas com Aguirre nem modelo de jogo tinha”. Pode ser. Mas não acredito que a torcida Tricolor teria disposição e paciência para a implantação de um estilo de jogo como esse.

Segundo, o treinador deixou o Corinthians pois não via em Andres Sanchez um suporte tão grande quanto o que tinha na época do Roberto de Andrade. E não imagino que a palavra do Leco o animaria tanto assim. Claro, são só suposições.

Além disso, Carille sempre se mostrou um cara determinado a cumprir ciclos e metas. Teve paciência no Corinthians para se preparar como auxiliar por muitos anos e esperou a hora certa. Não se precipitou.

Quando foi efetivado, não foi diferente. Mostrou a capacidade que tinha, mas sempre de forma pragmático e consciente. Não me parece que ele tenha um perfil muito aventureiro.

Quando foi para o Oriente Médio, Carille reforçou em várias declarações que, apesar de outros aspectos terem pesado bastante, ele pensava, sim, em fazer um bom trabalho na Arábia Saudita. E vem conseguindo.

Mesmo com duas derrotas nos últimos dois jogos, sua equipe, o Al Wheda, conseguiu ótima sequência de invencibilidade e está entre os primeiros colocados do campeonato local, atrás apenas de times de mais tradição no país, como Al Hilal, Al Nasr e Al Ahli.

Claro que no futebol tudo é possível. Eu não ficaria surpreso se amanhã o São Paulo anunciasse o Carille, como eu não ficaria surpreso se anunciasse Luxemburgo, Abel, Mano, Cuca, Dunga ou qualquer outro treinador brasileiro com exceção do Tite.

Mas observando um pouco do Carille, da época do Corinthians, e conhecendo um pouco o histórico recente do São Paulo em relação a técnicos, acho que – nesse momento – seria um casamento que não daria muita liga.


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