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A estupidez não é privilégio sul-americano. Pelo contrário

A estupidez não é privilégio sul-americano. Pelo contrário

Recentemente vimos na Argentina um dos episódios mais lamentáveis da história do futebol. Sem dúvida, a final da Libertadores vai ficar marcada mais pelo apedrejamento ao ônibus do Boca do que pela partida dentro de campo.

Foi lamentável, foi varzeano, foi vergonhoso, foi ridículo, foi tudo isso e muito mais. Ainda assim, não concordo com algumas análises que explicam esse tipo de situação pura e simplesmente pela característica do argentino ou do sul-americano.

A estupidez não tem fronteiras. Não é latina, não é europeia, não é asiática, não é africana, não é oceânica. A estupidez é universal.

Na partida entre AEK e Ajax, pela Liga dos Campeões, que aconteceu na Grécia, entre outros incidentes, torcedores do time da casa atiraram um coquetel molotov na torcida visitante.

Se a gente continuar na Europa, ao longo da história, lembraremos de inúmeros episódios de barbárie envolvendo os hooligans.

Saindo um pouco da violência física, podemos falar dos lamentáveis casos de racismo ao redor do mundo.

Culpar atitudes estupidas por esteriótipos é um equívoco.

Um país é mais ou menos violento por questões antropológicas super complexas, como desigualdade social, subdesenvolvimento econômico devido a opressão histórica etc; e não pela deficiência intrínseca de um povo específico.

Qualquer civilização, ou país, já cometeu atrocidades e provavelmente ainda vai cometer. A estupidez não é particular de um grupo seleto, pelo contrário. Ela está na essência do ser humano. Só precisa ser estimulada da maneira correta.


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