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No Brasil, técnico ganha jogo, sim. E como ganha

No Brasil, técnico ganha jogo, sim. E como ganha

A gente costuma ouvir umas máximas no futebol e passá-las para frente. Muitas vezes, sem pensar se elas fazem sentido ou não. Por aqui é comum as pessoas dizerem “técnico não ganha jogo”, o que discordo totalmente.

Voltando um pouco no tempo, vimos o Corinthians em 2017, com praticamente o mesmo elenco de 2016 que tinha ido muito mal com Oswaldo de Oliveira e Cristóvão Borges. Carille conseguiu o improvável e foi campeão Brasileiro e Paulista. Os méritos maiores foram dele, todos sabem disso.

No ano passado, o belo elenco montado pelo Palmeiras passava por dificuldades e contestações. Roger tentou, mas não convenceu. Com a chegada de Felipão, os mesmos atletas cresceram de rendimento e conquistaram o Campeonato Nacional.

Dentro desses exemplos, podemos quem sabe daqui a alguns meses colocar Sampaoli. Após a vitória do Santos no clássico, com extrema propriedade, o argentino virou uma espécie de ‘sensação’. Futebol ofensivo, com posse de bola e controle do jogo.

Mais do que isso, jogadores que até poucos meses eram criticados pela torcida, começam a ganhar protagonismo, como é o caso de Jean Mota; e atletas que queriam deixar o Santos a qualquer custo, como Derlis Gonzales, estão mostrando seu valor.

Claro que é cedo e temos que tomar cuidado para evitar precipitações. Mas não há dúvida que o que Sampaoli fez até agora tem seu valor. Em apenas quatro jogos, em meio a uma grande crise financeira, e com um elenco limitado, ele já enfrentou Corinthians e São Paulo e foi superior nas duas partidas.

No Brasil, até mais do que em outros lugares, o treinador ganhou um peso enorme. Eles, sim, ganham jogo, e como ganham.


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