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Forte na Arena, Corinthians ainda busca modelo de jogo como visitante

Forte na Arena, Corinthians ainda busca modelo de jogo como visitante

Jogo propositivo na maior parte do tempo, marcação alta em muitos momentos, triangulações pelo lado direito, passes curtos, válvula de escape com Clayson do lado esquerdo, infiltrações dos volantes, aproximação dos meias. Não é difícil enxergar um modelo nos jogos do Corinthians na Arena em Itaquera.

Por outro lado, a equipe comandada por Carille ainda não conseguiu mostrar um padrão nas partidas longe de casa. Claro que é natural que a forma de atuar seja diferente, mas, ao menos por enquanto, não é factível identificar o que o Corinthians busca como visitante.

Até é possível encontrar alguns bons momentos do time fora da Arena, como a vitória diante do Ceará na Copa do Brasil, ou a partida contra o Racing pela Copa Sul-America. Mas elas são exceções.

O Corinthians de modo geral se mostra retraído em excesso quando atua como visitante. A equipe não consegue trocar muitos passes, não tem transição entre defesa e ataque, chega com poucos jogadores ao campo ofensivo, não faz triangulações e se apoia demais nas jogadas de bola parada. Geralmente, nas partidas fora de casa, os centroavantes ficam muito isolados e recebem poucas bolas, e os pontas se dedicam muito mais em defender do que atacar.

Os últimos jogos da equipe como visitante retratam um pouco isso: empate diante da Ferroviária, em partida que o adversário foi superior; derrota para o Santos em jogo onde o time foi envolvido durante praticamente os 90 minutos; um bom empate contra o São Paulo, mas com um desempenho ruim; e uma das piores atuações da temporada na derrota para a Chapecoense pela Copa do Brasil.

Em torneios de mata-mata, desempenhos ruins fora de casa conseguem ser administrados com boas estratégias. Até falei sobre isso na Jovem Pan. Mas em competições de pontos corridos, essa deficiência pode ser fatal em uma eventual briga pelo título. Inclusive perguntei sobre o tema para o Cássio:

Os números do Corinthians como visitante são razoavelmente inferiores aos números como mandante, o que até certo ponto é natural. Enquanto o time time tem 61% de aproveitamento em Itaquera, longe de casa o aproveitamento cai para 43%. Não são números bons fora de casa, que até estão dentro de uma margem aceitável, mas que talvez não sejam suficientes para credenciar o time a entrar forte na briga pelo título do Brasileiro.

E mais do que os números, as atuações não estão boas. São quase cinco meses de trabalho até aqui, um elenco com muitas peças novas e dificuldades de uma preparação adequada devido ao calendário brasileiro. A tendência é que, principalmente apoiado na espinha dorsal que é bastante experiente, com jogadores como Cássio, Fagner, Ralf e Love, e com o entrosamento maior entre os atletas, o Corinthians passe a desempenhar melhor como visitante. Ao menos terá que evoluir nesse sentido se quiser fazer um bom campeonato nacional.


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