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Muito populares, ‘This Is Us’ e ‘Riverdale’ se perdem em suas terceiras temporadas

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Muito populares, ‘This Is Us’ e ‘Riverdale’ se perdem em suas terceiras temporadas
O elenco de "This Is Us", cuja terceira temporada está sendo exibida no Brasil

Um dos maiores desafios para criadores de séries de TV é manter o interesse do público e a relevância de suas histórias. Não basta ter um bom início: as produções precisam dar segmento a suas tramas de maneiras igualmente interessantes. Normalmente as segundas temporadas sofrem com esse problema, quando boa parte da premissa já foi explorada nos primeiros episódios. Com duas das séries mais populares dos últimos anos, no entanto, o problema está em seus terceiros anos. “This Is Us” e “Riverdale” se perderam e precisam achar o rumo novamente.

Drama familiar exibido pela Fox, “This Is Us” é o tipo de série que arranca lágrimas ao final da maioria dos episódios. As histórias dos irmãos Pearson e a maneira como lidam com as reverberações da morte do pai, ocorrida quando ainda eram adolescentes. A história corre em dois tempos, passado e presente. Boa parte do sucesso do seriado residia no fato de que ninguém sabia como o patriarca havia morrido. Uma vez esclarecido o mistério, o personagem interpretado por Milo Ventimiglia perdeu boa parte de seu apelo e foi esvaziado na terceira leva de episódios, mesmo com uma subtrama ambientada na guerra do Vietnã.

O último ano de “This Is Us”, apesar de ter momentos lindos (como a descoberta da sexualidade da filha adolescente de Randall), pareceu mais uma grande barriga para aumentar o mistério em torno do final da segunda temporada, que dava indícios de uma personagem à beira da morte no futuro. O mistério só foi respondido 18 capítulos depois. Talvez agora, com parte da história mostrando anos à frente, a série volte aos roteiros impecáveis de antes.

Com “Riverdale” a situação é bem pior. Tá certo que o seriado, exibido por aqui pela Warner, nunca foi grande coisa. A trama adolescente alcançou o sucesso pela velocidade absurda com que acontecimentos se desdobram e pelo excesso de pegação, mas sempre foi uma produção que se encaixa naquela categoria “tão ruim que fica boa”. Na terceira temporada, que gira em torno de um culto com ares de cientologia, ela beira o insuportável. Absolutamente todos os personagens já namoraram entre si. Um assassino em série já foi descoberto. Um jogo de RPG que leva pessoas ao suicídio entrou em cena. Um cartel de drogas e brigas ilegais dentro de um presídio também. Bem difícil imaginar que estudantes do mesmo colégio se envolvam em assuntos tão sérios e surreais. Mais complicado ainda é prever o rumo dessa trama rocambolesca, que, ao que parece, não saberá a hora de parar. Haja paciência.