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Épico e feminista, episódio de guerra de ‘Game of Thrones’ entrará para a história

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Épico e feminista, episódio de guerra de ‘Game of Thrones’ entrará para a história
O Rei da Noite, grande vilão do episódio

Nunca houve dúvidas da capacidade de “Game of Thrones” para produzir grande sequências de guerra. A batalha dos bastardos, na sexta temporada, é um grande exemplo disso. Nada se compara, no entanto, à expectativa gerada pelo confronto dos personagens contra os white walkers e seu exército de mortos-vivos, uma vez que o tal inverno vem sendo anunciado há quase uma década, desde a estreia. Com uma hora e vinte e dois minutos de duração, o episódio concentra um esforço de produção nunca antes visto na história das séries: foram 11 semanas de gravações à noite, no frio, em meio à neve. E o resultado compensou: muitos longa-metragens perdem em roteiro, efeitos especiais e narrativa para este capítulo do seriado da HBO. Como nada é perfeito, muito escuras, algumas cenas não deixaram perceber o que ocorreu de fato.

Durante todo o episódio pouco houve espaço para respirar ou grandes textos. A ação estava posta do começo ao fim e muitos dos personagens tiveram seus propósitos, enfim, revelados. É o caso da feiticeira Melisandre, que, quem diria, deixou boa parte da audiência a seu favor. Ou de Beric, que já havia ressuscitado 19 vezes. O “tour de fource” chegou ao fim com a impressão de que nada nesta história foi colocado por acaso. Muitas das mortes especuladas nas redes sociais acabaram não ocorrendo, dando espaço para que algumas narrativas continuem sendo desenvolvidas agora no confronto pelo trono de ferro contra Cersei, mas algumas delas surpreenderam bastante.

ATENÇÃO, A PARTIR DAQUI HAVERÁ SPOILERS

A lista de despedidas é significativa. Nela constam Ed Doloroso, Melisandre, Beric, Lyana Mormont, Theon Greyjoy e Jorah. Os últimos deixam a série depois de jornadas longas, repletas de sofrimento, assumindo os postos de herói. A grande virada do episódio, no entanto, confirma a tendência feminista da produção, que sempre destacou mulheres fortes à frente de muitas de suas narrativas. Coube a Arya Stark e não a Jon Snow o clímax do episódio, como salvadora de tudo, numa sequência vibrante e mais que merecida. No que depender de mim, o trono de ferro será dela. Os próximos episódios devem seguir ritmo parecido com os três primeiros. Muita preparação e resolução de histórias pessoais para só depois apostar numa grande batalha. Façam suas apostas.