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Pretensamente ousada, ‘Bonding’ prova que séries curtas também podem ser entediantes

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Pretensamente ousada, ‘Bonding’ prova que séries curtas também podem ser entediantes
Zoe Levin e Brendan Scannell, protagonistas de "Bonding"

Não raro, ao conversar sobre uma série, ouve-se que tudo melhora após o terceiro ou quarto episódio. Ainda que seja verdade, parece absurdo que esse dito se aplique a séries de curta duração. Assim como “Special”, “Amizade Colorida”, recém-estreada na Netflix, tem episódios que giram em torno dos 15 minutos. Ainda assim, em sua primeira metade, sofre com o ritmo ralentado e diálogos um tanto arrastados. Surpreende que seja assim especialmente por causa do tema do seriado: sadomasoquismo.

A história gira em torno de Tiffany (Zoe Levin), uma estudante de psicologia que ganha a vida de um jeito diferente: ela é dominatrix e contrata seu amigo de infância, Pete (Brendan Scannell), que é gay, para auxiliar-la a dominar seus clientes. Entre as discussões motivadas estão fetiches por humilhação, xixi ou tapas. É de se imaginar, portanto, que pelo inusitado da temática a atenção seja automaticamente capturada pela trama. Não é o caso. Apenas a partir do quarto dos sete episódios a história parece encontrar seu ritmo ideal. Até então, parece apenas mais um folhetim de adolescentes confusos.

O formato de 15 minutos foi criado pela Netflix depois que a plataforma, por meio de pesquisas, percebeu que a maior parte das pessoas que assiste a vídeos nos celulares o fazem no caminho para o trabalho, percurso que dura, em média, 20 minutos. “Amizade Colorida” prova que os episódios podem ser ainda mais curtos. Faltou robustez a uma produção com tanto potencial. Apesar do começo irregular, os caminhos pavimentados para uma possível segunda temporada são mais empolgantes que os mostrados na primeira. Há esperança.