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Lúcio Mauro era um dos últimos expoentes de geração clássica do humor nacional

Reprodução
Lúcio Mauro era um dos últimos expoentes de geração clássica do humor nacional
Lúcio Mauro morreu aos 92 anos, no Rio de Janeiro

Quando se pensa em Lúcio Mauro é impossível não lembrar de personagens eternizados em programas como “Balança, Mas Não Cai”, “Escolinha do Professor Raimundo” e “Zorra Total”. Da mesma maneira, não dá para falar no ator, que morreu no último sábado, aos 92 anos, após quatro meses internado com problemas respiratórios, sem citar seus velhos parceiros de cena. A morte do humorista sinaliza também a proximidade do fim de uma geração clássica do humor brasileiro.

É muito difícil dissociar a história de Lúcio Mauro da de grandes nomes como Rogério Cardoso, Miele, Brandão Filho, Costinha, Jorge Loredo, Walter D’Ávila, Zezé Macedo e de seu parceiro inseparável, Chico Anysio. Ao longo de décadas, essa turma dominou as principais atrações de comédia do país e virou figurinha carimbada em rodas de amigos, com seus muitos bordões. Lúcio Mauro soube, aliás, navegar muito bem nas mudanças do tempo. Seu quadro “Fernandinho e Ofélia”, antes feito com Sonia Mamede, voltou a fazer sucesso com Claudia Rodrigues em pleno século 21. Da mesma maneira, seu personagem Aldemar Vigário virou sinônimo de puxa-saquismo para muitos e ganhou releituras.

Versátil, Lúcio Mauro se aventurou também nas novelas e participou recentemente de produções como “Gabriela” e “Caminho das Índias”. Mostrou que não importa a idade. Alguém com sua experiência segue construindo um grande legado. O ator deixa a comédia para entrar na história. Fará falta para as muitas gerações de plateia que o acompanharam.