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Tatuado, bem vestido, careca ou bicicleta. Não importa se daqui ou de Marte, o bom profissional merece elogios sempre

Todos temos nossas preferências e gostos. Eu, particularmente, não escolho nada por marca. Se gosto, gosto, se não gosto, não gosto. Reprovo a idéia de que “se for importado é ótimo e o nacional é pior”.

Infelizmente isso chegou ao futebol. E é ruim em todos os aspectos. Não dá pra admitir comentário de que o jogador estrangeiro é melhor do que quem joga dentro do país, que o técnico de fora é melhor e assim vai. Tem brasileiros ótimos, estrangeiros ótimos, brasileiros e estrangeiros ruins.
Virou moda elogiar aqui no Brasil o técnico Jorge Sampaoli. Eu também elogio. Mas por que ele é bom, é competente. Jamais a simpatia por ele ser argentino. Ou se ele tivesse nascido em Togo seria menos técnico? Claro que não. Tem gente falando em Sampaoli na seleção brasileira. E hoje não seria loucura pensar no nome dele. E não por ser argentino, por ser competente. Tem a turma agora dos elogios ao Sampaoli pelas tatuagens, a gola alta e o treino de bicicleta. Jesus do céu, o técnico ficou melhor por que pedala? Pior por ter os braços tatuados?

Levir Culpi foi muito mal pelo que falou no programa “bem amigos”. Típica declaração da dor de cotovelo. Como Carille já havia feito e muita gente faz. Lembro que Levir é muito bem humorado. Mas essa não vai colar, Levir. Falta de ética, postura inadequada, receio de perder espaço para profissionais de fora, foi um pouco de tudo na minha opinião.

Lembro a enxurrada de gringos aqui nos últimos anos. Alguns de qualidade, outros que deixam a desejar. Cuellar, Berrío, Uribe, Piris da Motta, Arrascaeta, Trauco, Victor Cuesta, D’Alessandro, Martin Sarrafiori, Nico López, Jonatan Álvez, Guerrero, Angelo Aráos, Sergio Diaz, Ángel Romero, Sornoza, Boselli, Ariel Cabral, Lucas Romero, Mancuello, Hernán Barcos, Allione, Miguel Borja, Gustavo Gómez, Nicolas Freire, Guerra, Cazares, Chará, Terans, Gatito, Carli, Aguirre, Pato Sanches, Soteldo, Cueva, Derlis Gonzales, Copete, Arboleda, Rojas, Trellez, Carneiro, Maxi Lopez, Andres Rios, Kannemann, Yoni Gonzales.

Técnicos a lista é longa também, alguns com sucesso, outros não. Osório no São Paulo tinha um jeito agradável de montar o time. Resultados não apareceram e nos jogos importantes tomou algumas goleadas. Fossati, no Inter, 18 vitórias em 33 jogos. Carrasco no ATLÉTICO-PR venceu 22 dops 36 jogos. Angel Portugal mais perdeu do que ganhou. Curta também foi a passagem de Ricardo Gareca no Palmeiras, aproveitamento foi de 38,46 %. Paulo Bento teve um desempenho frustrante no Cruzeiro, apenas 75 dias, sendo demitido deixando a equipe celeste na penúltima colocação do Campeonato Brasileiro. Passarela em 2005 também não deixou saudade no Corinthians.

Experiente em conquistas da Libertadores, (campeão com a LDU em 2008, e San Lorenzo em 2014), Edgardo Bauza foi a aposta do São Paulo para chegar forte no torneio continental. Apesar de ter ido longe na Libertadores, o desempenho de Bauza não agradou e a retranca era sua marca. Foram 18 vitórias, 13 empates e 17 derrotas, desempenho abaixo dos 50%.

Com grande expectativa, Rueda desembarcou na Gávea em agosto de 2017. Campeão da Libertadores com o Atlético Nacional no ano anterior, o treinador não obteve o mesmo sucesso no Flamengo e acabou se desligando do clube após receber uma proposta para comandar a seleção chilena.

Da lista, o uruguaio Diego Aguirre talvez seja o que mais teve tempo para trabalhar e em mais de um clube. Ano passado foi responsável por conduzir o São Paulo a melhor campanha do primeiro turno do Brasileirão em 2018. Antes do Tricolor, Aguirre havia sido técnico do Internacional, em 2015, onde conquistou o Campeonato Gaúcho.

O que quero dizer com tudo isso? Apenas que o talento existe em qualquer país. Houve um exagero nos últimos anos. Alguns não poderiam ter passado na porta de grandes clubes. Mouche, Tobio, Santiago Silva, Piris, Henao… Nomes vem na cabeça e a gente pode passar o dia lembrando. E que fique claro, vamos parar com essa frescura de quando se criticar um gringo alguém iniciar esse papo furado de preconceito ou coisa assim.
E Fernando Diniz: saia curta e decote exagerado todo mundo quer olhar, né? Mas não na mulher da gente… Diniz é igual. Esquema lindo, não tem medo, só ataca o adversário. Mas no time da gente ninguém quer. pergunto isso pros meus amigos. Os 5×4 no Grêmio foram sensacionais, Tomar de 3 nos primeiros minutos ninguém quer. E com todo respeito, Diniz quase caiu com o “Atlético PR”. No Audax o goleiro saia jogando e cansou de proporcionar o gol ao rival. Aplaudir 9 gols eu também quero. Se puder escolher quero trabalhar em jogo assim. Mas no time da gente se fossemos dirigentes não contrataríamos, famoso “pra nós não serve”.

E pra fechar, marca quem fica na parede no pôster, quem coloca troféu da prateleira. Se não ganhar, não marca. Se não tiver equilíbrio não conquista troféu. De que adianta ser maravilhoso atacando e tomar gol todo jogo e perder? E de que adianta montar defesas sólidas e não fazer gol lá na frente? Nada !!! Equilíbrio é tudo. Lógico que se depender de mim quero sempre empates em 10 x 10 ao invés de 0 x 0. Eu quero títulos na prateleira, sou adepto do discurso Muricy. No futebol bom é quem vence, quem é campeão. Quer espetáculo vai assistir o Circo Du Soleil.

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Spimpolo