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Possibilidades dos grandes paulistas

No próximo final de semana começa o Campeonato Paulista de 2019 e oficialmente estará aberta a temporada para os times do estado. O mercado está agitado e poderemos ter outras novidades, mas neste post vou projetar as formações dos quatro times para o início do ano.

Palmeiras: O atual campeão brasileiro segue com um elenco forte e ganhou mais algumas opções, assim como fez em 2018, Felipão deve rodar o elenco. Usando como base o 4-2-3-1, imagino o Palmeiras com as seguintes opções:

Wéverton, Mayke, Luan, Gomez e Diogo Barbosa: Felipe Melo e Bruno Henrique: Gustavo Scarpa, Lucas Lima e Dudu: Deyverson

Essa é uma base para o início ano e que poderá ser modificada pelo elenco rico. A linha de defesa reserva é muito forte com Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luiz, qualquer um deles pode virar titular. No meio, Thiago Santos é uma opção confiável para substituir Felipe Melo ou até mesmo para jogar ao lado dele reforçando a marcação. Imagino que Moisés será mais utilizado como volante, mas pode jogar no lugar de Lucas Lima também, mudando a característica do meio-campo. Ricardo Goulart pode atuar como centroavante ou até pelo lado, mas vejo mais como um jogador para atuar atrás do centroavante, uma opção mais agressiva do que Lucas Lima. Pelo lado direito, sem William lesionado, Felipão pode escalar um meia como Scarpa ou Zé Rafael ou um atacante de velocidade, neste caso a disputa ficaria entre os recém-contratados Carlos Eduardo e Felipe Pires. Na posição de centroavante, Deyverson e Borja devem revezar, Arthur Cabral começa o ano como terceira opção, mas tem bola para ganhar espaço.

Felipão tem um jogo mais direto e vertical quando tem a bola. Essa característica favorece jogadores como Dudu e Deyverson e pode abrir espaço para um dos velocistas contratados.

Corinthians: Com a volta de Fábio Carille, o Corinthians também deve utilizar o 4-2-3-1. O time no amistoso contra o Santos teve a seguinte formação:

Cássio, Fágner, Pedro Henrique, Henrique e Danilo Avelar: Richard e Ramiro: André Luiz, Jádson e Sornoza: Gustavo.

Algumas modificações ainda vão ocorrer. Na zaga chegou Manoel, na pré-temporada Carille revezou Léo Santos, Pedro Henrique e Marlon ao lado de Henrique, com essa indefinição, imagino que o ex-jogador do Cruzeiro será titular. Na lateral, Arana se voltar será titular, mas mesmo se o campeão brasileiro de 2017 não retornar, Danilo Avelar pode ser ameaçado pelo jovem Carlos Augusto que está com a seleção sub-20. Na dupla de volantes, Ralf, Richard e Gabriel lutam por uma vaga, Ramiro começa o ano mais recuado, mas pode ser utilizado pela direita na linha de meias, se isso acontecer abrirá espaço para Thiaguinho ou Araos. Na linha de 3, Carille já disse que utilizará dois meias, na primeira formação estiveram Jádson por dentro e Sornoza na esquerda, se Ramiro for adiantado, um dos dois deve perder lugar, imagino que sempre um atacante estará presente para dar velocidade e profundidade, as opções seriam André Luiz, Clayson, Pedrinho e Romero, caso o paraguaio permaneça. Na posição de centroavante, Boselli deve ser titular quando estiver disponível, mesmo com a possibilidade da volta de Vágner Love. Gustavo retornou depois de bom ano no Fortaleza e está na frente de Róger no momento.

Carille manterá sua tradicional segurança defensiva e deve buscar triangulações quando tem a posse de bola. O time de Carille normalmente ataca com paciência e sem acelerar tanto as jogadas.

São Paulo: André Jardine foi efetivado como treinador. O novo técnico tem um estilo de jogo mais agressivo, joga com as linhas bem adiantadas e busca a velocidade pelos lados, por isso é fundamental que os jogadores de meio entrem na área. O time-base na pré-temporada foi esse:

Tiago Volpi, Bruno Peres, Arboleda, Anderson Martins e Reinaldo: Jucilei e Hudson: Helinho, Hernanes e Éverton: Pablo

Na zaga, imagino uma disputa entre Anderson Martins e Bruno Alves, o primeiro leva vantagem no passe, o segundo é mais rápido, são características fundamentais para uma linha de defesa adiantada, Jardine deve avaliar quem consegue combinar melhor essas qualidades, no caso vejo uma pequena vantagem para Bruno Alves. Outra disputa deve ser entre Hudson e Liziero. Hudson leva vantagem na parte física e na infiltração na área adversária, mas erra muitas vezes na conclusão das jogadas, Liziero é mais técnico, mas não tem a mesma força física. Acredito que Nenê é reserva de Hernanes, eventualmente podem jogar juntos, mas não vejo como uma formação a ser utilizada muitas vezes, uma das possibilidades seria com os dois juntos por dentro sem um dos volantes, neste caso pode faltar intensidade e velocidade pelo meio. A outra é com Nenê pelo lado, formação testada nos EUA, mas hoje não vejo como Nenê possa ter uma sequência atuando na ponta. O mesmo vale para Pablo e Diego Souza, os dois devem disputar a posição de centroavante, também podem eventualmente atuar juntos com Pablo pelo lado, mas o time- base deve ter dois velocistas nas pontas.

Santos: O time agora comandado por Jorge Sampaoli é a maior interrogação entre os paulistas. Perdeu jogadores importantes como Dodô e Gabriel e contratou pouco. O estilo de jogo do argentino é muito claro e foi utilizado no amistoso contra o Corinthians. Marcação adiantada, posse de bola e saída pelo chão, faltou um pouco de intensidade no campo de ataque, mas isso deve acontecer ao longo do ano. O time que iniciou o amistoso foi esse:

Vanderlei: Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Orinho: Alisson: Derlis Gonzalez, Diego Pituca, Jean Mota e Bruno Henrique: Felipe Cardoso

No gol, Sampaoli quer alguém que jogue bem com os pés, Éverson do Ceará é o nome da vez e por essa característica pode até ameaçar o titular. Na zaga, foi contratado Aguillar do Atlético Nacional, zagueiro com bom passe, fundamental para o modelo de jogo de Sampaoli. Do meio pra frente, as dúvidas são maiores, Alisson atuou na frente da zaga no amistoso e recuava para fazer a saída de bola, mas não tem um passe tão bom, por isso imagino que outro jogador possa ser testado na função, Pituca pode ser uma opção. Carlos Sanchez fatalmente será titular, pode jogar por dentro ou até aberto pela direita, mudando a característica do time com mais cadência. O venezuelano Soteldo pode ser opção pelo lado ou até por dentro, atrás do centroavante em caso de mudança de sistema. Rodrygo começa o ano na seleção sub-20, quando retornar deve ocupar o lado esquerdo, pelo menos até o meio do ano quando seguirá para o Real Madrid. A posição de centroavante é uma das mais carentes e o Santos vai buscar alternativas no mercado.