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Mundial de Clubes ainda faz sentido?

A FIFA conseguiu aprovar seu novo Mundial de Clubes, apesar da oposição da UEFA e dos clubes europeus. A ideia é que a disputa aconteça a cada 4 anos no espaço que era reservado para a Copa das Confederações que vai acabar. Serão 24 participantes, provavelmente com 8 europeus e 6 sul-americanos.

A FIFA se movimenta por dinheiro e política. O novo Mundial garantiria apoio político dos outros continentes e pode trazer lucro financeiro com a exploração das marcas gigantes dos maiores clubes da Europa. Em termos de competitividade, a tendência é que tenhamos uma pequena Champions League, o que não interessa para a UEFA.

A diferença financeira, técnica, tática e de peso mundial dos principais clubes europeus em relação ao resto do mundo é cada vez maior e a tendência é que essa diferença siga crescendo, hoje ninguém ousaria dizer que o melhor clube do mundo possa estar fora da Europa.

O atual formato tem um representante de cada continente. Em um jogo único, ainda pode acontecer um “acidente” e o campeão europeu pode ser derrotado, mas com 8 representantes, a chance da Europa perder é quase nula.

Pela história e tradição ainda colocamos o campeão da Libertadores como um candidato real nesta disputa, mas não é uma verdade. O campo mostra que o futebol de clubes da América do Sul está mais próximo dos outros continentes do que da Europa. Desde 2010, quando o Mazembe derrotou o Internacional, foram 9 edições do Mundial, com 5 classificações do campeão da Libertadores para a final e 4 eliminações. Ainda com o detalhe que Raja Casablanca, Kashima Antlers e Al Ain não eram nem campeões continentais.