Abag comemora 25 anos e está de presidente novo

A Associação Brasileira do Agronegócio – Abag, neste ano, comemora 25 anos de fundação, e está de presidente novo.

Saiu Caio Carvalho, e entrou Marcello Brito.

Marcello Brito, CEO da Agropalma, tem uma experiência como poucos na condução de um negócio criticadíssimo a nível internacional: o óleo de palma.

Ele conseguiu conduzir aqui no Brasil, no estado do Pará uma cultura exemplar, com suporte de todas as ONGs envolvidas, com certificações e selos, significando para os clientes do seu produto uma garantia total de sustentabilidade.

Com essa experiência concreta, Marcello Brito está agora no comando da Abag, que tem como objetivo atuar estrategicamente na coordenação das cadeias produtivas do agro brasileiro.

Também nunca perder a raiz do seu fundador, Ney Bittencourt de Araújo, já falecido e à época presidente da Agroceres, que batizava o agronegócio com o título de um complexo agroindustrial.

 

A Abag está ao lado dos compromissos brasileiros com a sustentabilidade; participa das negociações do clima e meio ambiente, e como afirma seu novo presidente, seguirá dentro das fundamentais exigências de preservação ambiental e responsabilidade social, como fator crítico e sine qua non, do sucesso do agronegócio brasileiro.

O segredo para ter sucesso no agro em 2019

O segredo para ter sucesso no agro 2019, 2020, está em cuidar e muito bem dos fatores controláveis.

Gestão, liderança da propriedade, controles, olho nos custos sem perder a produtividade, buscar o seguro rural, praticar a diversificação com integração lavoura e pecuária, e para quem puder, com floresta.

Quer dizer, os fatores controláveis decidirão o sucesso do agro neste novo ano.

De resto é só resta rezar. Donald Trump, o maior vendedor do mundo, um hard sell “Tio Patinhas” – aliás, de Pato Donald ele não tem nada, fechou um acordo na semana passada com o presidente da China, Xi Jinping, e a ordem era: “Uma trégua na guerra comercial, agora senhores chineses venham comprar muito dos fazendeiros americanos”.

Já imaginei que os navios na rota do Atlântico e Pacífico Sul iriam todos na busca do Norte pelo canal do Panamá, ou nas saídas americanas pelo Pacífico.

Trump parece ter dado uma de Pluto, com uma certa trapalhice. Prendem a executiva chinesa da gigantesca Huawei, acusada de passar tecnologias americanas para inimigos dos Estados Unidos; e a moça é simplesmente filha do fundador desse império.

Imagine só! Prenderam a herdeira, princesa de um império empresarial chinês.

Logo, o acordo da semana passada, creio que não será exercido.

Dessa forma, estamos num ano absolutamente incerto, dentro e fora do país. O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, mandou proibir a cobrança de multa de empresas que não seguiram a tabela da ANTT.

Iremos entrar em 2019 dentro do reino internacional da imprevisibilidade, da incerteza; e dentro do país, num governo totalmente novo e cheio de decisões a tomar, extremamente conflituosas.

Dessa forma, fique de olho nos fatores controláveis, e os incontroláveis, previna-se e nada de jogar dados com o incerto.

Quem mais sofreria com desmatamento na Amazônia seria o próprio agronegócio

A Amazônia tem 62 milhões de ha sem regularização.

Ai está o maior de todos os focos para o governo novo atuar; regularizar terras na Amazônia. Se não, a grilagem, o desmatamento e tudo que é ilegal não pode ser atribuído a ninguém, pois não existem donos formais das terras.

Então, só pegam os legalizados. Os legalizados são as maiores vítimas, pois existem e estão nos radares. Os ilegais atuam criminosamente na ilegalidade.

Mas, onde está a culpa? Nesses 62 milhões de ha sem destinação, como publicou o jornal O Valor Econômico nesta semana.

O professor Britaldo Soares Filho, da Universidade Federal de Minas Gerais, afirmou que, se essas áreas não regularizadas e sem designação fossem desmatadas, o prejuízo seria cerca de meio bilhão de dólares anualmente.

Em um estudo feito com o economista Jon Strand, do Banco Mundial, os pesquisadores registraram que a contribuição das florestas significa algo em torno de 420 bilhões de dólares para a agropecuária, se considerarmos o benefício que provocam na regulação das chuvas.

Esse valor significa 35% do total da rentabilidade líquida da soja, em Mato Grosso.

Esse trabalho foi feito ao longo de 13 anos, e um artigo publicado na revista Nature Sustainability, afirma que, somando castanhas, madeira sustentável e serviços ambientais, o prejuízo seria da ordem de 737 dólares por ha, valor maior do que a pecuária de baixa produtividade.

Albert Einstein dizia que tem números que são contados e que contam, e números que não são contados e que contam.

Existem muitos números a serem contados, e que permanecem na invisibilidade de uma contabilidade que ainda não valora o intangível.

Mas, ao ver esse estudo, cresce sim a importância do produtor brasileiro legalizado, pois esse está sob controle dos satélites do mundo, e qualquer ilegalidade o atinge, e ele pode ser identificado e por seus crimes responder.

 

Por isso, o produtor brasileiro é um importante ambientalista do país.

Por enquanto vemos a velha lógica, a lei pune o legal. O ilegal não existe, se esconde e destrói.

Como punir ilegais numa área gigantesca onde as terras não pertencem a ninguém, e por outro lado, se é assim, a todos pertencem?

É hora de legalizar todas as terras do país e apontar os responsáveis pelas mesmas. Ai sim, completaremos a ordem e a lei no meio ambiente.

O agronegócio pode movimentar 1 trilhão de dólares em 2024

Movimentar 1 trilhão de dólares no agronegócio em 2024? Por quê não?

Sim, 1 trilhão de dólares. Poderíamos movimentar 1 trilhão de dólares no agronegócio em 2024, no início do governo posterior a este que iniciará em janeiro de 2019.

Imagine em 2024, um novo governo, e só do PIB do agronegócio computaríamos 1 trilhão de dólares. Seria uma injeção de cerca de 25% em cima do PIB total do país hoje, um pouco mais do que 2 trilhões de dólares no total.

Mas, quanto o agronegócio movimenta hoje?

Depende da taxa do dólar; cerca de 500 bilhões de dólares/ano.

Então, como dobrar isso em quatro anos?

Isso só seria possível com um planejamento integrado de agronegócio. Significa convocar a agroindústria, o comércio, os serviços, além dos produtores rurais e suas cooperativas para um plano, onde sem agregação de valor jamais conseguiríamos.

Precisaríamos ter marcas, vender produtos agroindustrializados, vender serviços, ter o turismo agro ambiental hightech, bebidas, algodão e seda com grife assinada por Gisele Bündchen. Frutas, hortaliças, pescado… sem perder o que já conquistamos.

Precisamos de um planejamento estratégico e de um plano de marketing. “Mas seria possível?” Toda vez que alguém me diz ser algo impossível, mais eu creio na sua possibilidade.

Dobrar o agribusiness brasileiro e injetar 25% bruto no total do PIB do país, e com isso representar em torno de 6,5% do movimento planetário do agribusiness, calculado em torno de 15 trilhões de dólares? Eu creio, até porquê, não existirá outro caminho para fazer o país voltar a crescer.

Ministra Tereza Cristina, desde já, articule a indústria, o comércio e o serviço, pois os produtores rurais estão prontos, basta dar as condições e a segurança de mercado com inteligência tributária e velocidade legal.

Ministra Tereza Cristina, crie desde agora o Ministério do Agronegócio.

Logo: Ministério do Agronegócio
Arte: Catherine Pestl

E o governo? Ele que siga a sociedade empreendedora organizada!

As mídias sociais e os fundamentos da comunicação versus a manipulação

Comunicação significa a agregação de valores éticos e humanos ascensionais numa relação entre o emissor e o receptor. Manipulação significa captar o que já está instalado como valores de mundo na percepção do receptor e devolver ao mesmo o produto esse desejo realçado.

A diferença entre comunicação e manipulação exige um julgamento ético. Porém, para efetivá-la como fórmula de sucesso, os ingredientes operacionais são os mesmos, mudam os valores e as intenções sustentáveis de longo prazo. Há necessidade de um emissor, da elaboração da mensagem, de um ou vários decodificadores perceptuais, do uso das mídias (um mix), da decodificação da mensagem pelos receptores, e da avaliação do feedback que realimenta todo o processo.

Todos dizem agora que Bolsonaro ganhou a eleição graças às redes sociais. Verdade ou mentira?

Vamos retornar à fórmula da comunicação = E + Mensagem + Dp + Mídia + Dpr + R+ FB*: processo da comunicação.

Para a mesma fórmula, observemos o sucesso do Kondizilla, que tem milhões de views no Youtube, e o Mc Fiotti, ao alavancar poderosamente no mercado da música funk.

Idem para quando a top model n° 1 do mundo, Giselle Bundchen, fez um post pedindo para não fundirmos o Ministério do Meio Ambiente com o da Agricultura.

Existe o emissor, a mensagem decodificada, a mídia, a decodificação da mensagem pelo receptor, o próprio e o feedback.

E quando um processo de comunicação, ou então preferiria dizer de manipulação, atua levando jovens ao suicídio? Ou sendo enganados em grupos terroristas, ou ainda se sentindo orgulhosos de pertencimento a organizações criminosas?

Poderíamos dar como resposta a todas estas provocações a mídia como a única responsável pelo sucesso de suas causas, sejam nobres ou não?

Se tão simples fosse usar as mídias para obter sucesso, os bilhões investidos diariamente em todas as mídias e, inclusive, nas mídias sociais modernas seriam suficientes para gerar bilhões de seres humanos de sucesso, felizes, famosos e ricos.

Quantos dos investidores nas mídias obtêm sucesso retumbante? Inclusive nas mídias sociais, as modernas páginas amarelas e listas de assinantes e endereços de antigamente, uma mídia all 4 all? A resposta continua sendo poucos.

Dessa forma eu prefiro retornar ao miolo da mensagem, à essência da causa empática, para tentar isolar o segredo do sucesso de uma fórmula comunicacional. Se eu ou você emitirmos pareceres sobre o meio ambiente, ok, atuaremos na rede. Porém, quando o grande emissor, Gisele Bundchen o faz, sua repercussão é monumental. E o Kondzilla? Um santista que ninguém o conhecia. Como hoje virou um grande emissor? Foi apenas com as mídias sociais?

Sim, como ferramenta mediática assim foi. Porém, Kondzilla reuniu outros talentos. Auscultou receptores e a audiência. Possui uma extraordinária competência de decodificação, gerou brutal empatia com a jovem audiência de base da pirâmide, criou uma mensagem aglutinadora de redes sociais, lançou símbolos, produtos identificados com sua audiência e ali conquistou múltiplos emuladores e gigantesca reverberação.

Vejo muitos profissionais hoje com a firme e leviana crença de que basta estar na mídia social para cumprir um papel decisivo no êxito de um plano de marketing. Não basta. E vejo muitos intelectuais relacionando os êxitos de produtos, empresas, políticos, etc, de forma exclusiva às mídias sociais. É muito mais do que isso.

Discutir se as mídias sociais são importantes ou não, é jogar tempo fora, claro que elas são. Que revolucionam o conceito de emissores, editores, receptores e feedback, da mesma forma. Mas simplificar a fórmula em si, significa um erro ingênuo de superficialidade de conhecimento sobre o processo da comunicação, ou interesse comercial dos seus vendedores.

O papel do grande emissor que resistirá e vai superar o tempo, não será daquele que se render às ilusões manipuladoras do curto prazo. Esse será destruído com a mesma velocidade com que foi erigido.

Tereza Cristina é anunciada como ministra da Agricultura

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (7) a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) como ministra da Agricultura. Ela será a segunda mulher a comandar a pasta.

A diversidade e o apoio de todo o setor do agro conduziu a deputada federal Tereza Cristina para o posto de ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, pois ela possui talentos para tal.

Estive com Tereza Cristina na Campo Grande Expo 2018 participando de um debate, e confesso que gostei das palavras e da visão da então deputada.

Tereza Cristina e José Luiz Tejon na Campo Grande Expo 2018.
Imagem: arquivo pessoal.

Algo que me atraiu também foi poder perceber que a senhora Tereza Cristina é um ser com inteligência emocional.

Sim, a consciência emocional. Precisamos ter no novo governo seres humanos com o dom de serem firmes, porém conciliadores, sensíveis e apresentarem o importantíssimo dom da amabilidade.

A nova ministra terá fortes lutas internas para travar no campo da continuidade do que foi bem iniciado pelo ministro Blairo Maggi e seu secretário executivo Eumar Novacki.

Foco no resultado e compliance severo, convocando todo o setor empresarial nas questões sanitárias.

Da mesma forma, diálogo e negociações internacionais com clientes de todo o mundo, onde de novo, a intuição e a sensibilidade farão toda a diferença.

O Brasil significa segurança alimentar para o planeta e jamais devemos nos envolver em conflitos e na geopolítica de blocos, onde alimento tem sido usado como arma militar.

A ministra Tereza Cristina deve se aproximar dos supermercados, das associações, como a Abras e a Abia, pois reunidas somamos quase 1 trilhão de reais e significam os maiores clientes da agropecuária brasileira.

Que a ciência, a tecnologia junto a Embrapa sejam a abertura para a educação. Que haja um novo papel acelerador do conhecimento, do design thinking, da mulher no agro, do jovem e da sustentabilidade, o bem-estar animal, a sucessão e a atração do empreendedorismo para este campo e a cidade, que reunidos formam uma agrossociedade.

Que a ministra Tereza Cristina prepare o ministério do Agronegócio atuando em toda a cadeia produtiva e estimule o cooperativismo agropecuário e de crédito.

Inteligência emocional, um talento fundamental para os bons e saudáveis debates e negociações.

China, o maior cliente do Brasil, quer importar mais do país

Atenção: a última coisa que o Brasil precisa é se meter em conflitos internacionais. Somos um país neutro, portanto, estrategicamente vistos como um país da paz.

O Egito acaba de suspender a visita oficial do Ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes, como uma resposta às ideias de Bolsonaro de, por exemplo, mudar a embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém.

Uma equipe de brasileiros está neste momento em um grande evento chinês, numa mega feira em Shanghai feita por compradores e não vendedores.

Recebi mensagens do pessoal que está nessa feira dizendo estarem muito preocupados para o Presidente Bolsonaro não adotar posturas pró Estados Unidos e cuidar e manter as relações ótimas que temos com a China, o maior cliente do país.

A União Europeia quer fechar um acordo com o Mercosul antes da posse de Bolsonaro, que declarou não ser a América do Sul nossa prioridade. O líder chinês Xi Jinping quer importar mais do Brasil, e nessa feira, A China International Import Expo, estão reunidos cerca de 150 mil compradores, além de supermercados e o sucesso mundial de comércio eletrônico, o Alibaba, criado pelo chinês Jack Ma.

Imagem: http://english.mofcom.gov.cn

Estamos presentes com cerca de 200 empresas, o embaixador Caramuru, o Ministro Blairo Maggi, o Jaguaribe, da Apex e o ministro Aloysio, que estão reunidos para essa grande ação de vendas.

O Roberto Betancourt, do Cosag da Fiesp manda notícias entusiasmantes a respeito dessa feira de importadores e já menciona exemplos de como iremos comprar peras da China e vender melões.

O ex-ministro Francisco Turra, também na missão chinesa, mandou a seguinte mensagem para a Jovem Pan: “Não temo pelos discursos do candidato, formado o governo valerá a sua postura. Ninguém será tolo de jogar mercados fora… chineses, islâmicos e muitos outros devem ser tratados como parceiros.“

Então, que nos valha a máxima de Camões, o poeta português que escreveu: “Quem faz o comércio, não faz a guerra“.

E agora, quem será o novo Ministro da Agricultura?

Ontem conversei com Francisco Turra, que já foi nosso Ministro da Agricultura e hoje preside a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Imagem: Édi Pereira

O Ministro Turra me relembrou que ficamos falando de 230 milhões de toneladas de grãos, quando no Brasil produzimos mais de 1 bilhão de toneladas de alimentos e derivados do campo quando reunimos tudo o que é produzido.

 

De fato, Ministro Turra, um erro imperdoável de marketing para mostrar a dimensão do Brasil.

 

O Ministro Turra é uma pessoa a qual faço questão publicamente de declarar ser admirável. Gosto do caráter, da integridade, do trabalho e da visão estratégica dele.

 

Turra me contava do momento no seu Ministério em que lançou o Moderfrota, um plano de apoio à renovação da frota de tratores, colheitadeiras e máquinas agrícolas de imenso sucesso, tanto para reerguer a indústria, quanto para aparelhar os produtores com modernas tecnologias.

 

E nunca se esquecendo de que tudo o que é colocado na terra, na planta e na pecuária, passa pela mecanização.

 

Agora, o Ministro Turra teve outra ótima ideia a qual já estará levando ao novo governo em formação. Ele a batizou de “Modermaquina”, uma versão para a agroindústria e as cooperativas.

 

Um incentivo para a modernização das máquinas processadoras de alimentos, bebidas e dos derivados do campo.

 

Precisamos agregar valor, e para isso o ponto nevrálgico está na agroindustrialização.

 

Gera renda, empregos, acesso a mercados, gera maior demanda para os produtores rurais e cria empreendedorismo, inclusive nas cooperativas por poderem transformar as matérias-primas em marcas e produtos que irão atender muito mais consumidores.

 

O “Modermaquinas” de agroindustrialização é uma ótima ideia. Significa a multiplicação dos pães. E afirma Francisco Turra, que criou Moderfrota no seu Ministério, que tudo isso será feito com respaldo do BNDES, com longo prazo e juros acessíveis.

 

Precisamos de ousadia, empreendedorismo, criatividade e, como tenho dito, chega de discussões de esquerda ou de direita. Vamos partir pra cima, como dizemos aqui na Jovem Pan.

 

Que o novo governo tenha a inteligência e humildade de captar o que de melhor nossos sábios no agro têm a oferecer.

Summit Agronegócio Estadão dia 13/nov – Eu recomendo!

O Summit Agronegócio Brasil 2018 é um evento que está sendo realizado e organizado pelo Estadão, e acontecerá no dia 13 de novembro, no Hotel Hilton, em São Paulo.

 Tratará sobre os desafios que devem ser resolvidos desde já para que de fato o Brasil desponte, nas próximas três décadas, como um dos principais, se não o principal, abastecedores de alimentos ao mundo em 2050.

Com apoio da Rede Jovem Pan, o Summit Estadão estará debatendo também tendências e expectativas essenciais para o agronegócio e o novo governo.

Uma das novidades no Summit deste ano são as salas Tech Trends, e já estão confirmados assuntos como as “smart farms“, com Nick Block, da John Deere; Daniel Trento, da Embrapa, trará o programa Pontes para a Inovação.

O Presidente da Comissão Brasileira de Agricultura e Precisão, Márcio Albuquerque, pelo Ministério da Agricultura. O Big Data no agro será outro tema, e a inteligência artificial e a lavoura com Georgia Palermo, general management da Taranis.

Os drones lá estarão com Fabrício Hertz, CEO da Horus Aeronaves; grãos conectados com Pedro Paiva e Fred Marques da Grão Direto, sintetizando a operação agrícola mais eficiente.

Boris Rotter, CEO da AgriConnected fará sua apresentação com a visão da gestão. As demais salas Tech Talk trarão os temas: automatizando as operações barther através de Renato Girotto, CEO da Bart Digital. Um novo jeito de comprar insumos com Guilherme Ferraudo, da Youagro e Beeagro.

O Painel Desafios para o Futuro encerrará o dia com as presenças de Daniel Latorraca, superintendente do Imea, Mateus Mondin (Mundinho), Prof. Dr. de Genética da Esalq-USP, Francisco Jardim, CEO Diretor Executivo da SP Ventures e Richard Zeiger, sócio da MSW, conselheiro da TBIT.

Temas centrais serão debatidos nas plenárias por grandes líderes do agro nacional, como a PL dos agrotóxicos, os desafios do novo governo, protecionismo e perspectivas do setor. Startups também se farão presentes ao longo da programação. Para mais informações e inscrições, acesse: http://estadaosummitagro.com.br/

Eu recomendo.

Os temas debatidos no 2° dia do 3° Congresso das Mulheres do Agro

Nos dias 23 e 24 de outubro aconteceu o 3° Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, com o apoio da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) no Transamerica Expocenter, em São Paulo. Foram dois dias de imersão, apresentação de estudos de casos com inovação e gestão, além de muita convivência para progredir. Participaram cerca de 1.500 mulheres.

No 2° dia do Congresso, Denise Campos de Toledo, jornalista de economia da Jovem Pan coordenou um painel com as especialistas Zeina Latif, Economista Chefe da XP Investimentos, com o tema dos compromissos da sociedade civil organizada.

Tatiana Gil Gomes, Economista do Banco Alfa, que abordou os desafios da economia no próximo mandato. Cristina Mendonça de Barros tratou do cenário da diversidade política versus sociedade civil organizada.

O Presidente do Bradesco, Otávio de Lazari Junuir comentou o engajamento feminino no agronegócio.

As incertezas estão predominantes, e as reformas serão fundamentais e vitais. “Ninguém gosta de reformar o que é seu”, salientou Zeina Latif.

Mas sem as reformas não haverá possibilidade de crescimento, e estamos atrasados.

Cristina Mendonça de Barros fez uma convocação importantíssima para que as mulheres atuem e participem mais ativamente de suas entidades, associações e sindicatos, pois precisaremos muito dessa responsabilidade, independentemente do poder público.

O Congresso trouxe ainda o Diretor Executivo da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Márcio Milan, Que coordenou outra arena, falando do cenário do futuro sob o ponto de vista sociológico; as relações estratégicas e a sociedade do futuro.

Sara Theurich, alemã radicada no Brasil e Associada para a América Latina da GeoEconomia traçou uma visão extraordinária de todos os aspectos que impactarão o alimento nos próximos 20 anos, inclusive o aquecimento global.

O mundo vai precisar de alimento bom, em quantidade e qualidade, mas precisará ser barato, acessível, e isso exigirá a agroindustrialização.

A indústria do alimento tem uma perspectiva imensa nesse futuro pleno de desafios, Assim como o desperdício, que será a outra batalha.

Como será o agro do futuro? Será uma bioeconomia? Água e carbono as chaves? Saúde humana será tudo.

O agronegócio virou sinônimo de saúde humana.

Enquanto ouvimos uma aula de bullying horroroso nas propagandas políticas do país, continua o movimento silencioso da evolução. A evolução é o presente como resultado do futuro, e o mundo não pára pra nos esperar.