Gisele Bündchen seria uma ótima embaixadora das coisas boas do agro brasileiro

Temos um grande problema de comunicação no Brasil. Continua valendo o que Aldir Blanc e Maurício Tapajós escreveram: “O Brasil não conhece o Brasil”. Elis Regina gravou e cantou uma canção em 1978 com essa frase.

No site da United Nations Environment Programme, site oficial das Organização das Nações Unidas – ONU, consta o Protected Planet Report 2016, que diz:

“É fato conhecido de que o Brasil, entre os únicos 10 países do mundo com mais de 2 milhões de km² é de longe, o que mais protege seu território, tanto em termos absolutos como relativos.”

Quem registra e revela essa afirmação é a própria ONU.

Portanto, o que me intriga é porquê só sabemos das coisas ruins do Brasil. Uma imagem de desmatadores, de destruidores de abomináveis, como se fôssemos os maiores predadores do planeta, e isso associado ao nosso agronegócio.

Está na hora de uma inteligência de comunicação para separar o joio do trigo. Temos desmatamento ilegal no Brasil, sim. Precisa pegar e ver onde está ocorrendo. E iremos constatar que o desmatamento ilegal vem predominantemente de terras não atribuídas, reservas lugar sem dono, pois onde tem dono, se identifica, se pega e se aplica a lei.

Mas como jornalista e comentarista, ao encontrar essa afirmação no site da United Nations Environment Programme de que somos sim, os campeões mundiais da preservação da cobertura vegetal, senti um alívio.

Esse reconhecimento vem de fora para dentro, chega isento de ideologias e de facções políticas.

Mas precisamos fazer com que isso chegue a todos os nossos famosos e notórios líderes da opinião pública brasileira e internacional. Precisamos comunicar e pedir que os nossos famosos globais nos ajudem nessa divulgação.

Neymar, Gisele Bündchen, Gabriel Medina e até o Kondzilla, líder dos views no YouTube com músicas de funk.

Temos muita coisa pra corrigir no Brasil, mas não matem o que temos de bom.

Como a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, me disse em uma entrevista concedida no Jornal da Manhã desta segunda-feira, 14, que a nossa estrela internacional Gisele Bündchen deveria sim ser a nossa embaixadora das boas coisas do agro brasileiro.

Reprodução/ Instagram

Mais de 65% da vegetação nativa é preservada no Brasil, aponta Embrapa

Afinal, o Brasil é ou não é o campeão mundial da preservação da cobertura vegetal?

Uma polêmica andou tomando conta das redes sociais nos últimos dias. Os dados divulgados pela Embrapa Territorial mostraram que 66,3% do território brasileiro está em preservação na soma total da vegetação nativa: florestal, savânica e campestre.

Outras fontes surgiram negando esses dados. A divulgação sobre a preservação da cobertura vegetal tem uma importância imensa, tanto para construirmos uma imagem boa e verídica do Brasil, quanto para o agronegócio.

Fomos buscar outras fontes que trouxessem uma ampliação de dados e visão dessa polêmica. Encontramos no MapBiomas, uma plataforma online que mapeia uso da terra no Brasil uma informação extremamente semelhante a da Embrapa Territorial, sendo 66,5% de preservação da vegetação nativa.

Não satisfeito com isso, fui a busca de algo que confirmasse que o Brasil de fato é o campeão mundial da preservação de matas.

Encontrei no site da United Nations Environment Programme (UNEP) a seguinte informação:

“É fato conhecido que o Brasil, entre os únicos 10 países do mundo, com mais de 2 milhões de km² é de longe, o que mais protege o seu território, tanto em termos absolutos como relativos, como apontam os dados do Protected Planet Report 2016.”

Portanto, acho que nessa discussão precisamos consolidar as marcas desse gol. Temos problemas, temos muita coisa para fazer? Sem dúvidas. Vale ver, no caso dos dados do desmatamento no Brasil, onde estão e em que tipo de terras estão ocorrendo.

Fonte: Freepik

E poderia adiantar, que na sua grande maioria, não está ocorrendo por produtores rurais legalizados ou com direito legítimo as suas terras. Está na questão da regularização de terras, como enfatizou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na sua entrevista para a Rede Jovem Pan nesta segunda-feira, 14.

“O Brasil não conhece o Brasil”, assim escreveram Mauricio Tapajós e Aldir Blanc, e Elis Regina gravou em 1978.

O Brasil tem potenciais gigantescos para crescimento

A ordem do Presidente Jair Bolsonaro é de enxugar, cortar despesas e depois ver onde o Brasil pode crescer.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, deu posse aos novos presidentes do Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNDES, com a ordem de passar a fazer bem-feito o que deve ser feito.

Isso significa não usar a máquina estatal de crédito para fins políticos e de beneficiar amigos do poder.

O presidente disse: “Com certeza entendo mais de política do que Paulo Guedes, e com certeza Paulo Guedes entende muito mais de economia do que eu“… então, é hora de trabalhar.

Enquanto isso, há falta de chuvas nas zonas brasileiras produtoras de grãos, e na Argentina o contrário, o excesso de chuvas estão apontando para uma diminuição na expectativa das colheitas de soja e milho na América do Sul.

Os americanos se reunirão na semana próxima com os chineses para debater a guerra das tarifas. Os preços da soja e do milho cresceram, porém no Brasil, com a baixa do dólar, uma coisa termina compensando a outra.

Então voltamos aos fatores controláveis.

O Brasil tem potenciais gigantescos para crescimento. O nortão do Mato Grosso, Matupá, como centro dessa agrossociedade, é um dos ótimos exemplos. Podemos ali triplicar a produção, integrar pecuária de corte, leite, grãos e investir em inovação com sustentabilidade.

Mas o que trava essa possibilidade veloz de crescimento? Exatamente o invisível que não se vê, mas que conta e torna visível a dificuldade que se vê.

Faltam as estradas, falta a regularização fundiária, a agilidade na titularização de terras. Sem isso, o crédito não pode ser distribuído. E como afirma o presidente do Sindicato Rural de Matupá, José Luiz Fidelis: “Há agora uma renovação das esperanças, que os novos gestores estaduais e federais agilizem isso”, e conclui: “É hora de acreditar no futuro desse lugar, o nortão do Mato Grosso”.

Matupá abrirá o ano nos dias 17 e 18 de janeiro com o Tecno Safra Nortão, um grande evento reunindo lideranças do país inteiro.

Foco naquilo que realmente importa em 2019!

Em meio a uma hipnose nacional, onde o foco do brasileiro está conduzido para o Poder Judiciário do país com a novela “prende Lula, solta Lula”, em segunda, terceira ou últimas instâncias… e eu pergunto: o que significa a interpretação justa da Constituição?

E se o sítio é meu, seu, ou dele, e se há processos para tudo que é lado, as discussões fundamentais no país, para irmos ao desenvolvimento, a melhoria da qualidade de vida da média do povo brasileiro, as discussões sobre a avalanche competitiva dos jovens globais na sua formação de educação, de resiliência para enfrentar frustrações, e as discussões sobre como dobrar o tamanho do agronegócio brasileiro, de fato, o maior setor do país para o bem de todos os brasileiros e de muitos povos que precisam de segurança alimentar.

Como diminuir a dependência de fertilizantes importados e de tecnologias embarcadas em outros países para o nosso agro, uma agromontadora.

Enquanto tudo isso, um filme de faroeste rola nas mídias, xerifes, mocinhos e bandidos estão na luta dramática entre o bem e o mal.

E enquanto isso ocorre, o Brasil se prepara para colher uma ótima safra de grãos (se São Pedro não atrapalhar).

Enquanto isso, entramos numa época de melhoria do preço da arroba do boi pela valorização da cria, onde nascem as sementes da pecuária, beneficiando milhares de pequenos pecuaristas.

Deveremos ter suprimento positivo para todo setor de aves e suínos, e parabenizo a Abitrigo, do embaixador Rubens Barbosa, que está conduzindo esse agronegócio do trigo, do pão nosso de cada dia, de uma maneira inovadora e estratégica.

Importamos metade do trigo que consumimos, portanto, bebemos cerveja, comemos pizzas e café da manhã, com produtos semi importados.

Então, chegando o Natal, que Papai Noel nos proteja da hipnose que nos distrai dos legítimos interesses profundos e estratégicos da nação.

Que o judiciário faça o seu trabalho, silencioso, e que a Sociedade Civil Organizada brasileira cuide da voz do progresso.

Mais foco nos fatores controláveis do que nos incontroláveis, o segredo do sucesso para 2019.

Novidades nas regras do crédito agrícola

Foi aprovado no Plenário da Câmara dos Deputados no dia 12 de dezembro de 2018, o requerimento de urgência para votação do Projeto de Lei n° 2053/2015, que teve autoria do Deputado Sr. Roberto Balestra – PP/GO.

Esse Projeto de Lei trata da constituição do imóvel rural ou fração dele como patrimônio de afetação, e isso inclui a Cédula Imobiliária Rural – CIR. Se aprovado, o projeto seguirá para sanção presidencial.

E o que isso significa?

Uma revolução nas regras do acesso ao crédito. Essa lei permitirá que um produtor rural, cujo o imóvel vale, por exemplo, 500 mil reais, que ele possa usar o total desse patrimônio como uma base para ter acesso a crédito no valor de 500 mil reais, e não apenas uma vez.

Sem a lei, se esse produtor acessasse, por exemplo, 100 mil reais, seu imóvel não serviria mais como garantia para obter outros 400 mil reais para outros fins.

Imagem: Freepik

Ou seja, esse Projeto de Lei será uma abertura considerável na garantia para acesso ao crédito rural.

O imóvel poderá servir como garantia. Fracionado em quantas partes for preciso até completar o seu valor patrimonial total. Isto fará aumentar a demanda por créditos, e ampliará a segurança economia e jurídica também dos credores.

Liberdade para acessar o crédito virá a exigir, por outro lado, muito controle. competência administrativa e financeira do produtor e da produtora rural. A liberdade cobra um alto preço, o da responsabilidade e honra.

Um bom projeto de lei deveria ser aprovado, sim, e sancionado pela presidência da república. E, agora entramos na era da liberalidade. Se ainda não leu, leia mais os estudos de José Guilherme Merquior, um gênio liberal, ótimo para a virada do ano.

Abag comemora 25 anos e está de presidente novo

A Associação Brasileira do Agronegócio – Abag, neste ano, comemora 25 anos de fundação, e está de presidente novo.

Saiu Caio Carvalho, e entrou Marcello Brito.

Marcello Brito, CEO da Agropalma, tem uma experiência como poucos na condução de um negócio criticadíssimo a nível internacional: o óleo de palma.

Ele conseguiu conduzir aqui no Brasil, no estado do Pará uma cultura exemplar, com suporte de todas as ONGs envolvidas, com certificações e selos, significando para os clientes do seu produto uma garantia total de sustentabilidade.

Com essa experiência concreta, Marcello Brito está agora no comando da Abag, que tem como objetivo atuar estrategicamente na coordenação das cadeias produtivas do agro brasileiro.

Também nunca perder a raiz do seu fundador, Ney Bittencourt de Araújo, já falecido e à época presidente da Agroceres, que batizava o agronegócio com o título de um complexo agroindustrial.

 

A Abag está ao lado dos compromissos brasileiros com a sustentabilidade; participa das negociações do clima e meio ambiente, e como afirma seu novo presidente, seguirá dentro das fundamentais exigências de preservação ambiental e responsabilidade social, como fator crítico e sine qua non, do sucesso do agronegócio brasileiro.

O segredo para ter sucesso no agro em 2019

O segredo para ter sucesso no agro 2019, 2020, está em cuidar e muito bem dos fatores controláveis.

Gestão, liderança da propriedade, controles, olho nos custos sem perder a produtividade, buscar o seguro rural, praticar a diversificação com integração lavoura e pecuária, e para quem puder, com floresta.

Quer dizer, os fatores controláveis decidirão o sucesso do agro neste novo ano.

De resto é só resta rezar. Donald Trump, o maior vendedor do mundo, um hard sell “Tio Patinhas” – aliás, de Pato Donald ele não tem nada, fechou um acordo na semana passada com o presidente da China, Xi Jinping, e a ordem era: “Uma trégua na guerra comercial, agora senhores chineses venham comprar muito dos fazendeiros americanos”.

Já imaginei que os navios na rota do Atlântico e Pacífico Sul iriam todos na busca do Norte pelo canal do Panamá, ou nas saídas americanas pelo Pacífico.

Trump parece ter dado uma de Pluto, com uma certa trapalhice. Prendem a executiva chinesa da gigantesca Huawei, acusada de passar tecnologias americanas para inimigos dos Estados Unidos; e a moça é simplesmente filha do fundador desse império.

Imagine só! Prenderam a herdeira, princesa de um império empresarial chinês.

Logo, o acordo da semana passada, creio que não será exercido.

Dessa forma, estamos num ano absolutamente incerto, dentro e fora do país. O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, mandou proibir a cobrança de multa de empresas que não seguiram a tabela da ANTT.

Iremos entrar em 2019 dentro do reino internacional da imprevisibilidade, da incerteza; e dentro do país, num governo totalmente novo e cheio de decisões a tomar, extremamente conflituosas.

Dessa forma, fique de olho nos fatores controláveis, e os incontroláveis, previna-se e nada de jogar dados com o incerto.

Quem mais sofreria com desmatamento na Amazônia seria o próprio agronegócio

A Amazônia tem 62 milhões de ha sem regularização.

Ai está o maior de todos os focos para o governo novo atuar; regularizar terras na Amazônia. Se não, a grilagem, o desmatamento e tudo que é ilegal não pode ser atribuído a ninguém, pois não existem donos formais das terras.

Então, só pegam os legalizados. Os legalizados são as maiores vítimas, pois existem e estão nos radares. Os ilegais atuam criminosamente na ilegalidade.

Mas, onde está a culpa? Nesses 62 milhões de ha sem destinação, como publicou o jornal O Valor Econômico nesta semana.

O professor Britaldo Soares Filho, da Universidade Federal de Minas Gerais, afirmou que, se essas áreas não regularizadas e sem designação fossem desmatadas, o prejuízo seria cerca de meio bilhão de dólares anualmente.

Em um estudo feito com o economista Jon Strand, do Banco Mundial, os pesquisadores registraram que a contribuição das florestas significa algo em torno de 420 bilhões de dólares para a agropecuária, se considerarmos o benefício que provocam na regulação das chuvas.

Esse valor significa 35% do total da rentabilidade líquida da soja, em Mato Grosso.

Esse trabalho foi feito ao longo de 13 anos, e um artigo publicado na revista Nature Sustainability, afirma que, somando castanhas, madeira sustentável e serviços ambientais, o prejuízo seria da ordem de 737 dólares por ha, valor maior do que a pecuária de baixa produtividade.

Albert Einstein dizia que tem números que são contados e que contam, e números que não são contados e que contam.

Existem muitos números a serem contados, e que permanecem na invisibilidade de uma contabilidade que ainda não valora o intangível.

Mas, ao ver esse estudo, cresce sim a importância do produtor brasileiro legalizado, pois esse está sob controle dos satélites do mundo, e qualquer ilegalidade o atinge, e ele pode ser identificado e por seus crimes responder.

 

Por isso, o produtor brasileiro é um importante ambientalista do país.

Por enquanto vemos a velha lógica, a lei pune o legal. O ilegal não existe, se esconde e destrói.

Como punir ilegais numa área gigantesca onde as terras não pertencem a ninguém, e por outro lado, se é assim, a todos pertencem?

É hora de legalizar todas as terras do país e apontar os responsáveis pelas mesmas. Ai sim, completaremos a ordem e a lei no meio ambiente.

O agronegócio pode movimentar 1 trilhão de dólares em 2024

Movimentar 1 trilhão de dólares no agronegócio em 2024? Por quê não?

Sim, 1 trilhão de dólares. Poderíamos movimentar 1 trilhão de dólares no agronegócio em 2024, no início do governo posterior a este que iniciará em janeiro de 2019.

Imagine em 2024, um novo governo, e só do PIB do agronegócio computaríamos 1 trilhão de dólares. Seria uma injeção de cerca de 25% em cima do PIB total do país hoje, um pouco mais do que 2 trilhões de dólares no total.

Mas, quanto o agronegócio movimenta hoje?

Depende da taxa do dólar; cerca de 500 bilhões de dólares/ano.

Então, como dobrar isso em quatro anos?

Isso só seria possível com um planejamento integrado de agronegócio. Significa convocar a agroindústria, o comércio, os serviços, além dos produtores rurais e suas cooperativas para um plano, onde sem agregação de valor jamais conseguiríamos.

Precisaríamos ter marcas, vender produtos agroindustrializados, vender serviços, ter o turismo agro ambiental hightech, bebidas, algodão e seda com grife assinada por Gisele Bündchen. Frutas, hortaliças, pescado… sem perder o que já conquistamos.

Precisamos de um planejamento estratégico e de um plano de marketing. “Mas seria possível?” Toda vez que alguém me diz ser algo impossível, mais eu creio na sua possibilidade.

Dobrar o agribusiness brasileiro e injetar 25% bruto no total do PIB do país, e com isso representar em torno de 6,5% do movimento planetário do agribusiness, calculado em torno de 15 trilhões de dólares? Eu creio, até porquê, não existirá outro caminho para fazer o país voltar a crescer.

Ministra Tereza Cristina, desde já, articule a indústria, o comércio e o serviço, pois os produtores rurais estão prontos, basta dar as condições e a segurança de mercado com inteligência tributária e velocidade legal.

Ministra Tereza Cristina, crie desde agora o Ministério do Agronegócio.

Logo: Ministério do Agronegócio
Arte: Catherine Pestl

E o governo? Ele que siga a sociedade empreendedora organizada!

As mídias sociais e os fundamentos da comunicação versus a manipulação

Comunicação significa a agregação de valores éticos e humanos ascensionais numa relação entre o emissor e o receptor. Manipulação significa captar o que já está instalado como valores de mundo na percepção do receptor e devolver ao mesmo o produto esse desejo realçado.

A diferença entre comunicação e manipulação exige um julgamento ético. Porém, para efetivá-la como fórmula de sucesso, os ingredientes operacionais são os mesmos, mudam os valores e as intenções sustentáveis de longo prazo. Há necessidade de um emissor, da elaboração da mensagem, de um ou vários decodificadores perceptuais, do uso das mídias (um mix), da decodificação da mensagem pelos receptores, e da avaliação do feedback que realimenta todo o processo.

Todos dizem agora que Bolsonaro ganhou a eleição graças às redes sociais. Verdade ou mentira?

Vamos retornar à fórmula da comunicação = E + Mensagem + Dp + Mídia + Dpr + R+ FB*: processo da comunicação.

Para a mesma fórmula, observemos o sucesso do Kondizilla, que tem milhões de views no Youtube, e o Mc Fiotti, ao alavancar poderosamente no mercado da música funk.

Idem para quando a top model n° 1 do mundo, Giselle Bundchen, fez um post pedindo para não fundirmos o Ministério do Meio Ambiente com o da Agricultura.

Existe o emissor, a mensagem decodificada, a mídia, a decodificação da mensagem pelo receptor, o próprio e o feedback.

E quando um processo de comunicação, ou então preferiria dizer de manipulação, atua levando jovens ao suicídio? Ou sendo enganados em grupos terroristas, ou ainda se sentindo orgulhosos de pertencimento a organizações criminosas?

Poderíamos dar como resposta a todas estas provocações a mídia como a única responsável pelo sucesso de suas causas, sejam nobres ou não?

Se tão simples fosse usar as mídias para obter sucesso, os bilhões investidos diariamente em todas as mídias e, inclusive, nas mídias sociais modernas seriam suficientes para gerar bilhões de seres humanos de sucesso, felizes, famosos e ricos.

Quantos dos investidores nas mídias obtêm sucesso retumbante? Inclusive nas mídias sociais, as modernas páginas amarelas e listas de assinantes e endereços de antigamente, uma mídia all 4 all? A resposta continua sendo poucos.

Dessa forma eu prefiro retornar ao miolo da mensagem, à essência da causa empática, para tentar isolar o segredo do sucesso de uma fórmula comunicacional. Se eu ou você emitirmos pareceres sobre o meio ambiente, ok, atuaremos na rede. Porém, quando o grande emissor, Gisele Bundchen o faz, sua repercussão é monumental. E o Kondzilla? Um santista que ninguém o conhecia. Como hoje virou um grande emissor? Foi apenas com as mídias sociais?

Sim, como ferramenta mediática assim foi. Porém, Kondzilla reuniu outros talentos. Auscultou receptores e a audiência. Possui uma extraordinária competência de decodificação, gerou brutal empatia com a jovem audiência de base da pirâmide, criou uma mensagem aglutinadora de redes sociais, lançou símbolos, produtos identificados com sua audiência e ali conquistou múltiplos emuladores e gigantesca reverberação.

Vejo muitos profissionais hoje com a firme e leviana crença de que basta estar na mídia social para cumprir um papel decisivo no êxito de um plano de marketing. Não basta. E vejo muitos intelectuais relacionando os êxitos de produtos, empresas, políticos, etc, de forma exclusiva às mídias sociais. É muito mais do que isso.

Discutir se as mídias sociais são importantes ou não, é jogar tempo fora, claro que elas são. Que revolucionam o conceito de emissores, editores, receptores e feedback, da mesma forma. Mas simplificar a fórmula em si, significa um erro ingênuo de superficialidade de conhecimento sobre o processo da comunicação, ou interesse comercial dos seus vendedores.

O papel do grande emissor que resistirá e vai superar o tempo, não será daquele que se render às ilusões manipuladoras do curto prazo. Esse será destruído com a mesma velocidade com que foi erigido.