Secretaria da Justiça do Estado de SP objetiva regularizar 5 mil assentamentos

O assunto da regularização das terras está com o secretário da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo, Dr. Paulo Dimas.

Assistindo a primeira reunião do Conselho de Gestão dessa Secretaria, acompanhei o assunto. O objetivo é dar a titulação, ou seja, a regularização de 5 mil títulos de assentamentos, a legalização para 5 mil assentados no estado.

Foto: Dr. Paulo Dimas, Prof. Dr. José Luiz Tejon e convidados.
Fonte: http://www.justica.sp.gov.br/

A Reforma Agrária sem a regularização das terras, sem o título das terras, significa impossibilidade de progresso e de evolução sustentável no agronegócio.

Se essa legalização de assentamentos, essa titularizarão de 5 mil famílias assentadas for acompanhada de fundamentos do cooperativismo, haverá de fato enormes possibilidades de êxito no empreendedorismo desses pequenos produtores rurais.

Foto: Arquivo pessoal. Dr. Paulo Dimas, Prof. Dr. José Luiz Tejon e convidados.

A Organização de Cooperativas do Estado de São Paulo – Ocesp deve ser convocada para participar da formação de líderes da educação dos futuros cooperados e da implantação de uma filosofia cooperativista, considerada por estudiosos do mundo inteiro sob o ponto de vista de elevação de grandes massas humanas à dignidade econômica, tecnológica e humana.

O cooperativismo é o principal modelo de negócios do século XXI. Portanto, a Secretaria da Justiça e Cidadania significa um ponto de referência, um norte, um rumo de lei, de ética e de formação cidadã.

E no caso regularizar os títulos das terras dos assentados da Reforma Agrária, ao lado do cooperativismo, representaria um exemplo extraordinário para todo país.

Foto: arquivo pessoal.
Dr. Paulo Dimas e Prof. Dr. José Luiz Tejon.

Sem a ciência, não haverá como alimentar o mundo

A bióloga molecular norte-americana Nina Fedoroff, pesquisadora da Penn State University e ex-Conselheira Científica do departamento de Estado dos Estados Unidos, disse que não haverá possibilidade de alimentar em quantidade e qualidade suficiente uma população que era de 2 bilhões e seiscentos milhões de pessoas em 1950, e que será de 10 bilhões em 2050 sem a ciência da genética.

Ou seja, as sementes geneticamente modificadas ou com edição de seus genes significarão a possibilidade de uso menor de recursos de água, terra e nutrientes, e terão mais resistência às pragas e doenças.

 

Haverá um grande aumento da produtividade não apenas no campo, mas na sua transformação agroindustrial.

 

Por isso, precisamos enfrentar a aversão, o medo, os mitos em torno dos organismos geneticamente modificados e da ciência em torno da agricultura.

 

A Dra. Nina Fedoroff, diz que há uma grande batalha a ser travada, e ela não está na ciência. A batalha para a utilização da ciência genética está na comunicação.

 

Existe uma hostilidade generalizada no mundo. E esta cientista afirma que os divulgadores científicos e a imprensa terão responsabilidades gigantescas a respeito disso.

 

Então, pergunto: “Você, teme a genética? Teme os organismos geneticamente modificados ou editados?”

 

A Dra. Nina é taxativa nas suas afirmações em entrevista dada a agroanalysis: “Até o momento, não há qualquer evidência de que a adoção de culturas geneticamente modificadas causem mal à saúde humana e animal ou ao meio ambiente“.

 

Outro exemplo apresentado foi um estudo da Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos, que confirmou serem as culturas transgênicas seguras.

 

As palavra escritas nesse documento foram: “…não foram encontradas evidencias de que as culturas geneticamente modificadas oferecem riscos para a saúde humana, diferente daqueles que apresentam as culturas convencionais.“.

 

A revolução científica na agricultura exigirá comunicação e educação, tanto para os produtores quanto para processadores e consumidores. Digitalização da agricultura, inteligência artificial, robots, monitoramento por satélite e drones. Um imenso design innovation de proporções inimagináveis está em andamento.

 

E onde está o acelerador ou o freio desse inevitável domínio pela sociedade humana? Na comunicação.

Numa comunicação educadora da ciência, explodindo mitos e lidando com fatos, não apenas técnicos, mas para toda a sociedade consumidora. Sem ciência, não haverá comida suficiente. É hora de uma nova consciência.

 

cada vez mais dependeremos e comeremos ciência. É bom incluir isso nas escolas, nos cardápios e na formação da gastronomia e dos nutricionistas.

 

Sociedade Civil Organizada precisa se impor

O tabelamento dos fretes e a confusão originada no ano passado com a greve dos caminhoneiros, sem dúvida, impactou negativamente o PIB do país, os custos dos alimentos e o abastecimento.

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos e Bebidas – Abia apresentou os resultados de 2018. Houve um movimento de 656 bilhões de reais, a maior indústria do país, mas ressaltou que a greve dos caminhoneiros não permitiu que o setor tivesse uma performance muito melhor.

Durante agosto e setembro do ano passado foi a menor venda desde 2015. A Confederação Nacional da Indústria – CNI, revela números onde a conjugação dos fatores do aumento do combustível de 15,6% entre julho e agosto, mais a tabela do frete, provocou uma alta de 1,07 pontos percentuais sobre o índice nacional de preços ao consumidor ampliado.

E esse problema está herdado para 2019. Agora, uma curiosidade. Todas as vozes se voltam contra o governo, à época Temer, considerados como algemados, reféns dos grevistas. Todos se voltam para a ANTT e para o Supremo Tribunal Federal, que deveria julgar a respeito da constitucionalidade ou não do tabelamento do frete.

Mas quero deixar aqui uma pergunta, principalmente agora que começamos a entrar numa era de liberalismo, sob o Ministro Paulo Guedes e a promessa de Bolsonaro de menos Brasília e mais Brasil:

Esse grave problema do transporte atinge diretamente pelo menos quatro Confederações Nacionais Empresariais… diretamente e duramente a CNC, do Comércio, a CNI, da Indústria, a CNA, da Agropecuária e a própria CNT, dos Transportes. Em algum momento, essas 4 Confederações Nacionais Empresariais, que têm como dever e obrigação a representação das categorias empreendedoras e desses 4 macro setores da economia do país, alguma vez se reuniram?

Alguma vez estabeleceram um plano, uma ideia, uma articulação para ações integradas e conjuntas frente ao gigantesco problema que deveriam e precisariam enfrentar juntos?

Se sim, por favor, me informem a respeito.

Ou não. Ao contrário e a moda antiga, cada um tentou cuidar do seu e olhar para o governo, um governo fragilizado a época, governo Temer, na esperança de milagres oriundos do mundo extraterrestre?

Dramas imensos com o setor de transporte não são de hoje. Mas deveríamos parar de esperar por governo, e as representações legítimas da Sociedade Civil Empresarial organizada, precisam assumir protagonismo. Não isoladamente, mas juntas.

Em época de liberalismo, ou a Sociedade Civil Organizada cresce e aparece, ou não passará de discurso querer uma Brasília liberal.

O agronegócio não basta ser, precisa liberal parecer

O assunto do momento em relação ao agronegócio está sendo o fim dos subsídios na agropecuária.

Manifestações iradas por uns, indignadas por outros, concordâncias, discordâncias… não podemos “desmamar“ da noite para o dia o setor.

Muito bem, fui buscar a fonte com cara que já foi secretário de Política Agrícola no governo, presidiu a bolsa de mercadorias, é agrônomo e economista do agro, e por vezes foi premiado,  Ivan Wedekin.

Perguntei: “Ivan, como é essa história do crédito, do subsídio no Brasil?”
“O crédito rural é sim essencial, representa cerca de 40% das necessidades do custeio e da comercialização“, respondeu Ivan.

“Agora, o que tem de subsídio nisso?”, perguntei. E ele respondeu: “Praticamente nada. O subsídio existente é ridículo, significa apenas um valor de equalização, e está na ordem de apenas R$ 5 bilhões de reais, num país que paga 400 bilhões de juros por ano; um setor em que somada toda a conta devedora do crédito rural brasileiro, atingimos o valor de R$ 320 bilhões para obter um valor bruto da produção agropecuária, ou seja, todo o faturamento na casa de R$ 570 bilhões de reais.

O governo dirige parte dos depósitos da caderneta de poupança dos depósitos para o crédito rural. Porém, o dinheiro que a sociedade brasileira coloca como o tal do subsídio é ridiculamente ínfimo.

Em outras palavras, o que o ex-secretário de Política Agrícola, Ivan Wedekin, que atuou ao lado do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, nos informa é que não há desmame para ser feito. O animal agro já foi eficientemente desmamado, e agora só gera resultados.

Não há cortes radicais. O agro brasileiro é o menos subsidiado do planeta, e a conta desse subsídio é de ridículos R$ 5 bi num setor que permite gerar um montante de quase R$ 2 trilhões na soma de suas cadeias produtivas. Uma agrossociedade além do agronegócio.

Está na hora de aprendermos comunicação. A mulher de César não basta ser séria, precisa parecer. Percepções…

Se não soubermos fazer isso, a percepção que fica e que se transforma em realidade é que estamos no agro mamando em tetas generosíssimas. Pelo contrário! Deixa os 5 bi aí o agro já é mega liberal, e pra ser liberal mesmo no Brasil, tem que tirar o governo da folia de outro carnaval, o que gera a enorme dívida pública e pagamentos de juros abissais.

O nó górdio do país, em outras searas, não no agro, que ainda paga por todo custo estrutural brasileiro e compete globalmente.

João Doria e o agronegócio – bons caminhos

Como na lenda, quem desatasse o nó deixado pelo rei górdio da Frígia, que não deixou herdeiro, seria o novo rei. Alexandre, o Grande, por ali passando, puxou a espada e o nó górdio desatou.

Então, saindo da lenda e chegando no Brasil, tenho visto o país dominado pela corte de Brasília, e todos se voltando de joelhos para o único local que não gera riqueza, apenas despesa. E ali, com todos os seus conflitos, dos quais 80% deles são inúteis. Brasília é o nó górdio do país.

Mas, como temos dito, para o país crescer minimamente 4% ao ano, e em 2024 aumentar em 20% o total do seu Produto Interno Bruto, o PIB, necessitaremos obviamente fazer o dobro do que fazemos hoje com o nosso agronegócio.

Enquanto o nó górdio de Brasília se enrosca nas próximas guerras das burocracias ideológicas, com as justas exceções dos bem intencionados e capacitados, é preciso reconhecer atos de inteligência e de empreendedorismo por parte do novo Governo de São Paulo.

Com certeza João Doria, bem assessorado, está não apenas com discurso, mas com atitudes de um CEO. De um presidente de uma mega empresa, como o Estado de São Paulo, e de olho num dos seus eixos mais significativos, o agronegócio, começa a ser um dos poucos líderes políticos que está falando em metas, faturamento e crescimento dos negócios, o que significa crescimento econômico, além de extirpar os incompetentes do Porto de Santos.

O Governo de São Paulo cortou 18% do ICMS da hortifruticultura minimamente processada. E busca negócios. Em Davos, na Suíça, encontrou investidores, e apresentou um potencial negócio novo para o estado de São Paulo na área de celulose, com uso de alta tecnologia, com florestas plantadas no estado e com consequências positivas sob efeito de uma gestão sustentável, com empregos e abordando tudo o que vem junto com essa agroindústria nas cidades do interior: comércio, serviços, escolas… o agronegócio gerando a agrossociedade.

O nó górdio de Brasília não será desmanchado por Brasília, infelizmente. Mas por outros, com visões fora da caixa. Visões de empreendedorismo, geradores de novos negócios dentro das exigências atuais de sustentabilidade.

Agroindústria. Cooperativismo. Cadeias produtivas do agronegócio, produtores com planejamento e seguro, logística… precisamos dobrar o agronacional para um PIB do país minimamente necessário de mais 20% até 2024.

Abelhas: o agronegócio precisa de polinizadoras

Você gosta das abelhas?

As abelhas são vitais para a vida na Terra. E não pense nisso por causa apenas do doce e maravilhoso mel. As abelhas são as principais polinizadoras das plantas.

 

Dizem os pesquisadores que as abelhas fazem a relação sexual e a procriação do mundo vegetal. Polinizam plantas. Então, são sagradas para a nossa flora e para os alimentos e tudo o que comemos.

 

Abelha é sinônimo de vida. E o que está acontecendo com as abelhas no mundo? Diminuindo. A razão? Perda de habitat.

 

Com o crescimento das cidades, condomínios, a urbanização, os efeitos das mudanças climáticas, e também na agropecuária quando não se faz o uso correto das práticas conservacionistas, diminuímos o habitat das abelhas.

 

E agora? Um brilhante doutor pesquisador da Embrapa Soja de Londrina, Decio Luiz Gazzoni, também membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), se dedica há cerca de 5 anos num estudo espetacular para o Brasil e o mundo.

 

E esse estudo está chegando ao final. Conversei com ele, e o Dr. Decio descobriu mais de mil plantas diferentes que são atrativas para as abelhas. Catalogou e está preparando um livro.

 

E para qual principal objetivo? O Brasil tem o Código Florestal, e o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Em todas as propriedades rurais do país haverá necessidade de manutenção ou reconstrução de um percentual da área com a mata nativa.

 

Então, dessa constatação das abelhas estarem desaparecendo, precisamos e vivemos das abelhas como polinizadoras essenciais do reino vegetal, e temos uma lei que nos obriga a manter áreas nativas, por quê não plantar exatamente essas plantas altamente atraentes pelas quais as abelhas se apaixonam para a criação de um habitat natural que recrie e preserve esse ser tão prodigioso?

 

Além de realizar a sagrada polinização, uma multiplicação dos ‘pães’ dentro da vegetação, significa da mesma forma, uma cadeia produtiva de um valor calculado no mundo de mais de 600 bilhões de dólares, e aqui no Brasil um segmento oculto.

 

Que belíssima obra essa. O pesquisador Decio Gazzoni é também do Conselho Científico da Ong Associação Brasileira de Estudos das Abelhas A.B.E.L.H.A.

Imagem: Thinkstock

É hora de povoar as áreas de preservação das propriedades rurais brasileiras, com essas cerca de mil plantas atrativas para as abelhas… e com isso, proteger a polinização, fundamental para a sustentabilidade integrada da produção brasileira.

Gisele Bündchen, nossa embaixadora mundial do meio ambiente, aí está uma bela ideia para apoiar… e 100% nacional.

 

Agribusiness e marketing: qual é o real conceito dessas palavras?

Agribusiness e marketing: “decifra-me ou te devoro”.

Agribusiness e marketing, na cultura brasileira, não foram corretamente decifradas. Por isso, impedem que as propostas e descobertas de estratégias estruturais competentes façam de verdade o PIB do país crescer 20% até 2024.

Precisaremos vender mais, cerca de 4% ao ano. Uso a palavra ‘vender’ pois o crescimento exigirá, além de reformas, corte de despesas, moralização das instituições e dos inflamados discursos políticos.

Precisaremos fazer negócios, e dentre eles, aquele que nos permite com lógica ser priorizado como a locomotiva desse crescimento, que é exatamente o agribusiness.

Para que tenhamos sucesso no crescimento do PIB brasileiro, com a meta de 20% até 2024, o agribusiness precisará dobrar de tamanho. E aí está a confusão. Agribusiness, termo criado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, nos anos 50, não significa ‘coisa de grandes massacrando pequenos’. Da mesma forma, nunca foi sinônimo de agropecuária. Um elo fundamental, mas não único!

Agribusiness é a soma total de todos os fatores, desde a pré-originação do que se produz nos campos, passando pela produção propriamente dita, e com o que vem a seguir das fazendas, chácaras, granjas e aquaculturas.

Precisamos da agroindústria, o comércio, os serviços, até os consumidores finais de todos esses derivados. Portanto, enquanto olhamos no Brasil o agronegócio como sinônimo do dentro da porteira e não convocamos urgentemente todo o setor agroindustrial para uma reunião estratégica de foco, com oportunidades de mercados, agregação de valor e criação de marcas, jamais dobraremos o faturamento do nosso agronegócio, pois na soma dos seus elos no Brasil, 70% do que atribuímos ao agronegócio estão no antes e pós-porteira das fazendas.

Imagem: Freepik

Quer dizer na tecnologia e na transformação, comércio e serviços. A agropecuária é importante? Lógico. É a grande matriz. Mas, esse jogo só será ganho com a correção do significado de agronegócio, através do marketing.

Marketing, outra palavra que virou no Brasil sinônimo de engano, falcatrua, mentiras, e que só serve para vender ilusões. Marketing não é isso. É uma filosofia de administração que coloca no centro das decisões as percepções humanas de todos os stakeholders envolvidos.

Para mim, a melhor definição de marketing foi a que ouvi da Dona Jô Clemente, Presidente de Honra da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – Apae. Ela disse:

“Tejon, eu sou marketeira, se não jamais teria conseguido erguer a Apae “.

Uma grande lição para todos os nossos líderes do sistema do agronegócio.

Dia 21 de fevereiro, no Programa de Estudos dos Negócios do Setor Agroindustrial – Pensa, as 10 horas na FEA/USP, estaremos debatendo essas vitais decodificações, e decifrando agribusiness e marketing, para que eles não nos devorem na incompetência do seu legítimo decifrar.

Caso tenha interesse em participar, é só se inscrever pelo site: www.pensa.org.br. Evento gratuito.

 

Chineses abrem o mercado para inovações agronômicas genéticas

Em meio às discussões sobre a guerra comercial entre Mr. Trump versus Mr. Xi Jinping, há uma notícia que mudará as rotas das questões da ciência no agronegócio, nesse caso, na ciência da engenharia genética: a aprovação dos chineses para novos materiais, como sementes geneticamente modificadas em soja, canola e milho.

O CEO da Corteva (fusão das gigantes Dow e Dupont), Mr. Collins, disse que essa notícia significa uma gigantesca mudança nas questões que envolvem a ciência, e no caso, a abertura contra um preconceito que tem atrasado consideravelmente a chegada de novas sementes ao mercado.

James C. Collins Jr., CEO da Corteva

O novo agro é science based, ou seja, baseado em ciência. Mr. Collins se manifestou celebrando o fato, afirmando que isso eleva o nível da competição e abre uma nova high way para a inovação agronômica no mundo.

Os chineses representam os grandes clientes para soja, milho e canola para os Estados Unidos e do Brasil, além do Canadá e Argentina.

O planeta terá mais de 1 bilhão de pessoas até 2030; seremos 8 bilhões e meio, e até 2050, seremos 10 bilhões de habitantes. Viveremos um mundo jamais vivido e sequer imaginado.

Conexão quase que total da população através de invenções de todos os tipos, onde comunicação definirá tudo, e segurança de abastecimento de alimentos  vai virar fator crítico da permanência de qualquer governo ou regime no poder, vide o desabastecimento venezuelano e suas consequências. Não há governo que segure… e não cai nem de maduro, não dá tempo. sem comida não tem governo.

Os novos materiais, as novas sementes virão desenvolvidas para suportar secas, pragas e doenças; agregarão produtividade e ampliarão a certeza das colheitas.

A ciência e a competição mudarão. China aprovou novos materiais geneticamente desenhados. Uma notícia silenciosa que muda o jogo da ciência com o consumidor final.

Hora de prever e antever um brutal salto científico das sementes nas lutas dos mitos e fatos.

Presidente Jair Bolsonaro discursa no Fórum Econômico Mundial

O presidente Jair Bolsonaro fez hoje a sua estreia no palco internacional no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Foi mais do que breve, foi brevíssimo em seu discurso. Mas dentro dessa brevidade, salientou a importância da nossa agropecuária, do seu convívio harmonioso com o meio ambiente e a sustentabilidade; salientou também que temos uma missão de alimentar bilhões de pessoas no mundo.

Os produtores brasileiros ficaram bem na fita de Davos. Agora, o que não vi ninguém ainda abordar é o foco. Uma priorização de como poderíamos por exemplo, crescer o PIB brasileiro de hoje, dependendo da taxa do dólar, na casa de uns 2 trilhões e 100 bilhões de dólares para dois trilhões e 500 bilhões de dólares, o que seria crescermos 20% em 5 ou 6 anos.

Mas, como? Qual o foco estratégico?

O agro nacional representa 25% do nosso PIB brasileiro. Nas minhas contas 35%, pois agronegócio é um complexo agroindustrial.

Esses 25% dividi por categorias, sendo PIB igual a 100. A agropecuária, dentro da porteira, fica com 30% de 100. A tecnologia, ciência, insumos e máquinas (o antes da porteira) fica com 10% de 100. E o resto? Onde estão os 60% restantes?

 

Além das porteiras, depois das porteiras das fazendas, predominantemente no comércio, supermercados, setores financeiros, transportes e na agroindustrialização.

Quer dizer, para conduzirmos um PIB nacional para crescer 20% em 6 anos, só conseguiremos se dobrarmos o tamanho do nosso agronegócio, e isso só irá ocorrer com agregação de valor, agroindústria, processamento e a multiplicação de muitas Havaianas, a única marca brasileira global que deveria ter sido batizada de brasilianas, pois a marca ainda fica com cara de Hawai.

Então, para o PIB que crescer 20% precisaremos de um agro que dobre de tamanho. E isso, além de produção agropecuária, em tudo, frutas, hortalicas, especiarias e até no lançamento do suco mais gostoso do mundo, o de jabuticaba.

Precisaremos de agroindústrias. Micro, pequenas, médias e gigantes globais.

O presidente foi brevíssimo, mas que o estudo profundo do agronegócio para que ele dobre de tamanho esclareça o papel determinante da agroindustrialização e seus serviços.

O agronegócio é um complexo agroindustrial integrado. Vamos voltar às origens do termo Agribusiness, criado em Harvard, e no Brasil em 1990, com o pioneiro Ney Bittencourt de Araújo e Prof . Decio Zylbersztajn, no Pensa, da Fea-Usp.

 

Gisele Bündchen seria uma ótima embaixadora das coisas boas do agro brasileiro

Temos um grande problema de comunicação no Brasil. Continua valendo o que Aldir Blanc e Maurício Tapajós escreveram: “O Brasil não conhece o Brasil”. Elis Regina gravou e cantou uma canção em 1978 com essa frase.

No site da United Nations Environment Programme, site oficial das Organização das Nações Unidas – ONU, consta o Protected Planet Report 2016, que diz:

“É fato conhecido de que o Brasil, entre os únicos 10 países do mundo com mais de 2 milhões de km² é de longe, o que mais protege seu território, tanto em termos absolutos como relativos.”

Quem registra e revela essa afirmação é a própria ONU.

Portanto, o que me intriga é porquê só sabemos das coisas ruins do Brasil. Uma imagem de desmatadores, de destruidores de abomináveis, como se fôssemos os maiores predadores do planeta, e isso associado ao nosso agronegócio.

Está na hora de uma inteligência de comunicação para separar o joio do trigo. Temos desmatamento ilegal no Brasil, sim. Precisa pegar e ver onde está ocorrendo. E iremos constatar que o desmatamento ilegal vem predominantemente de terras não atribuídas, reservas lugar sem dono, pois onde tem dono, se identifica, se pega e se aplica a lei.

Mas como jornalista e comentarista, ao encontrar essa afirmação no site da United Nations Environment Programme de que somos sim, os campeões mundiais da preservação da cobertura vegetal, senti um alívio.

Esse reconhecimento vem de fora para dentro, chega isento de ideologias e de facções políticas.

Mas precisamos fazer com que isso chegue a todos os nossos famosos e notórios líderes da opinião pública brasileira e internacional. Precisamos comunicar e pedir que os nossos famosos globais nos ajudem nessa divulgação.

Neymar, Gisele Bündchen, Gabriel Medina e até o Kondzilla, líder dos views no YouTube com músicas de funk.

Temos muita coisa pra corrigir no Brasil, mas não matem o que temos de bom.

Como a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, me disse em uma entrevista concedida no Jornal da Manhã desta segunda-feira, 14, que a nossa estrela internacional Gisele Bündchen deveria sim ser a nossa embaixadora das boas coisas do agro brasileiro.

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