Precisamos nos preparar para o meteoro SIM!

Precisamos nos preparar para o meteoro SIM! Chegará no dia 1/1/2019 na forma da falência total do sistema político-nacional para governar uma nação do tamanho e importância do Brasil.

A organização da Sociedade Civil que já responde pelo êxito, quando analisamos os 200 melhores municípios do país, essa sociedade civil apartidária, empreendedora e cooperativista será a salvação do país! Sejamos preventivamente resilientes e preparados desde já! #Eleições #Eleições2018

Rádio: a mídia que mais cresce no agronegócio

O Grupo de Líderes Empresariais (LIDE) reuniu nos dias 21 e 22 de setembro, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, líderes do agronegócio.

As principais conclusões foram sintetizadas num documento chamado de Legado do Fórum LIDE de Agronegócios.

O relator do legado foi o ex-Ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, e quero destacar como uma conclusão das mais importantes deste evento a consciência das lideranças do agro brasileiro a respeito da comunicação.

O legado é marcante e enfatiza investir em comunicação no sentido de educar a população sobre verdades e fatos.

Dr. José Luiz Tejon, Especialista em Agronegócio e apresentador do programa A Hora do Agronegócio – Via Jovem Pan

Vivemos uma autêntica guerra de comunicação, uma batalha pelas percepções dos consumidores, um tsunami de Fake News e constatamos que a ciência para predominar precisará de muita comunicação educadora e permanente.

Wilson Mello, Presidente do Conselho da Associação Brasileira da Indústria da Alimentação (ABIA) disse que os ataques aos alimentos da indústria podem significar prejuízos de bilhões e desemprego se prevalecerem.

Para isso, um termo foi inventado, “ultraprocessados”, e a mesma agressividade com que os cigarros foram tratados no consumo organizações propõem que sejam utilizadas nos alimentos como triângulos nos rótulos.

Wilson Mello afirma que a indústria é lenta nas respostas, enquanto os detratores atuam em alta velocidade e sensibilizam a população com inverdades e generalizações manipuladoras.

O documento do legado aposta num Brasil campeão mundial da segurança alimentar, pois temos tecnologia tropical sustentável, terras e gente competente no agro ao longo de todas as suas cadeias produtivas.

Significa produzir 40% a mais nos próximos 10 anos.

Este legado aborda e assevera sobre ser fundamental a articulação público-privada, a integração de governo com a sociedade empreendedora, o aporte da tecnologia disruptiva (agricultura 4.0), educação e formação de talentos.

E sem dúvida, uma forte política de compliance na luta contra erros, desperdícios e na segurança dos alimentos, tanto por parte do Ministério da Agricultura e órgãos do governo, quanto pelas empresas envolvidas na produção de alimentos.

A Rede Jovem Pan foi parceira desse evento, e ressaltamos o crescimento da mídia na rádio no agronegócio como a que mais cresceu na audiência dos produtores rurais do Brasil, conforme constata a Pesquisa de Hábitos de Mídia da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA).

Hora e vez da voz do rádio na educação e comunicação do agro, tanto para o campo quanto para a cidade.

O pão nosso de cada dia carece de um plano nacional do trigo

A indústria do trigo se reúne em Foz do Iguaçu nesta semana (24). O 25° Congresso da Abitrigo que acontece entre os dias 23 a 25 de setembro em Foz do Iguaçu/PR, significa uma saudável tentativa de estabelecer uma coordenação dessa abandonada cadeia, e que é de imensa importância para o país.

Fonte: Pixabay

Me disseram o trigo ficou de escanteio. Eu digo muito pior, pois escanteio ainda tem perigo de gol o trigo foi jogado pra lateral da bandeirinha do seu próprio campo.

Trigo faz parte da mesa dos brasileiros, está presente nas padarias todos os dias, na pizza, farinhas, doces e até nas cervejas de trigo – aliás, a cerveja era chamada de pão líquido no passado.

A Associação Brasileira da Indústria do Trigo diz que somos dependentes de importação. Consumimos cerca de 11 milhões de toneladas de trigo, importamos cerca da metade da necessidade, e afirmam que produzimos mal e importamos mal.

A intenção da Abitrigo é boa. Gerar um plano de governo, uma diretriz, um plano nacional do trigo. Já temos trigo desenvolvido pela Embrapa adaptado às condições do cerrado brasileiro.

Uma carta de Foz do Iguaçu será preparada, e alguns pontos importantes lá estarão, como estes:

  • Reafirmar o compromisso com a segurança alimentar;
  • Investir no desenvolvimento e inovação de produtos que atendam necessidades nutricionais da população;
  • Combater a desinformação e veiculação de Fake News sobre os alimentos e derivados do trigo;
  • Acompanhar mudanças de hábitos dos consumidores;
  • Produzir mais e melhor.

Cooperativas, moinhos, cerealistas, fornecedores de máquinas e equipamentos estarão reunidos com pesquisadores, incluindo um painel sobre sustentabilidade e hábitos alimentares, com a presença de experts como a Embaixadora do Barilla Center for Food and Nutrition, Alessandra Luglio, e Valter Bianchini, da FAO e o Presidente da ABIMAPI, Cláudio Zanão.

21 de setembro – Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência

A luta começa na coragem. O ponto sem retorno, a deficiência assumida. A confiança em si mesmo passa a ser desenvolvida.

Ampliamos o limiar de dor. Com a autoconfiança podemos confiar no próximo, e cooperamos. Assim, aprendemos e vamos criar.

Criação é amar, e não esperar pronto. O que era deficiência revela um inovador e imenso poder. Nos recriamos. Assumimos a consciência da possibilidade. Então, conquistamos.

A luta dos deficientes inspira a tudo e a todos ao redor. Ao conquistarmos, paramos, refletimos e compartilhamos o saber. E com isso, forjamos o caráter, e ao desenvolvermos o caráter, saberemos construir destinos.

Isso tudo exige luta. Guerreiros não nascem prontos. Minha admiração aos especiais, dignos e admiráveis seres neste dia nacional de luta. Que serve para todos, sem exceção na Terra.

José Luiz Tejon, que um dia aprendeu com seus pais adotivos o prazer de lutar, e que esse é o sentido supremo da vida na Terra.

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China faz desenho animado com grão de soja e ataca Trump

Como fica a soja na guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, o maior cliente americano e também brasileiro?

Os chineses estão taxando o equivalente a 60 bilhões de dólares de produtos americanos, envolvendo 5.207 itens a partir do próximo dia 24 de setembro. Essa foi a resposta a taxação de Donald Trump em cima de 200 bilhões de dólares de produtos chineses importados pelos Estados Unidos.

Mas vejam só como o mundo mudou. O cartoon animado feito pela televisão oficial chinesa, CGTN – China Television global Network é um grão de soja falando em inglês com tradução de texto em chinês e inglês, e se chama o Monologue of a soybean, ou em português, Monólogo de um grão de soja.

Ali você vai ver e ouvir uma lição que os chineses mandam para o Trump e a para sociedade americana. O grão de soja começa falando ser muito importante na alimentação humana chinesa, para os animais também, e mostra que 62% da soja americana tem o destino a China.

Continua mostrando que Trump foi eleito com muitos votos dos produtores rurais americanos e que essa taxação sobre a soja dos Estados Unidos os irá prejudicar a todos. “Foram mais de 12 bilhões de dólares de soja americana para a China”, diz o grão de soja chinês animado.

O grão de soja continua e diz: “Eu fui apanhado no meio de uma guerra comercial entre a China e os Estados Unidos”, e num momento do vídeo do monólogo do grão de soja aparece o mapa do Brasil e da Argentina, mostrando que a China irá ampliar seus negócios com esses dois países.

https://www.youtube.com/watch?v=zurorwgU8fQ

Os preços da soja nos Estados Unidos estão prejudicados desde maio deste ano com as ameaças das guerras comerciais. Donald Trump disse que vai taxar todos os 500 bilhões de importações da China se ela fizesse o que acabou de fazer.

Logo, o que isso vai dar?

Com certeza pressão por demanda de soja brasileira, que hoje é o maior exportador mundial e com condições ainda nesta safra de aumentar sua oferta. Mas como sempre enfrentamos dramas logísticos e a crise política.

Por outro lado, se isso ocorrer haverá sacrifício maior da área de milho, e nossos setores de proteínas animais, dependentes da ração, irão pagar o preço da guerra lá fora.

Mas, curioso mesmo, foi ver o desenho animado que os chineses produziram e mandaram para os Estados Unidos e para todos. Está nas redes sociais.

Até tu, chinês, usando a arte do marketing pra meter bronca no Donald Trump.

 

Embrapa, inovações e competitividade de heróis

A genética desenvolvida pela Embrapa está mudando o agronegócio do maracujá no Brasil. O Distrito Federal é o maior estado produtor de maracujá, apresenta pelo último Censo do IBGE um incremento na produtividade do maracujá de 70%.

Maracujá tem sabor, teor de vitamina e qualidade para o processamento industrial. Novas áreas do país estão plantando maracujá, e graças a genética da Embrapa e com a nova geração de híbridos, estima-se uma contribuição econômica de 400 milhões de reais, na colheita, 5 mil empregos diretos, e mais de 10 mil empregos indiretos no maracujá business.

Fonte: freepik

Os cultivares das novas variedades da Embrapa maracujá significam apenas um dos exemplos de uma série de contribuições no setor da hortifruticultura nacional, da qual pouco falamos e comentamos, e que o público desconhece.

A Embrapa está em fase de escolha de um novo presidente. Há muitos burburinhos, manifestações e cartas enviadas ao Ministro por entidades, associações e, em meio a uma belíssima crise de liderança das classes políticas nacionais, parece que as poucas coisas que se salvam, acima do mar de incompetências, viram as joias, as pérolas da coroa, e todos a querem.

Tratamos disso no último Encontro MIRA – Mesa dos Incômodos Reinantes do Agro, realizado em agosto, no PENSA, da FEA USP.

O orçamento de toda a Embrapa é de cerca de 3 bilhões e trezentos milhões de reais. Agora, compare só: o orçamento de uma companhia internacional, como a Bayer, em pesquisa é de mais de 22 bilhões de reais.

Ou seja, uma Embrapa inteira significa menos do que 15% comparado a apenas uma grande corporação de pesquisa privada como a Bayer. E que ótimo, continuem investindo!

Se quisermos mais da Embrapa, o problema está na dimensão dos seus recursos e de uma clara necessidade de investirmos acentuadamente em pesquisa e educação no país, além de lideranças do agro que se integrem como cadeia produtiva.

Diferença Esperada da Progênie Humana – você já parou para analisar?

Como são os seus indicadores comparados aos dos seus pais e ancestrais genéticos?

Essa área do monitoramento e da ciência genética é extremamente avançada no setor do agronegócio: aves, suínos e bovinos do reino animal. Soja, milho, trigo, hortaliças, frutas, flores e árvores, no campo vegetal.

Os indicadores, no caso do agronegócio, são voltados a conversão alimentar, velocidade de terminação, resistência a pragas e doenças, vantagens oferecidas no pós-porteira das fazendas, na agroindústria, transporte, armazenamento e benefícios na saúde e prazer dos consumidores.

Na bovinocultura, o termo DEPH – Diferença Esperada da Progênie Humana, faz parte da excelência dos gestores de uma pecuária.

E no ser humano? Como seriam os indicadores para uma autoanálise? Como é o seu DEPH?

DEPH – cool, awesome, mind blowing. Esse termo, em inglês, tem um significado: ser legal, coisa ótima, muito bacana.

Então, vamos ao DEPH. Iniciamos com uma proposta de 7 indicadores. E com certeza, no caso humano, existem imensas probabilidades de relatividade em tudo. Como resultado disso, vamos buscar obter principalmente o que poderíamos fazer para melhorar os 7 índices indicadores através da educação e da cultura na formação de um ser humano, desde o berço.

Inicio com 7 fatores sem hierarquia dos mesmos:

1) Nível comparado de inteligência emocional adquirida.

2) Consciência de felicidade percebida.

3) Qualidade de impacto no seu entorno (legados efetivados no ambiente).

4) Nível patrimonial comparado.

5) Nível educacional comparado.

6) Reconhecimento público da sociedade (legados reconhecidos).

7) influência sustentável nas relações íntimas (filhos, amigos, pares).

Bem, você poderá acrescentar outros indicadores e poderá também interpretar cada um desses 7 fatores com derivativos significativos, afinal, seres humanos ao contrário das demais espécies sob gestão dos geneticistas, seguem um padrão livre e de cruzamentos aleatórios, ou mesmo que tenham afinidades, nada pode ser comparado à gestão industrial de plantas e animais.

Dessa forma, vamos ao exercício. Para cada um desses 7 fatores, de 0 a 10, como você se compara com os seus pais? Como você compararia os seus pais com os seus avós? Como você pode já estar comparando os seus filhos com você mesmo?

E se você é o filho, qual a análise que seus pais teriam de você?

Agora faça uma análise com pessoas próximas que você conheça bem, suas histórias e exerça o raciocínio. O que você conclui? Seriam os nossos filhos com DEPH melhor do que nós mesmos, os seus pais, se você já tiver filhos?

Se você é um educador, como são os DEPHs dos seus alunos?

E agora, então a pergunta que vale uma vida e talvez milhões de vidas: “Como podemos interferir positiva e eticamente na melhoria de cada um desses indicadores através da educação e da cultura, já que não temos a menor intenção de agir sobre esses fatores geneticamente?

Imagem: Pixabay

Poderíamos dizer então que a cultura e a educação, de verdade, salva. Mas não falamos somente aqui, então, dessa educação da escola, da faculdade, dos mestrados e doutorados apesar de continuarem a ser fundamentais na área da educação formal. Falamos também de uma educação e cultura sobre valores e formação de caráter, que podem apoiar e desenvolver seres humanos via consciência e via práticas que nos transformem em mais evoluídos do que nossos pais e ancestrais.

Seria isso o que devemos esperar da humanidade?

Seria isso o que deveríamos esperar de mães, pais e educadores?

Seria esse o papel de legítimos líderes?

Seria essa a missão íntima de cada ser vivo na jornada humana na Terra?

Ou caberia essa tarefa ao processo próprio da própria natureza, das próprias relações das forças entrópicas x as sintrópicas do universo gelado, silencioso, escaldante e incompreensivelmente infinito?

Ou habitariam as almas e espíritos em dimensões afastadas, cujo prazer seria observar como podem os humanos, amputados de consciência passada, nublados da consciência do futuro, brincarem de eternidade num nano átimo de um tempo, que de tão curto, nem chega a existir?

Vamos brincar então do DEPH, this is cool. Profundamente incomodante, Portanto, deliciosamente provocante.

Quatro presidentes diferentes em quatro anos no Ceagesp?

Existem muitas insatisfações com o nosso Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo) e não poderíamos ter ineficiência num lugar com a importância imensa dessa organização para todo o agronegócio de legumes, frutas, verduras e flores.

O Ceagesp é um dos maiores entrepostos do mundo e movimenta produtos de mais de 50 mil produtores, a grande maioria por produtores familiares.

Possui 1.200 permissionários de FLV, 900 de flores e 66 de pescados. E existe muita insatisfação com sua administração. Os custos e a não inovação vão tirando do Ceagesp os clientes.

Os clientes mais organizados passam a preferir investir em seus centros de distribuição, que ficam mais baratos do que ir se abastecer no Ceasa.

Dificuldades nos sistemas (internet) para emitir notas fiscais. Problemas com logística e ideias esquisitas, como por exemplo, impedir que sejam usadas empilhadeiras para carregar as cargas com pallets de clientes dos permissionários.

Problemas com a imagem de sanidade e segurança de alimentos crescendo. Existem insatisfações e incômodos reinantes no ambiente do Ceagesp.

A própria ideia de mudança do Ceasa São Paulo para outro local para melhorar a logística está travada e parou, o que também é esquisito. Estima-se que a área onde está hoje o Ceasa na cidade de São Paulo deve valer cerca de 9 bilhões de reais, um dinheirão muito atraente para o Governo Federal.

A montagem de um novo Ceasa moderno se faria com um terço desse patrimônio. Por que travou, travou por quê?

Agora, o que mais chama minha atenção e quero aqui perguntar e obter respostas. Por que em quatro anos, em apenas quatro anos, a presidência do Ceagesp mudou 4 vezes?

E pergunto: “É possível qualquer organização de qualquer tipo ter alguma chance de planejamento, liderança e governança mudando o seu presidente 4 vezes em 4 anos, e ao mudar o presidente, mudarem gerentes e equipes?”

E ainda mais: seriam os 4 presidentes dos últimos 4 anos do Ceagesp profissionais técnicos especializados em logística, abastecimento, comércio, entrepostos ou seriam eles herdeiros de negociações de partidos políticos e da mesma forma suas equipes?

Um presidente do PT substituído por outro do PSD, depois PP e agora o atual presidente também ligado ao PP.

Então vai aí a bronca que serve para o Ceagesp e para tudo que envolve governo, precisa parar com o leilão de cargos nas empresas públicas, o exemplo do Ceagesp não resiste a uma análise simplória de qualquer estudante de administração com 4 diferentes presidentes indicados por partidos políticos em 4 anos.

Sério demais para um órgão do agronegócio brasileiro que define precificação de frutas, legumes e verduras em todo o país e mexe com a vida de milhares de produtores, comerciantes e milhões de consumidores e tem nos seus quadros excelentes técnicos à disposição.

Precisa acabar com isso. Gostaria de ouvir o alto comando do Ceagesp a respeito.

É hora da Sociedade Civil Organizada assumir o Brasil.

O agronegócio do futuro será com uma economia colaborativa

Para não dizer que não começamos pelas cooperativas (um exemplo secular da colaboração) e que no Brasil já significam quase 50% de tudo o que é produzido, com cerca de 1 milhão de produtores rurais cooperados. Vamos agora para o universo total do agro. Entramos na era da economia colaborativa, disruptiva, onde o negócio não é o ter a posse, mas sim ter acesso.

 

Vivemos em uma sociedade de fluxos de informações, com o novo jornalismo, e da mesma forma, passamos a ser o resultado dos fluxos de acessibilidade.

 

Já estamos com as bicicletas compartilhadas nas ruas, o Uber, Airbnb, e agora temos a história de duas amigas francesas chamadas Clemence, que fizeram uma viagem de 47 mil km pelo mundo totalmente colaborativa, chamada de “sharing roots”.

 

De olho no agronegócio. O colaborativo já explode com o compartilhamento de dados dos sensores das máquinas entre si, com os satélites e colocando o ser humano no centro desse sistema colaborativo como um monitor, monitorado, monitorando e gestor, e assim será na meteorologia compartilhada.

Na mecanização da agropecuária ter máquinas para movimento da terra para um produtor é uma posse extravagante, um compartilhamento e um acesso inteligente. Idem para balanças sensoriais de uma Coimma na pecuária, por exemplo.

 

Máquinas operacionais, como pulverizadores, plantadeiras, colheitadeiras, adubadeiras, tratores, sendo compartilhadas através de aluguel, é ótimo para quem já tem o parque instalado, para não deixá-lo ocioso e poder investir aceleradamente na sua inovação, e mesmo com a multiplicação de empresas prestadoras de serviços, compartilhando a inteligência do saber fazer.

 

Por exemplo, a Alluagro, de Uberlândia. É uma dessas pós startups atuando na economia colaborativa, no encontro da oferta com a demanda de equipamentos agropecuários numa plataforma de relações e com inteligência de geo locação.

 

Os distribuidores, as cooperativas do futuro, as tradings, as empresas de seguro, os cerealistas e os produtores: o que serão? Um processo de inteligência compartilhada e colaborativa, onde a sua interdependência significará a possibilidade do sucesso para a independência lucrativa de cada um dos seus membros, e tudo isso com muita velocidade.

 

No transporte, os nossos bravos caminhoneiros, principalmente os autônomos e independentes. O sucesso dessa categoria necessitará, sem dúvida, de uma plataforma colaborativa muito mais e muito acima das recaídas no passado dinossáurico de tabelas de preço mínimo.

 

O novo agro caminha velozmente para uma sociedade colaborativa e também circular. Quem não mudar, não vai rodar.

Independência é vida desde que tenhamos consciência de que somos interdependentes

Independência consciente da interdependência é vida. Caso contrário, pode ser morte.

Fonte: píxabay.com

“Independência ou Morte!”, gritou D. Pedro I nas margens do Rio Ipiranga vindo de Santos, onde de fato foi decidida a independência do Brasil da corte portuguesa.

E neste 7 de setembro falo aqui de Santos, onde observo dezenas de navios parados no largo aguardando para entrarem no maior porto da América Latina e o principal do agronegócio brasileiro.

E sem dúvida, ali parados, esses navios estão pagando o demurrage..

Mas aqui de Santos, no sudeste, o mar camarada, e no lado oeste, o interior companheiro. Olhando para os caminhões – e os caminhoneiros que são legítimos trabalhadores honrados brasileiros – lá está estampada a conta do aumento do custo do transporte.

 

A CNA diz que cresceu 204% com ida e volta, num frete de Sorriso, Mato Grosso, para o Porto de Santos. A CNI a disse: “Vamos esperar uma decisão célere da justiça” e outra entidade, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), explicou através do presidente Sérgio Mendes: “Não tem como produtor e exportador absorverem isso“.

Mais uma entidade, a Abiove, de óleos vegetais, com André Nassar como presidente exclamou: “A correção da tabela de preços passou por cima de questões técnicas e jurídicas, foi política, tememos que esse comportamento do governo se torne padrão“.

Enquanto as entidades gritam, parece que há uma lei universal ainda não deglutida pelas lideranças empresariais brasileiras: toda grande independência será totalmente dependente da união e da cooperação entre os membros que formam um sistema.

Isso significa agronegócio, um sistema interdependente. Ou seja, fora da negociação, dos contratos e da orquestração das cadeias produtivas, a independência de cada um dos seus elos, vira de fato morte, e não vida.

Pelo lado dos caminhoneiros, o presidente dos Autônomos de Cargas de Ponta Grossa, Neori Leobet afirmou: “O reajuste da tabela de preços é o que precisava ser feito“.

Outro líder dos caminhoneiros, Wallace Landim, disse que vai ter manifestação dia 12 de setembro, em frente à ANTT pressionando para que haja fiscalização sobre o tabelamento.

O que aprendemos com a lição da independência ou morte? Que a independência de um sistema, de uma nação, é totalmente dependente de sua organização interna.

Enquanto as confederações e as associações patronais não conversam entre elas mesmas, e enquanto não se define um líder para o comitê de crise dos fretes, e da mesma forma, enquanto isso não ocorre no lado dos caminhoneiros autônomos, ficam todos esperando pela decisão do Sr. juiz Luiz Fux, do STF, que disse: “Todas as decisões sobre a tabela do frete estão suspensas até que haja uma decisão sobre a constitucionalidade da medida”.

Enquanto isso, a morte, o lado malvado da independência sangra a todos os elos de sua corrente.

Semana da pátria. Semana de saber que independência é vida desde que tenhamos consciência de que somos todos interdependentes, caso contrário, pode ser morte. Viva o Brasil.