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Dólar subiu e o Ibovespa caiu, e o agro?

Dólar subiu e o Ibovespa caiu, e o agro?

Ibovespa caiu ontem 1% e o dólar foi a R$ 3,99. Por quê?

Donald Trump disse de novo que irá elevar as tarifas sobre produtos chineses. Isso desmontou as expectativas dos mercados globais e levou investidores a se protegerem, sentirem maior segurança, como na moeda dólar.

Porém, após a queda das bolsas, logo veio outra notícia, mais acalentadora, de que tudo isso seria amenizado com uma nova rodada de negociações.

Sem dúvida, os especuladores e os que vivem das transações voláteis fora da mão na massa dos que produzem com suor, muito suor, apesar da necessária inteligência e criatividade, esse mundo que especula vive o mundo do jogo. E para que esse jogo possa ser atrativo, estimulante, enebriante e pleno de adrenalina, diariamente são fabricados.

Amam os fatos que fazem dos mercados financeiros e de suas expectativas uma montanha-russa, agora chamada de montanha Donald Trump, não a do Donald, o pato lá da Disney, mas a da guerra das palavras.

Analistas com visão de longo prazo dizem: “estamos cautelosamente otimistas“, como proclamou Catherine L. Mann, do Citi.

Claro, sem dúvida, farão acordo. Mais cedo ou tarde, e com certeza quando for o melhor momento para os Estados Unidos, farão.

E nós no Brasil? Se o dólar sobe, fica bom para quem exporta. Oportunidade de consolidarmos presença nos mercados asiáticos e do Oriente Médio, locais onde a guerra das palavras, gritos e ameaças fazem parte do seu dia-a-dia?

Sim, pois mesmo em meio a uma verdadeira agriwar, uma guerra do comércio no agro global, mesmo nesse cenário indiscutível, existe o momento e a necessidade da trégua.

O Brasil pode muito bem ocupar o espaço das tréguas nas guerras criadas pela vontade humana de ganhar mais no jogo dos riscos voláteis.

Boa viagem para a ministra da Agricultura Tereza Cristina, que fará um tour de negócios pela China, Vietnã, Indonésia e Japão. É assim que se lidera, pegando na pasta e saindo pra vender.

E como disse o poeta Camões: “Quem faz o comércio não faz a guerra.”

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