Em breve teremos um novo presidente da Embrapa

Teremos em breve um novo presidente da Embrapa, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, organização com uma história e importância gigantesca no agro nacional.

Enquanto o processo sucessório é encaminhado com 16 candidatos, notícias muito boas recebo da Embrapa. Acabou de ser fechada uma parceria com a empresa suíça CEPTIS para rastreabilidade segura de produtos agropecuários.

Já estamos num mundo onde os consumidores de alimentos desejam segurança. Qualidade significa segurança alimentar. Ou seja, o zelo e a integridade do processo da origem, lá do campo até a mesa do cidadão.

Esse processo do acordo da Embrapa com a CEPTIS se trata de um modelo blockchain, ou seja, como se fosse um sistema lacrado, inviolável e que assegura a efetiva rastreabilidade daquele fim específico. Neste mês um projeto piloto está sendo preparado com uma área de soja convencional.

Fonte: pixabay.com

Imagine o futuro breve, onde deveremos ter não apenas um campo de uma lavoura de soja, mas múltiplos campos com fins diferentes entre si, não apenas de uma área convencional ou outra de edição gênica, mas para mais especificidades dentro de um grão de soja que seja voltado para um processamento industrial ou para um consumo de snacks, ou ainda para algum objetivo na ração de pets.

Não haverá apenas uma soja ou um milho, mas dezenas, e cada um desses campos exigirá rastreabilidade segura de ponta a ponta.

A agregação de valor já nasce no campo, não significa mais somente processamento industrial.

A marcha dos inconsequentes segue firme em torno do agronegócio

O livro A Marcha da Insensatez, de Bárbara Tuchman, um clássico que um dia recebi de presente das mãos de Ney Bittencourt de Araújo, à época presidente da Agroceres e fundador da associação brasileira de Agronegócio (ABAG).

Portanto, a inconsequência e a insensatez não são, de forma alguma, novidade alguma.

Neste exato momento, além das incertezas com a sucessão política, além das “Trumpnices”, de guerras comerciais, o Trump sempre muito mais inteligente do que pensam seus detratores, além da crise recente da Turquia que está alterando câmbio, bolsas planeta afora, além das campeãs nacionais do setor de carne estarem revelando balanços com prejuízos de cerca de 4 bilhões de reais, ainda a piração do tabelamento com preços mínimos dos fretes, quando caberia aos interessados resolverem suas questões comerciais, sem a mão, quase sempre atrasada e inoperante do governo.

Surge agora, na boca da nova safra, uma decisão da Justiça Federal no Distrito Federal de suspender o registro do herbicida glifosato a partir de 3 anos, aguardando o parecer da Anvisa a respeito, pois nos Estados Unidos a Monsanto, empresa fabricante, foi condenada a pagar indenização para uma pessoa que alegou ter contraído câncer por exposição ao herbicida.

Não amo glifosato, porém proibir na boca da safra o uso desse herbicida usado em praticamente toda a cultura de grãos do país, ao lado das sementes de soja e milho significará derrubar a próxima safra e colocar produtores rurais e todo o país num caos, onde a vitória não será do mato, será da insensatez e dos inconsequentes com parte dos poderes nas suas mãos.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a Embrapa e os órgãos técnicos brasileiros têm suas opiniões e visões a respeito do assunto e serão usados pela Advocacia-Geral da União para reverter essa decisão.

Enquanto isso, o adubo não chegou para boa parte dos produtores. O início do plantio com o sistema plantio direto, glifosato e sementes estão suspensos e nossos clientes, além do mercado interno, preparam planos B para uma hipótese (infernal) do Brasil não produzir e não entregar.

Aí sim, o que falta pra o caos total e a bagunça geral chegar, e chegará. Não há saída para o agronegócio nacional sem uma orquestração e união de toda a cadeia produtiva.

Precisamos de uma autorregulamentação e código de ética, onde o próprio setor lidere seus destinos. Quem não lidera, será liderado… e pode não gostar nada disso.

Dra. Temple Grandin está no Brasil!

Quem é ela?

Uma especialista em bem-estar animal norte-americana. Se especializou em desenhar equipamentos que aumentam a qualidade de vida do gado nos estábulos, por exemplo, nas balanças e na forma de vacinar e de manejar bois e vacas.

 

Mas algo muito especial existe na Dra. Temple Grandin: ela é autista, e sua história já chegou a gerar até um filme “Temple Grandin”, que ganhou o prêmio Emmy do Primetime em 2010.

 

Por ser autista, Dra. Temple Grandin conseguiu desenvolver uma sensibilidade especial, sentindo, ouvindo e percebendo os animais. Hoje ela percorre o mundo dando palestras e treinamentos sobre como melhorar as práticas do bem-estar animal.

 

Aqui no Brasil, esteve em fazendas brasileiras, uma delas na Fazenda Vale das Rosas, da pecuarista Carmen Perez, presidente do Núcleo Feminino do Agronegócio (NFA), onde também trabalhou por um dia ao lado da equipe da fazenda.

 

Dra. Temple disse que nos Estados Unidos melhorou muito as práticas de bem-estar animal apesar de ainda existirem 10% dos pecuaristas com práticas ruins. O negócio da carne será cada vez mais determinado pelas realidades praticadas com relação aos tratos, cuidados e ao bem-estar animal.

 

O que além de tudo, assegura melhor performance e lucratividade no negócio da proteína animal, pois evolui a qualidade dos colaboradores envolvidos na pecuária.

 

Airbnb no Salão Internacional de Agricultura em Paris

Da França direto pra Jovem Pan, para os meus leitores do blog Cabeça de Líder.

No Salão Internacional de Agricultura, em Paris, você encontra o mundo sob o tema central deste ano: “A agricultura, uma aventura coletiva”. São mais de mil expositores no Parque de Exposições da Porta de Versalles.

 

O foco é valorizar o trabalho coletivo como chave do setor. São seis gigantescos pavilhões divididos por assuntos, como o pavilhão de carnes, outro dedicado a cavalos e também a produtos culturais do campo, onde a jardinagem e o mundo vegetal se faz presente. Há um terceiro pavilhão com comidas e bebidas, e ali está presente a televisão francesa sendo transmitida ao vivo.

No 4° pavilhão, da agricultura de precisão, vi o recrutamento de jovens e o meio ambiente high tech. No quinto pavilhão uma mostra dos produtos de vários países do mundo, onde a Costa do Marfim apresentava o melhor stand falando de sua política de preservação das florestas, e Marrocos mandava ver num samba do Brasil, uma tímida participação apenas com a caipirinha e o nobre capim dourado.

Sem dúvida e com todo respeito, o Brasil faltou neste show.

E por último um pavilhão dedicado a cães e gatos.

 

Algumas coisas surpreendem. Você não imaginaria ver o Airbnb num evento da agricultura, imaginaria? Pois ali estava, com um grandioso stand. E qual a ideia do Airbnb estar num evento rural? Promover o turismo rural.

Airbnb está presente no Salão Internacional de Agricultura 2018, em Paris.

O Airbnb na França já conta com mais de 6 mil agricultores cadastrados. Oferecerem sua propriedade para o turismo agrícola. O que significa ganhar uma renda adicional, mostrar e promover a sua atividade agrícola e conhecer pessoas do mundo inteiro.

 

Esperar pelo próximo presidente é como acreditar que o cavalo de Troia era um presente dos gregos

Até quando a “Marcha da insensatez” (livro Extraordinário escrito por Bárbara Tuchman) continuará nublando, enganando e traindo a sociedade brasileira?

Existe um Brasil lúcido, sensato. Ele apenas não se manifesta, não se articula e talvez esteja ainda dominado por uma tenra infância de crianças disputando a manifestação de seus egos.

O Brasil não pode esperar pelo processo político, pela absurda incerteza de acreditar que o novo presidente venha de qual facção vier, conseguiria dar o salto histórico para o país não se ver mergulhado nas trevas da ausência de consciência, dos seus próximos 20 anos.

Nada será como antes. Agora seremos exigidos na educação, nas lutas competitivas, no poder da cooperação, na ciência, no comércio e seremos obrigados a forjar uma nação, uma pátria, uma república, ou então iremos agonizar no império da revolução dos bichos de George Orwell. Superação é o dever.

Superação como prefere Makiguti significará “criar valor a partir da sua própria vida, sob quaisquer circunstâncias. E valor quer dizer o bem, o benefício e o belo. “Só teremos superação com os fundamentos superantes da coragem, da confiança, da cooperação, da criação, da consciência, da conquista, da correção e da definição de um caráter de país.

 

Quem educa supera e faz superar. E quem tem o dever de não ficar mais esperando pelo entrópico processo político e sua relação mortífera com parte do empresariado, que desprovido de valores se locupletou como nunca dantes na corrupção, desmascarada pelos também inesperados e disruptivos jovens das lava jatos tropicais, esse dever cabe a nós. Cabe a sociedade civil organizada, cabe ao ponto mais precioso  da superação, assumir o protagonismo e abandonar a vitimização. Quem são os piores líderes para fracassarem nesse desafio? Aquele que se vitimiza, dessa forma, espante e enxote qualquer um que traga uma retórica vitimizadora e de vitimização. Quem pode nos levar a essa disruptiva fase mutante, não insensata?

 

Os brasileiros que trabalham, sensatos e representantes de um Brasil que aos trancos e barrancos se mantém entre as 10 maiores economias do mundo,  que está na lista mundial de países livres, que conseguiu liderar em diversos segmentos econômicos e tecnológicos, como o próprio agronegócio,  exemplificam um país formado de sofridos e pobres imigrantes de todos os cantos, com escravos e excluídos do planeta, assim como foram meus pais, meus avós, meus bisavós.

 

Precisamos convocar, sim, as estruturas formais e já organizadas da sociedade civil organizada. Para superar precisamos de liderança democrática e de entidades que aí estão, até agora caladas, escondidas deste momento de tão magnânima dimensão.Convoco as organizações empresariais nacionais, as confederações empresariais que reunidas representam todo o produto interno bruto do país. As 12 CN’s. Convoco as representações religiosas, a OAB, educadores, trabalhadores, estudantes e militares. Os colegas jornalistas e a mídia.

 

Só há uma regra de ouro para criarmos uma proposta de projeto brasileiro de governança, ao lado ou à parte do sistema político partidário isoladamente que, sem duvida, por ele só, nos conduzirá inexoravelmente ao cavalo de Tróia, um presente de grego, seja quem for o presidente oculto na sua barriga equina. Nenhuma entidade, organizada, pode ter qualquer vínculo ou elo com partidos políticos. A contaminação político partidária condena a representação da sociedade civil organizada a uma guerra de loucos, onde enganos e traições, vozes tumulares de ideologias passadas nos condenariam ao fracasso antes da partida. A ideologia do passado já morreu. Que venha, se precisar, a ideologia do futuro. Ela não se encontra nos baús enterrados nas suas tumbas.

O Brasil precisa superar, ultrapassar e ir muito além de ficar esperando por um processo político ou num debate pautado pela loucura entre este nome, ou aquele nome, como se fosse possível e aceitável esperar pelo que não virá, e que já faleceu na esquina próxima passada da história recente. O populismo é o veneno do futuro. O mornalismo, das normalidades mornas, a anestesia da ação. Não se enfrenta o populismo somente com o sonho democrático do voto. Precisa de mais, muito mais. Sem ajuda das organizações sensatas e estruturaras, o voto não fará milagre. Até porque milagres estão num campo de dimensões elevadas, e não seria justo esperar por eles. A Deus o que é de Deus e ao brasileiro o que é o dever de cada brasileiro.

Quatro pontos para uma Sociedade Civil Organizada

Sociedade Civil Organizada: os quatro pontos para chegarmos a uma síntese:

1° ponto: Onde o agronegócio progride e cresce a qualidade de vida. O PIB per capita de Correntina, no oeste da Bahia, era de quatro mil, duzentos e sessenta e sete reais no ano 2000. Em 2015, foi para trinta e nove mil e trinta e quatro reais.

São Desidério, outra cidade do oeste baiano, em 2000 o PIB per capita registrava quatro mil duzentos e setenta e seis reais, e passou em 2015 para oitenta e três mil, duzentos e trinta e quatro reais.

Temos uma realidade em todo interior brasileiro, acentuado positivamente onde cooperativas bem lideradas estão presentes. Isso é fato, e não mito.

 

2° ponto: Tiago Muniz, jornalista da Rede Jovem Pan, entrevistou o presidente reeleito da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, João Martins, semana passada, com a presença do presidente Michel Temer, em Brasília, e mostrou na fala do Sr. João Martins, uma queixa contra ativistas que atacam o agronegócio. Tiago Muniz ainda ressaltou que nesse discurso o presidente reeleito da CNA não declarou quem são e quais forças seriam essas.

 

Ou seja, organizações fortes e poderosas, como a própria CNA, se consideram vítimas perante fatos concretos da importância do agro no país, cuja população reconhece hoje seu fundamental valor.

Está na hora de saber orquestrar a comunicação, pois a realidade é resultado de percepção, e parar de pôr a culpa nos outros…

3° ponto: Vera Magalhães, outra colunista da Rede Jovem Pan escreveu para o Jornal O Estado de S. Paulo:

“O adiamento da votação da reforma da previdência não mostra só a impossibilidade de o atual congresso desempenhar um papel minimamente responsável…”.

 

O mais assustador é a completa falta de cálculo político, com isso se explica que a história comprova, serem mais reeleitos os que votam em reformas do que aqueles que não votam em reformas. Portanto, são burros ao protelar fazer agora o que precisa ser feito já…

4º ponto: Manuel Castells, estudioso e o profeta das redes, numa entrevista para o jornal O Valor disse: “Entre 60% e 75% dos cidadãos das democracias ocidentais não acreditam que os partidos políticos os representem legitimamente”, e adiciona: “… em situações extremas, como a do Brasil, precisaria de algo que venha da sociedade e não do sistema político, deslegitimado”.

Qual a conclusão e a síntese? Simples…

 

Entidades como a CNA precisam parar de chorar e aprender a se comunicar com a sociedade de forma muito mais consistente, permanente e inteligente, e claro, precisam trazer ao seu lado a Confederação Nacional da Indústria – CNI, a do Comércio, de Finanças,  das Cooperativas e sete as demais.

Sabemos que são doze Confederações Nacionais Empresariais que representam todo o PIB do país, não o governo… são 12 órgãos estruturados da Sociedade Civil Organizada.

Perante as evidências, por quê não se unem para um projeto brasileiro? O agronegócio envolve a todas as doze Confederações Empresariais. Está na hora de assumir a profecia de Manuel Castells. Que nos valha a sensatez da sociedade civil organizada.

 

“Eu não acredito mais em governo“, diz ex-Ministro Alysson Paolinelli

A frase “Eu não acredito mais em governo“ foi dita por um brasileiro com a autoridade legítima: Alysson Paulinelli. E eu digo: “Estamos juntos nessa”.

No Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tivemos um dos Ministros mais exemplares votado por unanimidade nacional: Alysson Paulinelli. Hoje preside a Associação Brasileira do Produtores de Milho – Abramilho.

A data desta entrevista considero emblemática para todo o país: 7 de dezembro de 2017. Estávamos num dos mais importantes eventos da fruticultura brasileira realizado pela Abanorte, na cidade de Janaúba, região de Jaíba, localizada no norte de Minas Gerais.

(Veja como foi o Abanorte Fruit Connections: http://www.abanorte.com.br/web/app.php/noticia_page/69).

No evento, frente a mais de 500 testemunhas, haviam produtores de frutas, técnicos, autoridades e a mídia, perguntaram sobre as necessidades do país em diversos aspectos, como infraestrutura, política das águas, acordos comerciais e plano agropecuário, e de forma assertiva o ex-Ministro Alysson asseverou: “Eu não acredito mais em governo…“, e alguém perguntou em seguida: “E no Governo Estadual?“ e finalizou dizendo: “Também não…”.

Entrevistado por mim, pedi sua autorização para expor essa sua convicção ao país, e devidamente autorizado o transcrevo, pois considero que o Brasil não está precisando de choque nenhum além do choque de liderança da sua Sociedade Civil Organizada.

Eu perguntei para o Ex-Ministro: “Por que não acredita mais em governo?”, e ele respondeu: “Porque governo só atrapalha. No Ministério da Agricultura, por exemplo, não temos autonomia para nada. As decisões caminham todas para privilégios de interesses político-eleitoreiros.”.

Então, concluo que passamos a ter no mundo e no Brasil um descompasso do compasso. Isso quer dizer que a sociedade planetária se movimenta na velocidade digital, e governos no passo lento do cágado abraçados à índole nata do bicho preguiça. Quando não, algumas vezes velozes movidos pela picardia dos ratos que adoram roubar os queijos das dispensas abertas da nação brasileira.

Exceções? Existem, como a ciência já descobriu, que servem para confirmar a regra. Então, resolvi fazer uma outra grande pergunta ao ex-Ministro: “Ministro Alysson, o que vamos fazer doravante?”

Sua resposta cravou fundo na nossa consciência. Foi um cravo doloroso carregado de incômodos que se voltam e apontam exatamente para nós: “Não podemos esperar por governos, precisamos pegar para fazer. Sair, negociar, ter uma voz unida e reunida, pois sabemos tudo o que precisa ser feito. Nossos especialistas, estudiosos, pesquisadores e analistas possuem preparo e diagnósticos muito bem feitos das necessidades estruturais do país, em todos os sentidos. Basta irmos e acompanharmos os congressos, as pesquisas, as apresentações e as entrevistas. O que vemos é repetir e repetir os mesmíssimos diagnósticos. O que varia apenas é a tonalidade, a assertividade e a criatividade dos apresentadores.”.

Sim, sabemos tudo o que precisa ser feito no Brasil. Então, por quê não fazemos?

Não podemos mais nem esperar por governo e também devemos parar de botar a culpa em governos. Perante a falência notória e exemplar do sistema de governança do Brasil exponenciado pelas prisões, acusações e escândalos de um conluio público privado, revelador de uma contabilidade campeã do mundo na sua soma de falcatruas.

Esperar pelo governo, pelo próximo presidente, pelos novos legisladores e pelos embates ideológicos de esquerda, direita e de intérpretes da Constituição e das leis seria fácil se não fosse a sua inviabilidade, ou pior, a insanidade dessa insensatez.

Então, qual a proposta? Precisamos de governo?

Sim. Mas não mais de um governo que faça as coisas olhando para seu umbigo ou para Brasília. Precisamos de uma governança, de um cogoverno. Um deveria permanecer dentro das representações da democracia, os partidos políticos, suas facções e sub facções, e que ao longo do tempo possamos aprimorar a sua qualidade. O outro governo é esse que o ex-Ministro Alysson explicitou em no evento. Um governo da Sociedade Civil Organizada não contaminada por ideologias e sem a infiltração político-partidária. Um norte pra o país, onde todos os setores empreendedores nacionais devem ter um projeto, assim como o agronegócio. Que seja sustentável, que contenha responsabilidade social e que signifique um plano diretor para o Brasil crescer, e idealmente, que todos esses setores consigam integrar seus planos entre todas as cadeias produtivas brasileiras.

“A democracia é o melhor sistema de governo do mundo, mas ele tem uma regra: quem está organizado faz, e quem não está sofre…“, disse Alysson Paulinelli.

E continuou: “Passei pelo governo e estudei muito e sei das deficiências que eu tive, eu não acredito mais em governo, e profundamente decepcionado, vejo que governo não tem capacidade de fazer as coisas. Há uma interdependência que não funciona no Ministério da Agricultura. Não tem autonomia, seus recursos estão em outro gabinete; a fiscalização imperando no Brasil como forma de criar dificuldades para vender facilidades. Por isso eu não confio…

A saída? O caminho? O agro tem soluções, gerou soluções e é o que mantém a economia. Esse agro não pode esperar pelo governo, pois ele só atrapalhou. Desde 1986 só fizeram bobagens… acabaram com os instrumentos de política agrícola. O governo se encurrala e só sobra pra ele o instrumento de taxas de juros para controlar inflação. Não acredito mais em governo, pois é uma bagunça.

Para todo brasileiro, segue o recado para 2018: Que a sociedade reaja a esse caos, uma crise moral, política e social. Reconhecer que como o agro, outros setores também podem se organizar e buscar dinheiro lá fora a melhores custos do que aqui dentro. A democracia é o melhor sistema de governo, e eu participei do governo militar e eu sei o quanto presidente Geisel e seu sucessor sofreram para a abertura democrática, mas democracia tem uma regra no mundo inteiro, e quem está organizado faz, e quem não está sofre…”.

José Luiz Tejon

Jornalista, escritor, professor.

Membro do CCAS – Conselho Científico Agro Sustentável.

Membro do conselho consultivo da ABMRA – Associação Brasileira Marketing Rural.

Colunista da Rede Jovem Pan, Revista Feed&Food e colunista no Canal Rural, com o blog Agrosuperação.

As melhores do agronegócio 2017 pela Revista Isto É Dinheiro Rural

As Melhores da Dinheiro Rural 2017 apresentou as 500 maiores empresas do agronegócio nesta segunda-feira (27) no evento da Revista Isto É Dinheiro Rural, realizado no Tom Brasil, em São Paulo/SP.

O ranking apontou dentre as 500 maiores do agronegócio no Brasil, oito cooperativas. São elas: Copersucar, Coamo, Tereos, Aurora Alimentos, C. Vale, CHS, Lar, Comigo e Cocamar.

 

As cooperativas agropecuárias brasileiras significam praticamente a metade de tudo o que se produz no país; respondem por cerca de 5 bilhões de dólares de exportações.

Temos no país 1500 cooperativas agropecuárias com mais de 1 milhão de cooperados.

Conversando com os diretores da Coamo, a cooperativa de Campo Mourão/PR, que tem uma receita de 11,5 bilhões de reais, algo muito positivo chamou a atenção, pois tem crescido o número de cooperados, sendo hoje 28 mil, além de contarem com 850 jovens que estão sendo preparados para a liderança e sucessão. Coube a Coamo receber também o prêmio da melhor gestão financeira e eleita como a melhor cooperativa do ano.

Continua sendo genial o cooperativismo, pois 80% dos seus cooperados produzem em áreas de até 100 ha.

 

Dentro das cooperativas, ainda se destacaram a Tereos, na área de cana-de-açúcar, uma cooperativa francesa com ótimo desempenho no país, tendo recebido a medalha de ouro na gestão da cadeia produtiva, ou seja teve preocupação com todos os elos do agronegócio, desde a ciência até o consumidor final.

As cooperativas reunidas atingem mais de 180 bilhões de reais de receita, o que significa 13,5% de todo o PIB do agro, e cresceu 13,5% o seu faturamento em 2016 comparado a 2015 (mesmo em meio a toda crise nacional).

A empresa do ano do agronegócio coube a DSM Tortuga na área da nutrição animal, sal mineral e principalmente vitaminas e tecnologias para o setor da proteína animal, com uma receita de 1,8 bilhão de reais no Brasil, e quase 8 bilhões de euros no mundo.

Outro prêmio foi destinado para a Coopavel, a cooperativa de Cascavel/PR como responsabilidade na cadeia produtiva como um todo, outro exemplo de realização e de liderança no oeste paranaense.

 

As cooperativas são além de claros exemplos de competência de produção e condução de pequenos e médios produtores, um caso extraordinário de estudos como centros educacionais.

Mais do que produzir e administrar o cooperativismo significa educação para a vida capilaridade de dignidade humana.